terça-feira, 31 de março de 2009

RENATO CALDAS NA HISTÓRIA DA MÚSICA POTIGUAR


Chico Elion (Francisco Elion Caldas Nobre) musicou e gravou no seu CD "Chico Elion e Vozes amigas, 1995, o poema de Renato intitulado "Saudes de Guarapari", outro músico potiguar chamado Guaracy Picado musicou e gravou um CD com o título "Guaracy Canta Renato Caldas e Outros", 2005. Leide Câmara no seu livro "Dicionário da Música do Rio Grande do Norte", diz que Jarlene Maria musicou e gravou os poemas de Renato como "Reboliço ("LP Reboliço") e em parceria com Mirabô o poema "Fulô do Mato" ("LP Ponta de Mel"), além de "Mulata" que segue adiante:

"Mulata da minha terra"
Qui nasceu num pé de serra
Desta nação brasileira,
A tua boca encarnada,
Só parece uma taiáda
De goiabada pesqueira.

Só quero qui você deixe,
Qui você deixe mulata:
Qui eu fique quinem o peixe
Qui enfeite as tampa da lata.
Me deixe pro dó, pru pena,
Pru desejo, ou compaixão,
Qui eu enfeite as tampa morena,
Qui cobre o seu coração.

O poema canção sob o título "Lua Cheia" (paródia) é uma das belas composições de Renato Caldas. Vejamos:

Logo de noite,
Quando vorto do trabáio,
Pego a viola e me espáio,
Coméço logo a cantá.
Enquanto a Lua
Tá no Céu dipindurada
Ouvindo a minha toáda
Com vontade de chorá.

Oh! Lua cheia, Oh! Lua cheia.
Não óie nas teia
Da casa de meu amô.
Pruquê se oiá,
Se espiá,
Cabô-se lua cheia
O teu furgor.

Eu tenho raiva
Quando vejo a lua cheia,
Espiando pelas teia
Da casinha do meu bem!
Eu penso inté
Qu'essa lua tão marvada,
Qué levá a minha amada
pra uma casa que ela tem.

Mas, se eu pegasse
A lua pelas guéla,
Dava tanta tapa nela
Qui nem é bom, se falá...
Qui me importava
Qui o mundão escurecesse,
Ou qui ela se escondesse,
Só com medo de apanhá.
Se Deus deixasse
Se Deus aconsentisse,
Qui pro céu assubisse
E fosse lua também...
Passava a moite,
Lá no céu dipindurado, oiando pulo teiádo
Da casinha do meu bem.

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segunda-feira, 30 de março de 2009

AINDA SOBRE RENATO CALDAS

Renato Caldas esse excepcional artífice da poesia matuta brasileira que um dia Doryan Jorge Freire o chamou de "monstro sagrado", fora no ano de 1964 convidado, salvo engano, por Francisco Alves de Athaíde quando governador do Estado do Espírito Santo, para que ele, Renato, fizesse uma temporada na cidade de Vitória, capital daquele estado. No que aceitou o convite (a sua estadia naquela cidade fora custeado pelo governo daquele estado), apresentou o seu trabalho, a sua arte e, dias depois, já estando no Rio Grande do Norte, escreve o poema em homenagem a uma das praias daquele litoral capixaba sob o título "Saudades de Guarapari", que o compositor potiguar assuense, sobrinho de Renato chamado artisticamente como "Chico Elion" (Francisco Elion Caldas Nobre autor da famosa canção "Ranchinho de Paia" interpretado por grandes músicos da Canção Popular Brasileira", como Reinaldo Calheiros, Trio Irakitan, Luiz Gonzaga, dentre outros) musicou e gravou no seu CD intitulado "Chico Elion e Vozes Amigas, 1995, bem como no CD também de sua autoria com o título "Chico Elion Canções e Amigos, 2007, volume II, interpretado por Guaracy Picado com arranjos de Franklin Novais. Vejamos o referido poema canção daquele bardo assunse, para o nosso deleite:

Guarapari é a pra da saudade
Onde a felicidade
Fez um ninho pra morar
À noite o eterno candeeiro
Ilumina seus coqueiros
Com alvos flocos de luar
Na praia branca o mar verde se dserrama
Tudo vive r tudo ama
Tudo nos fala de amor
Da triste lenda de um rancho no abondono
Que chora a falta do dono
Um valente pescador.
Guarapari, Guarapari, felicidade!
Quero lembrar com saudade
O bem que tive e perdi
Nas horas tristes que passar de ti distante
Eu direi a todo instante
Saudades Guarapari.

Fernando Caldas

domingo, 29 de março de 2009

COMENTÁRIO DE JOÃO CELSO NETO

Recentemente recebi vários comentários (que estão "guardados no posta restante do meu coração", no dizer de Renato Caldas) de filhos do Assu, a respeito deste blog que comenta principalmente o passado da terra assuense e sua gente evidente. Alguns deles morando em terras distantes como o poeta e advogado em Brasília (que saiu do Assu ainda menino) João Celso Neto que, quando aperta a saudade da terrinha acessa este blog. Vamos ao seu comentário:

"Fernando Caldas, dez anos mais novo que eu, não pôde ser meu contemporâneo. Saí do Açu em junho de 1949. nem sei se Edmilson já casara com Gelza.


Mas lembro-me bem dele menino "buchudo", pois eu ia sempre à terrinha nas férias escolares, e ele morava na esquina próxima à casa de minha tia, onde eu me hospedava sempre.


De fato, nos reencontramos em Brasília, ele presidente da Câmara de Vereadores do Açu, e tive oportunidade de ciceroneá-lo (eram 3, não me lembro quem era o terceiro) para mostrar os principais pontos turísticos da Capítal Federal.


Anos depois, recebi dele um convite para conhecer seu blog (este), onde já deixei mensagens desde o primeiro instante.


Surpreendi-me ontem com a grata citação, aqui repetida, de um verso meu na abertura de sua página em Orkut.


Não sei como ele conseguiu os poemas e versos, pois estão em livro de 1966, que lancei no Açu em uma noite no Clube Municipal. Provavelmente, Edmilson o comprou e guardou.


Uniu-nos, também, a afeição e admiração por João Lins Caldas, de quem tenho alguns autógrafos (herança de meu pai). Recentemente abri meu blog com versos dele, Caldas (A vida, pedi como quem pede um beijo na face...").


Não perco a esperança de rever Fernando Caldas, não sei se em Natal ou Açu, podendo ser aqui também, Brasília.


Não se pode negar a importância de seus registros, que resgatam a história de nossa cidade natal e de seus habitantes de ontem e de sempre.


Grato e parabéns."

O MEU SÃO JOÃO


Para mim a festa do padroeiro do Assu, São João Batista era como se fazia antigamente com direito a quadrilha, leilão, alfinin, balões, vaquejada com relabucho, barraca do verde e encarnado, jornalzinho como "A Mutuca", "O Vaqueiro", entre outros que circulavam no período daqueles festejos (nove dias de quermesse). Naqueles periódicos os poetas colaboravam com suas produções literárias, os comerciantes divulgavam as suas lojas, as moças e os rapazes eram satirizados, fazia e desfazia namoro, os políticos e toda a sociedade escreviam seus artigos sobre aquela festa e os problemas da região. Lembro o parque de diversão ao lado da matriz com sua roda gigante, carrossel, divulgadora. Os rapazes aproveitavam aquele meio de divulgação para dedicar canções as suas amadas. O locutor do parque dizia antes de divulgar a canção, essa linda mensagem: "De alguém para um alguém com muito amor e carinho."
Ah! Que saudade da "Quadrilha de Vovó Zulmira", que era realizada em frente a casa dela, dona Zulmira, de saudosa memória.
Na foto acima (São João de 1982) vejamos Fernando Caldas - Fanfa (de batina), O irreverente e espirituoso Chico Dias (o noivo), Iza Caldas (a noiva), entre outros amigos assuenses.

sábado, 28 de março de 2009

CORTEZ PEREIRA NO ASSU II

Da esquerda: Adonias Araújo então coletor estadual, de Assu, Washington Araújo Araújo, o ex-prefeito do Assu Costa Leitão, superintendente da SUDENE general Evandro de Souza Lima, deputado Edgard Montenegro, governador Cortez Pereira e o estudante Fernando Caldas (Fanfa), quando da inauguração da uzina de beneficiamento de cera de carnaúba, da Cooperativa Agropecuária do Vale do Açu Ltda - COAPEVAL que naquela época era gerenciada pelo senhor Edmilson Lins Caldas e presidida por Francisco Augusto Caldas de Amorim. A fotografia é data de 31 de julho de 1972, tirada pelo fotógrafo Demócrito Amorim - Teté. Vale a pena resgatar e registrar a memória do nosso Assu.

Clique na fotografia para uma melhos visualisação.



LEMBRANÇAS DA POLÍTICA I

Para registrar. Da esquerda para direita: Fernando Caldas que em data de 1984, era vereador do Assu, Gustavo Krause prefeito do Recife e que depois foi governador de Pernambuco, Domício Soares que também naquela época era vereador e presidia a câmara dos vereadores da terra assuense. Naquela tempo, participavamos de um Congresso Nacional de Vereadores, na capital Baiana.

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O POETA E SUAS POSSIBILIDADES

* Por Paulo Sérgio Martins

Em prosa e verso, duas sublimes invasões de Mário Quintana em nossas vidas:

SIMULTANEIDADE
- Eu amo o mundo! Eu detesto o mundo! Eu creio em Deus! Deus é um absurdo! Eu vou me matar! Eu quero viver!
- Você é louco?
- Não, sou poeta.

AMOR
Quando duas pessoas fazem amor
Não estão apenas fazendo amor
Estão dando corda ao relógio do mundo

Excelente homo perceptum, foi o próprio Quintana quem melhor definiu a natureza criadora de seu ofício: "A magia das palavras num poeta deve ser tão sutil que a gente esqueça que está usando palavras."

* Paulo Sérgio Martins é pesquisador e jornalista

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domingo, 22 de março de 2009

NOTA


Por informação a este BLOG, do assuense dentista Francisco das Chagas Pinheiro (Chaguinha), o jovem prefeito do Assu Ivan Júnior que tem como slogan de sua administração "trabalho e trabalho", se reúne dia 31 deste mês, as 19:OO horas, na sede da ABO (associação de odontologia), situada na rua Felipe Camarão, 514, Centro de Natal, com a comunidade assuense residentes naquela capital potiguar. Em pauta, a festa do padroeiro São João Batista, entre outros assuntos a serem discutidos. Contamos com a presença dos assuenses radicados em Natal, para apoiar o desejo daquele jovem prefeito de querer bem administrar a terra assuense. Fica o convite.
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ASSU SOCIAL

As festas sociais do Assu, eram realizadas (quando não existia clube social) nas residências das pessoas influentes da sociedade assuense. Tempos depois, começaram a realizarem bailes no salão de entrada do Cine Theatro Pedro Amorim e no auditório da escola Ten. Cel. José Correia (lembrar o músico João Chau que era clarinetista e saxofonista). Daí então surgiu a ARCA, uma associação cultural e recreativa, fundada em dezenbro de 1953, pelos funcionários do Banco do Brasil, agência daquele município, que funcionava nos altos da prefeitura daquele lugar. Com a radicalização política, Arcelino Costa Leitão recém eleito prefeito do Assu, desalojou a ARCA, para alí funcionar o Clube Municipal. Dai então a ARCA instalou-se provisoriamente nos altos do antigo casarão conhecido como sobrado de Manoel Cabral (onde hoje funciona a Betys Botique), que os correligionários do deputado Olavo Montenegro, inimigo político do também deputado Edgard Montenegro, denomiram pejorativamente de "Clube das Almas", para depois construirem a sua sede própria na avenida Bernardo Vieira que depois veio a ser ASSA (uma associação dos funcionários da fundação SESP), ACC e atual Molecão. Fundou-se então no início da década de sessenta, a AABB (dos funcionários do Banco do Brasil que muito ainda contribui para a realizão de grandes festas). No Municipal, sobre a direção de Costa e Maria Olímpia, foram realizadas grandiosas festa elitizadas com apresentação de grande orquestras internacionais como, por exemplo, Marinas Mexican Alma Latina, Cassino de Servilha, Violinos Italianos, que ainda estão na memória de muitos daquela época. A ARCA (que era dirigida pelos correligionários de Edgard (a sociedade assuense era dividida em dois clubes sociais, em razão da radicalização política que era tensa e intensa entre Olavo e Edgard), também realizou grandes festas com apresentação de grandes orquestras como Eder Mandarino, dentre outras. Fica o registro. Mais história a contar sobre esse assunto.

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ASSU ANTIGO

Praça Getúlio Vargas

Praça getúlio vargas.

Comentários:
Parabens Fanfa, muita saude , paz e harmonia em sua vida e dos seus. É muito prazeiroso acessar o seu blog e ver e reler coisas do nosso querido Torrão natal, se possível sempre coloque fotos antigas da nossa querida Assu ou simplesmente Açu.
Joselito da Silveira
Macaiba-Rn
Amigo e conterrâneo Fanfa: É muita satisfação que apresento a você os meus verdadeiros parabéns, pela passagem de mais um aniversário em sua vida. Aproveito, para lhe dizer, que estou sempre atento a todas as notícias divulgadas em seu bem elaborado BLOG, que deixa bem informado sobre as coisas do nosso Assu.
Um abraço.
Nilo Fonseca
Natal-Rn
Muito grato. Você hoje é uma referência em blog. Toda vida que quero algo sobre o Assu, logo vem seu blog na minha cabeça. Falei no programa do Regis que não tinha uma notícia sobre João Celso Filho na net, logo no outro dia me deparei com aquela biografia. Valeuu!!! Espero encontrar logo biografia do saudoso Sebastião Alves, acho que faz dez anos de sua morte, Obrigado amigo Fernando Caldas.
Júnior Soares
Assu-Rn

sábado, 21 de março de 2009

ASSU NA GUERRA DO PARAGUAI

No meu tempo de criança ouvia-se frequentemente uma referência hilariante usada para ridicularizar a figura autoritária do presidente paraguaio Francisco Solano Lopez, tão sanguinário que ordenou a execução de dois irmãos e submeteu a Conselho de Guerra a própria mãe, deixando que fosse seviciada pelos julgadores. A expressão era "a posição que Lopez perdeu a guerra".

A interpretação é de que o invasor do território brasileiro teria se avacalhado na hora da rendição que lhe foi imposta pelas forças nacionais. Dava a impressão de que teria se "borrado" todo, num "trono" sanitário. Ou que teria sido vítima de uma dessas diarreias líquidas provocadas pelo nervosismo da derrota e da perspectiva de humilhação. Mas, passado o tempo, sabemos hoje que Lopez era de topar parada e não se rendeu como um amedrontando. Repeliu enquanto pôde ao cerco do Exército Brasileiro e foi rendido gritando vivas ao seu paraguaio.

Enquanto isso, aqui no Nordeste brasileiro o "voluntariado" para combater o avanço das tropas de Lopez sobre o Brasil, não era tão "voluntário! e o pessoal encarregado do recrutamento procurava os alistados que se refugiavam no mato para evitar o alistamento. Um dos artifícios utilizados pelos recrutadores era exatamente "tocar chocalhos dentro dos cercados para se confundirem com animais soltos no campo e assim conseguiu que os trânsfugas viesses em defesa de suas lavouras supostamente ameaçadas e aí fossem presos e levados para os batalhões de "voluntários da Pátria".

Mas isto não acontecia com muitos patriotas na defesa da soberania brasileira. Aconteceram casos de patriotas genuínos, como os dos assuenses Ponciano Bisneto Ferreira Souto, Ulisses Olegário Lins Caldas, seu irmão Perceval Lins Caldas e José Correia Teles, entre dezenas de outros filhos do Assu, considerado "um dos municípios que mais denodadamente honraram o Rio Grande do Norte na campanha contra Solano Lopez". Como registrou o historiador Adauto Câmara, citando boletins e Ordens do Dia dos arquivos nacionais ("O Rio Grande do Norte na Guerra do Paraguai", edição do IHGRN - Natal - 1951 - Tip. Galhardo - Rua Chile, 161).
Por que o destaque para estes quatro heróis, apenas?

A história da participação de Ulisses Caldas e Percerval Caldas na Guerra do Paraguai é a mesma conhecida, embora ainda perdure muita ignorância quanto ao fato de sua bravura no front e até quanto a datas. Ulisses era alferes, em comissão, da Guarda Nacional. Nasceu em 1845 (ano da emancipação política da cidade). "Faleceu em 7 de novembro de 1866, no acampamento do 2. C. do Exército em consequência do ferimento recebido em um reconhecimento feito sobre o campo inimigo", como foi descrito na O>D. - 29 - de 24?11?66 do Visconde de Porto Alegre, general em campanha. Ulisses lançara-se sobre as baterias inimigas "com uma intrepidez que a todos surpreendeu, tomando duas bocas de fogo e fazendo flutuar primeiro no Curuzu o estandarte do Brasil". Fora promovido e era tenete desde 4 de setembro de 1866.

Percerval Caldas, 2. sargento, após o combate de Curuzu foi nomeado Alferes do 36. V.P do Maranhão. "Ferido na 2. Batalha de Tuiuti, foi morto em ação a 19 de março, num ataque a Estabelecimento, lutando junto ao 16. Batalhão de Infantaria". As baixas brasileiras nesse ataque foram: 148 mortos. 339 feridos, 42 contusos.
E Ponciano Bisneto?

Era tenente, nomeado junto com Ulisses Caldas, em 4 de setembro de 1866. Em 3/9 participara do assalto a Curuzu, integrando o 47. V.P. Depois, nomeado capitão por alto de bravura, recebeu a Medalha do Mérito Militar pelos combates de 6. 11 e 21 de dezembro (a Desembrada) em 1868. Ferido em combate. Nasceu em 1845, irmão do jornalista Elias Souto e do escritor José Leão Ferreira Souto. Faleceu a 06/10/1886, depois de ter sido Deputado Provincial no RN (1874-75 e 1876-77) em substituição ao pai, Cel Luiz Antônio Ferreira Souto, que faleceu em 1874.

Alguém no Assu conhece um tal de Correia Teles? Foi general de brigada (1897), combatente na Guerra do Paraguai. Também é filho da terra, onde nasceu em 1835. Foi praça em 1856, começando daí a sua carreira militar. Faleceu em 4/11/1897, depois de reformado.

Participara de toda a Campanha do Paraguai, sendo condecorado pelos governos da Triplice Aliança - Brasil, Uruguai e Argentina, em vários graus. Foi membro da Junta Governativa de Alagoas em 1891. (História do R.G.N. - A. Tavares de Lira).

Mas não é só.
O Assu participou na Guerra do Paraguai com cerca de 60 voluntários. Nenhum recusou o recrutamento. Mas, estes, coitados, entraram para o rol do anônimos.

____________________Celso da Silveira. Em, Salvados do Assu, 1996.

MENSAGEM

O soneto transcrito abaixo, é uma das lindas mensagens (nos versos da poeta Célia de Lima) que uma amiga me enviou (através do orkut) pela passagem dos meus 54 anos de idade que, no dizer do poeta Renato Caldas "está guardado no posta restante do meu coração". Vejamos:

É tão somente mais um dia, eu sei,
Pra que eu possa dizer "seja feliz!!!
Mas se é em marco, que eu lhe diga em bis:
Meus parabéns! Parabéns, outra vez!!!

E acredite que é meu esse prazer
De poder lhe dizer, com o coração,
Que é cada vez maior a admiração
Por tudo de bom que vem de você!

Do que eu possa querer, é que sorria
O bom sorrizo que trouxer o dia
Florescido na razão mais urgente:

Estar aqui, e compreender que a vida,
Em magia e festa, ou em dor, ainda,
É o poema que Deus dá de presente!

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NOTA CONVITE

HERVAL TAVARES e família, convidam amigos para se fazerem presentes a missa em ação de graça pelo seu restabelecimento, a ser celebrada às 18:00 horas do dia 21 de março de 2009, na igreja São Pedro.
Por oportuno, agradece a todos que em suas preces e promessas oraram pelo seu restabelecimento, e ainda, agradece aos amigos que residem em Natal, Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Rio Grande do Sul e do interior do estado, telefonaram dando-lhe força e demonstração de solidariedade.

domingo, 15 de março de 2009

CINQUENTA E QUATRO PONTO ZERO

Hoje aniversario na mais sublime existência. São cinquenta ponto quatro anos de idade, recheados de felicidades e de aversidades também. É a vida! E ela continua como assim Deus determinou! Já recebí com felicidade ao abrir o meu orkut, várias mensagens singelas, mas sinceras de familiares, de amigos, de conterrâneos meus, por esta data natalícia. Choro ao escrever este texto, mais choro primeiramente de alegria por ainda exitir, por aquilo de bom que Deus me deu, apesar também dos problemas que a vida me proporcionou. Mas, nas minhas reflexões eu me lembro de um poemeto de Jorge Fernandes, que diz assim: "Deus lembrou-se de mim, lembrou-se / ungindo-me de bondade e de amor! / Martirizou-me pra tornar-me santo / e deu-me azas pra fulgir da dor." Obrigado a todos vocês. Contem comigo.

Fernando Caldas

sábado, 14 de março de 2009

NOTA

Vanessa Lima é minha conterrânea, assuense de boa cepa, interessada pela história, pelos costumes, pelas tradições, afinal, pela memória do velho Assu de antigas glória, de tantos poetas, de boas recordações. Não conheço ela pessoalmente, mas sei que é inteligente. Afinal de contas ela não é do Assu? Pois bem, mandou-me o seguinte comentário que muito me alegra e engrndece este blog: "Olá Fanfa, tudo bem? Olha eu fui fazer uma pesquisa do colégio de meu filho sobre o Assu antigo e não encontrei em lugar nenhum. Mas, graças ao seu amor por Assu e a sua divulgação pela história de nossa terra eu encontrei no seu blog. Parabéns e muito obrigado. Sucesso para você. Sim, lembrando que amanhã é o dia da poesia. Espero que seja lembrado os ilustres poetas da nossa cidade, pelo menos amanhã né? Um abraço".

Um depoimento como este faz aquele que gosta e que ama a sua terra, redobra o prazer de escrever sobre ela.

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domingo, 8 de março de 2009

LEMBRANDO ZÉ AREIA

Zé Areia era tipo gordo, popular, espirituoso, um boa vida para não chamá-lo de malandro. Vendia loterias, jogo do bicho, rifa, e era amigo de muitas figuras da sociedade natalense. Dele, Areia, conta-se que certa vez, ao chegar na penção de dona Zefinha, no bairro das Rocas, em Natal, pediu uma galinha. No que foi atendido no prato preferido, fez o convite: "Vamos comer a galinha dona Zefinha!" Aquela senhora bruscamente respondeu: "Eu não gosto de galinha." Zé Areia não perdeu a esportiva, respondendo desta forma: "Ou que classe desunida!"

Certa feita, passando pelas ruas de Natal, foi indagado (por certa pessoa que lhe conhecia) de tal modo: "Zé Areia quantos quilos você pesa?" Zé Areia respondeu: "Já te esqueceste!"

ANEDOTÁRIO

O escritor Valério Mesquita conta que Zé Buchudo, de Macaiba (RN), "era um comerciante, proprietário de um pequeno açougue, nos fundos do mercado. Certa feita, numa dessas manhãs chatas da cidade, foi convidado pelo farmacêutico Manoel Guedes e patota, empreenderem uma viagem de circunavegação pelos bares da cidade. Guedes, capitão de longo curso, dirigiu logo a nau dos insensatos à cidade de Parnamirim, onde ancoraram no famoso cabaré de Tibinha. Desnecessário dizer das abluções profundas e repetidas até a hora vespertina, quando pressentiram, que o náufrago Zé buchudo havia mergulhado a estibordo, em abismal sono etílico. Retornaram a Macaíba e entregaram a domicílo o invólucro corpóreo do que restou do nosso herói. Estirado no sofá da sala, Zé Buchudo sobreviveu a tododos os exercícios de ressureição ministrados pela esposa e filhos. Findas algumas horas, aí então, veio a cena patética: Zé Buchudo abriu os olhos, viu de plano, a esposa inclinada sobre si, soltou a catastrófica exclamação denunciadora: Mas, fia, que é que você está fazendo aqui no cabaré de Tibinha?" Depois dessa Zé Buchudo era a imagem do próprio cristão trucidado".

sexta-feira, 6 de março de 2009

DE "POUCAS E BOAS"

Do livro sob o título "Poucas e Boas",2008, já em segunda edição, o autor Valério Mesquita conta que "o mestre Odilon Ribeiro Coutinho, usineiro, intelectual, homem de finesse, acabara de se eleger deputado federal em 1963, pelo Rio Grande do Norte. Estava no Rio Hospedado no Copacabana Palace. Lá fora fluía naturalmente uma linda manhã carioca. No hotel, mulheres exuberantes pintavam em cada metro quadrado. O nosso Odilon tal um finíssimo lorde inglês era atendido no saguão por uma bonita pedicure. Em meio aquele torvelinho de bom gosto e elegância, o deputado sorvia os primeiros goles matinais de uisque on the rocks, balançando o copo "softamente". De chofre, é reconhecido por um potiguar, empregado do hotel: "Deputado, o senhor por aqui? Eu sou do Rio Grande do Norte e votei no senhor! Como vai o senhor?" Odilon sem perder a postura nobre, mexendo suavemente o copo, após outro gole: "É luta, meu filho! A luta é grande".

Em tempo: Eu tive o prazer de ter partipado de uma farra na minha querida cidade de Assu, entrando pela madrugada e até ao amanhecer, com aquela figura de tantas histórias na política e na literatura brasieleira, chamada Odilon Ribeiro Coutinho, Por sinal, quando ele ia ao Assu, frequentava e era hospede do seu amigo Francisco Fonseca que era conhecida na ciade de Assu, como "Tururu", que tinha naquela terra assunse, uma afamada casa de jogo de cartas (baralho) na rua Frei Miguelinho, bem como de Costa Leitão que certa vez, promoveu uma festa no Clube Municipal (autos da prefeitura), nos idos de cinquenta, com a presença de misses dos Estados do Ceará, Rio Grande do Norte e pernambuco, que chegaram de avião (de aluguel) naquela terra assuense. Fica o registro para as futuras gerações.


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segunda-feira, 2 de março de 2009

POESIA

PORQUE AMO A NATUREZA

Eu amo o mar,
O vento, as estrelas, o sol,
As noites de luar,
As serras, o arrebol!
Amo a torrente do rio,
Que, em louco desvariu
Se despeja no mar...
O gorgeio sutiu da passarada,
Deixa minh' alma
Em êxtase, pairada!
Eu amo a solidão,
O imprevisto, a incerteza,
A imensidão
Azul do firmamento,
As flores, as campinas verdejantes...
Eu adoro o lamento
Das vagas arquejantes,
O silêncio, a tristeza...
Enfim, eu amo a natureza!
Porque,
Tudo me traz uma lembrança,
Uma saudade louca de você.

Renato Caldas

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domingo, 1 de março de 2009

CEMITÉRIO SÃO JOÃO BATISTA

O Cemitério (público) São João Batista foi construído na administração do intendente Joaquim Antão de Sena. O cargo de intendente é o que hoje representa o prefeito municipal. Observa-se que o portão daquele cemitério fica de frente a porta principal da igreja Matriz de São João Batista. Foi o primeiro da cidade.

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LUIZ CAMPOS


Luiz Campos é um dos maiores poetas cordelistas do Nordeste, natural da oestana cidade de Mossoró (RN). Aquele imortal da Academia Brasileira de Literatura de Cordel, escreveu:
Quando solteiro eu vivia
Era o maior aperreio
Devido eu ser muito feio
As muié não me queria
Quando prum forró eu ia
Com qualquer amigo meu
Ele confiava neu
Iam beber e brincar
No fim da festa arengar
Quem ia preso era eu.
De Luiz Campos há uma estória engraçada. Certa vez dirigiu-se ao açougue mais próximo da sua casa. Ao chegar naquele estabelecimento comercial, pediu ao açougueiro 900 gramas de carne. Aquele comerciante disse a ele: "Seu Luiz, por que o senhor não leva logo um quilo?" Luiz foi taxativo: "É que você não pesa".

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RARIDADE


Vasculhando a minha pobre biblioteca, deparo-me com mais outra raridade sobre o Assu. É o livro (capa acima) do escritor Rômulo Wandereley sob o título "Canção da Terra dos Carnaubais", 1965. Tem um pouco de poesia e história do Assu. Rômulo era membro do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte e da Academia Norte-Riograndense de Letras. Por sinal, quem assumiu a cadeira deixada por ele, Rômulo, foi a escritora assuense Maria Eugênia Montenegro. No referenciado livro aquele ilustre assuense enaltece a sua terra dizendo asim:
Minha terra tem poetas
De inspirações magistrais,
Nascidos ao farfalhar
Dos verdes carnaubais.
Minha terra floresceu
Às margens do rio Assú,
E deu filhos que lutaram
Nos campos de Curuzu.
Minha gente provém
De indígenas e portugueses,
E traz, no sangue, também,
O sangue dos holandeses.
Se os seus filhos, quando nasceram,
Talento não denunciam,
Morrem na infância primeira,
Porque asnos lá não se criam.
Muitos deles, quando querem
Dar asas à inspiração,
Emigram para outras plagas,
Como aves de arribação.
E, mesmo sentindo nalma
Fundas saudades dalí,
Vêm cantar seus amores
Às margens do Potengí.
E OLHAR de perto a praieira
Da canção de Otoniel,
De olhos ternos, cismadores,
Lábios doces como mel,
Que ama escutar trovadores,
Que tenham vindo de lá,
Para dizer-lhe ao ouvido
Estrofes de Itajubá.
Minha terra tem história,
Poesia e tradição!
E em tempos idos, já foi
A Atenas do meu sertão.
Antigamente, a escola
lá era risonha e franca,
E o negro, banqueteado,
Nos salões do amplo sobrado
Do Barão de Serra Branca.
Teve seu berço no Assu,
Luiz Carlos Lins Wanderley,
Que, médicin, malgré tout,
Era poeta de lei.
E os Soares e Amorins,
Macedos, Caldas e Lins,
E outros mais, que ainda há,
- Os quais, logo que nasceram,
Inspiração receberam
Nas águas do Poassá.
Na poesia popular,
Houve Moisés Sesiom,
Que, semelhante a Bocage,
Glosava no melhor tom.
E não se deve esquecer
João Celso e Palmério Filho,
Que, na tribuna e na imprensa,
Pontificaram com brilho.
DEUS te salve, terra amada,
Berço dos meus ancestrais!
Eu morreria de mágua
Se não te revesse mais.
Se não pudesse beijar-te,
Nos meus dias outonais,
Escutando o farfalhar
Dos verdes carnaubais.

Sei dos teus novos amores  Tudo timtim por timtim;  Dizes, que tal... e que não;  Eu sei, que tal... e que sim.  Sei que déste aos teus...