sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

João Leônidas de Medeiros

Foto de Renato Medeiros de Melo


João Leônidas era seridoense/RN de família tradicional (Medeiros) daquela importante região. Conheci aquela figura que eu considero um dos gigantes do Vale do Açu [importante região do estado potiguar] que ele sonhava vê-lo desenvolvido, produzindo para todos. Era um defensor intransigente das causas varzeanas. 

Proprietário rural [Fazenda Baldum, vizinho de meu pai Edmilson Caldas], no município de Ipanguaçu, cuja propriedade serviu de laser para muitas pessoas da sociedade assuense. Amigo leal. Lembro-me dele desde os tempos em que ele comercializava na rua São João (Armazém dos Couros), da cidade de Assu, que depois veio a ser Casa Júnior, de seu filho João Leônidas de Medeiros Júnior) (Júnior Leônidas). Faleceu na sua fazenda que ele, seu João tanto amava. Era casado com dona Raquelita Soares de Macedo Medeiros, de ilustre família assuense. Seus filhos:  Maria Ivete, Inês, Irene, Júnior Leônidas, Joaci Pedro e José Maria Macedo Medeiros, que foi prefeito do Açu, onde ele, João Leonidas, empresta o seu nome a uma praça, na cidade de Açu. Dele, Seu João Leonidas, ainda tem muito a se contar e dizer. Fica, portanto, a homenagem deste blog.

2 comentários:

  1. De fato Fernando. João Leônidas de Medeiros teria muitas histórias boas pra contar, sobre suas lutas vencidas em prol do Vale e de sua gente humilde, trabalhadora, que necessitava de oportunidades pra trabalhar. Quando não tinha trabalho ele inventava pra justificar a remuneração paga aos trabalhadores que não tinham outra forma de ganhar o pão pra familia. Em tempo de seca ele chegava a tomar emprestado ao Banco do Brasil pra não deixar faltar trabalho. Muitos estranhavam, inclusive alguns familiares, quando desmanchava cercas pra fazer de novo. Na sua simplicidade e humildade justificava como preparar a propriedade para quando o inverno chegar. Estava certo duas vezes. Por cuidar do presente, oportunizando o pão; e do futuro, mantendo acessa a esperança do inverno e de boas colheitas. Mesmo menino e rapazinho em muitas dessas jornadas o acompanhei. Lembro de quando morávamos em Bela Vivenda, beirando os anos 50, onde hoje Sebastião Diógenes tem um Hara, em início de inverno, os homens cavavam as covas, as mulheres colocavam as sementes de milhos e as crianças ajudavam a fechar a cova. Eu tinha entre 3 e 4 anos. Todos participavam. E só de lembrar dessa minha atividade colaborativa e de tantas outras, desde menino, sinto-me feliz pelo aprendizado cedo e do hábito do trabalho contínuo, a serviço de si e dos outros. Graças ao trabalho de João Leônidas, de seus antecessores e colaboradores, Bela Vivenda era um oásis em pleno Nordeste, reconhecido nacionalmente numa das maiores cerca daquela época, que mereceu a visita e o comentário de um Ministro de Estado.

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  2. III - Mesmo menino e rapazinho em muitas dessas jornadas o acompanhei. Lembro de quando morávamos em Bela Vivenda, beirando os anos 50, onde hoje Sebastião Diógenes tem um Hara, em início de inverno, os homens cavavam as covas, as mulheres colocavam as sementes de milhos e as crianças ajudavam a fechar a cova. Eu tinha entre 3 e 4 anos. Todos participavam. E só de lembrar dessa minha atividade colaborativa e de tantas outras, desde menino, sinto-me feliz pelo aprendizado cedo e do hábito do trabalho contínuo, a serviço de si e dos outros.antecessores e colaboradores, Bela Vivenda era um oásis em pleno Nordeste, reconhecido nacionalmente numa das maiores cerca daquela época, que mereceu a visita e o comentário de um Ministro de Estado.

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