terça-feira, 30 de abril de 2013

Guardo a minha vida
Em poemas, cujos livros
Aguardam ser escritos…
Guardo a minha alma
Em pétalas de açucenas
Que lanço ao vento
Quando o vento silencia todos os gritos…
Talvez um dia a natureza dite
Que os frutos nasçam não de sementes
Mas de lembranças…
E as crianças
Do olhar de quem as deseja…
Talvez um dia
As palavras
Signifiquem
Não o que dizem
Mas o que esperamos delas…
E as estrelas
Brilhem
Não fora
Mas dentro de nós!
Talvez então
A voz
Seja o que deve ser
Uma luz ao anoitecer
Uma noz
De desejo
Irrompendo
Sem dor
E talvez, por fim,
O Amor
Sejamos nós…

Emílio Miranda
Guardo a minha vida
Em poemas, cujos livros
Aguardam ser escritos…
Guardo a minha alma
Em pétalas de açucenas
Que lanço ao vento
Quando o vento silencia todos os gritos…
Talvez um dia a natureza dite
Que os frutos nasçam não de sementes
Mas de lembranças…
E as crianças
Do olhar de quem as deseja…
Talvez um dia
As palavras
Signifiquem
Não o que dizem
Mas o que esperamos delas…
E as estrelas
Brilhem
Não fora
Mas dentro de nós!
Talvez então
A voz
Seja o que deve ser
Uma luz ao anoitecer
Uma noz
De desejo
Irrompendo
Sem dor
E talvez, por fim,
O Amor
Sejamos nós…

Emílio Miranda

REGISTRO FOTOGRÁFICO

Já no Vale do Açu, o nível da barragem Armando Ribeiro Gonçalves ainda é baixo.
Tão baixo que já fez aparecer ruínas do que antes foi a cidade de São Rafael, que foi inundada há 30 anos, quando a barragem foi construída, levando todos seus moradores para uma nova cidade, recém-construída.

Mas…caso a transposição do São Francisco seja realmente executada, a barragem Armando Ribeiro Gonçalves nunca mais baixará seu nível, e o que restou da antiga São Rafael, nunca mais aparecerá..
.
O registro é de Canindé Soares.

Aqui era a igreja. A torre, que sempre aparecia quando o nível da água baixava, caiu há cerca de 2 anos (Fotos: Canindé Soares)

Um vaso sanitário dos antigos, de cimento, que restou de uma casa destruída

Restos de uma cidade

Restos de uma cidade...
Vendo aqui os restos de São Rafael, a antiga, me lembrei de uma viagem de estudos que fiz na escola para a cidade de São Rafael, a antiga.
Faltava pouco tempo para todos os moradores serem transferidos para a cidade recém-construída.
Nessa época, parte da cidade já estava dentro d’água. Metade da igreja já estava inundada. A barragem Armando Ribeiro Gonçalves já estava começando a encher.
Nós fomos levados à beira da barragem, dentro de São Rafael…onde ainda havia gente morando.
A cerca de 30 metros da água, entrei em uma casa para ir ao banheiro.
E nunca mais me esqueci daquela cena: uma senhora muito triste porque estava a poucos dias de ver sua casa ser destruída.
Dali sairia para viver numa casa – tipo de conjunto – inóspita, feia, sem alma. Estava sendo obrigada, mas retardando o quanto podia, como quem queria aproveitar até o último momento aquele canto onde havia construído sua história, sua vida e de sua família.
A casa dela era linda. Estilo antigo. Bem cuidada, com vasos de flores, toalha xadrez na mesa…
Pelo tempo, aquela senhora já deve ter morrido. E deve ter morrido muito triste.

Postado por Thaisa Galvão

Orquestra de Sanfonas de Assú fará apresentação na terra de Luiz Gonzaga

Orquestra sanfônica fará viagem a Pernambuco Orquestra sanfônica fará viagem a Pernambuco
ASSÚ - A Orquestra de Sanfonas do município do Assú, que tradicionalmente está presente nas noites de quarta-feira em algum espaço público da cidade, de maneira itinerante levando o toque da sanfona, irá pegar a estrada no próximo mês. O grupo sanfoneiro desembarcará em Exu, interior de Pernambuco, terra em que nasceu e viveu a infância e parte da adolescência o renomado cantor/compositor Luiz Gonzaga, o "Rei do Baião".

A Orquestra de Sanfonas do Assú, financiada pelos próprios componentes, teve início em novembro de 2012, com a proposta de despertar o surgimento de novos talentos e incentivar o gosto pela música e, principalmente, pelo referido instrumento que possui uma forte identificação com a cultura nordestina, conforme diz um dos integrantes do grupo, Gilmar Carlos Lopes, "Gilmar do Acordeom".
Ele informou que nesta viagem ao município pernambucano de Exu será feita uma apresentação, dentre outras, no "Mausoléu do Gonzagão", onde estão localizados os túmulos de Luiz Gonzaga, Dona Helena (sua primeira mulher) e Januário (pai). "Gilmar do Acordeom" frisou que o repertório da Orquestra é bastante eclético, misturando Luiz Gonzaga, Roberto Carlos, Zé Ramalho e demais artistas nordestinos e brasileiros.

ITINERÁRIO 
Em Assú, o grupo já se apresentou na área de embarque e desembarque do Terminal Rodoviário Petronilo Varela da Silva, no conjunto residencial Irmã Lindalva, praça José de Arimatéia de Souza, praça João Leônidas de Medeiros, praça São João e outros logradouros, além de fazer parte das agendas socioculturais das festas de São Sebastião, padroeiro dos católicos da comunidade do bairro Bela Vista e na festa da beata assuense Irmã Lindalva, em janeiro último.

 
Postado por Aluízio Lacerda. 
Fonte: O Mossoroense. 
Do blog Assu na Ponta da lingua, de Ivan Pinheiro

CIDADÃO FOLCLÓRICO

O “SEU LUNGA” QUE O MUNDO CONHECE
O cidadão Joaquim dos Santos Rodrigues, mais conhecido como "Seu Lunga", nasceu em no dia 18 de agosto de 1927 em Juazeiro do Norte. Atualmente reside em sua terra berço onde comercializa sucatas. A “Seu Lunga” são atribuídas diversas piadas sobre seu temperamento, criando um personagem do folclore nordestino.
Seu Lunga” é conhecido pela falta de paciência nas respostas. Diversos contos, de autenticidade não comprovada sobre seu mau humor circulam nas redes sociais da Internet.
Em sua sucata, localizada no centro de Juazeiro do Norte (próximo ao Mercado Central), “Seu Lungavende de tudo, desde aparelhos de televisão a frutas. Recebeu o apelido de uma senhora, que era vizinha, e passou a chamá-lo de Calunga, que mais adiante se reduziu para “Lunga”.
É considerado pela população de Juazeiro do Norte, município do Ceará, como uma lenda viva.
Não gosta de ser chamado de ignorante, pois afirma que ignorante é quem não tem educação. Gosta de ser reconhecido pelos versos e poesias, feitos por si próprio.
Com o advindo das redes sociais, a popularidade de “Seu Lunga” explodiu nos últimos anos com sites que lembram as suas clássicas frases, e até com comunidades exclusivas dedicadas a figura do celebre cearense.

O "SEU LUNGA" QUE CONHECI

Ao chegarmos a seu comércio, na tentativa de “quebrar o gelo”, fui logo perguntando:
- O senhor é “Seu Lunga”?
Ele sem me olhar respondeu:
- Eu não disse nada, você é que tá dizendo!...
Como já esperávamos uma resposta satírica, disparamos em gargalhadas.
A partir daí começamos a conversar e pude observar que “Seu Lunga”, na verdade, é um sujeito inteligente, formador de opiniões...  Um cidadão que recebe diariamente pessoas amigas para baterem papos na calçada do seu comércio. Política, cultura, religião, comércio, sociedade... São assuntos de pauta.
Com a chegada de minha filha Natália ele já foi recitando uma poesia sobre o ardor da juventude. Depois recitou poemas de sua autoria e de outros poetas nordestinos. Perguntou de onde éramos... Disse conhecer a região do Vale do Assu e, como não poderia ser diferente, conhecia a fama dos poemas do mestre Renato Caldas.
Foram poucos minutos até que chegou uma turma de jovens de Maceió que veio a Juazeiro visitar duas figuras cearenses: Padre Cícero e “Seu Lunga”. Já chegaram fazendo a maior “festa” e fotografando.
Como éramos mais comportados, nos despedimos de “Seu Lunga” e saímos em direção ao Mercado Central.
Horas depois, quando retornei ao estacionamento (na lateral do prédio de “Seu Lunga”), enquanto aguardava o restante da turma, logicamente as mulheres, me escorei na parede de seu comércio e fiquei a observar “Seu Lunga” conversando, animadamente, com dois amigos da cidade, sentados em tamboretes de madeira. Os cidadãos de cabelos brancos, aspectos de intelectuais, trocavam opiniões sobre a política em nível nacional.
Saí de Juazeiro com a certeza de que Joaquim dos Santos Rodrigues - “Seu Lunga” é um cidadão trabalhador e respeitador. Gosta de poesia e arte. Montou em seu comércio, sem a menor intenção (acredito), um museu contemporâneo, graças aos produtos lá existentes, há anos, superados pela tecnologia.
Portanto, quem gosta de cultura, ao visitar Juazeiro do Norte/CE, não perca a oportunidade de trocar “dois dedos de prosa” com “Seu Lunga” – O poeta de pavio curto. 

Seu Lunga e Natália - observando, ao fundo, Ivan Pinheiro Filho
Seu Lunga, Ivan Filho, Margares Barros, Ceiça Barbosa,
Terezinha Roberta, Natália e Ivan Pinheiro.
(Juazeiro do Norte/CE - março de 2009)

NATALENSE É AGREDIDO POR GRUPO NEONAZISTA EM NITERÓI, NO RIO DE JANEIRO – RAZÃO DO ATAQUE : SER NORDESTINO

Grupo que atacou o natalense detido e os artefatos nazistas
Grupo que atacou o natalense detido e os artefatos nazistas

Sete jovens neonazistas foram presos na manhã deste sábado (27) na Praça Araribóia, no Centro de Niterói, no Rio de Janeiro, após agressão ao natalense Cirley Santos, de 33 anos.

Morador de São Gonçalo, na região metropolitana do Rio, desde os cinco anos, Cirley Santos, 33, nasceu em Natal (RN) e teme retomar sua rotina após a agressão que sofreu no sábado (27), em frente à estação das Barcas, em Niterói. 

Ele levou um soco que quebrou seus óculos de sol e só não foi emboscado pelos outros seis integrantes do grupo que aguardavam em um carro porque as pessoas que passavam no local alertaram a Guarda Municipal, que conseguiu deter o grupo. Os guardas encontraram os dois agressores dentro de um carro Peugeot preto, próximo à praça. No veículo, estava o restante do grupo, totalizando cinco homens. 

Desempregado, Santos precisa voltar a procurar trabalho, mas teme sair sozinho. “Eu penso que tenho que mudar os lugares por onde passo, prestar mais atenção, não andar mais sozinho. Não sei se eles vão ficar presos por muito tempo, a maioria é da classe média”, disse o rapaz.

Não é a Primeira Agressão

Na delegacia, Cirley Santos contou que foi abordado pelos jovens quando atravessava a praça defronte a estação das Barcas. “Eles me apontaram e ele (Tiago Borges Pita, 28, suspeito da agressão) gritou ‘nordestino de merda’ e me deu um soco. Quem estava em volta viu os outros saírem do carro, mas eles chamaram a Guarda Municipal”, disse Santos.

Ele afirma já ter sido agredido por Pita há aproximadamente dois anos, em um bar de um posto de gasolina em São Gonçalo, onde tomava cerveja com amigos. Na ocasião, Santos vestia uma camiseta com uma bandeira da Jamaica.

“Ele [Pita] me chamou de ‘amante de negros’ e me deu um golpe com um pequeno canivete entre os dedos. Dessa vez também tinha gente em volta, e ele correu. Ele estava sozinho”, afirmou o rapaz, que não prestou queixa à polícia, mas diz não ter esquecido o rosto de Pita. “Só depois que vi que tinha um ferimento no braço, aí fui ao hospital.”
No Brasil fazer apologia ao nazismo e ao racismo é crime sem direito a fiança. Este enquadramento é dado pelo artigo n. 20, parágrafos 1 e 2, da Lei n. 7716 de 5/1/1989 (redação destes parágrafos atualizada pela lei n. 9459 de 15/5/1997

No Brasil fazer apologia ao nazismo e ao racismo é crime sem direito a fiança. Este enquadramento é dado pelo artigo n. 20, parágrafos 1 e 2, da Lei n. 7716 de 5/1/1989 (redação destes parágrafos atualizada pela lei n. 9459 de 15/5/1997

“Paraíba”

Para esquecer e espairecer, Santos foi no sábado à noite a uma festa nordestina que acontecia em seu bairro. Apesar de ter saído ainda pequeno de Natal, ele gosta de participar de festas e outras manifestações culturais nordestinas. Ele disse que já sentiu outras formas de preconceito devido ao lugar de onde veio e que também já viu amigos serem hostilizados.

“Já vi meus amigos serem chamados de paraíba. Não fico pensando muito nisso, não quero sentir raiva. A vida continua”, disse Santos.

Material nazista e iniciação

Pita está preso com os demais membros do grupo: Carlos Luís Bastos Neto, 33; Davi Ribeiro Moraes, 39; Caio Souza Prado, 23; Philipe Ferreira Ferro Lima, 21; e Jéssica Oliveira Charles Ribeiro, 26. Um adolescente de 15 anos também foi detido. Ele irá para um abrigo, e os demais para uma unidade do complexo penitenciário de Gericinó, em Bangu, zona oeste do Rio de Janeiro.

No carro, a polícia encontrou objetos para tortura, bandeiras com suásticas, blusas com símbolos nazistas, um taco de beisebol, botas com biqueiras de aço, livros sobre neonazismo e folhetos com propaganda nazista. A suspeita é de que o grupo iria para um churrasco de iniciação de um membro que aconteceria em Icaraí, bairro nobre de Niterói.

Eles foram encaminhados à 77ª DP (Icaraí), onde foram indiciados por formação de quadrilha, corrupção de menores e intolerância racial, religiosa, por cor ou etnia, prevista na lei 7.716. Pita também foi indiciado por lesão corporal dolosa (com intenção). 
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De acordo com a delegada-adjunta do distrito, Helen Sardemberg, o crime de intolerância não prevê pagamento de fiança, e eles serão soltos somente se conseguirem liberdade provisória por alguma ordem judicial.

A vítima reconheceu o grupo e a polícia vai investigar se os suspeitos estão envolvidos em outra agressão ao mesmo rapaz. A família de um dos presos enviou um advogado à delegacia, que disse ainda não ter condições de dar declarações sobre o flagrante.

P.S. – Isso tudo ainda ocorre com um rapaz que foi para esta cidade carioca com 5 anos de idade. No meu caso eu estaria lascado com meu sotaque carregado.
Fico preocupado de existir um grupo neonazista no Rio de Janeiro, terra que tanto admiro, onde tenho inúmeros amigos e que na nossa história foi o principal destino escolhido por milhares de potiguares na busca de dias melhores no sudeste do Brasil.
Em um caso revoltante como este, clamo que ocorra justiça, pois se não será muito difícil para o Rio receber Copa do Mundo e Olimpíadas. 
A

CAICÓ-RN



Caicó-RN


PORQUE TE AMO...
 

Eu te amo como a ternura solitária que se abre sobre um céu verdadeiro.
Eu te amo porque as estrelas são rosas
E há barcos fluindo pelo presente da eternidade
E há caminhos.

Eu te amo com os olhos libertos com a maré dos lírios
Há neste amor versos inversos
Elegia singular à luz da loucura.

Maria Gomes

NATAL

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Avenida Roberto Freire terá corredor de ônibus, ciclovia, 3 túneis, bicicletário e apenas 4 semáfaros


Do Blog de: Thalita Moema

Na tarde desta segunda-feira 29, a governadora Rosalba Ciarlini e a secretária de Estado da Infraestrutura, Kátia Pinto, receberam a imprensa na Governadoria, para uma coletiva sobre as obras de mobilidade urbana da avenida Engenheiro Roberto Freire. Um dos principais corredores turísticos do estado terá o edital publicado no Diário Oficial do Estado desta terça-feira 30, e a abertura do certame licitatório será no dia 21 de junho deste ano na Secretaria de Estado da Infraestrutura. O valor da obra é superior a R$ 200 milhões.
A obra tem o objetivo de eliminar os pontos de congestionamento da via por onde trafegam cerca de 110 mil veículos por dia. A previsão é que o prazo para finalização do processo licitatório ocorra entre 60 e 90 dias. A reestruturação dos 4 km da avenida está incluída no Programa de Aceleração do Crescimento 2 (PAC) e será realizada através do Regime Diferenciado de Contratação (RDC), o que na prática significa o encurtamento do prazo licitatório e redução dos custos dos projetos.
Segundo informou a governadora Rosalba Ciarlini, os recursos para as obras já estão garantidos e as intervenções serão realizadas em etapas para não impactar o grande fluxo de veículos do corredor. “Antes de começarmos as obras vamos fazer todos os desvios de tráfego em 30 ruas, melhorando as vias paralelas para que a população tenha um menor transtorno com as intervenções. Isso dará maior segurança ao tráfego e melhores condições de mobilidade para Natal. O transtorno será passageiro, mas a obra será para sempre”, garantiu.
A “nova” Roberto Freire sofrerá a intervenção já na descida do “Viaduto de Ponta Negra” e será finalizada antes da feirinha. A primeira Via Expressa de Natal terá 12 faixas de rolamento, sendo seis para cada sentido, corredor exclusivo de ônibus, ciclovia, três túneis cada um com três faixas de rolamento para cada sentido, bicicletário e redução de nove para apenas quatro semáforos.
Sempre tudo existiu e sempre tudo existirá.
Espaço, matéria e tempo se completam
Para a perpétua marcha universal.
Move-se tudo para o eterno movimento,
Tudo sempre marchou e tudo sempre marchará.

As forças aglutinadas que vegetam,
O sempre diferente, o aparente igual.
Hoje nunca foi ontem na partícula de um momento
E o vento que soprou não soprará mais nunca o mesmo vento,
Nem sombra sobre sombra a mesma sombra passará.

JLCaldas, poeta potiguar de Assu (1888-1967)
 
"As mulheres gostam que lhes digam palavras de amor. O ponto G está nos ouvidos. Inútil procurá-los em outro lugar"
... Não temos um ponto G, mas dois, um em cada lateral da cabeça, e não é preciso tirar nossas roupas para nos deixar em êxtase. Falem rapazes. Digam tudo o que sentem por nós. Concordo com a autora de "A casa dos Espíritos": o melhor afrodisíaco é a declaração de amor !!!

Martha Medeiros
"As mulheres gostam que lhes digam palavras de amor. O ponto G está nos ouvidos. Inútil procurá-los em outro lugar"
... Não temos um ponto G, mas dois, um em cada lateral da cabeça, e não é preciso tirar nossas roupas para nos deixar em êxtase. Falem rapazes. Digam tudo o que sentem por nós. Concordo com a autora de "A casa dos Espíritos": o melhor afrodisíaco é a declaração de amor !!!

Martha Medeiros
De: Abra Seu Coração!!! Voe Como As Borboletas.

Em crise, Cerval fecha portas de usina de leite e corta
salários de toda a diretoria da cooperativa em Assú
DIRETORIA-CERVAL
Lourinaldo Soares busca socorro do presidente do OCB/SESCOOP-RN Roberto Coelho
A Cooperativa de Desenvolvimento Rural Sustentável do Vale do Açu – Cerval, entidade ligada ao Sistema OCB/SESCOOP-RN, fechou as portas da usina de beneficiamento de leite, cortou os salários de todos os diretores que totaliza algo em torno de R$ 5 mil mensal e demitiu diversos funcionários da cooperativa, ficando apenas com um reduzido quadro de empregados como vigias e pessoal administrativo.
Essa decisão foi tomada pelo Conselho de Administração da Cerval sob a presidência do ex-prefeito Lourinaldo Soares, depois de uma reunião em que ficou decidido que a cooperativa não tem condições financeiras de continuar com sua unidade de beneficiamento de leite e derivados em funcionamento. Em contato com o Blog do VT, o presidente da Cerval explicou que foram pagos todos os direitos trabalhistas dos empregados demitidos.
Ele também afirmou que a Cerval não ficou devendo um centavo a ninguém. A cooperativa pagou todas as dívidas que tinha com seus fornecedores e que a decisão de cortar os salários dos diretores foi da maioria dos cincos conselheiros – quatro votaram a favor. Para Lourinaldo Soares "não seria justo continuar pagando os honorários dos diretores com a cooperativa fechada. Preferimos continuar pagando aos vigias para cuidar e preservar o patrimônio da cooperativa".
Com mandato que se encerra apenas no ano de 2018, o presidente Lourinaldo Soares, disse que apenas o vice-presidente Ponciano Rodrigues, não concordou com a proposta de corte dos salários. Ele afirmou que está conversando com o presidente Sistema OCB/SESCOOP-RN, Roberto Coelho, para encontrar uma solução viável para reabrir a usina de beneficiamento de leite ou retomar as atividades da Cerval em outra área de negócio.
O presidente do Conselho de Administração Lourinaldo Soares, garante que a Cerval possui hoje uma frota nova de veículos avaliada em aproximadamente R$ 2 milhões, vários prédios, além de um terreno com diversos hectares em área nobre e uma estrutura moderna com máquinas e equipamentos na usina de beneficiamento de leite. A Cerval tem um patrimônio grande, não tem dividas trabalhistas ou de qualquer outra natureza e ainda tem dinheiro a receber.

Fonte: VT

ÁRVORES DA CIDADE -  O BAOBÁ DO POETA

Existe uma relação entre o Baobá de Natal e a obra literária de Antoine de Sant-Exupéry, diz o professor Diógenes: "No Rio Grande do Norte, credita-se a esse baobá a inspiração de Saint-Exupéry ao criar desenhos de “O Pequeno Príncipe”,  livro com mais de 230 traduções m todo mundo. Algumas “coincidências” tornam a hipótese verossímil. O baobá exilado em Natal foi visitado pelo autor, quando aqui esteve, nas décadas de 20 e 30 e era hóspede da proprietária do terreno. Os desenhos por ele feitos em seu livro, como o elefante, a estrela, o vulcão, as dunas e falésias lembram o mapa e outros símbolos do Rio Grande do Norte".



















ÁRVORES DA CIDADE - O BAOBÁ DO POETA

"Existe uma relação entre o Baobá de Natal e a obra literária de Antoine de Sant-Exupéry, diz o professor Diógenes: "No Rio Grande do Norte, credita-se a esse baobá a inspiração de Saint-Exupéry ao criar desenhos de “O Pequeno Príncipe”, livro com mais de 230 traduções m todo mundo. Algumas “coincidências” tornam a hipótese verossímil. O baobá exilado em Natal foi visitado pelo autor, quando aqui esteve, nas décadas de 20 e 30 e era hóspede da proprietária do terreno. Os desenhos por ele feitos em seu livro, como o elefante, a estrela, o vulcão, as dunas e falésias lembram o mapa e outros símbolos do Rio Grande do Norte."
Meu velho querido amigo e irmão Paulo Alberto - Pelé. Figura que eu não vejo há bastante tempo.Ele faz parte da história da Rádio Princesa da minha querida cidade de Asssu. Um forte abraço pra ele, Pelé.

Fernando Caldas - Fanfa

domingo, 28 de abril de 2013


O universo lírico do cordel é retratado em documentário

Publicação: 27 de Abril de 2013 - Tribuna do Norte

O documentário “Cordelíricas Nordestinas” será lançado hoje em Mossoró, durante a programação de abertura do projeto “Estação do Repente”, na Estação das Artes Elizeu Ventania, a partir das 20h.  Produzido pelo coletivo Caminhos Comunicação & Cultura, o documentário retrata a poesia popular, reunindo depoimentos de poetas e pesquisadores sobre os aspectos e a história do Cordel.
 DivulgaçãoO cordelista Antônio Francisco conduz momentos da narrativaO cordelista Antônio Francisco conduz momentos da narrativa

Com aproximadamente 50 minutos de duração, o documentário destaca a figura do poeta sertanejo e os diversos elementos que compõem a Literatura de Cordel, em uma espécie de passeio poético. Guiando essa jornada, estão o poeta mossoroense Antônio Francisco, um dos cordelistas de grande destaque no Nordeste, e o poeta Crispiniano Neto, que escreve versos há cerca de 20 anos.

 A tradição do cordel, as normas técnicas, a métrica, a poética, as xilogravuras, entre outros aspectos são evidenciados através de depoimentos de cordelistas e também de pesquisadores da cultura popular com foco no cordel nordestino.

 Para o projeto, foram entrevistados mais de 30 nomes representativos do cordel do Rio Grande do Norte e de outros estados nordestinos. Entre eles, os paraibanos Medeiros Braga, cordelista que publicou vários livros e mais de 80 títulos em cordel, e o escritor Bráulio Tavares, que além de compositor, também é cordelista e pesquisador dessa arte.

A equipe também ouviu repentistas, com destaque para o pernambucano José Edinaldo dos Santos, mais conhecido como o   Ceguinho Aboiador.

Além de Natal e Mossoró, a equipe realizou filmagens nos municípios de Parnamirim, Acari, Serra do Mel, Sítio Novo, Caraúbas, Santa Cruz e Venha-Ver.

O documentário Cordelíricas Nordestinas foi financiado com recursos do Prêmio Mais Cultura de Literatura de Cordel do Ministério da Cultura, na edição 2010, que homenageia o poeta Patativa do Assaré.

"Especial Paulo Freire"

#ESPECIAL PAULO FREIRE 
Toda a obra disponível no Centro de Referência Paulo Freire grátis para baixar em http://acervo.paulofreire.org/xmlui.

Aproveite e confira vídeos, resenhas de livros, entrevistas e reportagens sobre o patrono da Educação brasileira em http://abr.io/Gkfw

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João Lins Caldas no Almanaque de Pernambuco

quinta-feira, 25 de abril de 2013


RUA DO ASSU

RUA MINERVINO WANDERLEY

      A Rua Minervino Wanderley foi uma das primeiras ruas do Assu de ontem. Era considerada a rua de grandes comércios (usinas de beneficiamento de ceras de carnaúba, depósitos de algodão, armazéns, entre outros). Inicialmente recebeu o nome de Rua São Paulo. Foi nesta artéria que foi implantada a primeira escola pública do Assu que depois veio a receber o nome de Grupo Escolar Tenente Coronel José Correia (atual Jardim Escola Recanto do Amor e da Educação - anexo do instituto Padre Ibiapina).

O Patrono

Minervino Wanderley nasceu no dia 06 de junho de 1883.Fundou jornal. Foi comerciante, Procurador de São João Batista. Foi Presidente da Intendência de 1917 a 1919. Comerciante exportador de cera, couros, peles, algodão. Foi presidente da Câmara Municipal e Vice-Prefeito no período de 1948 até o seu falecimento em 1950.
Quando veio a falecer também era presidente do Instituto Padre Ibiapina; da Confraria de São Vicente de Paula e conselheiro de turma do Banco Rural Cooperativo do Assu.

 O Major
Possuía o título de Major da extinta Guarda Nacional expedido em 23 de junho de 1910, assinado pelo Marechal Hermes da Fonseca, no posto de Major Fiscal do 24º Batalhão de Infantaria da Guarda Nacional, prestou os mais assinalados serviços.
Do seu consórcio com Dona Carlota de Sá Leitão Wanderley deixou duas filhas: Marta Wanderley Salem, esposa do Sr. Emílio Salem e Dona Berta Wanderley Carvalho, esposa do Sr. Joaquim de Carvalho Costa, e ainda, sete netos. O nome atual desta rua deu-se após o falecimento do Major Minervino Wanderley ocorrido no dia 12 de fevereiro de 1950.

Rua Minervino do passado
Na Rua Minervino Wanderley, nos meus tempos de criança, entre diversas brincadeiras do dia-a-dia existia o “Parque de Dedeu de João Rebouças” onde o dinheiro que circulava eram notas de maços de cigarros. Tínhamos direito até a subir o “Pão de Açúcar” (uma corda esticada do topo de uma árvore a uma base em terra firme). Sentado em uma tábua descíamos em um carretel numa velocidade apavorante. Não tenho notícias de acidentes.

Alguns Moradores:
Lembro de alguns moradores da minha época de adolescente (espero complementação dos contemporâneos porque faz muito tempo... – rsrs): Seu Carvalho, José Maria (ex-prefeito), Chico de Laura, Antônio Felipe, Leôncio (esposo de Dona Noêmia professora), Maneiro, Pimentel, João de Higino, Chico Ribeiro, João Pio (calceteiro), Antônio Cosme, Chico Coelho, Miro Cobe, Pereira da CAERN, Vital de Higino, Cléia, Irene, João Rebouças, Chiquito Soares, entre outros. 

RUA MINERVINO WANDERLEY ATUALMENTE:



LIVRO TRAZ GENEALOGIA DE POTIGUARES

João Felipe lança mais um livro sobre árvore genealógicas das famílias do RN - Foto - Magnus Nascimento
João Felipe lança mais um livro sobre árvore genealógicas das famílias do RN – Foto – Magnus Nascimento
O contar da história através de pesquisas genealógicas não é um mero acaso na vida do professor universitário aposentado João Felipe da Trindade, 67 anos. A curiosidade aguçou a vontade de conhecer a sua ascendência e de resgatar a memória dos seus antepassados. Aliado a isso, o gosto pela leitura, ainda em tenra idade, despertou o desejo de transpôr esses estudos para o livro. “Quando era pequeno, antes de começar as aulas, já tinha lido todos os livros que meu pai comprava pra escola”.
Já adulto e como professor de Matemática, João Felipe da Trindade disse que “também gostava muito de ler os livros de história da Matemática”. Os anos passaram. Felipe da Trindade transformou-se num historiador e passou a elaborar árvores genealógicas das famílias potiguares, temas dos três livros escritos por ele. O último intitulado “Mais Notícias Genealógicas do RN” será lançado hoje, a partir das 11 horas de hoje, na galeria Núcleo de Arte e Cultura (NAC), no Centro de Convivência da Universidade Federal do Rio Grane do Norte (UFRN).
Segundo Trindade, o livro é uma sequência do segundo – “Notícias Genealógicas do Rio Grande do Norte” – lançado em 2011, que também é uma coletânea dos artigos publicados, semanalmente, em “O Jornal de Hoje”.
Trindade mantém na internet, ainda, o blog putegi.blogspot.com.br sobre  a genealogia, como gosta de dizer, “das bravas famílias que ajudaram a construir o Estado”, que como a sua obra, “retrata um pouco mais sobre alguns lugares, algumas famílias, alguns indivíduos e alguns hábitos do Estado”.
O livro não obedece a uma ordem cronológica sobre o surgimento das famílias norteriograndenses. “Quando faço um artigo sobre uma determinada família, uma coisa vai puxando outra”, disse ele, que conta coisas sobre a vida de políticos como o capitão José da Penha e Pedro Avelino, nome de município na região do Sertão/Central do Estado que foi o pai do senador Georgino Avelino.
Nele também cita-se o presidente provincial Caetano Sanchez,  “o doador do galo da Igreja de Santo Antonio, na Cidade Alta” ou ainda de Matias Vidal de Negreiros, que lutou contra a presença holandesa na região Nordeste e Maria Páscoa Bezerra, que foi condenada pela inquisição da Igreja Católica. “Não é uma listagem de nomes, sempre conto alguma coisa sobre as pessoas”.
Pesquisas são ancoradas em inventários e acervos
Dedicar tempo a recompor a Genealogia e a história de famílias potiguares para que não fiquem  adormecidas ou submersas nos registros do passado, seja para esclarecer, atualizar ou corrigir a história exige anos de pesquisa e dedicação. O registro de  nascimento ou a certidão de casamentos são pontos de partida para a elaboração de uma árvore genealógica, mas o pesquisador depende, na maioria das vezes, de acervos históricos e inventários para finalizar o trabalho.
O desenvolvimento de pesquisas genealógicas passa pelo conhecimento paleográfico para conhecer o conteúdo de documentos antigos
O desenvolvimento de pesquisas genealógicas passa pelo conhecimento paleográfico para conhecer o conteúdo de documentos antigos
“Às vezes, a pessoa tem os dados em casa e não sabe usar”, alerta João Felipe da Trindade, que escreveu o primeiro livro em 2008: “Servatis ExMore Servandis”. Em latim, quer dizer – “Conservar o que tem de ser conservado”, segundo Trindade, que encontrou esse registro na certidão de casamento do seu bisavô, de quem herdou o nome.
Afora os documentos da família, pelos quais traçou a sua Genealogia no primeiro livro, Trindade diz que foi atrás de outras fontes, num trabalho que não foi tão fácil em seu início, como a busca de informações nos arquivos da Cúria Metropolitana, em Natal, onde estão assentos de famílias de Santana do Matos a partir de 1823.
Naquele tempo, explicou Trindade, os registros de nascimento, óbitos e casamentos eram feitos exclusivamente nas Igrejas Católicas. Em Assu, para onde teve de se deslocar algumas vezes, a pesquisa na Igreja de São João Batista que só podia ser feita de manhã. Ela aproveitava o horário para fotografar tudo.
Quando as informações estão incompletas, Trindade busca dados nos inventários, principalmente nos casos de pessoas solteiras, que não deixam linhagem. Por essas duas razões, ele disse que teve de saber Paleografia – “aprendi na marra”.
Em outras, foi preciso se deslocar à Olinda (PE), onde estão documentos da Igreja Católica sobre o Rio Grande do Norte relativos aos séculos XVII e XVIII ou mesmo no Instituto Histórico e Geográfico de Pernambuco, em Recife, quando não foi possível obter cópias de documentos através de amigos. Isso aconteceu na elaboração da árvore genealógica de Afonso Bezerra, cuja documentação tinha sido enviada em 1944 a Pedro Antas.
Outra fonte importante, informou Trindade, é o acervo de microfilmes da Igreja Mórmon,  porque além de batizar um convertido, “também são batizados os ascendentes, as pessoas que ficaram pra trás da família”, daí a necessidade de eles terem acessos aos documentos familiares.
Email de João Trindade para adquirir o livro -João Felipe da Trindade – jfhipotenusa@gmail.com

quarta-feira, 24 de abril de 2013


HISTÓRIA

Capitão Manoel Varella Barca, lá de Assú (III)


João Felipe da Trindade (jfhipotenusa@gmail.com)

Professor da UFRN, membro do IHGRN e do INRG
Manoel Varella Barca fez seu testamento em 10 de abril de 1844, na Fazenda Sacramento, tendo sido escrito por João Martins de Sá Junior. Nas suas disposições destacou uma sorte de terras, chamada Sítio Caeira ou Mutamba, herdada dos seus pais, para Maria Beatriz e Manoel de Mello Montenegro Pessoa, em atenção a fiel amizade que ambos dedicaram a ele. Fez, também, um destaque especial para a neta e afilhada Lusia Leopoldina, casada com Felis Francisco da Silva, em atenção à pobreza em que se achavam.

O segundo casamento do capitão Manoel Varella Barca foi com Dona Francisca Ferreira Souto, como vimos no primeiro artigo desta série. Vamos, pois, escrever um pouco sobre os filhos desse casal.

Domingos Varella Barca, com a idade de 20 anos, casou, em 9 de abril de 1823, na Fazenda Estreito, com Dona Gertrudes Lins Pimentel, 22 anos, filha de João de Souza Pimentel e Dona Josefa de Mendonça Lins. Houve dispensa pelo parentesco em que estavam ligados. Estavam presentes João Maurício Pimentel e Francisco Varella Barca, ambos casados.

Rosa Francisca Ferreira Souto, outra filha de Manoel e Francisca, com 29 anos de idade, casou, também, na Fazenda Estreito, em 11 de maio de 1833, com José da Fonseca Silva, de 28 anos, filho legítimo de João da Fonseca Silva, falecido, e dona Anna Maria de Jesus. Estavam presentes João Pegado de Sirqueira Cortez, casado, e Gaspar Freire de Carvalho, solteiro.

De Dona Maria Beatriz Paz Barreto não encontrei o registro de casamento. Era casada com Manoel de Mello Montenegro Pessoa, natural de Goianinha. Ovídio, filho desse casal, nasceu aos 16 de novembro de mil oitocentos e trinta e cinco, e foi batizado, pelo Vigário Colado do Seridó, na época visitador, Francisco de Brito Guerra, em 6 de janeiro de 1836, na Matriz de São João Batista do Assú. Teve como padrinhos José Varella Barca, solteiro, e Angela Garcia de Araújo Freire, viúva; Manoel, outro filho de Maria Beatriz e Manoel de Mello, nasceu aos vinte e quatro de outubro de 1836, e foi batizado pelo vigário de Santana do Matos, Padre João Theotonio de Sousa e Silva, na Matriz de Assú, aos trinta do mesmo mês e ano. Foram padrinhos o capitão Manoel Varella Barca, casado, e Maria Hermelinda de Albuquerque Montenegro.

Maria Francisca Silvina Souto tinha 26 anos quando casou, em 22 de Agosto de 1833, no oratório de José Varella Barca, com o português João Rodrigues de Mesquita, 30 anos, filho legítimo de Antonio Rodrigues de Mesquita e Maria Joaquina, ambos falecidos. Estiveram presentes João Pio Lins Pimentel e Francisco Varella Barca, casados.

João Pio Lins Pimentel, citado acima, filho de João de Sousa Pimentel e Josefa de Mendonça Lins, casou, em 30 de janeiro de 1826, na Matriz de Assú, com Francisca Ferreira Souto, outra filha de Manoel e Francisca Ferreira Souto. Foram dispensados por impedimento no terceiro grau de consanguinidade, atingente ao segundo. Estavam presentes José Varella Barca, ainda solteiro, e Francisco de Sousa Caldas, casado. João Pio era irmão de Gertrudes, esposa de Domingos Varella.

Na época do inventário Dona Francisca Ferreira Souto, a esposa de João Pio, já falecida, foi representada pelos filhos João Pio Lins Pimentel Junior, maior de 21 anos, Francisca Victorina casada com Tertuliano de Alustau Lins Caldas, Irene, Maria, Josefa, Manoel, Júlia e Luis, com 11 anos de idade..

Manoel Varella Barca Junior, outro filho do segundo casamento, tinha o mesmo nome do primogênito de Manoel Varella Barca. Era, também, falecido, na época do inventário do pai. Com vinte e dois anos de idade, casou, em 23 de fevereiro de mil oitocentos e trinta, no sítio (ou fazenda) Estreito, com Ignácia Theodósia de Mendonça, de 22 anos de idade, filha de João de Sousa Pimentel e Dona Josefa Lins de Mendonça, dispensados, também, dos impedimentos que estavam ligados. Estavam presentes, o capitão Manoel Varella Barca e João Maurício Pimentel, casados. Ignácia, como se pode ver dos registros anteriores, era irmã de João Pio Lins Pimentel e Gertrudes.
No inventário, Manoel Varella Barca Junior foi representado por sua filha Francisca Theodósia de Mendonça Caldas, viúva. Não encontrei mais informações sobre essa neta do capitão. Foi seu procurador no inventário, Luiz Gonzaga de Brito Guerra.
José Varella de Sousa Barca, foto enviada por descendente Francisco Varela Barca

Fonte: Hipotenusa

Sei dos teus novos amores  Tudo timtim por timtim;  Dizes, que tal... e que não;  Eu sei, que tal... e que sim.  Sei que déste aos teus...