quarta-feira, 31 de julho de 2013

Nota - Baia Formosa-RN

Há uns três meses atrás recebi um telefonema de certa professora, de certo colégio de Baía Formosa, município importante do litoral sul do Rio Grande do Norte, solicitando do editor deste blog, a biografia dos poetas do Assu, que muito me deixou orgulhoso. Ocorre que por falha de minha pessoa, perdi o endereço eletrônica daquela professora, além do seu número do telefone.  Por fim, peço as minhas desculpas, bem como peço que aquela professora possa entrar em contato comigo pelo telefone: 96412943 ou 30252945. Fica o registro!

Fernando Caldas

Alto do Rodrigues-RN


Foto do mural/face de Abelardo Neto.

terça-feira, 30 de julho de 2013

















Tem maneira melhor de terminar o dia que não seja com um belo sorriso? Sabe quando você está cansado de tudo que fez durante o dia, ou entediado porque nada de empolgante tem acontecido nos últimos dias?

Pois é, aqui vai uma dica: você pode mudar esse quadro apenas procurando uma boa distração ou algum programinha leve que distraia seu pensamento do ócio e do tédio.

Nada melhor que procurar algo que te faça sorrir, que alegre a vida e que dê um sentido especial no dia, de manhã até a noite. Tudo porque quando você sorri seu coração se enche de felicidade e tranquilidade, e o seu cérebro libera para o corpo uma substância chamada endorfina, responsável pela sensação de satisfação e felicidade, aumentando o bem-estar e diminuindo o estresse.

E o resultado de tudo isso é que você vai viver ainda mais e MELHOR!

Para essa noite a dica é agradecer à Vida por mais um dia cheio de oportunidades e um novo dia que nascerá amanhã. Enquanto você espera o novo dia nascer, dá uma passada aqui na www.aterceiraidade.com para conhecer gente nova cheia de novas histórias para compartilhar! (:
De: Terceira Idade

"PRA QUE NÃO DIGAM QUE ISTO É PEDOFILIA"


Nathan Melo: o menino que emocionou o Papa Francisco!

Nathan, o que você disse para o Papa?

Nathan Pires: Eu falei que queria ser padre, que eu queria seguir o Ministério de Cristo.
Nathan: Ele me falou ‘você ora por mim que eu oro por ti’. E naquele momento eu senti a minha vocação concretizada.

Você ficou emocionado?

Nathan: Muito. Algumas fotos indicam que eu chorei muito assim. Meu coração já bateu e quando eu comecei a falar com ele, encostei nele, nossa.

Natan veio juntamente com a sua mãe, Ana Paula Brito e seu padastro, Agnor Carlos de Oliveira, da cidade de Cabo Frio (RJ) para ver o Papa Francisco.

“Estávamos fazendo o trajeto para Copacabana, queríamos ver o Papa mais próximo, mas quando passamos pelo bairro da Glória percebemos que o papa estava ali, então, imediatamente, estacionamos, nos aproximamos da grade e esperamos sua passagem. Quando Natan o viu, foi ao seu encontro, os seguranças tentaram impedi-lo, mas o Papa já estava chamando-o. Foi muita emoção, naquela hora parecia que uma extensão de mim era ele. Nunca imaginava que o Natan iria”, relatou Ana.

CENÁRIO HUMANO

NILDA FERNANDES – A ARTESà

Ivan Pinheiro
Que lindo!... Maravilhoso!... Fantástico!... Estas são algumas das expressões que ouvimos de visitantes quando, após as novenas, sobem os famosos “balões do São João”. É irresistível. Impossível não olhar para aqueles objetos arteiros, luminosos, que surgem do meio da multidão, sobe e vai gradativamente desaparecendo, altaneiro na escuridão, confundindo-se com as estrelas. É, sem dúvidas, um adorno artificial na noite, um ponto de luz com destino finito rumo ao infinito.

Dona Nilda orientando a subida do balão
Os “balões de São João Batista”fazem parte da tradição tanto da festa quanto da família Fernandes. Sua produtora é uma figura humana que vive sem fama, basicamente no anonimato. Seu nome não consta no cronograma das festividades, no entanto, quando chega a sua hora, faz uma verdadeira festa. Refiro-me a funcionária pública municipal, aposentada, Nilda Fernandes Batista.

Os “balões de São João” ostentam beleza e ao mesmo tempo simplicidade. É confeccionado com papel de seda, papel de embrulho, fita adesiva, farinha de trigo, limão, sal, arame, parafina (que passou a substituir o sebo de boi), saco de pano e fio de algodão. O custo de um balão sai, em média, por R$. 50,00 a unidade. O noiteiro que se preza esbanja na quantidade de balões. Cada um com frases alusivas ao padroeiro.

Subida em frente a Matriz - Foto: Rafael Medeiros
Sexagenária, mãe de dois filhos e esposa de José do Egito Batista, Nilda abona a tradição familiar que teve seu início com o tio do seu pai, José Leão que além de confeccionar balões foi um dos importantes santeiro do Estado. Após a sua morte, seu pai Manoel Fernandes Vieira popularmente conhecido pela alcunha de“Manoel Belo” ficou produzindo os balões em companhia de Moacir Wanderley.

Sua mãe, Maria Soledade Vieira, “Dona Dadinha” e seu irmão “Nelson Belo” deram seguimento a confecção dos balões após o falecimento de seu pai “Manoel Belo”. Era quase impossível conviver com artistas e não se transformar num deles. Nilda foi absorvendo o trabalho lentamente como auxiliar. Aos poucos foi tomando gosto pela atividade, e há dezesseis anos abraçou, definitivamente, a profissão que espera poder mantê-la até o final da vida.

“Com balão é preciso muito jeito e agrado para ele não queimar na subida; depois, o candeeiro de parafina vai queimando, queimando... até desaparecer no céu. Quando a parafina queima, a tocha vai se apagando e o balão desce suave do jeito que subiu... Nunca houve notícia de incêndio, nem no período de seca, provocado por um balão saído aqui da festa de São João.” confirma Nilda
Balão iluminando a escuridão - Foto: Luis Neto

A residência de dona Nilda é modesta. Localiza-se na rua Dr. Adalberto Amorim, 1251 – bairro Dom Elizeu – Assu. É no seio do seu lar onde desenvolve suas habilidades na confecção de balões e peças de roupas em crochê. Pelo seu talento e profissionalismo seu nome já esta carimbado na história cultural do Assu e do estado do Rio Grande do Norte.

Dona Nilda é uma assuense que valoriza e honra a sua cidade natal. Nas suas limitações colabora com o desenvolvimento sócio cultural da “Terra dos Poetas”. É, portanto, uma das artesãs que merece o reconhecimento da população do Assu e do Vale. Sem ela, certamente, a festa de São João Batista teria um brilho a menos na sua cultura e as noites não seriam tão belas porque estariam menos iluminadas. 

Nilda Fernandes Batista – A artesã. É gente da gente. Cenário Humano do Assu.

EM TEMPO: Esta crônica foi escrita quando os "balões de São João" ainda abrilhantavam as noites. Atualmente está proibida.  
Foto de Dona Nilda: Jornal O Reboliço

Um pouco da Base Física de Ipanguaçu

Instituto Federal de Educação e Tecnologia do Rio Grande do Norte, Campus de Ipanguaçu (estrutura física hoje ampliada). Antes, Campo de Produção de Sementes Selecionadas - Base Física de Ipanguaçu, que também funcionou uma Escola de Tratoristas e uma usina de beneficiamento de sementes selecionadas de milho, da Cooperativa Agropecuária do Vale do Açu Ltda - Coapeval, fundado ainda, salvo engano, na década de quarenta. Pertencia ao Fomento Agrícola, Ministério da Agricultura. O pernambucano dr. Antônio Coelho Malta engenheiro Agrônomo, se não foi o primeiro, foi um dos primeiros administradores daquela Base Física. Também foram seus administradores, Luiz Lucas Lins Caldas Neto, José Luiz, dentre outros. Fica o registro.

Fernando Caldas




domingo, 28 de julho de 2013

Entrevista exclusiva do Papa ao Fantástico, por Gerson Camarotti

Café ao sabor da arte


Publicação: 26 de Julho de 2013 às 00:00

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Um cafezinho entre obras de arte centenárias. É o que oferece o Antiquário Época Café, espaço inaugurado há pouco menos de quinze dias no Tirol. A casa reúne duas propostas em um só lugar: a oportunidade de apreciar as peças do antiquário – todas à venda – ao mesmo tempo em que se degusta cafés e petiscos diversos do menu. Uma integração de conceitos que deleita o paladar e a visão.

“Somos o único café antiquário do Nordeste. É algo inédito por aqui”, afirma Júnior Cabral, que comanda a casa ao lado dos sócios Raquel Umbelino e Anderson Júnior. Júnior trabalha com antiguidades há quinze anos. Transferiu o antiquário que tinha na rua Mipibu para a Afonso Pena, agora numa casa maior, em que pudesse montar o café ao estilo europeu – sempre mantendo a comercialização das obras de arte aliada a esse conceito.

O antiquário e o café se integram em harmonia. Há um deck externo com duas mesas. No ambiente interno, além da sala do café com balcão, mesas, e um jardim vertical com fonte, há salas privativas que os clientes também podem usar. Tudo decorado com as peças cuidadosamente garimpadas por Júnior Cabral. Essas salas também podem ser usadas sob reserva para reuniões e confraternizações.

Edu BarbozaDoces e bolos são algumas das delícias que acompanham os ótimos cafésDoces e bolos são algumas das delícias que acompanham os ótimos cafés
O cardápio oferece o habitual que se espera de um café. Há diversos cafés expresso, com leite condensado, canela ou espumante, além de cappuccinos, e criações como o café Maria Tereza (com chantilly, creme de avelã, amarula e pó de ouro) e Maria Antonieta (chocolate amargo e creme de avelã), entre outros. Para acompanhar, salgados como a coxinha de camarão com catupiry, croissants, empadas de frango e camarão, quiche de peito de peru defumado, e o croque monsieur, um tipo de sanduíche francês tostado. No segmento de doces há bolo de laranja, cheesecake de goiaba, tortas de chocolate, alemã e limão. Para beber, sucos, licores, e vinhos exclusivos da casa.

Os ambientes do antiquário/café são atrações à parte. Júnior Cabral ressalta que trabalha apenas com peças europeias do século XIX e começo do século XX que ele garimpa na Internet ou através de variados contatos no ramo de antiguidades. São lustres, cristais, movelaria (cadeiras, poltronas, aparadores), pratarias de lei, telas assinadas, opalinos, bronzes, espelhos, imagens, bustos, e luminárias. O cliente degusta um café enquanto passeia numa sala decorada ao estilo Luís XVI, repleta de tons dourados e prateados, do rococó ao sóbrio e elegante. Um toque de classe em qualquer happy hour.

Serviço: Antiquário Época Café. Av. Afonso Pena, 1173, Tirol. Aberto de segunda a sexta, das 14 às 21h. Tel.: 2226-5424.

Fonte: Tribuna do Norte
Que nunca te arrependas pelo amor dado!
Faz parte da vida arriscar-se por um sonho...
Porque se não fosse assim, nunca teríamos sonhado!
Mas, antes de tudo, que você saiba que tem um aliado.
Ele se chama TEMPO... seu melhor amigo.
Só ele pode dar todas as certezas do amanhã...
A certeza que realmente você amou.
A certeza que realmente você foi amado."

Carlos Drummond de Andrade
Liduxa
De: Doce Mistério


BAR DO GENILSON

Foto ilustrativa
Esse foi um dos primeiros trabalhos do poeta Paulo Varela quando retornou ao seu solo pátrio, Assu, no ano de 2003. Alguns companheiros de bar já não compartilham do bate papo daquele recinto, nem degustam mais de seus aperitivos e petiscos, como é o caso dos saudosos amigos Detônho e Beltrão. Na época em que foram escritos estes versos o Bar do Genilson ainda funcionava na Praça Getúlio Vargas - ao lado da Igreja Matriz. Vejamos:

O nosso Assu tem beleza
E para nossa riqueza
Existem pontos de encontro
Onde encontramos jogadores
E também com bebedores
Que todo dia sai pronto.

O Genilson tem um bar
Onde amigos vão jogar
Prosear, tomar cerveja
Tem sinuca, tem baralho
Venha depois do trabalho
Lá na esquina da Igreja.

Nossa localização
É no mei do quarteirão
Junto ao beco sem saída
Chegando não tem errada
Encontrará camarada
Pra divertir sua vida.

Tem todo tipo de gente
Uns alegres, outros contente
frequenta gente educada
De bacharel a doutor
E uns que choram sua dor
Porque já levou chifrada.

Neste canto dá de tudo
Gente que tem estudo
E também analfabeto
Quando chegar na cidade
Expanda sua amizade
Venha trazer seu afeto
  
Iremos lhe receber
Sua vida agradecer
Nossa porta ta aberta
Pra você se basear
Veja quem vem prosear
A lista não ta completa:

Tem gente sócio do Bar
Que vem pra se embriagar
É o caso do Beltrão
Pois ele ta todo dia
E já fez a Moradia
Bem lá perto do Balcão.

Vem gente de toda parte
Dudu amigo das artes
Também faz parte da lista
E vem pra se diverti
Nós temos também aqui
Este amigo dentista.

Você pode aparecer
Pois num vai adoecer
E nem vai morrer a míngua
Tem médico, tem curandeiro
Tem o nosso Ivan Pinheiro
Do Assu, na ponta da língua.

Tem Crisanto, o tal Ninô
Que não bebe, pois deixou
Vem aqui pra prosear
Pois ele é muito querido
De nós não tem esquecido
Vem sempre nos visitar.
  
Por aqui não tem cochicho
Tem até jogo do bicho
Venha, Jean vai fazer
Jogue que é garantido
Se ganhar não é perdido
E ganhando vai receber

Tem cabra aposentado
A muito tempo encostado
É o caso do Moquita
Que fica nos enganando
Diz que não ta escutando
Só que ninguém acredita.

Tem Mariano de Macedo
Que é cabra sem segredo
Que sempre vem visitar
Chega, na sua educação
Tem nossa admiração
Pois sabe sempre chegar.

A turma fica completa
Quando vem nosso poeta
Com a sua explanação
Pra nós é uma alegria
Quando é chegado o dia
Que aparece o Roldão.

Aqui tem cabra medonho
Existe cá o Detônho
Que também gosta de arte
Aqui, tu encontra artista
Faça parte desta lista
Vem gente de toda parte.
  
Tem o Luiz Carlos – Coxinha
Pense numa coisa feinha
Parece que vai parir
Joga no bicho e na loto
Num pode subir na moto
Que pensa logo em cair.

Existe o Sr. Tadeu
Que é grande amigo meu
Que vem nos prestigiar
Ele e sua educação
Anda sempre em comunhão
Que só faz admirar.

Lá não tem gente maluca
Tem o nosso amigo Juca
Que trabalha com dinheiro
Sua chegada é bem quista
Também faz parte da lista
É também um companheiro

Tem o índio jogador
Que na sinuca é doutor
E não enjeita parada
É bonito ver jogar
Ele sinuca tirar
E ver a partida fechada.
 
Mas ele recebe tranco
Ao enfrentar o “branco”
Um menino “satanás”
Pois na sinuca é o cão
Pois faz apresentação,
O garoto joga demais.
  
Porém tem ele um defeito
Fica acuado sem jeito
Quando ganha um tostão.
Se ele ganhou dinheiro
Entoca logo ligeiro,
E não compra um pão.

Aqui, não tem arruaceiro,
Mas existe muambeiro
Que vive negociando
Tudo arranja de momento
Até brinco pra jumento
Vá lá falar com Fernando!.

Tem sim, um tal de Benô
Que é metido a jogador
Mas cai sempre na desgraça
Porque só joga bebendo
Acaba as cartas esquecendo
Por causa dessa cachaça.

Tem amigo verdadeiro
O Pedro Gurgel, do dinheiro
Que socorre cabra quebrado
Pois muita gente tem dito
E eu também acredito
Que tem dinheiro emprestado.

Por aqui não tem problema
O Antonio de Upanema
Também aparece aqui
E só para você saber
E já vi ele beber
Mas nunca o vi cair.
  
Tem também o Diassis
Pois toda gente já diz
Que vem aqui sempre,
Vem com sua animação
E pra nossa admiração
Ele é gente da gente.

Tem Atson, o jogador
Ele é cabra de valor
Que vem aqui pra jogar
É jogando e bebendo
E o cabra já vai sabendo
A cana quem vai pagar.

Tem também Zé cabeção
Que não tem assombração
Que já joga muito bem
É bonito a gente ver
Ele nas bolas bater
Pois quase sempre sai bem.

Você já ta convidado
Será sempre bem chegado
Nós esperamos você.
Venha jogar, beber, prosear
E ver o tempo passar,
Que não vamos lhe esquecer.

Paulo varela

Assu/RN, maio de 2003. (data do poema).

CRÔNICA

Des-ODE AO CANALHA.

Uma crônica para reflexão, de autoria do saudoso Padre Zé Luiz, com o título de: Des-ODE AO CANALHA.
Há dois tipos de homem, capazes de perdoar 77 vezes 7: o SANTO e o CANALHA. Somente os dois serão capazes de dar a face direita depois de ter apanhado na face esquerda. Aquele pela humildade, este pela malandragem. Para o santo, esquecer é um gesto natural. Para o canalha também. O santo escuta desaforos, vai aos tribunais, recebe insultos e depois volta sorrindo, porque sua força esta dentro dele. E o Canalha? Justamente porque é destituído de qualquer força interior desnutrido de qualquer dimensão ética, ele aceita tudo sorrindo. Seu sorriso, porém, é um misto de cinismo e desfibramento.

O santo não sofre. O canalha também. Para ambos tudo é passageiro e supérfluo. Mas nós outros, nem santos nem canalhas, nos perdemos na contradição da maldade. Ficamos bobamente exigindo justiça, querendo ingenuamente assumir um compromisso com a palavra dada, com a afirmação feita. Mas hoje, qual é a palavra que corresponde a ela mesma? Quem souber roubar, apenas faz “química”, quem mente, faz restrições mentais; quem adultera conseguiu transar uma diferente. Em todos os espaços o santo poderá viver. Há um terreno porém, onde ele se perderá impreterivelmente. Aqui, todo o seu treinamento místico, toda sua ascese, todos os seus jejuns e sacrifícios, todo seu aprendizado, serão inevitavelmente sacrificados com um simples gesto de zombaria ou com um abraço ensaiado para se chamar fraternal.

E é justamente aí onde o canalha tem “nourral”. Na hora de dizer sem estar dizendo, de abraçar traindo, de sorrir denunciando, de convocar recusando, de oferecer retirando, de aderir explorando, de chorar sorrindo por dentro, de sorrir queimando de ódio. O canalha é o artesão da maldade. Ele não cresce isolado. Ele consegue ter a cor do trigo, o farfalhar do trigo, mas ele é joio. Aproveita o vento que sopra e os raios do sol para também tornar-se cheio de vida. O santo é exigente com ele mesmo. O canalha é exigente com os outros. Para o santo não há dia seguinte. Para o canalha também. Ambos têm um compromisso com seu agora... mas o agora do canalha é sempre um instante de interrogação... Você já conviveu com o SANTO? E com um CANALHA? Se não experimentou, jamais entenderá o que eu estou pretendendo lhe dizer.

Qualquer semelhança é mera coincidência.
“Fácil é abraçar, apertar as mãos, beijar de olhos fechados. Difícil é sentir a energia que é transmitida. Aquela que toma conta do corpo como uma corrente elétrica quando tocamos a pessoa certa.”

(Carlos Drummond de Andrade)

De: Permita-se


Sei dos teus novos amores  Tudo timtim por timtim;  Dizes, que tal... e que não;  Eu sei, que tal... e que sim.  Sei que déste aos teus...