sábado, 30 de novembro de 2013

EXAME DE ADMISSÃO

E quem não se lembra do exame de admissão ao curso ginasial, no Assu com Maria da Glória Pessoa  - Dona Glorinha. No meu tempo era denominado Externato São José. A sala de aula era na garagem que ficava nos fundos da casa dela, Dona Glorinha, no tempo que ela morava na rua Professor Alfredo Simonette.

Fernando Caldas

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Emancipação pelas letras - Remando contra a submissão, mulheres escritoras avançaram no Brasil Império, combativas e inovadoras

Norma Telles
1/11/2013

Do que poderia tratar a literatura feminina no arcaico e patriarcal Brasil Império? A primeira surpresa está na seguinte informação: o cenário literário brasileiro no século XIX é composto por um grande número de escritoras, poetas e jornalistas. E elas não se restringem a escrever livros de etiqueta ou polidez. Operam deslocamentos, desconstroem estereótipos e incluem na linguagem novos sentidos e ambiguidades em busca de soluções alternativas para a vida e para a arte.
Com a urbanização incipiente, disseminava-se um discurso sobre a “natureza feminina” formulado nos países europeus a partir do século XVIII e difundido aqui pela intelectualidade, mas também por médicos, higienistas e sacerdotes: a mulher seria maternal e delicada, força do bem dedicada aos familiares, pronta a qualquer sacrifício, um ser sem história ou desejos próprios. O outro lado deste “anjo do lar”, sempre à espreita, era sombrio e poderia torná-la o oposto, verdadeira potência do mal, caso descumprisse seus deveres. Neste caso, ela saía da esfera privada ou usurpava atividades que não lhe eram permitidas culturalmente. A ciência, a literatura e a moralidade da época negavam à mulher a autonomia e a subjetividade exigidas pela criação artística ou profissional. Tidas como musas ou criaturas, nunca poderiam ser criadoras.
Foi durante o século XIX, no entanto, que por todo o Ocidente inúmeras mulheres não só escreveram, como publicaram. Educadas como meninas para papéis domésticos específicos, sem acesso à educação para a vida, e por tudo isso donas de vocabulário limitado e que não deveria abordar emoções como a raiva ou a paixão, era preciso, antes de qualquer coisa, que elas fizessem uma revisão dessa socialização que lhes repetia serem incapazes de pensar, discutir, criar. Era preciso que conseguissem superar o que se convencionou chamar, no século XX, de “ansiedade de autoria”, ou seja, a dúvida em relação à própria capacidade criativa, em meio a uma tradição estética que definia a criação como dom essencialmente masculino, na qual o artista era um progenitor e patriarca estético.
Na época da Independência, algumas brasileiras se pronunciaram através de dois manifestos com mais de 120 assinaturas, número então significativo. Publicados em 1823 pelo jornal Sentinela da Liberdade, de Cipriano Barata, davam voz a mulheres da província da Paraíba que se afirmavam como “metade da sociedade” na luta contra o despotismo, e propunham reassumir direitos que há muito lhes haviam sido roubados. Como cidadãs, queriam “lutar pela independência”. No manifesto ouvem-se ecos dos escritos da francesa Olympe de Gourges (1748-1793) e da britânica Mary Wollstonecraft (1759-1797), ambas famosas por suas reivindicações pelos direitos das mulheres.

Um dos livros de Wollstonecraft recebeu tradução em 1832, feita por Dionísia Gonçalves Pinto, natural do Rio Grande do Norte, e conhecida como Nísia Brasileia Augusta Floresta (1810-1885) – como assinou todos os seus 15 livros de vários gêneros. Publicado no Recife, onde Nísia morava, a obra recebeu em português o título Direitos das mulheres e injustiças dos homens. Editado logo depois em Porto Alegre e no Rio de Janeiro, o livro deixava perceber várias influências da autora brasileira, mostrando a mulher como a “classe oprimida” pelo costume, como acontecia na Europa, e promovendo a educação como fundamental para modificar tal situação. Nísia Floresta foi republicana, abolicionista, escritora e jornalista, e logo receberia oposição cerrada, como a campanha difamatória anônima através de jornais do Rio de Janeiro cerca de 1850. Mudou-se em 1849 para a França, onde moraria até o fim da vida, tendo seu trabalho apreciado em meio a intelectuais e a escritores de renome.

A partir de meados do século surgem em maior número romances e jornais de propriedade de mulheres, apesar de todos os obstáculos sociais. Um dos primeiros romances desse período, Ursula, apareceu em 1859. Como a maioria das escritoras de então, a autora, Maranhense de Guimarães – pseudônimo de Maria Firmina dos Reis (1825-1917) – se desculpava para poder ser aceita: “Mesquinho e humilde livro é este que vos apresento, leitor (...). Sei que pouco vale este romance, porque escrito por uma mulher, e mulher brasileira, de educação acanhada e sem o trato e a conversação dos homens ilustrados” – assim começa o livro. A obra se distingue pelo tratamento dado aos escravos, individualizando-os e dotando-os de histórias próprias, que remetem à vida em liberdade na África mais de duas décadas antes desses temas se tornarem presentes na literatura nacional. A autora fala também de liberdade para a mulher, mas esta era ainda mais difícil de imaginar. Em outro texto, chamado “A escrava”, publicado na Revista Maranhense, em 3 de novembro de 1887, a escritora amplia a paisagem, incluindo os caminhos perigosos através dos quais grupos favoráveis à abolição, que contavam com mulheres, conduziam escravos até a liberdade. 

No Rio de Janeiro, no mesmo ano de 1859, outra escritora, Indígena do Ipiranga – na verdade, Ana Luísa de Azevedo Castro (1823-1869) – publicava o romance Dona Narcisa Vilar. Aqui, a narradora culta intercala o que ouvira de contadoras de histórias indígenas sobre as tradições da Ilha de Mel, na barra de São Francisco, com seus próprios comentários, defendendo as mulheres e os naturais da terra contra os governadores “cruéis e devassos” enviados pela Coroa.

Estes dois romances, juntamente com A lágrima de um Caeté (1849), de Nísia Floresta, além de terem indígenas e africanos como figuras concretas não idealizadas, tratam as mulheres como criaturas espoliadas pela chamada “civilização”.

A conquista do território da escrita pelas mulheres no Brasil foi longa e difícil, assim como foi difícil derrubar as paredes da casa-prisão e da prisão-textual que as confinavam por terem “cientificamente” um corpo frágil e enfermiço, um cérebro menor que o dos homens e meio mole, o que as incapacitaria para as lides da vida, dos ofícios e das artes. Narcisa Amália de Campos (1852-1924), escritora festejada no início dos anos 1870, indaga no jornal O Garatuja: “Como há a mulher de revelar-se artista se os preconceitos sociais exigem que o seu coração cedo perca a probidade, habituando-se ao balbucio de insignificantes frases convencionais?”.

Jornais de propriedade das mulheres crescem em número e repercussão nos anos 1870. Em 1873, surge em Campanha da Princesa, Minas Gerais, O Sexo Feminino, de Francisca Senhorinha da Motta Diniz. Jornal de sucesso, tinha muitas assinaturas e vendia bem. Dois anos depois foi transferido para o Rio e durou até 1896. Em editoriais publicados de 1873 a 1890, Senhorinha pleiteava educação para as mulheres e chamava a atenção para a violência de serem elas mantidas na ignorância pela ciência dos homens. Em Porto Alegre, foram as irmãs Julieta de Melo Monteiro e Revocata Heloisa de Melo que mantiveram o periódico literário de mais longa duração, o Corymbo,que circulou entre 1884 e 1944 e contou com dezenas de colaboradoras.Josefina Alvares de Azevedo fundou A Família em 1888, em São Paulo, mais tarde transferido para a capital. Lutava por condições iguais para as mulheres e escreveu a peça O voto feminino,encenada no Rio em 1890. Também em São Paulo circulou A Mensageira, de Priciliana Duarte de Almeida.

O que essas e muitas outras publicações fizeram foi criar uma rede de informação e comunicação entre mulheres, artistas e novas profissionais em vários pontos do país. Algumas escritoras se tornavam também cronistas e autoras de folhetins em jornais de ampla circulação, em especial na então capital federal. Maria Benedita Bormann – ou Délia, como se assinava – publicou em 1883 o folhetim Aurélia, na Gazeta de Notícias, escreveu romances e colaborou com jornais de prestígio. Julia Lopes de Almeida começou nos jornais pela mesma época e continuou durante toda a sua prestigiosa carreira, com 27 livros publicados. Outras viriam, como Carmem Dolores e depois sua filha Gilka Machado, Corina Coaricy, a anarquista Maria Lacerda de Moura e tantas mais que pavimentaram o caminho para as escritoras que seriam admiradas em todo o Brasil no século XX.

As pioneiras do XIX merecem ser mais conhecidas e lembradas.
Norma Abreu Telles é professora aposentada da PUC-SP



Augusto dos Anjos


 
Incógnita
Augusto dos Anjos/Chico Xavier

Por que misterioso incompreensível
Vomito ainda em náuseas para o mundo
Todo o fel, toda a bílis do iracundo,
Se eu já não tenho a bílis putrescível?

Insondável arcano! Por que inundo
Meu exótico ser ultra sensível
Em plena luz e atendo ao gosto horrível
De apostrofar o pobre corpo imundo?

Fluidos teledinâmicos me servem,
Transmitindo as ideias que me fervem
No cérebro candente, ígneo, em brasa...

De que concavidade do Universo
Vem-me o açoite flamívomo do verso,
Chama da mesma chama que me abrasa?

Auta de SouzA
Carta à minha mãe
Auta de Souza/Chico Xavier

Quis visitar-te o anônimo jazigo
Em que a humildade em paz se nos revela,
Contemplo a cruz, antiga sentinela
Erguida ao lado de um cipreste amigo.

Busco a memória e vejo-te comigo;
Estamos sob o verde da aguarela,
Teu sorriso na túnica singela
É luz brilhando neste doce abrigo.

Recordo o ouro, Mãe, que não quiseste,
Subindo para os sóis do lar Celeste
Para ensinar as trilhas da ascensão.

Venho falar-te, em prece enternecida
Do amor imenso que me deste à vida,
Nas saudades sem fim do coração.

FONTE: http://www.ceifpvz.com/poesia/
ASSÚ

Por Edivan Bezerra

Qual teu canto és harmoniosa.
Entre sonhos e tabas a mais vistosa
Teus filhos garridos são teus ideais
Teus grãos de areia me lembram um terço
Ao juntá-los, um a um, construí meu berço,
Onde adormeço coberto por teus carnaubais.

Este teu sol quente, este teu ar silvestre,
Tua fala, vinda do quintal campestre,
Prende aquele que sobre te pisar
E como uma máquina, ao seguir seu trilho,
Amo-te terra, como uma mãe ama a um filho,
Sem querer nunca te deixar.



Nome:
Graciliano Ramos
Nascimento:
27/10/1892
Natural:
Quebrangulo - AL
Morte:20/03/1953

"Começamos oprimidos pela sintaxe e acabamos às voltas
com a Delegacia de Ordem Política e Social, mas, nos
estreitos limites a que nos coagem a gramática e a lei,
ainda nos podemos mexer"
 
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Graciliano Ramos 
nasceu no dia 27 de outubro de 1892, na cidade de Quebrangulo, sertão de Alagoas, filho primogênito dos dezesseis que teriam seus pais, Sebastião Ramos de Oliveira e Maria Amélia Ferro Ramos. Viveu sua infância nas cidades de Viçosa, Palmeira dos Índios (AL) e Buíque (PE), sob o regime das secas e das suas que lhe eram aplicadas por seu pai, o que o fez alimentar, desde cedo, a idéia de que todas as relações humanas são regidas pela violência. Em seu livro autobiográfico "Infância", assim se referia a seus pais: "Um homem sério, de testa larga (...), dentes fortes, queixo rijo, fala tremenda; uma senhora enfezada, agressiva, ranzinza (...), olhos maus que em momentos de cólera se inflamavam com um brilho de loucura".

Em 1894, a família muda-se para Buíque (PE), onde o escritor tem contacto com as primeiras letras.

Em 1904, retornam ao Estado de Alagoas, indo morara em Viçosa. Lá, Graciliano cria um jornalzinho dedicado às crianças, o "Dilúculo". Posteriormente, redige o jornal "Echo Viçosense", que tinha entre seus redatores seu mentor intelectual, Mário Venâncio.

Em 1905 vai para Maceió, onde freqüenta, por pouco tempo, o Colégio Quinze de Março, dirigido pelo professor Agnelo Marques Barbosa.

Com o suicídio de Mário Venâncio, em fevereiro de 1906, o "Echo" deixa de circular. Graciliano publica na revista carioca "O Malho" sonetos sob o pseudônimo de Feliciano de Olivença.

Em 1909, passa a colaborar com o "Jornal de Alagoas", de Maceió, publicando o soneto "Céptico" sob o pseudônimo de Almeida Cunha. Até 1913, nesse jornal, usa outros pseudônimos: S. de Almeida Cunha, Soares de Almeida Cunha e Lambda, este usado em trabalhos de prosa. Até 1915 colabora com "O Malho", usando alguns dos pseudônimos citados e o de Soeiro Lobato.

Em 1910, responde a inquérito literário movido pelo Jornal de Alagoas, de Maceió. Em outubro, muda-se para Palmeira dos Índios, onde passa a residir.

Passa a colaborar com o "Correio de Maceió", em 1911, sob o pseudônimo de Soares Lobato.

Em 1914, embarca para o Rio de Janeiro (RJ) no vapor Itassuoê. Nesse ano e parte do ano seguinte, trabalha como revisor de provas tipográficas nos jornais cariocas "Correio da Manhã", "A Tarde" e "O Século". Colaborando com o "Jornal de Alagoas" e com o fluminense "Paraíba do Sul", sob as iniciais R.O. (Ramos de Oliveira). Volta a Palmeira dos Índios, em meados de 1915, onde trabalha como jornalista e comerciante. Casa-se com Maria Augusta Ramos.

Sua esposa falece em 1920, deixando quatro filhos menores.

Em 1927, é eleito prefeito da cidade de Palmeira dos Índios, cargo no qual é empossado em 1928. Ao escrever o seu primeiro relatório ao governador Álvaro Paes, “um resumo dos trabalhos realizados pela Prefeitura de Palmeira dos Índios em 1928”, publicado pela Imprensa Oficial de Alagoas em 1929, a verve do escritor se revela ao abordar assuntos rotineiros de uma administração municipal. No ano seguinte, 1930, volta o então prefeito Graciliano Ramos com um novo relatório ao governador que, ainda em nossos dias, não se pode ler sem um sorriso nos lábios, tal a forma sui generis em que é apresentado. Dois anos depois, renuncia ao cargo de prefeito e se muda para a cidade de Maceió, onde é nomeado diretor da Imprensa Oficial. Casa-se com Heloisa Medeiros. Colabora com jornais usando o pseudônimo de Lúcio Guedes.

Demite-se do cargo de diretor da Imprensa Oficial e volta a Palmeira dos Índios, onde funda urna escola no interior da sacristia da igreja Matriz e inicia os primeiros capítulos do romance São Bernardo.

O ano de 1933 marca o lançamento de seu primeiro livro, "Caetés", que já trazia consigo o pessimismo que marcou sua obra. Esse romance Graciliano vinha escrevendo desde 1925.

No ano seguinte, publica "São Bernardo". Falece seu pai, em Palmeira dos Índios.

Em março de 1936, acusado — sem que a acusação fosse formalizada — de ter conspirado no malsucedido levante comunista de novembro de 1935, é demitido, preso em Maceió e enviado a Recife, onde é embarcado com destino ao Rio de Janeiro no navio "Manaus". com outros 115 presos. O país estava sob a ditadura de Vargas e do poderoso coronel Filinto Müller. No período em que esteve preso no Rio, até janeiro de 1937, passou pelo Pavilhão dos Primários da Casa de Detenção, pela Colônia Correcional de Dois Rios (na Ilha Grande), voltou à Casa de Detenção e, por fim, pela Sala da Capela de Correção.  Seu livro "Angústia" é lançado no mês de agosto daquele ano. Esse romance é agraciado, nesse mesmo ano, com o prêmio "Lima Barreto", concedido pela "Revista Acadêmica".

Foi libertado e passou a trabalhar como copidesque em jornais do Rio de Janeiro, em 1937. Em maio, a "Revista Acadêmica" dedica-lhe uma edição especial, de número 27 - ano III, com treze artigos sobre o autor. Recebe o prêmio "Literatura Infantil", do Ministério da Educação", com "A terra dos meninos pelados."

Em 1938, publica seu famoso romance "Vidas secas". No ano seguinte é nomeado Inspetor Federal do Ensino Secundário no Rio de Janeiro.

Em 1940, freqüenta assiduamente a sede da revista "Diretrizes", junto de Álvaro Moreira, Joel Silveira, José Lins do Rego e outros "conhecidos comunistas e elementos de esquerda", como consta de sua ficha na polícia política. Traduz "Memórias de um negro", do americano Booker T. Washington, publicado pela Editora Nacional, S. Paulo.

Publica uma série de crônicas sob o título "Quadros e Costumes do Nordeste" na revista "Política", do Rio de Janeiro.

Em 1942, recebe o prêmio "Felipe de Oliveira" pelo conjunto de sua obra, por ocasião do jantar comemorativo a seus 50 anos. O romance "Brandão entre o mar e o amor", escrito em parceria com Jorge Amado, José Lins do Rego, Aníbal Machado e Rachel de Queiroz é publicado pela Livraria Martins, S. Paulo.

Em 1943, falece sua mãe em Palmeira dos Índios.

Lança, em 1944, o livro de literatura infantil "Histórias de Alexandre". Seu livro "Angústia" é publicado no Uruguai.

Filia-se ao Partido Comunista, em 1945, ano em que são lançados "Dois dedos" e o livro de memórias "Infância".

O escritor Antônio Cândido publica, nessa época, uma série de cinco artigos sobre a obra de Graciliano no jornal "Diário de São Paulo", que o autor responde por carta. Esse material transformou-se no livro "Ficção e Confissão".

Em 1946, publica "Histórias incompletas", que reúne os contos de "Dois dedos", o conto inédito "Luciana", três capítulos de "Vidas secas" e quatro capítulos de "Infância".

Os contos de "Insônia" são publicados em 1947.

O livro "Infância" é publicado no Uruguai, em 1948.

Traduz, em 1950, o famoso romance "A Peste", de Albert Camus, cujo lançamento se dá nesse mesmo ano pela José Olympio.

Em 1951, elege-se presidente da Associação Brasileira de Escritores, tendo sido reeleito em 1962. O livro "Sete histórias verdadeiras", extraídas do livro "Histórias de Alexandre", é publicado.

Em abril de 1952, viaja em companhia de sua segunda esposa, Heloísa Medeiros Ramos, à Tcheco-Eslováquia e Rússia, onde teve alguns de seus romances traduzidos. Visita, também, a França e Portugal. Ao retornar, em 16 de junho, já enfermo, decide ir a Buenos Aires, Argentina, onde se submete a tratamento de pulmão, em setembro daquele ano. É operado, mas os médicos não lhe dão muito tempo de vida. A passagem de seus sessenta anos é lembrada em sessão solene no salão nobre da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, em sessão presidida por Peregrino Júnior, da Academia Brasileira de Letras. Sobre sua obra e sua personalidade falaram Jorge Amado, Peregrino Júnior, Miécio Tati, Heraldo Bruno, José Lins do Rego e outros. Em seu nome, falou sua filha Clara Ramos.

No janeiro ano seguinte, 1953, é internado na Casa de Saúde e Maternidade S. Vitor, onde vem a falecer, vitimado pelo câncer, no dia 20 de março, às 5:35 horas de uma sexta-feira. É publicado o livro "Memórias do cárcere", que Graciliano não chegou a concluir, tendo ficado sem o capítulo final.

Postumamente, são publicados os seguintes livros: "Viagem", 1954, "Linhas tortas", "Viventes das Alagoas" e "Alexandre e outros heróis", em 1962, e "Cartas", 1980, uma reunião de sua correspondência.

Seus livros "São Bernardo" e "Insônia" são publicados em Portugal, em 1957 e 1962, respectivamente. O livro "Vidas secas" recebe o prêmio "Fundação William Faulkner", na Virginia, USA.

Em 1963, o 10º aniversário da morte de Mestre Graça, como era chamado pelos amigos, é lembrado com as exposições "Retrospectiva das Obras de Graciliano Ramos", em Curitiba (PR), e "Exposição Graciliano Ramos", realizada pela Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.

Em 1965, seu romance "Caetés" é publicado em Portugal.

Seus livros "Vidas secas" e "Memórias do cárcere" são adaptados para o cinema por Nelson Pereira dos Santos, em 1963 e 1983, respectivamente. O filme "Vidas secas"  obtem os prêmios "Catholique International du Cinema" e "Ciudad de Valladolid" (Espanha). Leon Hirszman dirige "São Bernardo", em 1980.

Em 1970, "Memórias do cárcere" é publicado em Portugal.
Bibliografia:
Caetés - romance

- São Bernardo - romance

- Angústia - romance

- Vidas secas - romance

- Infância - memórias

- Dois dedos - contos

- Insônia - contos

- Memórias do cárcere - memórias

- Viagem - impressões sobre a Tcheco-Eslováquia e a URSS.

- Linhas tortas - crônicas

- Viventes das Alagoas - crônicas

- Alexandre e outros irmãos (Histórias de Alexandre, A terra dos meninos pelados e Pequena história da República).

- Cartas - correspondência pessoal.

Dados extraídos de livros do autor, internet e caderno "Mais!", da Folha de São Paulo, edição de 09/03/2003.

FONTE:
 http://www.releituras.com/graciramos_bio.asp

"A VIDA DO DOUTOR BARATA EM NATAL


Jornal natalense “A República”, de 17 de abril de 1898,
 contando a vida do Dr. Barata na capital potiguar.



A conhecida Rua Doutor Barata está localizada no tradicional bairro da Ribeira, nas proximidades do cais do porto, sendo um ponto de concentração de lojas especializadas em diversas atividades e antigo setor da boemia natalense.

Mas, quem foi à figura do “Doutor Barata”?

Cipriano José Barata de Almeida nasceu em 26 de setembro de 1762, na cidade de Salvador, era filho de família ilustre, mas desprovida de recursos, onde tiveram de lutar muito para mandar o jovem estudar em Portugal. Lecionava cirurgia na Universidade de Coimbra, quando chega à notícia prematura da morte do seu pai, tendo Barata de retornar a Bahia apenas com o título ou carta de cirurgião.

Na Bahia, se casou com a senhora Anna, tendo iniciado sua carreira no campo, onde desde cedo passa a se dedicar à causa da independência do Brasil do julgo português.

Segundo Câmara Cascudo, Cipriano Barata meteu-se em várias conspirações libertárias, tendo por muito pouco escapado da forca. Entre estas revoltas estava a Conjuração Baiana, movimento ocorrido em Salvador em 1798, motivado pela opressão colonial, pela influência ideológica do iluminismo, pela independência dos Estados Unidos e a maçonaria, organização a qual já era filiado[1]. Os conjurados pregavam o fim do absolutismo, a implantação da República e a abertura dos portos brasileiros. Muitos foram presos, quatro são executados, outros degredados ou absolvidos entre estes estavam Barata.

Junto a Côrte

Homem de oratória firme e extremamente popular acabou por conquistar o cargo de Deputado, para atuar em Portugal, junto as Côrtes Gerais de Lisboa, pelos interesses da então Província da Bahia. 

O Doutor Barata foi empossado em dezembro de 1821, em meio a uma assembleia hostil aos anseios do Brasil. Nesta arena ele seguia o mesmo pensamento revolucionário, realizando inflamados discursos, convulsionando o auditório, onde sempre gerava protestos dos assistentes portugueses e fazia com que ele vivesse em constantes conflitos junto aos membros da casa.

Em Lisboa, para marcar sua posição contrária ao julgo português, Barata faz questão de se apresentar as Côrtes com roupas feitas exclusivamente de algodão brasileiro, usava chapéu de couro, ou de palha de carnaúba, sapatos de couro de bezerro e uma chamativa bengala de jucá[2].

Em um dos seus inflamados discursos, no meio de toda algazarra, eleva a voz e pronuncia; “quando fala um Deputado Brasileiro por sua pátria, se cala toda a canalha europeia”, criando um clima que geram inúmeras ameaças a integridade física dos representantes brasileiros.

Como a situação se tornou insustentável, o Doutor Barata e seis outros deputados brasileiros fugiram de Lisboa para Falmouth, Inglaterra, em 6 de outubro de 1822. Entre os fugitivos estava o padre Diogo Antônio Feijó. Nesta cidade inglesa decidem publicar um manifesto para explicar a fuga, mas são surpreendidos pela notícia da independência do Brasil e decidem retornar ao país.

O grupo chega a dezembro deste mesmo ano, tendo desembarcado o Doutor Barata em Salvador, onde foi efusivamente recebido. Ele segue depois para Recife, onde passa a trabalhar como jornalista junto ao jornal “Gazeta Pernambucana”, logo funda o periódico “Sentinela da Liberdade na Guarita de Pernambuco”, adotando uma posição fortemente oposicionista ao Imperador Dom Pedro I, reivindicando melhorias sociais para o povo.

Em 1823, José Bonifácio ordena sua prisão, com transferência imediata para a Fortaleza de Santa Cruz, no Rio de Janeiro. É emitida pelo Governo Geral uma ordem de devassa de suas atividades em Pernambuco, mas a mesma não é cumprida por coincidir com a eclosão, em 2 de julho de 1824, do movimento revolucionário conhecido como Confederação do Equador. Sufocada a revolta, em outubro deste ano é realizada a devassa.

O prisioneiro

Inicialmente o Doutor Barata sofre muito na prisão, onde o deixa longo período sem permissão para cortar a barba e cabelo. Como represália, nunca mais irá cortar sua vasta cabeleira. Segundo o capitão Francisco Leitão, mesmo preso, o Doutor Barata tinha permissão de imprimir um jornal de formato pequeno, mas repleto de duras palavras contra Pedro I, que sabendo da sua publicação, manda avisá-lo que “suas letras poderiam levá-lo a morte”. Barata respondeu em número posterior do jornal com o seguinte verso:

De soberbos rochedos rodeado,
Onde bramem mil ondas furiosas,
Dos males nunca gemo assombrado,
Nem me assusta as páreas pesarosas,
Ainda mesmo nos pulsos arrochados,
Desprezando desgraças sanguinolentas,
Mordo os ferros, e altivo ranjo os dentes,
Desafio os tiranos mais potentes.

Segundo a professora potiguar Isabel Gondim, a maçonaria e a sua família o proviam de fundos na prisão, onde ele recebia este dinheiro através do padre José Custódio Dias, então responsável no Rio de Janeiro pela educação do jovem potiguar Urbano Egídio da Silva Costa Gondim de Albuquerque, futuro pai da professora Isabel Gondim. Através do padre, o jovem Urbano conheceu o Doutor Barata, fazem amizade e Urbano passou a ter permissão de freqüentar aulas com este lutador pela liberdade.


Professora Isabel Gondim
Barata só sairia da prisão em 1830, onde segue pra a Bahia, sendo recebido como herói e verdadeiro mártir. Funda um novo periódico denominado Sentinela da Liberdade na Guarita do Quartel-General de Pirajá, que passa a trabalhar com uma linha editorial fortemente crítica ao governo, onde se confronta com os moderados de Salvador. Como ocorrera em Pernambuco sete anos antes, o Doutor Barata é preso em agosto de 1831. Fica primeiramente detido na Fortaleza de São Marcelo, depois segue para o Forte de São Pedro, onde publica clandestinamente seu jornal, agora intitulado “Sentinela da Liberdade na Guarita do Forte de São Pedro na Bahia de Todos os Santos”.

Para vergar um homem com tal força de vontade, o governo decide enviá-lo para o Forte de Villegagnon, no Rio de Janeiro, onde é trancafiado na ala mais segura. É julgado, condenado e só será libertado em 1833.

O agora septuagenário Doutor Barata retorna a Bahia, mas é tratado com indiferença. Em verdade a política mudara, era agora hierárquica, disciplinada e voltada para a construção do país, sendo o Doutor Barata um o típico revolucionário da fase inicial da Revolução Francesa. Era o elemento tumultuoso vital no inicio de uma revolta e que se tornaria inútil quando da consolidação do processo revolucionário.

Segue ele para Pernambuco, onde em Recife ainda encontra prestígio junto à comunidade, que o elege suplente de Deputado Provincial. Entre 16 de agosto de 1834 e 2 de agosto de 1835, publica sua última Sentinela, na qual fazia propaganda do Federalismo. Como era costume da política na época, muitas vezes o povo de Pernambuco envia para o então Regente Feijó, uma lista tríplice com nomes para comporem o Senado Imperial, mas nunca o nome do Doutor Barata foi escolhido.

O exílio em Natal


Depois de tantas lutas, prisões e decepções, o Doutor Barata se encontrava velho, pobre e doente, sofrendo de diabetes.

Será o seu amigo e ex-aluno da Fortaleza de Santa Cruz, o potiguar Urbano Gondim de Albuquerque, professor de geometria do Ateneu Riograndense, quem dará apoio para a vinda do Doutor Barata a Natal. Primeiramente dando amparo ao seu filho Horácio, então com 15 anos, e finalmente apoiando a chegada do antigo deputado, sua mulher Anna, e suas filhas Iria, Veridiana e Laura, uma delas já viúva e com dois filhos pequenos[3].

Duas situações distintas concorreram para a mudança da família; o fato da filha Laura ter a promessa de trabalho em um externato como professora de português (situação que não se concretizou) e o então Presidente da Província, Manoel Ribeiro da Silva Lisboa, e o Chefe de Polícia e Juiz de Direito, Joaquim Alves de Almeida Freitas, serem baianos e conhecerem a vida do Doutor Barata.

Para alguns autores o Doutor Barata chega à provinciana Natal em fins de 1836, para outros no início de 1837, passando a chamar a atenção na cidade pela sua rica história na luta pela independência, pela figura magra, de olhos claros, andar agitado, ar desabusado, uma notória neurastenia e sua comprida cabeleira branca, sempre com uma trança que caia pelas costas. Na cidade, não foi muito dedicado a sua profissão de cirurgião, recebendo apoio da família para sobreviver.

Sua primeira casa ficava na então Rua Grande, atualmente Praça André de Albuquerque, depois se fixou na rua que leva seu nome. Câmara Cascudo comenta que sua primeira residência possuía o piso mais baixo em relação ao nível da rua, para quem fosse procurá-lo, ele simplesmente dizia “desça!”.

Prestou um concurso para professor de francês do Ateneu em 8 de janeiro de 1837, sendo aceito no outro dia[4]. Trabalhou por algum tempo e ainda acompanhou muito pesaroso o velório do seu amigo baiano, o Presidente Silva Lisboa.

Segundo relato da professora Isabel Gondim, o Doutor Barata teria instalado a primeira loja maçônica do Rio Grande do Norte, onde foi “particularmente comissionado, visto o alto grau a que estava investido naquela sociedade”.

Segundo reportagem do jornal “A Republica”, de 21 de março de 1926, em matéria alusiva aos 90 anos da loja maçônica “21 de Março”, a primeira loja inaugurada no Rio Grande do Norte foi a “Sigilo Natalense”. Na reportagem consta que “contribuíram para o seu estabelecimento os maçons Basílio Quaresma Torreão, Capitão Antônio José de Moura, tenente da armada Jesuíno Lamego Costa,  major Joaquim Ferreira Nobre Peliuca, comendador Rafael Arcanjo Galvão, Dr. Basílio Quaresma Torreão Junior, padre Pedro José de Queiroz e Sá, Joaquim José de Lima e Silva e muitos outros”. Como a data exata da chegada do Doutor Barata a Natal não é conhecida, provavelmente ele não participou da inauguração da “Sigilo Natalense”, pois sem dúvida seu nome constaria da lista dos notáveis que participaram de sua primeira seção oficial.

Acredito que o velho maçom Cipriano Barata, deve ter participado dos quadros da primeira loja maçônica do Estado, onde certamente recebeu extensivo apoio dos seus irmãos na sua chegada a Natal[5].

O fim


Entretanto, logo o diabetes começou a cobrar seu preço, provocando-lhe uma morte lenta e dolorosa. Cascudo comenta que ele delirava realizando discursos, como se ainda estivesse nas Côrtes de Lisboa. Veio a falecer na noite de 7 de junho de 1838.

Ainda segundo Câmara Cascudo, vestiram-no de casaca e o enterraram com toda honra na soleira da Igreja do Senhor Bom Jesus, na Ribeira. O tempo apagou os letreiros do seu túmulo, perdendo-se a localização de seu túmulo e se não fosse nome de rua, o Doutor Barata seria totalmente esquecido.

No relato do capitão Francisco leitão, ele comenta que após a morte do Doutor Barata, circulou pela cidade um folheto que narrava sua vida e tinha uma conclusão que muito desagradou aos natalenses da época; “No Rio Grande do Norte, a Província menos notável do Império, na pequena capital dessa Província, terminou este milcíades brasileiro sua penosa existência; morreu virtuoso, mas não premiado pelos homens. Assim como o grande Pompeu, perseguido da inveja foi honrar com o seu cadáver os adustos areais do Egito, assim também o Probo, o Magnânimo, o Ínclito Barata, foi honrar com suas cinzas, as miseráveis plagas natalenses”[6].


[1] Não existem informações no material coletado sobre a loja maçônica a qual o Doutor Barata iniciou sua participação nesta fraternidade.

[2] Aparentemente, segundo os modelos existentes na época, o seu chapéu de couro era idêntico aos usados pelos antigos vaqueiros e cangaceiros do sertão, sendo a peça da sua indumentária que mais chamava a atenção dos portugueses.

[3] Segundo a professora Isabel Gondim, sem entrar em maiores detalhes, informa que o filho Horacio “irá se tornar um jovem avesso às letras, dado a estroinices e que dará muitos desgostos a seus pais”.

[4] Na “Mensagem do Vice-Presidente da Província, lida na abertura da Assembleia Legislativa, no dia 7 de setembro de 1838”, na página 40, dá conta que após a morte do Doutor Barata, assume o cargo de professor de francês do Ateneu, o padre João Carlos de Souza Caldas.

[5] Em 1876, sob a direção do padre Bartolomeu da Rocha Fagundes, as lojas maçônicas “Sigilo Natalense” e “Fortaleza e União”, se uniram para formar a loja “21 de março”, onde ficou decidido que a data de sua fundação retroagiria a 1836, sendo a loja “21 de março” a mais antiga instituição maçônica do Rio Grande do Norte.

[6] Para a realização deste artigo, utilizou-se reportagens do jornal “A Republica” do ano de 1898. Em 15 de abril deste ano, a então professora aposentada e única mulher que era membro do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, Isabel Urbana Carneiro de Albuquerque Gondim, reproduz em uma extensa matéria, as lembranças do seu pai Urbano sobre a amizade com o Doutor Barata. No dia 17 de abril deste mesmo ano, o mesmo jornal reproduzia uma carta do já idoso capitão Francisco Leitão de Almeida, residente em Macaíba, que narrava suas experiências como aluno do Doutor Barata no Ateneu. Ainda no dia 20 de abril, da então vila de Touros, escreve para “A Republica” o senhor Francisco Antunes da Costa, para comentar que seu pai, o falecido major João Antônio da Costa, fora amigo do Doutor Barata, mas que “não tinha nada a informar, devido a clareza do artigo da professora Isabel Gondim”.

Foi igualmente utilizado o livro “Natureza e História do Rio Grande do Norte, Primeiro Tomo (1501-1889)”, de João Alves de Melo, 1950, Imprensa Oficial, Natal, Rio Grande do Norte, onde nas páginas 361 a 363, o autor reproduz uma detalhada Acta Diurna de Luís da Câmara Cascudo sobre a trajetória política do Doutor Barata."

FONTE: http://tokdehistoria.wordpress.com/tag/a-vida-do-doutor-barata-em-natal/

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

"A FAMÍLIA EM PRIMEIRO LUGAR"

MOMENTOS DA POSSE DE JOÃO BATISTA MACHADO NA ANRL



Investidura do capelo

Leitura do Termo de Posse     

                                          



Leitura do Diploma de Imortal

Recepção 

Deputado Estadual George Soares entrega Medalha do Mérito Cultural ao artista assuense Wagner de Oliveira

O artista plástico Wagner de Oliveira recebeu das mãos do Deputado Estadual George Soares a “Medalha do Mérito Cultural Câmara Cascudo”, concedida em reconhecimento ao trabalho dos artistas que contribuíram para a manutenção das tradições potiguares e fomento à cultura. A solenidade de entrega, que agraciou ainda outras personalidades com as Medalhas dos Méritos Cultural, Legislativo e Social, foi realizada na manhã desta quinta-feira (28/11), no Plenário da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte.

Com grande satisfação, Wagner agradeceu a indicação do Deputado George Soares e a todos que acompanham o seu trabalho e contribuíram para o tributo prestado. “Agradeço ao deputado George Soares pelo reconhecimento dado a nós artistas numa homenagem como essa. Ter isso vivo é importante”, declarou o artista assuense.

Natural e residente no município de Assú, Wagner de Oliveira é artista plástico, desenhista, poeta, escultor, chargista e escritor. Trabalha há oito anos como instrutor de crianças e adolescentes e integra a Equipe de Cinema de Assú. Elaborou a revista “O Boneco”, seu primeiro trabalho em quadrinhos, que servirá de storyboard para um filme homônimo que está sendo desenvolvido pela equipe.