quinta-feira, 7 de agosto de 2014

CAUSO

Por Valério Mesquita

José Ivan Alves chegou à cidade de Macau graças a um concurso feito no Banco do Brasil. Zé Ivan não casara, tornando-se "um rapaz velho". Inteligente e bem afeiçoado, o moço logo entrou para a política e se elegeu vereador. As moças viam em Zé Ivan um bom partido. Uma senhora de mais ou menos trinta anos começou uma paquera. O problema era que a lindona tinha marido. Certo dia, a dona parou o moço e cantou: "Meu marido viaja e eu queria ficar com você. Já sei de tudo sobre a sua vida. Dizem até que "naquela hora", você grita muito, faz escanda-lo. É verdade isso?". "Que nada. O povo tem é inveja da minha vida. Isso não acontece", disse o vereador arenista. O encontro foi marcado, depois das dez. na casa da moça. Zé Ivan não jantou. Estava ansioso. Na hora do pega pra capar, o rapaz mais seco que o Nordeste, estava se derretendo precocemente. Queria gemer, gritar, dizer do prazer que estava sentindo. "Tá vendo aí, amor". gemia o moço, "não é o que dizem de mim", e aumentando o tom de voz, "tá vendo, minha filha? Ai como tá gostoso! Ai amor! Apareça o f.d.p. que disse que eu grito, quando atinjo o orgasmo! Apareça seu covarde" Ai meu amor, eu tô me acabando!" A mulher não sabia o que fazer, pois morava numa casa cuja parede era conjugada. O mexerico estava feito e a paixão desgovernada.

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