sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Desenho um círculo com os braços.
Tu e eu, numa esfera.
E no espaço deste círculo
com as mãos em concha
enleio-te pelo pescoço.
Esférico casulo fechado
incluso, só nosso.
Onde cabem todas as possibilidades
e todas as metamorfoses.
Onde o céu é o limite da nossa imaginação.
Este círculo perfeito
sem princípio nem fim
que começa e termina
para novamente recomeçar.
Sempre que com os meus braços
enlaço docemente o teu pescoço.
Enquadramento perfeito.
Se é que se pode encontrar perfeição
numa forma geométrica.
O ponto donde parte o círculo nunca é um fim
por isso, não me importa a perspectiva
o que me importa és sempre tu.


Cristina Costa, poetisa portuguesa

 

FAMÍLIA WANDERLEY HISTÓRIA E GENEALOGIA


Introdução...

O coronel do regimento de burgueses, Gaspar van Nieuhof van der Ley, ex-capitão de cavalaria, talvez parente de Johan Nieuhof, seu contemporâneo, autor da Memorável Viagem, de variada notícia para o Brasil-Holandês, deve ser o avô ou bisavô da pernambucana dona Josefa Lins de Mendonça, casada com o possível português João de Sousa Pimentel, plantadora da semente no Arraial Nossa Senhora dos Prazeres do Assu, fundado pelo capitão-mor Bernardo Vieira de Melo, para nós, de saudosa memória. Pelo ramo eminentíssimo dos Lins, vieram os Wanderley, brotando nos filhos, Gonçalo Lins Wanderley, que deve ser o segundo gênito, e João Pio Lins Pimentel, o primogênito que, ao fazer-se maçom na SIGILO NATALENSE em 1838, é maior de 40 anos, casado e proprietário, residente no Assu.

Em pouco mais de um século o Wanderley estende a ramaria prolifera cobrindo o mural provinciano com as graças do engenho, irresistível na conquista social.

É uma presença inevitável em todas as atividades normais. Fazendeiros, deputados provinciais, estaduais, gerais, cinco vezes presidindo a província. Fundam jornais, mantêm tipografias, advogam; são jornalistas natos, prosadores, tribunos ao nascer. Oferecem o primeiro médico, o primeiro romancista, o maior poeta, poetisas excelsas. São debatedores, arrebatados, brilhantes, com a impecável tradição da cortesia, da palavra airosa, do gesto oportuno e lindo.

Atestam, através do tempo, a maior e mais notável contribuição intelectual de que uma família possa orgulhar-se.

Noventa e nove por cento dos Wanderley escrevem versos, discursam e fazem jornal, inesgotáveis de inspiração, inalcançáveis pelos diabos azuis do desânimo, ignorando o que Stevenson denominava a dignidade da inércia.

O moto da família holandesa dos Wanderley anunciava, há mais de quatrocentos anos, essa divina continuidade funcional: "SEY TALTYDT VAN EENDERLEY SIN". Seja sempre um Wanderley, haja, exista, viva sempre, um Wanderley. E eles têm cumprido a profecia heráldica que orna, qual uma flâmula, o brasão fidalgo.

Luís da Câmara Cascudo
 
Nota de parabéns:

 
O editor deste blog toma conhecimento hoje, 30 e parabeniza Sylvio André Medeiros Dias filho do amigo casal Cylene e Francisco Medeiros Dias, ambos de Assu, meus conterrâneos, pela aprovação dele, André, no Curso de Medicina da UFRN. Melhores DIAS virão!

Fernando Caldas




A QUADRA

Por João Lins Caldas (1888-1967)

Escreves bem divinamente errando
As palavras que escreves, que deparo
E que beijo, mil vezes enxugando
O rosto feio e de prazer avaro...

Foi entre meus papéis: num dia claro
Encontrei uma quadra e... soletrando,
Li esses versos teus, neles notando
Os belos erros d'um talento raro...

Se eu assim escrevesse! Se eu dissesse
Em versos tão errados, se eu pudesse
Dizer cismares que me são diversos...

Ah! Eu te invejo essa quadrinha errada:
Nunca vi comoção mais bem lembrada,
Nunca vi dizer mais em quatro versos!


(Mulher escrevendo à mesa, 1905, - Thomas Pollock Anschutz (1851-1912) - http://rokatiakleania.blogspot.com.br)


SECA

Se o sudeste reclama da estiagem
Que diria o meu pobre sertanejo
Que do fogo do sol sente o bafejo
Mas não perde sua fé e a coragem.
Olha a mata sem vida e sem roupagem
Contemplando a vil desolação
Sem conforto, sem roupa e sem feijão
Que ao seu filho lhes possa oferecer
Se não sabe o que é seca, venha ver
Cinco anos sem chuva no sertão
 
 Autor: Hélio Crisanto
 

UM POUCO DE JOÃO LINS CALDAS


Caldas como ele gostava de ser chamado era natural de Goianinha/RN onde nasceu no ano de 1888, porém de família assuense. Na cidade de Assu e em Sacramento atual Ipanguaçu/RN o poeta teria vivido parte da sua infância, toda a sua adolescência, começo da sua juventude e parte da vida adulta. No eixo Rio-São Paulo viveu o poeta entre 1912-33. Há informações que no Rio, Caldas teria morado na Rua Acre (setor portuário da terra carioca) Rua Dos Inválidos (Tradicional bairro da boemia carioca), Rua Do Rezende, em quarto de pensões. O bardo Caldas é considerado por alguns críticos de arte moderna no Brasil como o  "pai do modernismo" brasileiro, pois já em 1917 já escrevia anonimamente versos emancipados de métricas. O dramático poema intitulado A Casa, é um exemplo. Vejamos:

Fechai a casa, vós todos que estais dentro de casa.
A casa nos vai dar o seu segredo, a casa vai nos dizer o que é ela a nossa casa.
Aqui cresceram choros de criança
Os nascidos choraram
Embalaram-se da rede adolescentes
Velhos saíram nos seus caixões, esticados os pés, hirtos e mudos como tijolos levados.

Eu escrevi dos meus versos
Pensei dos meus pensamentos amargurados.
O cabelo comprido,
A barba pontiaguda, mal alinhada,
E das mesas, sobre as toalhas velhas
Os pratos fumegantes,
A incidência da luz sobre os armários.

Vamos, irmãos, tudo é entre sombras.
O medo
O cuidado
As mãos mortas,
O pavio do candeeiro,
Tudo é recordado.

... E ao comprido da rede que se balouça esticada,
Uma cabeça, uma cabeleira preta,
Pés que se estiram,mãos alongadas...
Vamos irmãos, eu que estou reparando, de retrato, esse quadro que se alonga ao longo da parede.

 
Nas décadas de 10, 20 e 30 conviveu com grandes nomes das letras nacionais como, por exemplo, o notável poeta brasileiro chamado Olavo Bilac. A sua poesia é grandiosa, extensa e bela.

Caldas tinha a certeza que se tivesse publica aquela toda sua obra constituída de mais de dez livros que tinham títulos que já valiam poemas, no entender de Celso da Silveira teria conseguido a consagração, estaria catalogado como um dos maiores da poesia universal. Ele tinha a certeza da sua intelectualidade e tem versos parecidos com Fernando Pessoa, senão vejamos o poemeto adiante sob o título O Amigo, que diz assim:


Na noite eu serei o amigo.
Como o vento, na noite,
Como a estrela, na noite,
Na noite eu serei o amigo.
Mas perdoa ao amigo.
Uma noite haverá e daí para talvez mais nunca em nenhuma outra noite
Em que eu já não serei o amigo.

E esse outro poema sem epígrafe que no meu entender é o orgasmo poético do poeta Caldas, não é uma joia de poema? Vejamos abaixo para o nosso deleite:

O teu mundo é novo. A tua carne é nova. Eu sou a velhice, o mundo abalado.
O teu mundo que me convida. O permanente mundo em flor da tua carne.
Beijar-te os olhos, acariciar-te os o0s dedos, ter nas mãos a doçura do teu cabelo, tua nuca, o teu pescoço roliço para acariciados...
Dirás que a vida é bela. A vida é bela!
Mas eu, amor, já agora tão triste e tão cansado.

Ontem que não chegou. Ontem que estava mesmo um dia amarelo...
Perdão, perdão, eu de mim mesmo é que já não sou tão belo.

Vai, e não leves de ti a tua desilusão...
O que me dói, o que ainda me dói...
(... E não ver essas roupas desmanchadas,
O azul desses olhos, a graça e a festa dessas mãos...)
Deixa que eu feche os olhos, e não te veja, e não veja mais nada...

Obrigado, e perdão.

Caldas quando jovem tivera vários relacionamentos amorosos que não deram certos. Morreu só como sempre viveu, numa modesta casa do bairro Macapá, da cidade de Assu, no final de uma manhã de 1967 logo que acabara de ler o livro da poetiza portuguesa Virgínia Victorino intitulado "Apaixonadamente".

 E o poeta "que tinha muito de Deus", escreveu:

Estou calçado para a eternidade.
Vesti-me de roupas de caminhar por toda a eternidade.
Onde houver um rasgão, certo que as minhas roupas estarão rasgadas.

Mas o homem é um clarão
Eu serei um clarão por toda a eternidade.

Fernando Caldas

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Venha conhecer o NOVO! Dia 5/2 palestra do partido NOVO em Natal

Convidamos todos que desejam conhecer de perto uma verdadeira e forte alternativa liberal para a Palestra de apresentação do Partido NOVO em Natal.

O NOVO é um projeto político que nasce a partir da iniciativa de empreendedores e profissionais de diversos setores, sem políticos de carreira, com princípios verdadeiramente éticos e consistentes para o Brasil.

Neste evento, falaremos sobre os desafios mais urgentes do nosso país e quais são as ideias e soluções do NOVO para resolvê-los.


 (Do Partido Novo)


DUAS TROVINHAS AMOROSAS

Por Jader Barbalho

Parece troça,parece,
Mas é verdade patente,
Que a gente nunca se esquece
De quem se esquece da gente

Por Eduardo A. O. Toledo

A saudade se embaraça
E a paixão se intensifica...
- Não pelo instante que passa,
Mas pelo instante que fica!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

REMINISCÊNCIAS:

CARNAVAL DO ASSU
No Carnaval do ano de 1955 havia os blocos carnavalescos “Corsários” (coordenação de Chico Belo) e “Vassourinhas” (coordenação de Djalma Sapateiro, tendo como baliza o pintor Zé Estevão).
Outras agremiações carnavalescas eram: Tribo de Índios “Janduís”, em que João Branco era o Pajé e o bloco de bagunça “Arranca-Toco”. Na época saiu um anúncio: “a tribo dos Janduís lançou seu grito de guerra contra a tristeza, realizando ensaios preparatórios para os festejos mominos”
Fonte: Assu, Gente, Natureza e História. Silveira, 1995: 103.
Foto ilustrativa coletada no www.tvreplay.com.br.
 
Do blog Assu na ponta da língua, de Ivan Pinheiro

REGISTRO:

Morre, aos 85 anos, a atriz, cineasta e cantora VANJA ORICO
Vanja Orico compôs o elenco, como atriz principal, do filme 'Jesuíno Brilhante - O Cangaceiro' filmado no Assu (em partes) no início dos anos setenta, no qual atuou ao lado de Neri Vitor, Rodolfo Arena, Waldir Onofre e Milton Villar. O longo metragem teve Produção de Willian Cobett, Produtor Associado Jonas Garret, com fotografia de Carlos Tourinho, alicerçado pela equipe de filmagem coordenada pelo Macha - José Regattieri.
Filmagens em frente a Casa Paroquial (foto do Blog de Fernando Caldas)
Na foto observamos, à direita, dois assuenses: Dedé Caldas e Zélia Amorim
Vanja Orico e demais artistas agitaram a pacata "Terra da Poesia". Surgiu nessa época a poesia musicada que tem o famoso refrão: Assu é bom, eu posso afirmar, sem o receio de me enganar..." 
Vanja Orico durante o Festival de Cannes em 1953 (RDA/Getty Images)

A cantora, atriz e cineasta Vanja Orico, nome artístico de Evangelina Orico, morreu nesta quarta-feira, no Rio de Janeiro, aos 85 anos, vítima de complicações decorrentes de câncer no intestino. Ela também sofria de Alzheimer e estava internada no Hospital Copa D'Or, em Copacabana, desde o dia 11. Ela será enterrada nesta quinta-feira, no cemitério São João Batista, no bairro do Botafogo.

Vanja, filha do escritor Osvaldo Orico (1900-1981), tornou-se famosa em 1953, quando cantou Mulher Rendeira no filme O Cangaceiro, premiado no Festival de Cannes e sucesso mundial. Depois atuou em outros filmes do chamado Ciclo do Cangaço, passando a ser considerada musa do gênero. Participou de Lampião, o Rei do Cangaço (1964), Cangaceiros de Lampião (1967) e Jesuíno Brilhante, o Cangaceiro (1972).
Vanja atuou ainda em diversos filmes nacionais e estrangeiros, entre os quais Mulheres e Luzes (1950), quando cantou o tema folclórico Meu Limão, Meu Limoeiro. Em Lampião, O Rei do Cangaço, de Carlos Coimbra, trabalhou com o ator Leonardo Vilar. Também atuou em Lucci Del Variata, de Federico Fellini e Alberto Lattuada.

(Com Estadão Conteúdo)
Fonte: Veja.

Do blog Assu na ponta da língua, de Ivan Pinheiro

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Por Ana Lima*

Por uma lei fatal que rege os fados
Desta nossa existência desditosa,
Dos sonhos n alvorada graciosa
Meu doce amor, vivemos separados!

Estes dias cruéis e amargurados
Como noite mais negra e dolorosa,
Eu levo a recordar, triste e saudosa,
Teus olhares tão meigos e adorados.

Cheio de mágoas, sem prazer ou calma,
Vivo guardando desolada em pranto,
Teu nome escrito nos recessos d alma!

E quando ao longe vai morrendo a tarde
Oh! meu saudoso e delicado encanto
O coração me estala de saudade.

__________Em Verbenas, 1901.

*Ana Lima era poetisa asssuense. Ainda na sua adolescência começou a escrever seus afetuosos sonetos clássicos!

MOMENTO HISTÓRICO:


Atendendo edital publicado no Diário Oficial do Município do Assú, ocorreu nesta sexta-feira (23), no auditório do SEBRAE, situada à rua Bernardo Vieira, 104 – Centro – Assú/RN, a assembleia de fundação da Academia Assuense de Letras (AAL), associação civil, de direito privado e sem fins econômicos, tendo por finalidade o cultivo, a preservação e a divulgação do vernáculo, da literatura, da história e da atividade cultural em seus múltiplos aspectos. 
Na ocasião, foi definido o quadro de patronos, inicialmente, composto por 20 cadeiras, que terão como titulares sócios nas categorias de fundadores, efetivos, correspondentes, honorários e beneméritos e, ainda, composta a primeira diretoria da instituição, constituída de sete membros eleitos por aclamação dentre os sócios fundadores tendo como Presidente: Ivan Pinheiro Bezerra; Vice-presidente: Auricéia Antunes de Lima; 1º secretário: Francisco José Costa dos Santos; 2º Secretário:Fernando Antônio Caldas; 1º tesoureiro: Fernando Antônio de Sá Leitão Morais; 2º Tesoureiro: Francisco de Assis Medeiros e Secretário de Comunicação: Antonio Alderi Dantas.

No tocante aos primeiros ocupantes e as respectivas cadeiras da Academia Assuense de Letras o quadro ficou assim definido:

Cadeira nº 1 – Patrono: Palmério Augusto Soares de Amorim Filho.
Titular: Antonio Alderi Dantas; 

Cadeira nº 2 – Patrono: Celso Dantas da Silveira.
Titular: Auricéia Antunes de Lima;

Cadeira nº 3 – Patrono: Francisco Augusto Caldas de Amorim – Chisquito.
Titular: Francisco de Assis Medeiros;

Cadeira nº 4 – Patrono: Francisco Agripino de Alcaniz – Chico Traíra.
Titular: Francisco José Costa dos Santos;

Cadeira nº 5 – Patrono: Renato Caldas.
Titular: Ivan Pinheiro Bezerra;

Cadeira nº 6 – Patrono: João Lins Caldas.
Titular: Fernando Antônio Caldas; 

Cadeira nº 7 – Patrono: Silvia Filgueira de Sá Leitão.
Titular: Fernando Antônio de Sá Leitão Morais.

Os demais nomes escolhidos como patronos para as 20 primeiras cadeiras cujos titulares serão escolhidos entre os futuros sócios foram: Alfredo Vespúcio Simonetti, Eufrosina Fernandes, Ezequiel Epaminondas da Fonseca Filho, Ezequiel Lins Wanderley, Francisco Ângelo da Costa – Chico Daniel, Francisco Elion Caldas Nobre, João Carlos Wanderley, João Natanael Soares de Macêdo, Luiz Carlos Lins Wanderley, Maria Carolina Wanderley Caldas – Sinhazina Wanderley; Maria Eugênia Maceira Montenegro; Pedro Soares de Araújo Amorim; Samuel Sandoval da Fonseca. 

A solenidade magna de posse dos acadêmicos acontecerá provavelmente no próximo mês de junho. Porém, os acadêmicos já definiram um calendário mensal de reuniões com o propósito de caminhar com registro do seu estatuto, definição de regimento e regulamentos internos entre outras questões, sendo que o próximo encontro está marcado para o dia 27 de fevereiro.
Texto transcrito, na íntegra, do Blog de Alderi Dantas. 
Foto: Secom / AAL.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

AABB de Assu: do luxo ao lixo (Parte II)


Na semana passada o blog de Alderi Dantas trouxe a público a situação de abandono que a Associação Atlética Branco do Brasil (AABB), em Assu (RN), está submetida.

Espaço que já foi um dos pontos de diversão mais glamorosos de Assu, a AABB vive na atualidade sem nenhum uso e quem foi surpreendido com a realidade mostrada na primeira parte dessa série, precisa saber que tem ainda muito a lamentar sobre a situação.

O blog de Alderi Dantas teve acesso a parte interna e viu que o espaço tem sido sucessivamente invadido e pilhado, de maneira que está praticamente depenado. O que encontramos foi uma bagunça generalizada em toda estrutura que compreende recepção, salão de festas, bares, banheiros, piscinas e quadra de esportes.

No local, já arrancaram todas as janelas, portões e grades de ferro. Os últimos sinais demonstram que os invasores passaram também a arrancar e quebrar o telhado do salão.

Moradores dos arredores diz que as pessoas tem saído tranquilamente a qualquer hora com objetos do local. Porém, informados pelo blog que não existia mais quase nada eles afirmaram que deve ser por isso que ultimamente sentiram que diminuiu bastante o movimento.

O conteúdo do blog de Alderi Dantas sobre o caso repercutiu durante toda a semana. Nisso, recebemos várias informações no tocante a iniciativas para a recuperação e funcionamento da velha AABB de Assu. Entre os contatos, houveram inclusive questionamentos sobre à venda do local de forma que a estrutura pertenceria hoje a iniciativa privada. De fato, o negócio ocorreu mas foi em seguida visto que o então gerente da agência Assu do Banco do Brasil teria como dizem por aí: “metido os pés pelas mãos” e, de imediato, o negócio foi desfeito.

A solução mais viável no momento para a recuperação da referida estrutura seria por meio da Federação das AABB (Fenabb), no entanto, caminho/diálogo precisa ser aberto e algumas instituições que podem virar parceiras no empreendimento buscam o caminho. Em breve, o blog de Alderi Dantas voltará com mais.
Para acessar a primeira parte acesse AQUI.

Por Alderi Dantas, 19/01/2015 às 00:50 -  Fotos: Alderi Dantas 
Boa noite, Amigos...
A vocês eu deixo o sono.
O sonho, não!
Este eu mesmo carrego.

__Paulo Leminski

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

UMA GLOSA DE RENATO CALDAS

Logo que a revista Playboy surgiu nas bancas de revistas no Brasil, no início dos anos setenta, o poeta mulherengo Renato Caldas recebeu um exemplar de presente de certo amigo. Folheando a referida revista, Renato se depara com uma imagem de mulher pelada. Foi o bastante para o velho poeta dizer numa roda de amigos: "Já fui bom nisso!" Horas depois, escreveu a glosa adiante:

Lendo Freud eu descobri
A fábrica de fazer gente.
Fiquei meio desconfiado,
Curioso e até contente.
Essa fábrica de fazer gente
É guardada em segredo.
Do umbigo pra baixo,
Um palmo, do c..
Pra cima três dedos.
Quuem nunca foi lá, quer ir.
Quem já foi, perdeu o medo.

RICA GEO HISTÓRIA DO VALE DO AÇU - BRASIL COLONIAL

Por Eugênio Fonseca Pimentel, historiador, pesquisador, geólogo potiguar do Açu


.1 - HISTÓRICO DA REOCUPAÇÃO DO VALE DO AÇU – RN (1ª parte - Em andamento).

Os verdadeiros donos da terra

As glebas de terras que hoje compõem os municípios do Vale do Açu, no início da colonização do Brasil, eram habitadas por índios da tribo Janduís, nome derivado do grande chefe Janduí, que de um modo natural e por tradição, também, se estendeu à tribo.

Os índios Janduís eram nômades e pertenciam à grande nação dos Tapuias, também, chamada de Cariri. O nome Cariri ou Kiriri, segundo o etnógrafo Luis da Câmara Cascudo1, provinha de um apelido dado pelos indígenas da tribo Potiguar vizinha pertencente à grande nação Tupi e significava calado, silencioso e taciturno. Quando falavam, articulavam mal as palavras, sendo, por isso chamado de Gentios da Língua Travada ou genericamente de Bárbaros.

A palavra Tapuia segundo explica o jesuíta Simão de Vasconcelos1 no livro do pesquisador Abdias Moura2 não corresponde a uma designação dada a si próprio pelos índios refugiados no sertão. Trata-se de uma expressão pejorativa, a eles atribuída pelos que viviam no litoral e falavam a língua tupi. O historiador Varnhagen3 haveria de insistir na inexistência de uma nação tapuia. Escreve, todavia, que esta palavra quer dizer contrario e os indígenas a aplicavam até aos franceses, contrario dos nossos, chamando-lhes de tapuy-tinga, isto é tapuia branco.

O nome Janduí ou Nhandui quer dizer na língua tupi ema pequena. Corresponde a uma ave de pequeno porte, de pernas longas e corredeira, muito comum nos largos campos cheio de lagoas e olhos d’água do atual estado do Rio Grande do Norte.

Viviam na ribeira do Açu e outras regiões do interior do nordeste setentrional do Brasil, em plena harmonia com o meio ambiente, só retirando da natureza aquilo necessário para a sua sobrevivência. Alimentava-se da caça, da pesca e da coleta de frutos, raízes, ervas e mel silvestre. Cultivavam a lavoura de subsistência, onde plantavam principalmente o milho, o jerimum e a mandioca.

O grande chefe Janduí, segundo antigos cronistas europeus viveu nesta região por mais de cem anos. Ele, juntamente com seu irmão Caracará, e três de seus filhos, o Canindé, Oquenaçu, Taya Açu e o cruel Jerereca foram importantes ícones da civilização indígena brasileira, na época da colonização do Brasil e Guerra dos Bárbaros ou Guerra do Açu, de uma maneira não correta conhecida nacionalmente como Confederação dos Cariris.

O historiador potiguar Olavo de Medeiros Filho com base em relatos de cronistas flamengos, da região de Flandres, norte da Europa, discorda da concepção de que a tribo Janduís pertencia à nação Cariri. Defende que os índios tapuias Janduís pertenceram à nação dos Tairurús (Janduís e Aparentados) na qual habitavam principalmente as ribeiras do Açu e Mossoró. Advoga, inclusive que na Guerra dos Bárbaros ou Levante dos Gentios Tapuias, que na época recebeu por parte de escritores mais românticos, a denominação de Confederação dos Cariris, que os índios Cariris, em grande número, foram inclusive utilizados como combatentes, na repressão ao levante dos Gentios Tapuias, em que tinha predominância do elemento Tairurús, cuja tribo mais famosa e temida do Brasil colonial era a tribo dos Janduís.

Contudo, o que é de consenso entre os diversos historiadores da civilização indígena do Brasil, seja os mais antigos, seja os historiadores contemporâneos é que os índios da tribo Janduís habitavam o território em que hoje corresponde a bacia hidrográfica do rio Açu. Tal fato pode ser confirmado inclusive por experientes cientistas europeus que por aqui estiveram.

Jorge Marcgrave, famoso naturalista e astrônomo alemão, que veio ao Brasil em 1638 em missão científica a convite do conde holandês Mauricio de Nassau, com a colaboração de Guilherme Piso produziram a importante obra Historia Natural do Brasil, Amsterdã 1648, na qual teceu considerações importantes sobre os costumes e habitat dos Janduís. Confeccionou o mais antigo desenho da nossa carnaubeira, palmeira nativa, genuinamente brasileira e abundante nos municípios do Vale do Açu. Neste importante documento histórico e geográfico Marcgrave escreveu este aspecto curioso e interessante a respeito desta decente e histórica região brasileira:

“Este rio também chamado de Otshunogh, penetra, no continente , em direção ao Austro numa distância de mais de 100 milhas. A uma distancia de mais de vinte e cinco milhas do litoral, acha-se o grande lago Bajatagh, com grande quantidade de peixes. À esquerda deste, em direção ao nascente, acha-se outro chamado de Igtug, pelos indígenas, mas ninguém penetra nele, por causa dos peixes que mordem e são muito inimigos dos homem. A este fica adjacente ao vale Kuniangeya, tendo comprimento de 20 milhas e a largura de duas. Atravessa-o rio Otshunogh, abundante de peixes: aí se encontra grande abundancia de animais silvestre.”

Correlacionando com a geografia da região podemos concluir que o vale Kuniangeya mencionada pelo cronista flamengo corresponde ao atual Vale do Açu. O rio Otshunogh é o rio Açu ou Piranhas-Açu. O grande lago Bajatagh é a lagoa do Piató no município do Assu. O outro lago Igtu é a Lagoa Ponta Grande no município de Ipanguaçu no Rio Grande do Norte. Os peixes que mordem e são inimigos do homem é a espécie Piranha que com certeza influenciou na denominação do grande rio Piranhas ou Açu.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Policlínica do Assu é colocada à venda

Após ter solicitado descredenciamento do Sistema Único de Saúde (SUS), fato ocorrido desde 1º de dezembro de 2014, a direção da Policlínica do Assu está agora anunciando à venda do imóvel situado à rua 24 de junho, Centro de Assu, local onde funciona a unidade hospitalar.

Segundo informação obtida pelo blog a saúde financeira da Policlínica do Assu caminha com grandes dificuldades há muito tempo. Em meio a crise econômica, a direção já havia anunciado desde o primeiro semestre de 2014 a possibilidade de efetivação do descredenciamento do SUS, numa tentativa de buscar sensibilização política para a situação visto que o fato prejudicaria a realização de cirurgias, partos e cesárias na região.

Entre as demandas apresentadas pela direção da policlínica estava o pedido do aumento do valor do teto mensal para o custeio da prestação dos serviços e mais um bônus financeiro, no entanto, sem uma segurança jurídica os municípios não tiveram como atender a reivindicação.

Sem o atendimento por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) e tão somente recebendo pacientes por meio de atendimentos particulares, a manutenção dos serviços ficou inviável. Os interessados no negócio devem fazer contato pelo 84 3331 2989.


 Por Alderi Dantas, 16/01/2015 às 14:18


quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Charge da web.

Deputado George Soares é diplomado pelo TRE

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Na tarde desta quinta-feira (15), o deputado estadual George Soares (PR) foi diplomado pelo presidente do TRE-RN, desembargador Virgílio Fernandes de Macedo Junior, na sede do órgão. George não participou da diplomação geral de todos os candidatos eleitos do TRE, realizada no Centro de Convenções no dia 18 de dezembro, em virtude do falecimento do seu avô, o ex-deputado Edgard Montenegro. Também tomou posse na ocasião, o deputado Agnelo Alves.

Em seu breve discurso já diplomado, o deputado George Soares agradeceu a Deus e dedicou aquele momento ao povo do RN que lhe deu mais de 38 mil votos e em especial a sua cidade Assú onde obteve mais de 15 mil votos. Dedicou de forma especial o diploma ao avô, Edgard Montenegro, que tanto o incentivou a seguir a carreira pública e serviu de modelo, devido a sua conduta exemplar como político no RN.

http://www.robsonpiresxerife.com/

“Vitória de Francisco José representa a vontade de mudança”, disse Robinson





femurnoficial

A Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn) tem um novo presidente: o prefeito de Mossoró, Francisco José Júnior do Partido Social Democrático (PSD). A eleição ocorreu nesta quinta-feira (15) em Natal. O presidente do PSD estadual e governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria parabenizou o prefeito pela vitória na eleição da Femurn. “A vitória de Francisco José na Femurn representa a vontade de mudança que a população e os prefeitos querem para o Rio Grande do Norte. Vamos trabalhar de mãos dadas para melhorar o desenvolvimento econômico e social dos municípios”, destaca.

Francisco José é prefeito de Mossoró e já ocupou a presidência da Federação das Câmaras Municipais do Rio Grande do Norte (Fecam) e também se destacou como presidente da Câmara Municipal de Mossoró. Além de Francisco José, mais cinco prefeitos do PSD tem representação na Femurn: o prefeito de São Paulo do Potengi, José Leonardo, Naldinho; o prefeito Maurício Menezes de Poço Branco; o prefeito de Ielmo Marinho, Bruno Patriota; o prefeito de Montanhas, Algacir Januário e Josinaldo Marcos, Naldinho de Tibau.

Fonte:  http://www.robsonpiresxerife.com/

RESULTADO DO ENEM: POTIGUARES ESTÃO ENTRE OS MELHORES


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Eligézia Justina, filha de professora da rede pública, 
comemora com colegas de classe e professores pontuação máxima na redação
Curiosa e “viciada” em saber sempre mais. É desta forma que se mostra a estudante Eligézia Justina de Almeida Castro. Aos 18 anos, a aluna do Colégio Nossa Senhora dos Prazeres, em Goianinha, é uma dos 250 candidatos que atingiram a nota máxima na redação do Exame Nacional do Ensino Médio – dos 6.193.565  que realizaram as provas em todo o país. Além dela, outros dois estudantes do Rio Grande do Norte, da rede  privada de ensino em Natal, alcançaram também os 1.000 pontos na redação.
 
Filha única de professora da rede pública e moradora de Canguaretama, cidade distante 70 quilômetros de Natal, ela conta que sempre se espelhou na mãe que “estimulava e se sacrificava para dar a melhor educação” e desde pequena gostava de “brincar” de aprender. Além da jornada na escola, boa parte do tempo livre é dedicado a livros e cadernos.
 
“Eu sempre tive uma sede inesgotável de saber  mais. Já cheguei a fazer terapia para saber organizar melhor o meu tempo, porque eu só queria estudar. Mas não sou Nerd ou outro rótulo pesado do tipo, sou somente esforçada”, se define com um riso humilde.
 
O histórico escolar é testemunha. Desde o ensino infantil está entre os primeiros da sala. No 1º ano do ensino médio, quando “estreou”  o teste do Enem, conseguiu a nota mais alta entre os alunos de todo o ensino médio do Colégio em que estuda. Em 2013, fez 700 na redação. “Mas não esperava a nota máxima agora”, revela.
 
O desejo de entrar para uma Universidade Pública sempre esteve entre os sonhos dela, mas nunca tão próximo como agora.  Resta decidir o curso a seguir. Com a pontuação na redação e média geral de 682,25, a opção para Psicologia disputa a preferência com o curso de Nutrição.
 
O novo sistema de seleção adotado para acesso às Universidades brasileiras, o Sisu, permite a escolha de cursos e instituições a partir da nota obtida no Enem. Certo mesmo está a escolha pela UFRN. Diferente de outros estudantes do interior que buscam estudar em Natal ou outros estados, Eligézia diz não ter vontade de mudar o endereço. “Não tive vontade de fazer o ensino médio fora, também não quero uma faculdade longe. Podemos fazer algo bem feito onde estamos”, afirma.
 
Sobre “Publicidade Infantil”, tema da redação do Enem 2014, ela conta que o assunto chegou a ser tratado em sala de aula, mas de forma mais fragmentada, e por estar no cotidiano, além de  jornais, televisão e revistas não sentiu dificuldade. E  sentencia: mais importante que conhecer o tema, é ter o domínio da estrutura de redação.“Saber como se faz uma redação, estruturalmente falando, faz com que qualquer tema seja melhor apresentado e aumenta a capacidade de argumentação”, analisa.
 
Para o exame, além de aulas de segunda a sábado na escola da cidade vizinha a que mora, pelo menos quatro horas diárias eram dedicadas a revisão e novas leituras. Muitos assuntos eram vistos antes mesmo de ser abordados em sala de aula. “Essa antecipação acho que me ajuda a assimilar melhor”, disse.
 
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Com nota 1.000, Ana Luíza volta a concorrer em 2015
 
Estudantes que se inscrevem para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) sem estar cursando o último ano do Ensino Médio esperam adquirir experiência, mas   o “teste” pode trazer boas surpresas. Como a estudante Ana Luiza Pinto, que cursa o 2º ano do ensino médio no CEI, da Romualdo Galvão, que também atingiu a nota 1.000 na redação deste ano do Enem.
 
Aos 17 anos, Ana Luiza disse que sempre se dedicou às aulas de redação, mas não é uma leitora habitual. “Eu procuro sempre acompanhar as aulas e tenho me preparado bem, mas não tenho muito o hábito de ler. Vejo mais o que meus pais leem, acompanho noticiário quando posso. Eu pratico muito a redação na escola”, disse.
 
Apesar da nota máxima na redação, a estudante não vai buscar meios para ingressar em uma universidade este ano. Ana Luiza decidiu dedicar mais um ano para estar preparada para o Enem 2015, quando pretende concorrer a uma vaga no curso de Medicina.
 
Mesmo com a dedicação nos estudos, o resultado surpreendeu. “Todo mundo ficou muito feliz, até porque ninguém esperava, né? O pessoal da escola já me ligou também para parabenizar. Estou muito feliz”, disse Ana Luiza. A estudante irá intensificar os estudos com um curso isolado de Matemática para obter melhores resultados na área que reconhece menor domínio.
 
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André Diniz tem boa nota geral e busca vaga em Elétrica
 
O natalense André Diniz, de 17 anos, estudante do Colégio Marista de Natal, também está entre os 250 candidatos que tirou nota máxima na redação do Enem.  Sempre entre os primeiros alunos da sala, André conseguiu nota geral de 801 no Exame 2014. Apesar de ser uma nota considerada alta, ele disse que nunca teve vontade de ingressar nos cursos mais ‘badalados’, como Direito e Medicina. O estudante, que pretende cursar Engenharia Elétrica na UFRN, admite: “nunca tive o costume de escrever”.
 
O tema da publicidade infantil, que foi muito criticado por alguns dos candidatos que fizeram o Enem, agradou o aluno. “De fato, ocorreram muitos eventos como eventos relacionados à democracia, Copa do Mundo, ditadura… Esse tema (publicidade infantil) pode ter sido surpreendente, mas a meu ver não era um assunto tão difícil”, avaliou.
 
A preparação contou ainda com um curso isolado de Redação no pré-vestibular devido à importância que a nota tem no Enem. “Eu sempre li muito, mas nem gostava tanto de escrever, nunca tive costume de escrever”, disse. A preferência em leitura por artigos de opinião, notícias e, de vez em quando, poesias ajudou na construção do poder de argumentação.
 
Para ele, a formação do estudante e ensino de conteúdo nas escolas é importante, mas a formação humana é algo que faz a diferença e deve ser levado em consideração. “O curso isolado ajudou bastante, é claro. Mas como passei minha vida inteira dentro do Marista, eu fui construído como pessoa lá e devo muito à minha escola pelo que sou hoje”, disse.
 
Fonte: Tribuna do Norte/Sara Vasconcelos e Júlio Pinheiro/
Postado por Registrando.
Que vergonha!!!!
HÁ ONZE ANOS, no dia 15 de janeiro de 2004, o “Jornal do Brasil” publicava matéria de página inteira, assinada por mim, sobre o abandono do Museu Casa Café Filho, em Natal (RN). Depois de ONZE ANOS, quatro governadores, sabe-se lá quantos presidentes da Fundação José Augusto, diretores do Centro de Documentação Cultural, coordenadores do Setor de Museus ou quaisquer outros extensos nomes de cargos ocupados por gente que nunca faz nada – uma tradição da Fundação José Augusto – chegamos à matéria de Yuno Silva publicada hoje (14/01/2015) na “Tribuna do Norte” sobre a invasão ao “museu”, aquele sobradinho “fechado para reformas” há seis anos (pelo tempo, imagino que estejam construindo algo como o Museu do Ipiranga no lugar!). Não é SÓ descaso, safadeza e incompetência. É um problema de CULTURA. Cultura no sentido de VALORES E COSTUMES. Cultura esta que não existe em Natal, principalmente por parte do poder público, que não faz nada além de se engalanar com cargos, salários e prestígio entre seus iguais e entre gente boba que ainda se impressiona com isso. Em Natal, "patrimônio tombado" significa patrimônio levado ao chão. É nisso que os gestores (bah!) parecem acreditar e continuar executando de forma competente. O pepino agora está nas mãos de Rodrigo Bico, um cara respeitado pela classe artística e a quem desejo sinceramente que não tenha o nome adicionado à lista dos fazedores-de-nada da Fundação José Augusto. Daqui a outros dez ou onze anos, perguntem-me como anda o Museu Casa Café Filho ou se ainda lembram que um dia ele existiu. Trata-se da memória do único potiguar que foi presidente da República. Imagine o respeito e o valor que dispensam aos outros.
■ "Café com traças", Jornal do Brasil, 15.01.2004 ► http://migre.me/o7wa1
■ "Um museu quase depenado", Tribuna do Norte, 14.01.2015 ► http://migre.me/o7wb0

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Diário Oficial confirma nomeação de ex-secretária municipal do Assú


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A edição desta quarta-feira (14) do Diário Oficial do Estado trouxe o ato que formaliza a nomeação da ex-secretária de Desenvolvimento Social e Habitação, da prefeitura municipal do Assú, Maira Leiliane Oliveira Almeida (foto), num posto de segundo escalão da gestão Robinson Faria (PSD).
 
Assinado pelo governador e pela esposa deste, a secretária estadual do Trabalho, Habitação e Assistência Social (SETHAS), Julianne Dantas Bezerra de Faria, o ato oficializa a nomeação de Maira Leiliane no posto de secretária adjunta da referida pasta.
 
Transcrito do Pauta Aberta.

'Leitura foi diferencial', diz potiguar que tirou 1.000 na redação do Enem

André Diniz, de 17 anos, foi um dos 250 candidatos a receber nota máxima.

Tema deste ano foi publicidade infantil. Notas saíram nesta terça-feira (13).





Do G1 RN

Média das cinco provas de André Diniz deu 801 (Foto: Arquivo pessoal/André Diniz) 
Média das cinco provas de André Diniz deu 801 (Foto: Arquivo pessoal/André Diniz)
O costume de ler desde pequeno é apontado por André Diniz, de 17 anos, como principal fator para alcançar a nota máxima na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O candidato foi um dos 250 a conseguir tirar nota 1.000 no texto sobre publicidade infantil, tema da redação deste ano do Enem.

 
"Acredito que a leitura foi o diferencial. Eu costumava ler desde pequeno e o desenvolvimento na escrita foi natural. Argumentei com sociologia e música. Não demorei no texto, mas o resultado foi muito bom", explica o estudante.

Estudante do Colégio Marista de Natal, André chegou a fazer o Enem anteriormente para conhecer a prova. "Tentei me acostumar com o ambiente e a atmosfera para não ter um impacto tão grande. Só foi rever os conteúdos. Me preparei como todo mundo", afirma André, que tirou 801 na média das cinco provas do Enem.

De olho no mercado de energias renováveis, o candidato tentará uma vaga no curso de Engenharia Elétrica na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). "Está crescendo muito no Rio Grande do Norte", avalia.

Outro diferencial citado por André é a experiência com a monitoria em Matemática e Física. "Aprendi muito, tanto na questão do conteúdo, quanto na retórica", conta.

Governo vai cumprir 'responsabilidade' com reforma política, diz ministro

Tânia Monteiro e Rafael Moraes Moura - O Estado de S. Paulo

Segundo Miguel Rossetto, debate será retomado porque mudanças são uma agenda 'definitiva para a sociedade brasileira'

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Miguel Rossetto, afirmou hoje em conversas com jornalistas que o governo vai dar sequência a seu projeto de incentivar o debate de reforma política no segundo mandato da presidente Dilma Rousseff.
Ed Ferreira/Estadão
Ministro diz que governo vai dar sequência ao debate sobre reforma política
"Reforma política é agenda definitiva para a sociedade brasileira. Vamos retomar o debate", comentou, depois de criticar os custos elevados da campanha eleitoral de 2014. "Vamos cumprir nossa responsabilidade."
Questionado sobre a formatação da reforma política, se seria via plebiscito - como já foi defendido por Dilma -, referendo ou projeto de lei de iniciativa popular, o ministro disse que "nenhuma das ideias está descartada", apesar de ressaltar a preferência por um plebiscito.


LAGOA DO PIATÓ!


Ao amanhecer da aurora ti via resplandecer, 
banhada pelo Rio Açu de um vento frio à me aquecer. 
O canto dos passarinhos eu ouvi, era lindo o sabiá,
como podes tu lagoa, na secura te afogar?

Eis a seca braba, câncer lento a te matar, 
toda é a nossa culpa  queira nós crime pagar. 
Ao sujar te poluímos, sem medida e cumprimento
e da chuva privação esse é o merecimento.

Quem eras tu e quem tu és minha lagoa? 
Do verde e de ramados, carnaubais te assinalava. 
Tu que alimentastes tantos quantos pescadores. 
E hoje deixa a mendigar a quem padecem  em suas dores.


Mais do céu fazei chover, Jesus Cristo e São João. 
Ver a dor deste teu povo, que não tem água e nem pão, 
Pois o que era o seu sustento se tornou foi um tormento, 
Só brasa, poeira e carvão.




AUTOR: 
Tállison F. da Silva
                          
 http://talfilomusipoesia.blogspot.com.br/                  

Não sei,
deixo rolar.
Vou olhar os caminhos,
o que tiver mais coração, eu sigo.

Caio Fernando Abreu (1948-1996)

Foto da web

LIVRO MARCA A TRAJETÓRIA DE VIDA DE PE. CAMPOS NOS SEUS 40 ANOS DE SACERDÓCIO

LANÇAMENTO DE LIVRO MARCA A TRAJETÓRIA DE PE. CAMPOS NOS SEUS 40 ANOS DE MINISTÉRIO SACERDOTAL.
Padre Campos, como é mais conhecido por todos, compõe o clero da Arquidiocese de Natal/RN, permanecendo a frente da Paróquia de São Sebastião, no Bairro do Alecrim, há mais de 20 anos. O livro-biografia-homenagem tem como autor, Tállison Ferreira da Silva e traz como titulo:
PADRE JOSÉ FREITAS CAMPOS:
DAS MÃOS DE OURO À UMA VOZ QUE ENCANTA
            Este é o titulo atribuído a quem, ao longo de sua vida, já semeou na vinha do Senhor. Mais que um homem, um PADRE! Um ser sensível a sua realidade. Por isso é capaz de compor e de cantar a vida do povo e da comunidade em versos. Ademais, é um professor comprometido com o permanente processo de catequese dos cristãos, leigos engajados, filhos e filhas de Deus. Assim sendo, são Quarenta Anos de Sacerdócio; de vida entregue e doada à serviço do povo de Deus. É festa e alegria; emoção e muita oração em ação de graças. Portanto, termos a vida deste grande homem em registro é uma grande dádiva de Deus e bendita inspiração do Espírito Santo para com aquele que o idealizou: Tállison Ferreira da Silva. Um jovem simples, inteligente e ousado que tem sua origem no Vale do Açu. E, para honrar a terra de onde veio, é também, compositor e poeta.
            Tállison é um amante e estudioso da Filosofia (Faculdade Dom Heitor Sales). Possui formação em Pastoral Catequética pela Escola de Pastoral Catequética, ESPAC – pela Faculdade Católica de Fortaleza/CE. Ele dedica o seu tempo à pesquisa e a leitura assídua, a prova disso é que no ano de 2011 lançou seu primeiro livro, O Catequista Globalizado do Século XXI (mil exemplares) e em 2014 publicou a biografia de Padre Francisco Canindé dos Santos: Pastor Incansável do Vale do Assu. Tal livro foi lançado pela Coleção Metamorfose do Grupo de Estudos da Complexidade – GRECOM da UFRN – e teve todos os seus exemplares vendidos em menos de um mês.  
            Em meados de 2014 iniciou a pesquisa sobre a história de vida do Padre Campos. Tallison, com o seu jeito simples, consegue capturar o incapturável e transformar em traços preciosos a história de vida de alguém tão querido e especial para todos nós nordestinos, brasileiros ou estrangeiros: Nesta, o reverendíssimo  Pe. Campos.

            Em entrevista o autor responde a três perguntas primordiais:
(Tállison F. da Silva)
            Por que homenagear o Padre Campos? O nosso querido Pe. Campos merece nossa sincera homenagem, por dois motivos: Em primeiro lugar, ele é um ministro ordenado que, neste ano de 2015, completa 40 anos de sacerdócio; em segundo lugar, ele é um compositor. No primeiro, ele representa Cristo que veio para servir, curar, salvar e libertar. No segundo, ele tem um dom que não é comum a todas as pessoas: O de fazer música. É a fé e a música que se entrelaçam.  Assim sendo, através da música ele consegue cantar a fé e a vida do povo sofrido que quer ter direito a pão, terra e água, três elementos que resumem a trajetória de vida do povo de Deus ao longo da história. Portanto, o livro é uma homenagem escrita que perdurará por séculos e séculos. Ademais, 40 anos de sacerdócio não se faz todo dia. Por esta razão, pensei o livro na tentativa de registrar a vida daquele que tem história para ser contada e compartilhada.
            O porquê da escolha do titulo ser este: Das mãos de ouro à uma voz que encanta?  Pensei em unir o útil ao agradável. Em um primeiro momento está o nome do homenageado seguido por mais algumas palavras chaves: Das mãos de ouro à uma voz que encanta. Decodificando: Das mãos de ouro significa o diferencial daquele que é sacerdote. Ele teve as mãos ungidas e “consagradas que, salva e perdoa”, como reza a canção. Ainda neste contexto, Das mãos de ouro significa, também, o dom que Pe. Campos tem enquanto escritor, bem como, o dom para compor hinos tão cheios de conteúdos teológicos. A composição de uma canção brota da mente, parte para o coração e desemboca nas mãos que a traduzem. Em seguida, completando o sentido da frase, encontramos: À uma voz que encanta. Esta parte faz menção ao timbre de voz que o Pe. Campos tem. Por isso, contagia a todos os que o escutam. É o mesmo que dizer: Para uma voz que encanta que cativa, que arrebata, ou seja, uma voz que atrai por ser firme; forte.

            Quais são as expectativas para o lançamento do livro? A minha maior expectativa é que seja uma noite de festa, encontro e alegria. Uma noite diferente das outras. Uma noite de grande emoção, de sinceras homenagens e sem tanto formalismo! Uma noite que seja inteiramente dedicada ao nosso querido poeta, cantor, compositor, escritor, professor e sacerdote Padre Campos!

ENDEREÇO
O EVENTO: Ocorrerá em data de 02 de fevereiro de 2015 às 19h
LOCAL: Salão Paroquial da Paróquia de São Sebastião
(Av. Cel. Estevam, 1657, Alecrim, Natal)
TÁLLISON FMP

(www.talfilomusipoesia.blogspot.com.br)