segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Inaugurado Centro Cultural Poeta José Coriolano Ribeiro em Ipanguaçu

Foto: Assessoria/Ipanguaçu














No dia em que Ipanguaçu festejou 67 anos de emancipação política e administrativa, no último dia 23 de dezembro, quarta-feira, o prefeito Leonardo Oliveira (PT) entregou o Centro de Cultura, que recebeu o nome do poeta José Coriolano Ribeiro, o ipanguaçuense escreveu mais de 200 versos, tornando-se uma das grandes personalidades da época.


A notícia é de Keyson Cunha, da Assessoria de Relações Públicas do Poder Executivo ipanguaçuense.

Com presença de familiares do homenageado, vereadores, secretários, além da participação da sociedade civil e outras autoridades, o Centro abriga a Biblioteca Municipal Manoel Nunes Filho e salas para aula de artesanato e artes plásticas, além de música, dança e um auditório para apresentações, cada espaço homenageia patronos da cultura ipanguaçuense, como Dona Ernestina e Batista de Adauta.


Para o prefeito Leonardo Oliveira, a obra torna-se um espaço para promoção da cultura local do município, “o Centro de Cultura é uma valorização da história do povo ipanguaçuense, um marco para incentivar as aptidões artísticas da nossa terra, uma parceria que só foi possível pelo apoio conjunto do governo federal e da senadora Fátima Bezerra”.


O Centro de Cultura Poeta José Coriolano Ribeiro foi construído com recursos da emenda parlamentar da na época deputada federal e hoje senadora Fátima Bezerra (PT), em parceria entre o governo federal, através do Ministério da Cultura, e a Prefeitura de Ipanguaçu, num investimento de mais de R$ 247 mil.


Postado por Pauta Aberta.




José Coriolano Ribeiro nasceu no dia 1º de março de 1928, no lugar denominado Sacramento, atual e próspero município de Ipanguaçu, no tempo ainda que aquele distrito pertencia ao município de Santana do Matos, que veio a ser emancipado a 23 de dezembro de 1948. Zé Coriolano, faleceu, salvo engano, com pouco mais de cinquenta anos de idade. Era tipo baixo, nem gordo, nem magro, bom de papo, de garfo e de copo. Viveu uma vida boêmia e feliz. Poeta dos bons, nascido "bafejado pelo farfalhar dos verdes carnaubais", da sua terra natal querida. Bardo amoroso, versejava o cotidiano, seus versos populares, suas glosas estão espalhadas por Ipanguaçu e região. 


Me lembro dele, eu era ainda menino quando ia sempre a terra ipanguaçuense, acompanhando meu pai Edmilson Caldas que era proprietário rural naquele município. além de secretário da prefeitura daquele lugar [fundado pelo meu bisavô paterno Luiz Lucas Lins Caldas, em terras de sua propriedade], no tempo em que Nelson Montenegro era o seu prefeito, 1963-66.

Me lembro de Zé Coriolano declamando seus versos pelos bares e botequins de Ipanguaçu e de Assu.

Um homem solidário. Me lembro também dos seus dramas vividos em várias enchentes provocadas pelas cheias caudalosas do Piranhas/Açu e do rio pataxó, salvando seus conterrâneos.



Voltando a sua vida de poeta, Zé Coriolano está antologiado por Rômulo Wanderley, no seu livro intitulado Panorama da Poesia Norte-Rio-Grandense, 1965 (livro importante sobre os poetas potiguares). Naquela antologia o escritor Walter, depõe que ele, Coriolano, "é um poeta e um boêmio. Sem instrumentação, possui apenas aquele dom maravilhoso que Deus concede a determinadas criaturas, para que, com a sua inteligência, contem as coisas belas da Natureza, por ele criadas."

Portanto, vamos conferir o poema intitulado Louvação que Zé Coriolano escreveu:

Colheste mais uma rosa
Na sublimada existência
e esta por excelência
A quadra mais preciosa.
Quinze anos, vida airosa
De esperança o fanal,
Teu sorriso perenal
Zomba de toda desdita,
Tu és muito mais bonita
Que a aurora boreal.

Tu és o alvo diadema
De lírios brancos se abrindo
Tu és a Musa assistindo
A criação de um poema.
És pura como a inocência,
Tu és a divina essência
Adorizando um altar.

Mais sublime que o amor
Esta virgem idolatrada,
Su’alma é mais delicada
Que o trescalar de uma flor.
A natureza com primor
Fez este anjo ideal,
Torna a vida esplendorosa
Na mansão celestial.

Deus conceda sua vida
De harmonia completa.
São desejos de poeta
Parabéns, ó flor querida,
“Sempre seja esquecida,
Ao destino adversário”
Que nunca mágoas, nem dor,
Nem amplexo, terna flor,
Pelo seu aniversário.

Postado por Fernando Caldas 

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