terça-feira, 1 de março de 2016

Silencio-me com frequência.
Gostava de ser mais impulsiva, 
mais directa, porém não consigo.
O que é o silêncio 
senão a ausência de som.
Quero adentrar no silêncio
e silenciar esta mente que grita
até que não reste memória 
da dor, do sofrimento, da solidão.
Permaneço assim, em silêncio 
sem emitir som algum, 
além do respirar profundo 
que me alivia a alma.
Ausência de som 
não significa a ausência sentimentos. 
Há palavras mudas no ar, 
num olhar, num toque.
A ausência de alguém 
tem um som próprio 
indescritível e único.
O meu silêncio fala.
Só têm de ouvir nele o som 
de todas as palavras por dizer.
Quando conhecemos verdadeiramente alguém
o silêncio fala mais do que mil palavras.

Cristina Costa

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