quinta-feira, 28 de abril de 2016

Utopia
Por Paulo Varela, poeta assuense
Num se sabe seu dotô, por quanto tempo
Este mundo andará desconsertado?
Num embrólio, sem ser enraizado
Com cultura, com respeito e consciência
Com senhores cobertos de sabença
Repassando á prole o conhecer
Espalhando pro povo esses saber
Do caráter e também da sabedoria
Lhe garanto que o mundo então seria
Um lugar precioso de viver.
Onde os pais passariam hora e meia
Ensinando pro filho uma lição
Formatando assim um cidadão
Preparando enfim o seu futuro
pro destino num seja assim tão duro
Cumo tamo, cansado já de ver
Cada dia, ser um novo amanhecer
Só com paz, com amor e esperança
Sem ter ódio, sem rancor e sem vingança
Nesse mundo eu ainda vou viver.
Vou viver, maginando uma nação
Diferente dessa aí, que a gente tem
Onde todos só pensam em se dar bem
Uma nação que não reconhece o valor
De um peão e também de um professor
Sua luta e trabalho sendo bem recompensado
O estado ser chamado de Estado
E enfim que fizesse os seus papéis
Com respeito ao nobres menestréis
E um mestre ser bem mais respeitado
Um país com trabalho e com cuidado
Onde todos previssem o crescimento
Lutando pelo desenvolvimento
Todos juntos, sem haver uma exceção
A saúde, segurança e educação
Ser a “tríade” que sustenta esse lugar
Ver o povo com sorriso no olhar
A criança estudando o bom conceito
Ancião ser tratado com respeito
Sem ter plano de saúde á lhe explorar
Eu as vez, me ponho a perguntar
Porque é que estou isso escrevendo
Eu por dentro, eu fico é me dizendo
É possível senhor esse lugar?
Muita gente terá de acordar
Despertar desse sono tão profundo
Desenhando enfim um novo mundo
Um país forte, rico e cobiçado
E que esteja no lugar apropriado
Em primeiro, nem terceiro, nem segundo

Fernando Caldas

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