quarta-feira, 24 de agosto de 2016

"Contei meus anos e descobri
que terei menos tempo para viver daqui para a frente
do que já vivi até agora....
Tenho muito mais passado do que futuro.
Sinto-me como aquele menino
que recebeu uma bacia de cerejas...
As primeiras, ele chupou displicente,
mas percebendo que restavam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões
onde desfilam egos inflamados.
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram,
cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis,
para discutir assuntos inúteis
sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas,
que apesar da idade cronológica, são imaturos.
Detesto fazer acareação de desafectos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral.
As pessoas não debatem conteúdos,
apenas os rótulos.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos,
quero a essência, minha alma tem pressa…
Sem muitas cerejas na bacia,
quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços,
que não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade.
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade,
O essencial faz a vida valer a pena.
E para mim, basta o essencial!


( desconheço o autor )

Do face de Cristina Costa 

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Que eu seja eternamente eterno louco e nunca deixe de sonhar na vida. (João Lins Caldas, pensador potiguar).