
Hora de comer - comer!
Hora de dormir - dormir!
Hora de vadiar - vadiar!
Hora de trabalhar?
- Perna pro ar que ninguém é de ferro!



O filme intitulado Dio come ti amo, na minha observação, foi o filme que mais rodou na telinha do Cine Theatro Pedro Amorim, de Assu (1966,67,68, 69,70). É o meu filme favorito. Relembra a minha adolescência prazenteira e feliz, na minha cidade então provinciana chamada Assu. O filme é dirigido por Miguel Iglesias e a canção Dio come ti amo, é de Domenico Modugno. Gigliola interpreta além daquela canção, No ho lé´tà, dentre outras.. Gigliola (Gigliola di Francesco), a protagonista, é uma jovem inocente e bela, de família pobre que se apaixona por um jovem rico chamado Luis (Mark Damon), noivo de sua melhor amiga. Vejam o vidio do filme que levou multidões às salas dos cinemas.
Da esquerda para a direita: Mara Betúlia de Sá Leitão Boettcher (brasileira, potiguar de Assu), acompanhando a senadora (natural de Chicago) do Estado de Nova Iorque, Hillary Clinton. Hillary já foi primeira-dama dos Estados Unidos na qualidade de esposa do ex-presidente Bill Clinton. É pré-candidata a presidente por aquele país, pelo Partido Democrata. Fica o registro desta ilustre assuense, que atualmente mora em East Lansing, Michigan (EUA). Ela, Mara, é filha do ex-prefeito do Assu/RN, Walter de Sá Leitão que hoje empresta o seu nome a universidade daquela terra assuense. É por isso que eu concordo com o jornalista Alderi Dantas, com a sua campanha que tem como lema: "O Assu é +".
Eu conheci o senador Dinarte Mariz (1903-1984) nos idos de sessenta, numa concentração pública na cidade de Assu, de passagem para Mossoró, candidato ao governo do Rio Grande do Norte. Me lembro que ele usava paletó de linho Braspérola de cor bege. No Assu, ainda menino, já metido a gente grande, eu pelas saía pelas ruas da cidade, distribuindo fotografias (propagandas) daquele "velho senador do coração do povo", como ele era chamado pelos seus correligionários, pelos Norte-rio-grandenses. Sobre ele, diz o poeta matuto Renato Caldas, num verso: "Dinarte, velha aroeira que sustenta a cumeeira do Rio Grande do Norte". Eu tive o prazer de ter sido convidado, salvo engano, em 1983, para a sua festa de aniversário (naquele tempo eu era vereador do Assu), seus 80 anos de idade, que aconteceu na cidade de Caicó. Foi a maior festa que eu já vi no sertão, com a presença do deputado Paulo Maluf. Dinarte era amigo leal, decidido. Para falar com ele, fosse no palácio do governo ou na sua residência, era a maior facilidade. Conta-se que certa vez, seu compadre e prefeito de Serra Negra do Norte, chamado Euclides, no tempo em que ele, Dinarte, era governador, chegou à sua casa no instante em que ele se encontrava no banheiro, fazendo suas necessidades fisiológicos. Aquele prefeito apressadamente logo se aproximou do WC, bateu na porta e foi direto ao assunto: "Compadre Dinarte, é sobre a nomeação daquele nosso amigo". Dinarte sentado no vaso sanitário logo pediu caneta e papel a sua secretária, e ali mesmo despachou autorizando com um simples bilhetinho, a nomeação do amigo do prefeito que, ao sair daquela residência oficial, saiu-se com essa: "Dinarte é governador até cagando!" Para risos dos circunstantes.
O escritor potiguar Washington Araújo é, salvo engano, natalense. Seu avô paterno Venâncio Zacarias foi prefeito de Macau (região salineira, litoral do Rio Grande do Norte) por várias mandatos. Seu pai Adonias Bezerra de Araújo, macauense, chegou na cidade de Assu no começo da década de setenta, nomeado coletor da fazenda estadual. Adonias foi diretor do importante Ginásio Pedro Amorim, daquela terra assuense. Pois bem, Washington Araújo viveu parte da sua infância e começo da juventude na aristocrática cidade de Assu, onde conviveu com a imortal da Academia Potiguar de Letras, Maria Eugênia. Washington estudou no Colégio Nossa Senhora das Vitórias (um dos melhores educandários do interior do Estado). Depois que deixou o Assu, para trabalhar no Banco do Nordeste, estreou bem nas letras brasileiras, no mundo literária, publicando o livro sob o título "Estamos Desaparecendo da Terra", já em terceira edição na Espanha. Aquele volume, segundo depoimento do missionário, poeta , escritor e bispo católico catalão chamado Pedro Casaldáliga, que viveu ou ainda vive na Amazônia, defendendo as injustiças sociais, diz que o volume daquele escritor Norte-riograndense, "deveria ser a Bíblia dos povos Indígenas nas Américas". Pois bem, Washington além de escritor, é jornalista, colabora em importantes revistas e jornais do Brasil, como O Globo, Jornal de Brasília, dentre outros do país, bem como é autor de mais de dez livros publicados no Brasil e até no exterior. Ele é sempre convidado para proferir palestras pelo Brasil afora. Será que é a toa que ele é membro da Academia de Letras do Distrito Federa (Brasília), do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, Da Bahia, do Rio Grande do Norte e de tantas outras instituições culturais do Brasil?

Meu caro leitor assuense: Na minha observação, acho que o importante (me ufano em chamá-lo assim) mucípio do Assu, de antigas glórias, de tantas tradições, conhecida até internacionalmente, merece um brazão melhor graficamente trabalhado, que represente não somente a carnaubeira (economia principal há quase trinta anos atrás daquela região varzeana) e o marco da virada do século 1900, bem como a nossa economia atual, a cultura, os casarões centenários. Faço essa sugestão ao poder legislativo e executivo do município do Assu. Fica o registro.
Antes da Praça do Rosário (que Edgard Montenegro construiu com os recursos da prefeitura e em cooperação com alguns comerciantes daquela terra assuense, inaugurada em 29 de julho de 1949, e Ronaldo Soares reconstruiu na sua administração e inaugurou em 16 de outubro de 1984), era assim, como está na fotografia acima.
Ocorreu ontem, 26 de novembro, o lançamento do livro sob o título "Poucas e Boas", 2008, em segunda edição, do escritor potiguar de Macaíba, Valério Mesquita. Compareceram centenas de pessoas de vários segmentos da sociedade´potiguar, para prestigiar aquele escritor imortal. Naquele volume, Valério transcreve várias estórias narradas por minha pessoa (Fernando Caldas), bem como várias outras estórias relacionadas a pessoas folclóricas e espirituosas do Assu, que transcrevo adiante para o nosso bem estar:
Praça do Rosário (antes era uma igrejinha chamada Igreja do Rosário). Deu lugar a partir de 29 de junho de 1949, a já citada Praça do Rosário. A sua construção se deu com recursos da prefeitura do Assu e em cooperação com o povo daquele município (os comerciantes locais), como Solon e Afonso Wanderley que eram proprietários da famosa Padaria Santa Cruz, Fernando Tavares Filho, Minervino Wanderley , entre outros. Cada banco daquela praça estampava em letras vivas os nomes de cada um dos seus colaboradores. A imagem de Nossa Senhora do Rosário, foi doação do casal Betariz Amorim e Pedro Amorim (que foi médico, intendente, prefeito do Assu, deputado estadual e presidente da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Norte). aquela praça teve a primeira reforma (totalmente modificada) na administração do prefeito Ronaldo Soares. A sua reforma foi inaugurada no dia 16 de outubro de 1994, dia do aniversário de emancipação daquele municipio. Aos fundos a esquerda, vejamos o Institututo Padre Ibiapina, e a direita o casarão que pertencia ao senhor Manuel Soares, onde hoje está assentado a casa bancária Banco do Brasil.
O prédio a sua esquerda (lindo sobrado), era onde funcionava a Cadeia Pública. Foi demolido para ser construído um novo prédio para assentar a sede da prefeitura Municipal do Assu, na administração do prefeito Edgard Borges Montenegro. Deu-se início a sua construção no dia 10 de setembro de 1949 e concluido em 1956, pelo prefeito Francisco Augusto Caldas de Amorim (Chuisquiro). Hoje ele, Amorim, espresta o seu nome a sede dauqela prefeitura. O outro sobrado, a direita da referenciada edificação, atualmente está assentado o prédio pertencente a família de Zé da Bodega que foi proprietário de um super mercado naquele local, hoje pertencente aos seus familiares.


Recebi com muita honra o convite de lançamento do livro intitulado "Poucas e Boas", do escritor imortal da Academia Potiguar de Letras, Valério Mesquita. Será no dia 26 de novembro, uma quarta feira, às 18h, na Livraria Siciliano do Shoping Midway. Farei presença com muito prazer, para prestigiar aquele escritor que engrandece as letras do Rio Grande do Norte. Valério foi prefeito de Macaíba, deputado estadual por várias legislaturas, presidente da Fundação José Augusto, membro do Conselho Estadual de Cultura e do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grannde do Norte, além de membro efetivo da União Brasileira de Escritores. Atualmente é Conselheiro do Tribunal de Contas do Rio Grande do Norte. Permita-me o escritor Valério, para transcrever alguns causos que ele conta na primeira edição de "Poucas e Boas", relacionados a alguns políticos norte-riograndenses, que dizem assim: 1) No Palácio Potengi dos anos cinquenta, cinquenta e sete, cinquenta e oito, pontificava a figura de Antônio Soares Filho, Chefe do Gabinete Civil. Bom papo, o saudoso Toinho, mandou mobiliar uma sala que estava vazia, só para os papos de fim de expediente com as grandes figuras da paróquia, onde rolavam as novidades políticas. Até Dinarte quando encerrava os despachos, aparecia por lá. Numa das vezes, o Governador recomendou a Antônio Soares para encaminhar um rapaz ao Dr. José Nilson de Sá, Diretor do DER, recomendando-o para o emprego de desenhista. No DER, quando soube da chegada do rapaz, Zé Nilson, já desconfiado, resmungava: "Eu não sei porque Dinarte botou na cabeça sempre a vaga de desenhista! Olha, manda esse rapaz desenhar uma boeira, uma ponte, um tubulão". Após alguns instantes, a secretária retornou com o diagnóstico: "Dr. Zé Nilson o rapaz não desenha coisa nenhuma!". "Suspenda, que eu vou falar com o Governador", respondeu o Diretor. À noite, na casa de Aldo Medeiros, nem precisou Zé Nilson provocar o assunto, pois Dinarte foi logo indagando: "Zé Nilson, você recebeu hoje um rapaz, filho de um compadre meu?". "Recebi, governador. Mas o rapaz não sabe desenhar absolutamente nada?" . "Ô Zé Nilson, ensina; ensina que ele aprende!!"
2) O mestre Odilon Ribeiro Coutinho, usineiro, intelectual, homem de finessse, acabara de se eleger deputado federal em 1963, pelo RGN. Estava no Rio, hospedado no Copacabana Pálace. Lá fora fluía naturalmente uma linda manhã carioca. No hotel, mulheres exuberantes pintavam em cada metro quadrado. O nosso Odilon tal um finíssimo lorde inglês era atendido no saguão por uma bonita pedicure. Em meio àquele torvelinho de bom gosto e elegância, o deputado sorvia os primeiros goles matinais de Whisky on the rocks, balançando o copo "softamente". De chofre, é reconhecido por um potiguar, empregado do hotel: "Deputado o senhor por aqui? Eu sou do RGN e votei no senhor! Como vai o senhor?" Odilon, sem perder a postura nobre, mexendo suavemente o copo, após outro gole: "É luta, meu filho! A luta é grande!".
Desta plaquete (capa acima) extraio algumas estórias engraçadas contadas em versos por dois poetas consagrados chamados Moisés Sesión e Chico Traira, que veremos para o nosso deleite adiante:A BELA E INTERESSANTE “DEUSA DO ASSÚ” Imagem 24/04/2026 TOK DE HISTÓRIA Rostand Medeiros – https://pt.wikipedia.org/wiki/Rostand_Medeiros...