sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Palavra do Xerife: ‘Se bandido tentar reagir, policial tem que atirar para matar’

Quando perguntado o que poderia ser feito para reduzir a criminalidade no Estado, Maurílio Pinto de Medeiros disse que "não existe fórmula mágica"


Por: Redação
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Em tempos de violência, são muitos os natalenses saudosos da época em que a bandidagem temia a atuação do então delegado Maurílio Pinto de Medeiros, atualmente aposentado. Aos 74 anos, o “Xerife”, como era popularmente conhecido, disse que sua principal orientação quando estava no comando de alguma diligência era de que, se algum criminoso tentasse sacar a arma, o policial deveria atirar, e para matar.
“Eu dizia sempre nas diligências, nas minhas operações, que se o bandido fizer menção de sacar a arma é para atirar, e atirar para matar. Qualquer reação por parte do bandido é para atirar para matar. Primeiro porque se o bandido não morrer, se não atirarmos para matar, o bandido ficando vivo vai revidar e ele sim vai atirar para matar o policial”, disse Maurílio durante entrevista concedida a 95 FM nesta terça-feira (26).
O “Xerife” foi questionado se aceitaria voltar a atuar para tentar contribuir no combate a violência atual, mas disse que não tem mais condições de trabalhar. Maurílio Pinto sofreu um AVC há 14 anos, quando começou a fazer tratamentos. “Fico orgulhoso, contente com os pedidos para que eu volte, mas infelizmente não dá mais”, completou.
Apesar da distância do trabalho, Maurílio revelou que é constantemente consultado pelos atuais gestores da segurança pública sobre diversos fatos que ocorrem na cidade, e que tenta dar a sua contribuição nas investigações. O delegado aposentado acrescentou ainda que é preciso encerrar as disputas internas que ocorrem dentro das corporações. Segundo o “Xerife”, “a ganância por poder é muito grande. Na minha época isso não existia, eu comandava e pronto”.
Quando perguntado o que poderia ser feito para reduzir a criminalidade no Estado, Maurílio disse que “não existe fórmula mágica. É preciso aumentar o efetivo, colocar a PM nas ruas e manter a polícia sem brigar”.

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