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Mostrando postagens de maio, 2008

RECORDAÇÃO

Como está tão diferente a minha terra! No meu tempo, era só brincadeira Ninguém falava em guerra Ninguém sabia, Se existia Diabo de alemão Tudo era esperança! - Como a vida nos cansa! - E, como a saudade nos faz bem Ao velho coração. O prazer que contém Recordar, vale tudo na vida! Minha vida vivida: - Meu jôgo de Castelo, a vaquejada, O brinquedo de arraia... Ah! velho tempo mau!... Que saudade danada, Do cavalo de pau. Tudo era esperança... Minha mestra França, A palmatória... Quem me dera de novo Meu povo, Uns bolos apanhar Para poder de tudo recordar. Vou contar uma história: O Circo de Sansone, - Alvo como madapolão - Estava armado, Como um funil de pano emborcado, Bem no meio da Praça da Proclamação. No dia do espetáculo, - Um obstáculo, Veio de encontro a mim - Minha avó não podia - coitada, Por falta de dinheiro Pagar a minha entrada. Terrível desengano! Que fazer? Fui forçado a meter, A cabeça, por debaixo do pano. E lá dentro, que alegria taful! Um bocado de gente, Assim na f...

AS BOAS DE CHICO DIAS

1 - Francisco de Medeiros Dias é o nome de batismo de Chico Dias como é mais conhecido. Cearense de nascimento e norte-rio-grandense de Assu terra que escolheu para viver, onde está radicado a mais de quarenta anos. Pois bem, Ronaldo Ferreira Dias, de saudosa memória, era potiguar de Lages e trabalhava, exercendo um importante cargo no Senado Federal. A convite do presidente Figueredo - com quem tinha o prazer de gozar da sua amizade (candidatou-se a deputado federal pelo PDS do seu Estado. Ronaldo seria o primeiro suplente com qualquer número de votos que obtivesse naquelas eleições. Foi então ao Assu onde morou já teria morado nos seus tempos de adolescente, e procurou e procurou seu primo Chico Dias que naquelas eleições era candidato a vereador, também pelo PDS, para apoiá-lo para deputado federal. Chico comprometeu-se em ajudá-lo e Ronaldo, que aparentava uma pessoa sisuda, deixou com ele, umas propagandas políticas como 'santinhos' e etc. Retornou a Brasília e, dias depo...

UM POETA GLOSADOR

Andière "Majó" Abreu é poeta do Assu. A sua predileção para versejar é a glosa (décimas). Eu o considero um dos melhores poetas glosadores (ele também produz poemas e sonetos de qualidade literária), do Rio Grande do Norte, porque não dizer assim. Ele é filho do caicoense Anderson Abreu, que erradicou-se na cidade de Assu onde foi comerciante e fez grandes amizades, amigo de meu avô materno Fernando Tavares (Vemvem). Ele é contemporâneo dos meus tios (irmãos de minha mãe) Nazareno (Barão) e Mariano Tavares. Conviveu no Assu com o poeta Renato Caldas, entre outros vates assuenses, escondendo a sua arte de versejar que somente veio a revelar já na sua maturidade, igualmente ao consagrado poeta (O Bocage Potiguar) Moisés Sesiom com quem tem glosas parecidas. Majó, além de ser bom glosador, já foi bom de garfo, de copo e de serenata também. Joanilson de Paula Rêgo depõe que ele "derrubou gado nas festas de vaquejadas, sonhou e amou ao compasso de muitas violas e sob inspir...