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Mostrando postagens de março, 2010

SÃO JOÃO É EM AÇU

CARNAVAL DO ASSU, 1965

Na fotografia acima, esquerda para direita: Expedidito Silveira (que foi promotorm público de Assu no início na década de sessenta), Geraldo Dantas (na época funcioário do Banco do Brasil), Maria Auxiliadora Montenegro (esposa de dr. Edgar Montenegro, Francisca e Ximenes. Na fotografia abaixo esquerda para direita: Zé de Ana (comerciante em Assu), Edmar Montenegro, Maria Auxiliadora e seu marido Edgard Montenegro que naquela época, 1965, era deputado estadual, e Francisca Ximenes.

CASARÃO DO BANGUÊ - ASSU

Casarão do Banguê, distrito de Assu. Segundo depõe o historiador Ivan Pinheiro era de proprieade do Sr.Zuza Marreiro que construiu em 1911. Tempos depois d. Senhorinha Pessoa casado que era com Alexandre de Carvalho (Xanduzinho) adquiriu por herança.

UM BELO POEMA DE WALFLAN DE QUEIROZ

Ah, minha alma triste implora perdão Nunca desejei de ti preces, ternura Teus olhos que se encontravam com os meus Eram como um farol me guiando no mar cheio de tormentas da minha vida. (Walflan de Queiroz é poeta potiguar de São Miguel, conisderado um dos melhores poetas potiguares).

CORAÇÃO MALSINADO

Por João Lins Caldas Coração malsinado das torturas, Coração de mulher sem amor ter, Goza um pouco a ventura de querer Que este gozo é maior que outras venturas. Tens, como as dores que hoje tens seguras, Do amor a porta sem poder se erguer. Ah! Que ventura se ilusões, das puras. Hoje pudesses, coração, conter! Mas não! Que o gelo que dá vida à morte É o mesmo gelo que campeia forte Nesse teu seio onde batalha a dor... És para o tédio e para o mal nascido... Muda essa sorte, coração ferido, Abre essa porta para o meu amor!...

LOURENÇO, O SERTANEJO (II)

"Cero dia, na estrada do Vale, Lourenço enconntrou-se com o Coronel Moisés. - Bom dia, Lourenço. Observo que o vento norte continua soprando para você. Tudo verde no sítio... progredindo... - Certo, Coronel. Nem todo mal é mal. O mundo dá mais volta que roleta. Hoje, sou dono da Pedras Branca. Ontem, era o senhor. Eu sei que o Coronel foi à casa de meu pai naquele dia, com seus filhos armados até os dentes. Mas, Coronel, não guardo rancor. Já se vão os anos, já sou pai de famíilia. Querendo aparecer com d. Josefa nós ficaremos contentes. Lunarda é mulher de verdade, Coronel. É a mão que pega o leme da nossa casa. Eu sou o casco do navio velho que balança o mar. Aguento o rojão... O Coronel precisa conhecer Lunarda. Como é bonita! E Juraci, um bichinho que nasceu por lá. Dá gosto de ver, Coronel. É a menina mais bonita do Vale. O Cornel Moisés ficou engasgado. Bateu no ombro de Lourenço e disse: - A vida também é madastra. Às vezes, vem como as ondas do mar e leva tudo na m...

MACAPÁ OU LAGOINHA

Macapá ou Lagoinha eram assim denominados a localidade que fica entre a rua Ulisses Calçdas até o bairro Bela Vista também denominado de Boi Chôco. Não sei porque razão aquelas denominações deixaram de serem conservadas até pelos mais antigos assuenses. Pois bem, a poetisa assuense Sinhazinha Wanderley retrata o Macapá, dizendo assim neste sonete que veremos adiante para o nosso deleite: Macapá, Bairro outrora desprezado, Hoje feliz, alegre, florescente... Tendo vista boa e nobre povoado. Em frente à "Lagoinha"; e aí ao lado Um roçado em cultivo vividente, Ali, o palmeiral verde, luzente, E junto um matagal estrelaçado. A enchente extravasou-te, "Lagoinha" Pra descrever-te, a poesia minha Não tem beleza, as expressões são baldas... Mas sonhas um porvir aureolado O pobre bairro outrora abandonado Tem o nome febril de Ulisses Caldas! Sinhazinha Wanderley Fernando Fanfa Caldas

AQUELA NOITE

Por Renato Caldas Era o finá da cuiêta... Disso, inda tô bem lembrado. As salina parecia, Arguns pedaços de dia, Qui a noite tinha rôbado. Aquela noite bonita, Qui se tornô tão mardita, Qui me faz tão desgraçado. Naquela noite de lua: - Deus num me castigue não - Mais ante, eu ficasse mudo, Ficasse cêgo de tudo, Pra num sê tão bestaião, De cantá praquela ingrata, Naquela noite de prata "O Luá do meu Sertão". Naquela noite, Seu môço... Seu Môço, naquela noite; Mais ante eu bebesse o fé, Sofresse dores crué, Levasse os quarenta açoite, Fosse pregado na cruz, Sofresse mais que Jesus, Morresse naquela noite. Fernando Fanfa Caldas

O CINEMA NO ASSU

O primeiro cinema instalado no Assu não foi o Cine Teatro Pedro Amorim, como muitos pensam. O escritor potiguar assuense Francisco Amorim depõe que o primeiro cinema "funcionou num pequeno armazém localizado à rua do Córrego", atual Aureliano Lôpo. Seu Vicente era o proprietário daquela casa cinematográfica que, penso eu (é preciso pesquisar), provavelmente no prédio edificado aos fundos (fotografia acima) onde funcionou o cinema Pedro Amorim, porque a sua arquitetura tem caracteristicas de que ali era uma casa de espetáculo, hoje abandonada por completo. Isso por volta de 1911.Tempos depois também comenta o escritor Amorim "surgiu outro cinema que fazia suas apresentações no sobrado de Sebastião, à praça Pedro Velho", onde hoje funciona a betys Boutique ) de propriedade dos amigos Elizabeth e Astênio Tinoco. E vais mais além aquele também poeta e pesquisador ao dizer que outro cinema surgiu (o terceiro) vindo "das bandas de Caicó. O seu dono era Belizio Fe...

CORA CORALINA

Ilustração do blog. Por Celso da Silveira, poeta, escritor assuense já falecido. Enquanto em Natal era recolhidos votos dos intelectuais para que o poeta Gerardo Mello Mourão fosse agraciado com o prêmio Juca Pato, eu me encontrava na cidade de Goiás Velho levando dois abjetivos principais: conhecer a antiga capital do estado e visitar Cora Coralina, poetisa com 95 anos de idade. Poeta e doceira. Eu vinha de Goiânia, viajando quatro horas de ônibus. Cheguei à cidade perto da meia noite e logo me alojei no Hotel Alegrama. Posta a bagagem em sossego, decidi andar´pela cidade aonde esperava ainda encontrar, àquela hora, rumores de batucada, pois estávamos às vésperas do Carnaval desse ano, que começou nos primeiros dias de março. A cidade se recolhia. Os bares arrumavam-se para fechar. No Coreto, um pequeno bar ainda me serviu algumas doses de vodka com laranjada. Mais adiante, um restaurante a la carte vendia cervejas e linguiças até a saída do último boêmio.; No outro dia vi - pela ...

VELHOS CARNAVAIS DO ASSU, 1964

Na primeira fotografia acima, esquerda para direita: Zé Leitão, João Batista Macedo (JB), (?), Dilma (então funcionário da Fundação SESP e Chaguinha Pinheiro. Na foto abaixo (no Clube ARCA), esquerda para direita vejamos Nazareno Tavares (Barão) e Dedé Caldas, nos tempos da lança perfume.

MISS RIO GRANDE DO NORTE NA ADEGA DA PONTE, 1971

Adega da Ponte (antigo balneário de Assu) 1971. Esquerda para direita: Fenando Fanfa Caldas (sem camisa, sentado), Asterinho Tinôco, jornalista Paulo Macedo, Tázia (Miss Rio Gande do Norte, 1971, (?). E já se passaram quatro décadas.

LIVRO DE IVAN PINHEIRO

Fernando  Fanfa Caldas.

JOÃO CACHINA, O PORTUGUES

João Gonçalves Cachina  era um velho português nascido numa pequena e bonita cidade de Viana do Castelo, ao norte de Portugal de onde ele fugiu para o Brasil ainda no início da sua juventude. Primeiramente desembarcou no Rio de Janeiro, morou no Recife e depois Macau, litoral do Rio Grande do Norte. Na localidade de Arapuá, então distrito de Santana do Matos e hoje pertencente ao município de Ipanguaçu-RN, comprou uma propriedade rural onde construiu uma casa em estilo português (fotografia acima), usina de descaroçamento de algodão e outra de beneficiamento de cera de carnaúba. Conta-se que ele, chateado por algum motivo, logo deixou de viver na sua fazenda Arapuá, propriedade que adquiriu no ano de 1922 (para onde nunca mais voltou), fixando residência na cidade de Assu-RN. Cheguei a conhecer Seu João Cachina, tipo magro, estatura mediana. Decente, um pouco calado. Vestia-se de paletó e gravata. Certa vez ao passar pelas ruas da cidade d...

QUEM DIZ É O POVO!

Eleição para vereador de Natal pelo antigo PDS - Partido Democrático Social, 1991. Obtive 770 votos.

GINÁSIO ARNÓBIO ABREU - ASSU

A VÁRZEA

Carnaubeiras, Vale do Assu. Sob o fresco chapéu dos carnaubais frondosos Alvíssimo lençol de fúlgidas areias, Pesadas de conter os escombros das cheias, É a várzea a se alastrar sob os pinhões viçosos. Irmãs que são dos ramos buliçosos, Sem flores conhecer e o dissabor alheias, As raízes dos paús vão lhe rasgando as veias, Com que, certo, alimenta os frutos saborosos. Mãe das ervas de maio e dos feijões maduros, Coberta de capim nas extensões cercadas, Guarda troncos no seio e socavões profundos. Tem, de longe, a cercá-la, entre os moitões escuros Enorme, rude e bravo, as águas elevadas, Meio a meio, a rasgá-la, um rio, os seios fundos. JLCaldas

OBRIGADO GOVERNADORA WILMA DE FARIA

Na qualidade de ex-vereador da terra assuense, como natural daquela importante município potiguar porque não dizer obrigado a governadora Wilma de Faria pela conclusão do Ginásio Arnóbio Abreu. Demorou? Claro que demorou! Mas, chegou como diz o professor de carnaubais Aluízio Lacerda: "Demorou mas chegou. E do bom". Pois bem, o Assu é merecedor daquele empreendimento, bem como o nome de Arnóbio (a sua memória) é merecedora da homenagem. Este blog agradece em nome do povo do Assu. Fernando "Fanfa" Caldas

"ASSÙ - DOS JANDUIS AO SESQUICENTENÁRIO"

O título acima é o segundo livro do pesquisador, animador cultural, contista e historiador assuense Ivan Pinheiro. Mas, Ivan é também secretário de governo da Prefeitura Municipal do Assu. Já passou como secretário das administrações municipais dos prefeitos José Maria Medeiros, Lourinaldo Soares, Ronaldo Soares e agora na administração Ivan Junior. Amigo leal sobretudo, querido pelos assuenses pelo seu trabalho, bem como pela sua simplicidade e descência que lhe são peculiares. O seu livro referenciado acima certamente engrandecerá as letras assuenses e, porque não dizer potiguares. O seu lançamente irá ocorrer dia 30 que se aproxima na Loja Maçônica Fraternidade Assuense. Fernando "Fanfa" Caldas

EX-VEREADORES DO ASSU

Esquerda para direita: Joaquim Siqueira de Furtado (193-1976), Mariza Cardoso Pinto (1973-1976, ela foi, se não me engano, a terceira mulher a assumir a Câmara dos Vereadores do Assu) e José Regis de Souza (1973-1982). Regis por sinal,  é comentarista político de conceito e apresenta aos sábados um programa político através da Rádio Princesa do Vale, de grande audiência no Vale do Assu. É filho do ex-vice-prefeito daquela terra assuense José André de Souza falecido recentemente. Os três edís eram do partido da Velha ARENA - Aliança Renovadora Nacional. Joaquim e regis foram, portanto, presidente do Legislativo Assuense (1975-1976 e 1977-1982 respectivamente. Fica mais um registro na História do Assu. Fernando "Fanfa" Caldas

ASSU ANTIGO

FOTO - MANUSCRITO DE RENATO CALDAS

Por Jean Lopes.

BALÃO DE SÃO JOÃO - IGREJA MATRIZ DE ASSU

ASSU ANTIGO

Correios e Telégrafos, início da década de sessenta.

PONTE FELIPE GUERRA, SOBRE O RIO PIRANHAS/ASSU

Cheia de 1974. Fernando "Fanfa" Caldas

ASSU, AÉRIO

ENCHENTE EM ASSU, 1964

A  maior enchedte que se deu em Assu, águas do rio Piranhas/Assu fora em 1924, depois a do ano de 1964. Em 1924 as águas daquele rio chegaram no fundo da igreja matriz de São João Batista. A fotografia é do local das proximidades do córrego.

"PARLAMENTARES DO RIO GRANDE DO NORTE"

Este livro é organização do norte-riogandense Agaciel da Silva Maia . Consta nas suas páginas o nome de Francisco de Brito Guerra que nasceu no Assu quando Vila (localidade de Campo Grande, que já foi Augusto Severo e agora Campo Grande, entãoVila do Assu. Brito Guerra foi o primeiro potiguar (já comentei  neste blog sobre a sua pessoa) que também foi sacerdote, estudou as primeiras letras no Assu, foi o primeiro potiguar a exerce tão alto cargo de senador do império em 1837, hoje senador da república. Pena que ele era nome de rua no Assu e, não sei porque carga dágua arrancaam aquela justa homenagem que ele nunca pediu mas que tanto merece. Portanto, faço um apelo aos vereadores assuense e ao jovem prefeito Ivan Lopes Junior que repare essa injustiça cometida com o Senador Guerra, natural do Assu, nascido em 1777. blogdofernandocaldas.blogspot.com Fernando "Fanfa" Caldas - 84.99913671

BRASÃO DA FAMÍLIA AMORIM

40 ANOS DE VIDA PÚBLICA DE GARIBALDI ALVES

blogdofernandocaldas.blogspot.com Fernando "Fanfa" Caldas - 84.99913671

JEITOS PRA TUDO

Por Valério Mesquita, escritor, da Academia Norte-Riograndense de Letras O1) José Melo, pecuarista em Santana do Matos, é sogro de Nilo Soares, pessoas conhecida e bem relacionada em Natal. Acometido de problemas prostáticos, Zé Melo não pode evitar a temida cirurgia. Hospitalizou-se e no dia da operação submeteu-se com a enfermeira designada ao asseio pré-opeatório. Sentindo mãos femeninas roçar as partes genitais começou de pronto uma ereção espontânea que não o constrangeu. Olhou para a enfermeira meio encabulado e comentou: "Minha filha pode deixar de fazer isso que ele se põe em pé sozinho". 02) Nos anos de chumbo, Josemar Azevedo, ex-presidente da Caern, esteve detido como preso político no Regimento de Obuses (R.O) em Natal. Com ele, também Zé Gago de Mossoró, companheiro de cela. Zé Gago era lider sindical dos ferroviários na sua região. O tempo passou e com ele a anistia ampla, geral e irrestrita. Josemar concluiu o seu curso de engenharia e se tornou agropecuarist...

ASSU ANTIGO

Fenando "Fanfa" Caldas  - 84.99913671

A VOLTA DA VENTANIA DE SHAKESPEARE EM COMEMORAÇÃO AO DIA NACIONAL DA POESIA

O músico Zelito Coringa e o pessoal do Tarará se apresentaram ontem na abertura do Corredor Cultura da Cidade de Mossoró em comemoração ao Dia Nacional da Poesia - O recital poético A Ventania de Shekepeare , depois do gande sucesso que fez em junho de 2009, volta ao Memorial da Resistência, dessa vez com três apresentações seguidas, sempre as sextas feira. Dias 18 e 25 serão as últimas apresentações. Trechos da abertura do recital: Eu ouvi o chamado da canção Na sonora da Rádio Rural De Carnaubais eu viajei Pro chão deste cafesal Pra vê Shekespeare E Elizeu Ventania Presentes no recital Espero que Mossoró Não pense que sou lampíão Por ser cego e cangaceiro E trazeer arma na mão Eu Zelito Coringa Na corda do violão Tarará o pessoal Recita o seu mestre inglês Com muita simplicidade Em linguagem matutês As canções da cantoria Versos a dramaturgia Pro coração de vocês. (Do blog Falando de Saberes)

FAZES DA VIDA DE JOÃO LINS CALDAS

COQUEIROS COM 3 CAULES - Inédito no Brasil

Em Carnaubais, no estado do Rio Grande do Norte, no jardim de uma residência, localizamos um coqueiro com 3 caules, todos os 3 frutificando, como se vê nas fotos anexas. Desafiamos que haja outro idêntico no Basil e quiçá no mundo. Postado por Gilberto Freire de Melo (Falando de Saberes).

POLÍTICOS EM CONFRATERNIZAÇÃO

Diz o ex-senador Geraldo Melo (de minha admiração) que para ser político não é necessário exercer cargo eletivo. Por isso, me enquadro na condição de polítco ainda da geração de 1982 quando me elegi vereador do Assu, importante município potiguar. Quero deixar claro que este blog não é político, porém os poucos comentários políticos que aqui posto é com imparcialiade, sem denegrir a imagem de ninguém. É do meu comportamento. Nunca fui contrário nem adversário radical de ninguém, nem nunca vou ser. Sou político com vocação pública, com experiência política e espírito público, com amor telúrico.  Na fotografia, esquerda para direita: O ex-veredor e pré-candidato a deputado federal pelo PPS Fernando Caldas (Fanfa), o blogueiro e pré-candidato a deputado estadual pelo PHS Juscelino França (que transcreve os meus artigos sobre o Assu e região para o seu blog), deputado federal Betinho Rosado, ex-prefeito do Assu José Maria Macedo (Zebra) e Ca...

CANTORIA NO SERTÃO

Alípio Tavares e Manoel Calixto, dois cantadores de viola, repentista, respeitado em todo o Nordeste brasileiro. Pois bem, certa vez, convidados que foram para se apresentarem numa certa fazenda do sertão potiguar e, ao se despedirem, disseram:: "Adeus patrão e patroa, Mãe e filho, avô e pai. Adeus quem fica e quem vai, Adeus quem ama e quem voa. Bote, paquete e canoa, Batente, degrau e descida, Leite, café e comida Mel,  açúcar, rapadura, Manteiga, nata e gordura, Um adeus por despedida. Adeus bendita chegada, Hora em que me aproximei, Cadeira em que me sentei, Adeus bela madrugada, Adeus copo, adeus bebida, Adeus garapa fervida, Caneco, litro. garrafa, Cabelo, pente, marrafa, Tudo adeus por despedida. Caibro, linha, ripa e telha, Sala, salão, corredor, Corda, rede e armador, Cabra, cabrito e ovelha, Cortiço, mel e abelha, Achada, oculta e perdida, Tristonha, alegre e sentida, Lâmpada, farol, luz acesa, Tamborete, cama e mesa. Machado, foice ...

LOURENÇO, O SERTANEJO

O título acima é do livro da escritora assuense Maria Eugênia Montenegro. Um romance cujo personagem principal é o abastardo fazendeiro dos sertões do Assu Epifânio Barbosa falecido, salvo engano, no começo da década de setenta, encarnado em Lourenço. Vamos conferir para o nosso deleite, o primeiro capítulo do referenciado livro, transcrito adiante: "Na aridez das caatingas, Lourenço viu-se jogado no mundo. De estatura mediana, saudável, inteligente, rosto largo e moreno, era figura popular no Vale do Açu, a rica região onde as carnaubeiras, com seus leques entreabertos, emolduram de verde os longínquos horizontes, ao abano constante dos ventos. Herdara os ancestrais a tenacidade na luta pela vida. Corpo rijo, espírito forte, aceitava com alegria ou sem armagor, tudo o que a vida lhe oferecia em suas variadas contingências. Ali nascera e se fizera homem. Integrado à terra natal, como os verdes juazeiros, que heroicamente resistem a todos os ventos, Lourenço, ali, po...

SERTÃO

Por Renato Caldas, poeta matuto de Fulô do Mato Conheço com os olhos, o paladar e pé, o meu sertão. Os meus ouvidos já escutaram os gritos abafados pela fome de uma população flagelada e os arpejos sonoros de uma viola pontilhada; os meus olhos já viram os rios transbordando e já viram também, nos bebedouros esturricados, o gado morrendo de sede! Vi e senti o sertão: povo, solo, clima e paladar do seu trabalho. Fernando Caldas (Fanfa) - 84.99913671

TURISMO POÉTICO DE RENATO CALDAS PELA TERRA POTIGUAR II

IPANGUAÇU , que desfraldas No tronco velho dos Caldas A bandeira do civismo, Luiz Gonzaga morreu, Porém lutou e venceu A sanha do comunismo: CARNAUBAIS , na verdade Enfrenta a dificuldade Da seca e da alagação: Com a mesma indiferença, Porque o seu povo só pensa Em lutar pela nação: Ó minha AUGUSTO SEVERO , Quanto te adoro e te quero: Presente que Deus me deu, Tenho profunda afeição Por essa nesga de chão, Onde minha mãe nasceu: ANGICOS - boa cidade, Que teve a felicidade De Zé da penha nascer, Segundo diz a História, Morreu coberto de glória Ao cumprir o seu dever: Renato Caldas Postado por Fernando "Fanfa" Caldas

MILHO VERDE

Por Ivan Lopes. blogdofernandocaldas Fernando "Fanfa" Caldas