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Mostrando postagens de abril, 2017

RELÍQUIA - SEGUNDA EDIÇÃO DE FULÔ DO MATO

Dê um clique na imagem. Página 20 (amarelada pelo tempo) do livro intitulado "Fulô do Mato", segunda edição, de Renato Caldas, considerado um dos maiores poetas matutos que o Brasil já teve. Renato, se compara ao poeta maranhense Catulo da Paixão Cearense. Foi ele, Renato Caldas, "que deu nome ao Rio Grande do Norte nas letras nacionais", publicando o livro já citado acima. A segunda edição de Fulô do Mato, Renato publicou (publicação independente, ainda tipográfica) com a ajuda do deputado Aluízio Alves, Carlos Lacerda (que foi governador da Guanabara, atual cidade do Rio de Janeiro), industrial e agropecuarista potiguar Aristófanes Fernandes, Dinarte Mariz (que foi governandor do Rio Grande do Norte e senador da república) e Sérvulo Pereira. Aquela edição o bardo assuense dedica aos seus amigos Manoel Soares Filho (seu cunhado, assuense (que foi superintendente da Caixa Econômica Federal, em Natal, no tempo em que Café Filho governava o ...

BAR DE XIMENES

O Bar Ximenes era instalado entre a praça Pedro Velho e do Rosário, na cidade de Assu, esquina com a prefeitura, antiga Cadeia Pública, onde funcionou durante décadas, a Farmácia São Pedro. Era um recinto aristocrático e popular. Oferecia jogo de bilhar e cartas (baralho). Lá se reuniam figuras da terra assuense, para tomar "umas e outras" e uma boa prosa. Era seus frequentadores assíduos Walter Leitão, Major Montenegro, Nelson e Edgard Montenegro, Fernando Tavares (Vem-Vem), Francisco Amorim, Solon Wanderley, Zequinha Pinheiro, Tio Alfredo (que está nesta fotografia), além de Ricardo Albano, Lauro Leite, Epifânio Barbosa, Expedito Silveira, Edmilson e Luizinho Caldas, Renato Caldas, Zé Ramalho, dentre outros. O popular "Bonzinho" Marreiro (doente mental) também frequentava aquele ambiente, para fazer mandados. Certa vez, Bonzinho fora solicitado por Walter Leitão para que ele, Bonzinho, fosse até a praça Getúlio Vargas, para ver se ele, Walter...
Augusto Frederico Schmidt   O Grande Momento   A varanda era batida pelos ventos do mar   As árvores tinham flores que desciam para a  morte, com a lentidão das lágrimas.   Veleiros seguiam para crepúsculos com as  asas cansadas e brancas se despedindo,   O tempo fugia com uma doçura jamais de  novo experimentada   Mas o grande momento era quando os meus olhos conseguiam entrar pela noite fresca dos seus olhos...  

Era uma vez em Assu

( Washington Araújo ) Havia um céu que nos protegia. Havia uma louca da cidade que longe de nos causar medo, todas as pessoas a adoravam e se chamava Doninha. Havia festas todas as semanas no clube Municipal e se chamavam tertúlias. Tinha em Zé do Bar os melhores cachorros quentes da cidade. E tinha o Bar Boleta e o Bach Chopin. Tinha gente nas calçadas e nem eram necessárias câmaras de vigilância. Todos fins de tarde dava gosto ver o casal Gena e Nelson Montenegro caminhando até nossa casa, trinta ou cinquenta metros apenas, ele assoviando alguma valsa como 'Branca' ou 'Lábios que beijei' e ela conversando com seu cãozinho de nome Dayán porque tinha um sinal negro em um olho e lhe lembrava o general israelense Moshe Dayán que usava uma venda no olho direito. Tinha alfinins em junho. A tevê era novidade e quando saía só som sem imagem era para Edzés que a cidade inteira acorria. Tinha os famosos táxis da cidade, o mais tradicional era o de Arnaud Abre...

O TEMPO PASSOU E ME FORMEI EM SOLIDÃO

Sou do tempo em que ainda se faziam visitas. Lembro-me de minha mãe mandando a gente caprichar no banho porque a família toda iria visitar algum conhecido. Íamos todos juntos, família grande, todo mundo a pé. Geralmente, à noite. Ninguém avisava nada, o costume era chegar de paraquedas mesmo. E os donos da casa recebiam alegres a visita. Aos poucos, os moradores iam se apresentando, um por um. – Olha o compadre aqui, garoto! Cumprimenta a comadre. E o garoto apertava a mão do meu pai, da minha mãe, a minha mão e a mão dos meus irmãos. Aí chegava outro menino. Repetia-se toda a diplomacia. – Mas vamos nos assentar, gente. Que surpresa agradável! A conversa rolava solta na sala. Meu pai conversando com o compadre e minha mãe de papo com a comadre. Eu e meus irmãos ficávamos assentados todos num mesmo sofá, entreolhando-nos e olhando a casa do tal compadre. Retratos na parede, duas imagens de santos numa cantoneira, flores na mesinha de centro... casa singela e acolh...

O LIVRO DE "PERPÉTUA" - MARIA DO PERPETUO SOCORRO WANDERLEY DE CASTRO

II - BREVIDADE Jorge Fernandes fixou - No meu tempo, a luz elétrica vinha com a lua. O verso combina com tantas cidades do interior do Brasil e do Rio Grande do Norte. Posso, portanto, dizê-lo ao falar do Assu. Nasci em Assu, uma das mais antigas cidades do Estado, orgulhoso de um passado tradicional, marcado por ter tido jornal semanal em 1867, por ter sido a segunda Comarca criada pela Lei Provincial n. 13, de 11 de março de 1835 tendo como primeiro juiz Basílio Quaresma Torreão Júnior, a freguesia de São João Batista da Ribeira do Assu em 1726, a segunda cidade a libertar os escravos, em 24 de junho de 1885. Criei-me ouvindo estórias de trancoso, ainda do tempo em que se falava da moura torta e da pobre menina enterrada pela madrasta malvada e ouvindo estórias dos fatos da cidade, como a angústia do grande incêndio ocorrido em 1951 de que resultou a destruição de casa integrante do conjunto arquitetônico da velha rua Casa Grande, a estupefação co a cheg...
João Lins Caldas era um poeta Norte-rio-grandense de extrema sensibilidade e criatividade. Desde moço teve uma vida solitária. Os seus escritos retrata a dor, a melancolia, o amor não correspondido. É de sua autoria, o soneto que transcrevo adiante, produzido no Rio de Janeiro em 2 de janeiro de 1913, publicado na importante revista carioca intitulada Fon-Fon,   numa das edições daquele periódico (1924), que diz assim: Minha’alma anda a chorar... Anda-me ao peito Uma agonia louca, uma tortura... Venho da terra do feral despeito... Mudado sobre mim o teu conceito Acenadora, pérfida ventura, A noite vejo, poderosa, escura, Do meu sonho de amor, sonho desfeito... Deixa que eu vá... e tu, que és minha vida, Não te magoes com a dor ferida, - Mulher, mulher – amor, sonho – de calma... Eu sou teu sonho e teu sonhar sonhando... Não me queiras seguir... comigo andando Há de chegar a noite da tu’alma...

SESSÃO SOLENE. COLÉGIO NOSSA SENHORA DAS VITORIAS

 Título do blog.   Sessão Solene ENSV 20 de Abril de 2017   90 Anos… Expressa-se em nove décadas uma das mais valiosas histórias da educação assuense, construída sob a égide do carisma do Amor Divino. O Educandário Nossa Senhora das Vitórias, neste dia 20 de abril de 2017, participou de uma sessão solene na Câmara Municipal de Assú, por meio da vereadora Delkiza Cavalcante, que propôs uma homenagem à Escola em reconhecimento à valiosa contribuição que vem sendo dada desde 1927, à educação comprometida com a formação integral e cristã de crianças e jovens, construtores de uma sociedade mais humanizada e fraterna. Na ocasião prestou – se uma homenagem às ex-diretoras e diretora atual, Irmã Maricélia Almeida de Farias, que receberam Comendas com Moção de Aplauso. Foi um momento que emocionou a todos os presentes e que demonstrou a grandeza de pais, alunos e familiares. Vejam as fotos feitas por Dedé Ramalho. http://ww...