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Mostrando postagens de abril, 2024
EM DELÍRIO Por que é que nós vivemos tão distantes, Si estamos neste sonho todo incerto: - Eu ao teu lado em pulsações vibrantes, E tu, longe de mim, sempre tão perto? E é isso como um lúgubre deserto onde andem as chamas palpitantes Deste amor, deste amor que vive aberto para os teus cem mil beijos escaldantes! Amo-te! E fui-te sempre à eterna esquiva... Mata-me agora esta aflição tão viva Que explode em mim, que no meu seio estua... Que tu não sejas meu, pouco me importa... Mas tira-me esta dor que me transporta A este desejo eterno de ser tua! (Carolina Bertholo) ___________em, revista Fon-Fon, Rio de Janeiro, 1924.
  Assu Antigo (TEXTO DO JORNALISTA E ESCRITOR CELSO DA SILVEIRA, PUBLICADO NO DIÁRIO DE NATAL, 1983, RECHEADO DE VERDADES, TEMOR, FICÇÃO SOBRE A BARRAGEM ARMANDO RIBEIRO GONÇALVES E O POLÊMICO E INTRANGENTE DEFENSOR DA NÃO CONSTRUÇÃO DA BARRAGEM DO ASSU DA FORMA QUE SE CONTRUIA, VEREADOR ADAUTO LEGÍTIMO BARBOSA, PERSONAGEM PRINCIPAL DO ARTIGO DE CELSO DA SILVEIRA, COMO ABAIXO PODEMOS CONFERIR). (Fernando Caldas) A ANTIPORTA DO TERCEIRO MUNDO Eis a seguir o relato que faço de como se passou a fantasiosa aventura vivida pelo original Cavaleiro Medieval Adauto Legítimo Barbosa, emissário ao Terceiro Mundo do Reino Unido Brasil/Portugal, em território do Assu, onde presenciou e deu testemunha aos índio os santos ali colocado Janduis, dos surpreendentes fenômenos de acomodação de terra decorrente da barragem engenheiro Armando Ribeiro Gonçalves, cujas águas acumuladas em determinado lugar do rio Piranhas/Assu, deixaram submersa a cidade do arcanjo Rafael, suas jazidas de mármore -e de...
  UMA VEZ Por Virgínia Victorino (1898/ 1967) Ama-se uma vez só. Mais de um amor de nada serve e nada o justifica. Um só amor absolve, santifica. Quem ama uma só vez ama melhor. Qualquer pessoa, seja lá quem for, se uma outra pessoa se dedica, só com essa ternura será rica e qualquer outra julgará pior... Há dois amores? Qual é o verdadeiro? Se há segundo, que é feito do primeiro? Esta contradição quem foi que fez? Quem ama assim julga que amou; mas pode acreditar que se enganou ou da primeira ou da segunda vez? ________________in, Namorados, 1938  
Da solidão por Redação Tribuna do Norte  3 de abril de 2024     Vicente Serejo serejo@terra.com.br O ser humano, desde a caverna, tem medo da solidão. Há mais de dois mil anos sonha e procura companhias no Universo. Agora mesmo, o jornalista Salvador Nogueira, especializado em temas científicos, na Folha de S. Paulo, revelou detalhes da pesquisa mais recente do Instituto de Tecnologia de Massachutts, EUA, sobre a “chance de vida nas nuvens de vênus”. É uma hipótese, mas o texto revela que as suspeitas começaram bem antes, em 1960, portanto, há mais de 60 anos. Os cientistas, segundo o texto, não negam que Vênus é teoricamente inabitável pelo que se sabe até agora. Mas, a ciência sempre partiu de hipóteses. Se a atmosfera de Vênus é noventa vezes mais densa do que a da terra, a suspeita parte do princípio que a temperatura de Vênus no solo tem “temperatura e pressão similares à Terra, ao nível do mar, toleráveis para microorganismos terrestres”. E estão certos: as “nuvens ...
Fiz-lhe ver aquilo que representava para a minha vida. O que representava para o meu destino. Era a minha vida. Era o meu destino. Aos seus olhos porém nada que aquilo lhe representou. E queimou a minha alma. E queimou o meu destino. (Caldas, poeta potiguar)
Que eu seja eternamente eterno louco e nunca deixe de sonhar na vida. (João Lins Caldas, pensador potiguar).
 Danou-se.

SOBRE MAJOR MONTENEGRO QUE EU CONHECI E CONVIVI

  Assu Antigo Nascido na Fazenda Itu, Povoação de Sacramento, atual e próspero município de Ipanguaçu, no dia 25 de setembro de 1894, Manoel de Melo Montenegro era filho do coronel Ovidio de Melo Montenegro e dona Amélia Caldas Montenegro. Menino ainda, aos sete anos de idade, teve o infortúnio de perder sua mãe, ficando aos cuidados de sua avó materna dona Marola Caldas. Ovídio, seu pai, fora o primeiro tabelião do Assu. Na capital norte-rio-grandense Manoel estuda no Colégio Santo Antônio, e no Recife, estuda no Colégio Aires Gama. Não chegou a concluir os estudos. retorna ao seu Rio Grande do Norte e se casa com dona Cândida Borges Montenegro, natural de Mossoró. Dessa união, sete filhos, dezenas de netos, bisnetos. Manoel de Melo Montenegro logo cedo ingressou na vida pública, a convite do chefe político de Santana do Matos, coronel Antonio de Carvalho e Souza, sendo eleito intendente de Santana do Matos, em 1922, mandato concluído em 1925. Naquele mesmo ano foi deputado estadu...
TROVAS i Está cegando Renato  pois, um objeto qualquer  só conhece pelo tato  principalmente mulher.  II uma andorinha assustada por cima dos capítéis pensa em dá uma cagada na cabeça dos fiés. Renato Caldas, poeta assuense
O POBRE Por Francisco Macedo Vida de pobre é um mutirão de dor,  uma loucura e grande confusão,  quando tem carne nunca tem feijão,  se tem feijão, de carne nem a cor.  Compra uma “muda” de roupa todo ano  e no sapato, tome meia-sola!  No celular faz pose de gabola,  mas pra ligar, está sem vez no plano…  No “lotação” precisa paciência,  arroto choco e tome flatulência,  e, mesmo assim, com jeito vai levando…  Sendo enxerido, segura a aparência,  pose de rico, mas rei da inadimplência  e vai em frente, as dores disfarçando.
  Canção do Exílio, de Gonçalves Dias (análise do poema) Revisão por  Márcia Fernandes   Professora licenciada em letras A   Canção do Exílio , que começa com os versos "Minha terra tem palmeiras, onde canta o Sabiá", foi publicado em 1857 no livro Primeiros Cantos. É um dos poemas líricos mais conhecidos do poeta romântico brasileiro  Gonçalves Dias : "Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá; As aves, que aqui gorjeiam, Não gorjeiam como lá. Nosso céu tem mais estrelas, Nossas várzeas têm mais flores, Nossos bosques têm mais vida, Nossa vida mais amores. Em cismar, sozinho, à noite, Mais prazer encontro eu lá; Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá. Minha terra tem primores, Que tais não encontro eu cá; Em cismar — sozinho, à noite — Mais prazer encontro eu lá; Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá. Não permita Deus que eu morra, Sem que eu volte para lá; Sem que desfrute os primores Que não encontro por cá; Sem qu'inda aviste as palmeiras,...