Por João Lins Caldas A mirar-se nas águas se banhava Nua, de pé, desenrolada a trança, Olhava o seio, a coxa lisa olhava, A rever tudo o que do olhar se alcança... E a si, mansa e tímida, segredava, Num frenesi de gozo e de bonança, Que, formosa, mais bela se ostentava, Meiga, na timidez de uma criança. Revê o tronco, a curvatura branca, E cora, e pasma e, mais ligeiramente, Aperta as formas, o cabelo arranca... E, aos raios da serena lua, Revê nas águas, a corar, tremente, A estátua branca da beleza nua. blogdofernandocaldas.blogspot.com