FERNANDO CALDAS - SOBRE TUDO

quinta-feira, 4 de março de 2021

Senhor, eu espero o amor da Tua misericórdia.
Eu espero a graça da Tua misericórdia.
Eu espero, na Tua graça, a misericórdia do teu amor .
Eu espero Senhor,
Tudo da Tua misericórdia.

Caldas



 Um ranchinho, seus carinhos e nada mais.

Pelo bem que eu sempre te quis
Pelo amor que você me tem
Eu vou lhes dizer meu bem
O que é preciso pra eu ser feliz:
Tem um ditado que diz
Um é pouco, dois é bom e três é demais
Mas para os meus ideais
E para a minha felicidade
Basta-me além do seu amor de verdade
Um ranchinho, seus carinhos e nada mais

(Chagas Matias)




quarta-feira, 3 de março de 2021

Acabaram-se comigo todos os meus soluços.
Todos os meus gritos.
Todas as minhas tempestades.
Eu agora saio a procurar onde de novo achar todos os meus soluços.
todos os meus gritos, todas as minhas tempestades.

João Lins Caldas


Imagem de CCR

terça-feira, 2 de março de 2021

TIRADAS DE RENATO CALDAS

Os gracejos de Renato Caldas, poeta, folclorista e interprete da cultura popular brasileira, estão espalhados por este país afora. Foi ele "quem deu causa ao surgimento de um folclore que circula na esfera do anedotário papa-jerimum", como depõe Celso da Silveira. 


1) Nos idos de sessenta e oito, encontrava-se encalhado no Porto de Natal, o navio da Marinha norte-americana, do Projeto Hoop. Naquele navio-hospital, Renato submeteu-se a uma cirurgia na próstata. Em razão do sucesso da operação e da sua rápida recuperação, o médico llhe deu alta, porém com a seguinte recomendação em razão da sua taxa de colesteral muito alta, dizendo: "Renato cuidado para não comer gordura!" E Renato com aquele seu jeito cômico, jocoso, pilhérico, dirigiu a palavra a sua mulher que pesava aproximadamente seus bons cem quilos, dizendo: "Tá ouvindo, Fausta, e agora!"

2) Renato nos idos de trinta, numa certa viagem de trem que fizera, se não me engano, de Angicos com destino a Natal, fumava inveteradamente. Naquele transporte coletivo, sentado de frente para ele, Renato, uma jovem que se encontrava grávida, em dia de parir. Aquela mulher como se quisesse provocar o poeta, arreganhou as pernas, alisou a sua barriga e advertiu Renato, dizendo assim: "O senhor dá pra apagar o cigarro! Não é por mim não! É por conta desse inocente que está na minha barriga." Renato não se fez de rogado: Afagou a genitália, responde: "A senhora dá pra fechar as pernas! Não é por mim não! É por conta desse inocente!" 

3) Renato no dia do seu casamento deixou sua esposa em casa e deu uma escapulida para farrear com  amigos, pelos bares da cidade de Assu, retornando a sua nova morada somente noite alta. Sua mulher sentindo-se abandonada, recriminou na hora, ao vê-lo chegar em casa embriagado: "Mas, Renato isso é coisa que você faça no dia do nosso casamento: "Besteira, mulher! Eu só vim buscar o violão!" Rebateu Renato e saiu novamente para continuar a bebedeira.

4) Renato na época da construção da Ponte Felipe Guerra, sobre o Rio Piranhas ou Assu (ele trabalhou na construção daquela ponte construída pelo DNOCS)  recebera um convite de um amigo que morava nas proximidades daquele rio, para participar do casamento de sua filha. Durante a festa, os comes e bebes, um dos convivas convidou Renato para fazer a saudação aos noivos. Renato saiu-se com essa: "Minhas senhoras e meus senhores. Queira Deus que o noivo não encontre um solo explorado!" Para risos dos presentes.

Fernando Caldas

domingo, 28 de fevereiro de 2021

CAFÉ GAÚCHO, UM CENTENÁRIO BASTIÃO DA RESISTÊNCIA DO CENTRO DO RIO

Bolívar Torres

Retrato da inauguração do Café Gaúcho, em 1921, que mostra dois de seus proprietários, M. Soares e R. Carvalho. Foto: Página da revista Careta, edição 667, Março de 1921 / Reprodução

O espaço é facilmente reconhecível. Azulejo retrô com estética dos anos 1970, simpáticas pastilhas azuis nas laterais, teto alto e um longo e generoso balcão, que nos áureos tempos do Centro do Rio já chegou a servir uma média de 2 mil cafés por dia. Localizado no coração da cidade, abrindo de segunda a sexta-feira suas quatro portas no térreo de um antigo sobrado de três andares na esquina da Rua São José com a Rodrigo Silva, o Café Gaúcho é desses lugares impossíveis de ser ignorados pelos transeuntes. Mas, às vésperas de seu centenário, sua história permanece um tanto escondida. Até mesmo os frequentadores, em sua maioria trabalhadores das imediações, não fazem ideia de que o estabelecimento já foi um reduto de escritores, pintores e intelectuais, cenário fundamental para a cultura brasileira da primeira metade do século XX.

Foi lá, por exemplo, que Candido Portinari fez de tudo para retratar a bailarina Eros Volúsia, filha dos poetas Gilka Machado e Rodolfo de Melo Machado — e levou um não. Também foi lá que nasceu um dos principais mecanismos de divulgação do modernismo carioca, a revista Festa, de Andrade Muricy, Adelino Magalhães e Tasso da Silveira. “Estranha coisa é o mundo. Dentro de alguns anos, tudo estará esquecido e perdido”, escreveu o poeta Augusto Frederico Schmidt, ilustre frequentador do café entre as décadas de 1920 e 1950, em seu livro de memórias, As florestas. Ele não estava errado. As histórias e os diálogos protagonizados por Schmidt e um vasto elenco dissolveram-se na poeira dos anos.

­ Foto: Página da revista Careta, edição 667, Março de 1921 / Reprodução
­ Foto: Página da revista Careta, edição 667, Março de 1921 / Reprodução

“No início do século, os cafés eram o lugar de sociabilidade por excelência”, lembrou a historiadora Marissa Gorberg, doutora em história, política e bens culturais pelo CPDOC da Fundação Getulio Vargas. “Era onde os intelectuais e artistas se encontravam para o fomento das ideias. Com as reformas de Pereira Passos, o Centro espelhava esse modelo de progresso que deveria ser uma vitrine para o resto do país”, disse a historiadora. Entre tantos cafés do Centro, o Gaúcho se diferenciava por sua diversidade, observou Gorberg. Provavelmente por causa de sua localização, era um melting-pot capaz de receber tanto os pintores rebeldes do Núcleo Bernardelli quanto os católicos conservadores que fundaram a revista A ordem. Ou ainda músicos do grupo Oito Batutas, formado por Pixinguinha e Donga, entre outros, e intelectuais negros como Abdias do Nascimento. “Não era um lugar fechado para brancos, onde negros se sentiam intimidados”, disse Gorberg. “Para quem chegava de fora da cidade, seja para procurar emprego ou para se enturmar com os intelectuais, o lugar era ali.” O fenômeno não se restringia ao Rio. Em São Paulo, a turma de 1922, capitaneada por Oswald de Andrade, frequentava as mesas do Café Guarany, na Rua XV de Novembro, perto do antigo Largo do Rosário, do lado esquerdo de quem vai para a Praça da Sé. Também compunha o roteiro da intelectualidade paulista o Bar Viaduto, ao lado do que hoje é o Largo Santa Ifigênia. Ambos surgiram ainda no século XIX, mas, diferentemente do Gaúcho, não sobreviveram ao fim do modernismo. O primeiro fechou na década de 1930 e o segundo na de 1950.

O Gaúcho tem duas datas de fundação. A administração crava 1935, ano em que a família do atual proprietário o comprou. Os jornais antigos, porém, guardam uma trajetória amputada da versão oficial. No dia 26 de março de 1921, nesse mesmíssimo número 86 da Rua São José, os sócios M. Soares e R. Carvalho inauguravam o café com “farto lunch e chopps”, como lembra a revista Careta da época. As ofertas do “lunch gaúcho” incluíam comidas como pastéis de carne, camarões recheados, empadas, croquetes e canjica de milho verde. Um estilo não muito parecido com as atrações da casa atual, que tem como carro-chefe o cachorro-quente com linguiça e uma nababesca milanesa com pão francês.

O Gaúcho, para além da decoração, é o conceito do negócio. Relatos e fotos antigas mostram um espaço para se sentar e papear noite adentro. Hoje, porém, o Gaúcho serve cafés e lanches rápidos nos três balcões da casa, com os clientes em pé — uma mudança introduzida nos anos 1950, e que faz muita gente chamar o lugar de “bisavô das lanchonetes”. E fecha às 21 horas. “Sem saber nada sobre ele, tomei muito cafezinho no Café Gaúcho nos anos 1960 e 1970, quando a Livraria São José ainda ficava na própria São José e, na Rua Rodrigo Silva, havia a Motodiscos, insuperável sebo de discos do Carlinhos”, contou Ruy Castro, que cita diversas vezes o estabelecimento em seu livro Metrópole à beira-mar, um painel do Rio moderno dos anos 1920. “Tem balcão de metal, ficha de plástico, açucareiro de vidro e café de verdade. Que maravilha.”

Desde a sua fundação, o café podia não ter o glamour das confeitarias Colombo, Cavé ou Alvear, frequentadas por Rui Barbosa, Chiquinha Gonzaga e Olavo Bilac, nem a fama boêmio-folclórica do Lamas, preferido por Emílio de Meneses. Mas havia um diferencial: encontrava-se em uma rua com muitas pensões de estudantes (incluindo a de Gilka Machado) e de livrarias tradicionais, como a São José, frequentada por Manuel Bandeira e Carlos Drummond de Andrade. Assim, virou o ponto de encontro das grandes cabeças da cidade: “Pintores com velhos plastrons desbotados e poetas e críticos e alfarrabistas”, como lembrou uma reportagem de 1950.

O café hoje em dia. É ponto de encontro para happy hours no Centro do Rio e não tem mais mesas, apenas balcão. Foto: Bolívar Torres / Agência O Globo
O café hoje em dia. É ponto de encontro para happy hours no Centro do Rio e não tem mais mesas, apenas balcão. Foto: Bolívar Torres / Agência O Globo

Em sua mocidade, Schmidt saía todas as noites de Copacabana para a “cidade”, pronto para “excursões noturnas, perfeitamente líricas e inocentes, e que duravam até depois da madrugada”. Ele recorda: “Passava eu de pince-nez e bengala, à procura da vida literária que se desenrolava em alguns cafés da cidade, notadamente no Gaúcho”. Há referências ao estabelecimento como um espaço afetivo na obra de diversos escritores do período. Os lendários relatórios que fizeram a fama do prefeito Graciliano Ramos (que governou a alagoana Palmeira dos Índios de 1928 a 1930) no Rio começaram a circular pela primeira vez entre as mesinhas do Gaúcho. Um dos embasbacados com a descoberta do manuscrito foi o autor Marques Rebelo. “Depois de Manuel Antônio de Almeida e Machado de Assis, nada encontrara até então em prosa do Brasil que tanto me satisfizesse”, escreveu ele.

Em um texto memorialístico, o mestre do romance urbano José Geraldo Vieira descreveu o clima das noites do Gaúcho em sua juventude. Nos anos 1920, o futuro autor de A quadragésima porta lembra de esperar nas mesas o esfomeado amigo dadaísta Maneco Nunes Pereira. “Assim que João Castelo Branco ou João Lins Caldas começavam a querer ler-lhe poesias que haviam escrito em caixas de cigarro ou na orla de jornais, (Maneco) segurava um deles pelo gasganete e berrava: ‘Eu quero é média com pão e manteiga! Arrebento a cara do primeiro safado que ousar me ler um soneto!’.”

Apesar dos preconceitos do período, o café era frequentado por diferentes grupos, incluindo intelectuais negros como Abdias Nascimento (na foto, em 1985), diferentemente de outras confeitarias e cafés da época, de caráter mais elitista. Foto: Jorge Marinho / Agência O Globo
Apesar dos preconceitos do período, o café era frequentado por diferentes grupos, incluindo intelectuais negros como Abdias Nascimento (na foto, em 1985), diferentemente de outras confeitarias e cafés da época, de caráter mais elitista. Foto: Jorge Marinho / Agência O Globo

O café fundado logo após a Gripe Espanhola agora tenta manter-se em pé na pandemia de coronavírus. A crise sanitária foi especialmente dura com o comércio do Centro do Rio. Lugares tradicionais nas imediações, como a Casa Ulrich e a Leiteria Mineira resistem como podem. Depois de fechar por 90 dias entre março e junho, o Gaúcho reabriu, mas com o movimento muito abaixo do que estava acostumado. Com tantos funcionários públicos da área fazendo home office, acabaram-se as happy hours lotadas. “Vendíamos 800 cafés por dia, agora não chegamos a 200. Barril de chope vão dois ou três. Antigamente, iam até 12 nas sextas-feiras”, disse João Tavares, que chegou ao Gaúcho em 1961 como funcionário e hoje é sócio.

Tavares contou que veio do Ceará e foi praticamente adotado pelo então dono do café, o Seu Cunha (avô dos outros dois sócios da casa, Claudio e Marcos Cunha). Naquela época, já não havia mais pintores ou escritores modernistas, embora Tavares se lembre de ter visto os músicos Luiz Gonzaga e João Nogueira no Gaúcho. Mas o passado é o passado. Agora, como os outros bares e restaurantes da redondeza, o mais velho funcionário da casa pensa no futuro, enquanto aguarda ansiosamente a prometida ida das novas repartições da prefeitura para o edifício da Procuradoria da República, na Rua México, a poucos metros dali. “Todos os comércios estão vendo como a salvação”, disse.

De: https://epoca.globo.com/


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Vídeo inédito de Natal em 1944 filmado pelos americanos nunca antes divu...

Mapa Topográfico da SUDENE Folha AÇU RN década de 60.

De: Eugênio Fonseca Pimentel





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sábado, 27 de fevereiro de 2021

 UMA TIRADA - Renato Caldas foi um poeta do Assu, de versos matutos, populares, mas também produziu versos de qualidade literária. Ele foi um dos responsáveis ao lado de Catulo da Paixão Cearense (poeta maranhense, autor da célebre canção Luar do Sertão) e Zé da luz, pela introdução da poesia popular na literatura brasileira. Era Renato, boêmio, irreverente, gracioso. As suas tiradas de espíritos, além dos seus versos, atravessaram fronteiras. Pois bem, Renato namorava uma jovem chamada Maria Da Conceição que resolveu ir à São Paulo rever familiares e amigos. Isso aconeteceu na década de vinte. Aquela sua namorada comprometeu-se com ele, Renato, passar na capital paulistana apenas uns vinte dias. Na despedida, devia ter ocorrido numa estação de trem. Renato entregou a sua amada um bilhete rimado com a seguinte inscrição:

Maria da Conceição
Faça uma boa viagem
E leve meu coração
Dentro da sua bagagem.
Passaram-se dias, meses, anos, e nada de Conceição retornar. Renato, ao tomar conhecimento que ela, Conceição, teria se casado, bem como do seu endereço, vingou-se num telegrama rimado, dizendo assim:
Maria da Conceição
Você fez boa viagem?
Devolva meu coração
Que foi na sua bagagem.
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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

SEVERO: VOLTA PRA CASA?

Valério Mesquita*

Mesquita.valerio@gmail.com

Augusto Severo de Albuquerque Maranhão tem sido vítima de seguidas “desomenagens” no seu torrão Rio Grande do Norte. Primeiro, a Escola Estadual com o seu nome na rua Mipibu, ao lado da Academia Norte-Riograndense de Letras, sofreu, por alguns anos, danos contínuos, chegando a fechar e os alunos retirados. Tempos depois, recursos chegaram para recuperar. Antes, transferiram o aeroporto de Parnamirim construído inicialmente pelos americanos durante a segunda guerra mundial para o vizinho São Gonçalo do Amarante. O Trampolim da Vitória ficou vago e vazio. E o pior, o nome do patrono: esquecido.
O ciclo vicioso e nefasto não ficou por aí. A praça Augusto Severo na Ribeira, com um monumento erguido à memória do mártir da aviação, próximo ao teatro construído pelo seu irmão Alberto Maranhão, esteve na iminência de ser mudado para Dom Bosco. Somente agora, ante os protestos de vários segmentos da cultura, o nome do antigo logradouro voltou a denominação anterior (o nome original datado de décadas era praça da República). Foi preciso um novo decreto municipal para ratificar.
No mapa da nomenclatura dos municípios potiguares retiraram o nome de Augusto Severo de Campo Grande. Mas, deixaram o de outras figuras de menor expressão, em diversos municípios do Rio Grande do Norte.
Em Macaíba, terra natal do aeronauta, onde passeou nas ruas, nasceu num sobradão no centro da cidade, hoje o largo é designado com o seu nome e existe no local um monumento erguido nos anos trinta. O casarão ruiu vítima do descaso. Nessa cidade, já descansam os restos mortais de Auta de Souza e Fabrício Maranhão. Mas, a pergunta que não quer calar é por que o projeto de trasladação das suas cinzas não retornam a sua verdadeira casa? Soube, através dos macaibenses brigadeiro do ar Louis Josuá Costa e do advogado Armando Holanda que tais iniciativas datam mais de dez anos, sem que os procedimentos tenham chegado a bom termo. E hoje, com os mesmos propósitos o assunto foi retomado.
Recentemente, com silêncio e desinteresse, as autoridades de Macaíba ouviram um grupo de macaibenses para trazer Augusto Severo a sua cidade. A falta de receptividade trouxe imensa tristeza e desalento a todos os conterrâneos. Ante a recusa oficial ele irá para o nosso vizinho Parnamirim, sem que isso represente nenhum demérito. Porém, Macaíba detinha a prioridade, o privilégio da natividade e da conterraneidade de Severo. Segundo o Dr. Armando Holanda, a decisão da volta do aeronauta já foi tomada com o apoio logístico das embaixadas da França, Estados Unidos e Itália, além da prefeitura de Parnamirim e do Ministério da Aeronáutica. Isto posto, ele não voltará a sua terra, como patrimônio cultural, telúrico, político, social e histórico de sua família e do seu invento, durante mais de um século. Até fizeram as contas. O orçamento atingirá oito milhões de reais. Nele constam restaurações de aeronaves, museu, mausoléu específico em local de realce e uma capela ecumênica no Parnamirim Field.
Macaíba, a terra natal, já perdeu. Lá não será a sua última morada. Augusto não voltará para o lar. Vai para a casa do nosso vizinho. De todo modo, seja bem-vindo!
É sempre citada a frase que "o povo que não tem passado não tem futuro". Preservar a memória dos feitos heróicos, dos vultos importantes que emolduraram a tradição de um povo e de um município, exige-se sensibilidade, amor a terra e responsabilidade com a história que não pode ser esquecida. Como registro iterativo na crônica dos tempos, torna-se necessário dizer o que aconteceu e a perda sofrida. Coisa parecida ocorreu com o empório de Fabrício Pedroza (de 1850). O Ministério do Turismo liberou uma parcela de hum milhão de reais para o início da restauração. A grana aqui ficou na Caixa Econômica esperando que o governo passado a retirasse. Mas, o dinheiro voltou por falta de espírito público e descuido com o patrimônio histórico do Rio Grande do Norte. A Procuradoria do Estado do Rio Grande do Norte tem conhecimento desse fato do desvario do ex-governador.
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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

Luto Glorinha Oliveira, Rouxinol Potiguar

 #fatosefotosdenatalantiga -


Em 27 de novembro de 1925, nasceu em Natal, precisamente no bairro das Rocas, uma menina que viria a ser batizada com o nome Maria da Glória Mendes de oliveira, porém por um lapso da parte de seu pai, a mesma foi registrada sem o nome Glória, o que não impediu de ser sempre chamada de Glorinha pelos seus familiares e amigos. Ainda pequena estudando no Grupo Izabel Gondim, Glorinha de destacava com as suas tendências artísticas, se apresentando em eventos e festinhas do colégio, participando de peças de teatro e cantando.
Quando a mesma ainda pequena com apenas 10 anos, foi morar no Recife, esta se apresentou num programa de calouros na Rádio Clube de Pernambuco, onde ganhou um relógio de ouro por ser escolhida a cantora mirim na ocasião. Glorinha teve o privilégio de participar da inauguração da 1ª Rádio do RN –REN – RÁDIO EDUCADORA DE NATAL, que depois veio a se chamar RÀDIO POTI.
Na década de 50 viajou por quase todo esse Brasil para representar nosso Estado nas inaugurações das emissoras de rádio dos DIÁRIOS E RÀDIOS ASSOCIADOS, participando ainda das festas de 1º Aniversário das TVS TUPI do Rio e São Paulo, a qual teve matéria de destaque na Revista O CRUZEIRO. Grandes figuras do cenário artístico brasileiro dividiram o palco com Glorinha, destacando nomes como Ademilde Fonseca, Cauby, Ângela Maria, Carlos Galhardo, as Irmãs Baptistas, Moacyr Franco, Leni Andrade, Miltinho, Sílvio Caldas, Orlando Silva, Ataulfo Alves, Lúcio Alves, Dick Farney e tantos outros.
No Rádio Glorinha fez de tudo; rádio novela, programa de humor, e foi locutora e chegou até escrever minis novelas, seu maoir destaque foi seu Programa das quintas feiras “ A ESTRELA CANTA”. Glorinha, garante ter público eclético, em termos de idade, já gravou dois LPS(vinil), o primeiro em 1988, com o nome “Glorinha Oliveira”, e o segundo em 1993, intitulado “50 ANOS DE GLÓRIA”, que teve tiragem de oito mil cópias, um número espetacular para Cidade do Natal. Em 1999, foi ao Rio de Janeiro gravar seu primeiro CD que teve o nome de “MEU TEMPO”, que teve participação de músicos de primeira grandeza, como Sérgio Cleto(arranjador), Victor Biglione, Mingo, Altamiro Carilho, Milton Guedes, Aécio(filho) e outros não menos importantes. Em 2001 gravou o CD “ENTRE AMIGOS”, homenageando os compositores da terra, além de várias participações de cantores colegas como Liz Nôga, Tarcísio Flor e outros. Vale salientar que Glorinha participou de Programas importantes da TV, fora de Natal, FESTA BAILE -1981 – Agnaldo Rayol e Lolita Rodrigues(TV RECORD), SEM CENSURA em 1988 (TV EDUCATIVA).
A cantora Glorinha Oliveira, conhecida como o Rouxinol Potiguar, morreu na noite desta terça-feira 23/02/2021 em Natal. A cantora estava internada no Hospital Rio Grande, na zona Leste de Natal, com complicações pulmonares provocadas pela doença pulmonar obstrutiva crônica, ou DPOC e havia passado por duas cirurgias.
Fontes: Som Sem Plugs e Agora RN




 

Publicação mostra Porto do Mangue sem acesso ao Rosado e pede socorro ao Governo do Estado.

Na publicação, é feito um apelo a Governadora Fatima Bezerra, para que ela vá pessoalmente ao munícipio de Porto do Mangue

Publicada em 23/02/21 às 22:40h - 205 visualizações

por TV Assu- Com informações Porto do Mangue oficial


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Link da Notícia:

 (Foto: Francisco Bezerra)

O município de Porto do Mangue, um dos mais bonitos destinos do litoral do RN está gritando por socorro nas redes sociais, devido a situação intransitável que se encontra a RN que liga a cidade ao Vale do Açu e consequentemente as dunas do rosado e suas praias na região da Pedra Grande.   

Porto do Mangue para muitos é um paraíso tropical, cenário de filmes, séries, novelas, editoriais de modas e publicações de fotografias em revistas famosas do mundo inteiro.  Suas praias já foram protagonistas no cinema, canais de TVs como Globo, Record, Band, Netflix e produtoras de moda internacionais como o fotógrafo da modelo Gisele Bündchen que esteve nas Dunas do Rosado em 2019.

O município tem um potencial turístico invejável além de grandes empresas salineiras que movimentam a economia local. Mesmo assim, diante de toda essa riqueza, a população pede socorro ao governo do estado para a solução de um problema que vem se arrastando há anos e que cada vez mais vem prejudicando o seu desenvolvimento que é a reconstrução da RN 404 que dá acesso ao município.

A cidade está totalmente ilhada. Segundo a rede social @portodomanguernoficial o município está vivenciando um colapso por causa do trajeto, que impede o seu crescimento, atrasa a evolução e destrói a possibilidade e os sonhos do povo de Porto do Mangue RN.

A pagina diz que a prefeitura Municipal de Porto do Mangue, vem há anos se desgastando e desperdiçando tempo e recursos, abrindo diariamente um trecho na estrada, para que alguns transportes possam passar nas urgências.

Diante da situação e por falta de uma ação efetiva do governo estadual, a população já sinaliza manifestações de alcance nacional.

Na publicação, é feito um apelo a Governadora Fatima Bezerra, para que ela vá pessoalmente ao munícipio de Porto do Mangue, veja de perto a situação e apresente uma alternativa para resolver o problema.

 

terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

 

POUCAS E BOAS
Valerio Mesquita
mesquita.valerio@gmail.com
01) Mossoró, década da luz na política do Rio Grande do Norte, onde pontificou e reinou o líder Aluízio Alves. A Rádio Difusora local pertencia a Renato Costa. O jornalista David de Medeiros Leite que me repassou a história, contou-me que o vigia Mourão, aluizista de pé roxo, notabilizou-se pelo seu fanatismo na briga do vermelho e do verde. Com a notícia em 1966, de que Aluísio teve os direitos políticos cassados não se rendeu às evidências. Ao ouvir o comentário de que o filho do ex-governador, Henrique, ia suceder o pai na política, Mourão, saiu-se com essa: "Ora, se o pai era forte com dois "A", imagine o filho "Anrique"? São três "A", menino!!".
02) Uma figura especial do folclore político de Mossoró foi D. Hilda de Medeiros Leite, doze filhos, considerada "senadora", também do movimento político das mulheres mossoroenses pró-candidatura de Aluízio Alves, nos anos 60. Completou 90 anos em dezembro de 2020. Professora e comerciária, foi casada com Aldemar Duarte Leite, já falecido. Histórias, fotos e depoimentos sobre D. Hilda, no desempenho político em favor da "Cruzada da Esperança" constam do livro "Dona Hilda, Simples em Todos os Aspectos", organizado pelas filhas Maria de Fátima, Maria Helena e Valdete Medeiros Leite. David Leite, na conversa do cafezinho, me falou que a fidelidade política de sua genitora (ele é o filho caçula), desde o tempo de Aluizio, era tanta, que até a posse do senador Garibaldi Filho em Brasília, ela estava lá, firme e forte, no testemunho da herdade política dos Alves. Na eleição de Gari (Garibaldi) para governador, ela fez promessas publicamente que faria um farto e suculento café da manhã oferecido aos garis de Mossoró, caso ele ganhasse a eleição. Promessa feita, promessa cumprida. O que foi de gari na cidade empanturrou-se no banquete. Ao final, ela escutou uma pergunta inocente de um deles: "Dona Hilda, quando é que vai ter outra "inleição"?".
03) O saudoso prefeito Dix-Huit, certa vez, autorizou o secretário da pasta a viajar a São Paulo e lá pesquisar vários transportes que serviriam à frota da prefeitura. O vereador Expedito Bolão, ciente da história, prontificou-se a fazer companhia ao auxiliar municipal e assim, “conheceria “Sum Palo”. Os dois emissários iriam via Fortaleza e de lá, embarcariam de avião. Expedito, num misto de alegria – era o primeiro voo – e de medo, pensou por bem “encher a cara” antes do embarque. Depois de meia hora no ar, ele tanto roncava, como bufava. O colega de lado, pensou pregar-lhe uma peça. “Expedito, Expedito!”, disse o amigo. “Acorda, homem! O avião faltou gasolina!”. Bolãozinho, sem sequer abrir os olhos balbuciou cheio de “mé”: “Mande encostar aí num posto, que eu dou cinquenta contos pra ajudar no combustível”. E voltou ao seu sono.
04) Um caso inusitado aconteceu em Natal. Um guarda municipal, conhecido por fazer parte dos “amarelinhos”, encostou a moto (instrumento de trabalho), e foi dar uma informação a um motorista. Ao voltar, a surpresa: furtaram a moto! Comunicaram o acontecido à secretária do gabinete da prefeitura, que, por sinal, estava ao lado de Carlos Eduardo. Naquele momento o prefeito dava uma entrevista coletiva, porém não perdeu a calma. Pediu licença aos repórteres, sublinhou com seriedade que o caracteriza: “Quero abrir um parêntese em face de uma ocorrência agora mesmo e fazer um apelo: senhor ladrão! Por favor, devolva-nos essa moto, pois a situação da prefeitura é pior que a sua. Muito obrigado!”. E tocou pra frente a entrevista. O veículo foi encontrado, abandonado num matagal. Aconteceu, virou manchete...

Senhor, eu espero o amor da Tua misericórdia. Eu espero a graça da Tua misericórdia. Eu espero, na Tua graça, a misericórdia...