quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

A vida tem muitas perguntas, mas aqui uma única resposta: a vida vivi-se.

Caldas, poeta e pensador potiguar 

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

GILKA MACHADO (1893-1980)

NONA REFLEXÃO

Amei o Amor, ansiei o Amor, sonhei-o
uma vez, outra vez (sonhos insanos!)...
e desespero haja maior não creio
que o da esperança dos primeiros anos.

Guardo nas mãos, nos lábios, guardo em meio
do meu silêncio, aquém de olhos profanos,
carícias virgens, para quem não veio
e não virá saber dos meus arcanos.

Desilusão tristíssima, de cada
momento, infausta e imerecida sorte
de ansiar o Amor e nunca ser amada!

Meu beijo intenso e meu abraço forte,
com que pesar penetrareis o Nada,
levando tanta vida para a Morte!...

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Maria de Oliveira Caldas Nobre, chamada carinhosamente de Nany Caldas, nasceu na cidade de Assú em de 1897, quarta filha do casal Neófita Wanderley de Oliveira Caldas e Enéias Silva Caldas. E entre 10 e 12 anos já escrevia poesias e também aprendeu francês com sua mãe. Sua preferência na poesia era a estilo quadrinhas que dominava com maestria. No ano de 1929 casou--se com Francisco da Fonseca Nobre (contador) também Assuense. Tiveram 2 filhos: Francisco Elion Caldas Nobre (auditor fiscal e compositor) e Maria Elionete Caldas Nobre (empresário do ramo de buffet). Mudou-se para Natal com a família durante a primeira guerra mundial e na capital potiguar ficou residência. Sempre voltada para arte e cultura sua casa em Natal era uma extensão do Assu, acolhendo familiares como seu irmão, o poeta Renato Caldas e amigos da sua cidade Natal. Gostava de fazer reunião para um chá aos domingos para uma boa conversa e declamar suas quadrinhas. Amigas que participavam destas reuniões: o folclorista Câmara Cascudo, o teatrólogo Genar Wanderley, o cantor Ronaldo Calheiros e outros intelectuais como Newton Navarro e Nelson Patriota, Nany Caldas, a porta das quadrinhas como gostava de ser chamada, morreu em Natal, em 25 de agosto de 1988 e seus restos mortais repousam no jazigo da família no Cemitério do Alecrim.





domingo, 1 de fevereiro de 2026

Encaminhei requerimento imediato à CPI do CR1M3 Organizado pedidos para que o ministro Alexandre de Moraes e sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, prestem esclarecimentos à Comissão. Também solicitei a quebra do sigilo bancário de Viviane para apurar contratos firmados na defesa do Banco Master. Há notícias de conversas do ministro com o presidente do Banco Central no mesmo período da vigência desses contratos. Os fatos ultrapassam a esfera privada e levantam dúvidas sobre possíveis conflitos entre interesses públicos e privados. A CPI tem o dever constitucional de investigar e a oitiva é necessária para preservar a confiança nas instituições. Em outro requerimento pedi também a convocação e quebras de sigilos de Toffoli e seus irmãos que eram donos de resort que teve ligação com fundo desse “Master escândalo” . Ou seria “supremo escândalo”?! Que a Verdade, a Justiça e o bom senso prevaleçam em nossa Nação. Jesus no comando. Sempre! Paz & Bem.
Pode ser uma imagem de texto que diz "٨ MMASTER BANCO MASTER METRÓPOLES Contrato da mulher de Moraes com Banco Master era de 129 mllh0es PROPUS CONVOCAR MORAES E SUA ESPOSA À CPIDOCR1M3ORGANIZADO DO 13 ORGANIZADO NOVO INILA Tu dkial SENADOR EDUARDO GIRAO"
Todas as reações:
Paraíba, B

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

"JUSTIÇA POR ORELHA"

 Aᴍᴏʀ Cᴀɴɪɴᴏ

A imagem do cãozinho Orelha, envolto em um pano e cercado por mãos humanas em despedida, não mostra apenas luto. Ela escancara uma verdade dura sobre a nossa sociedade.

Não é só sobre um cachorro. É sobre falha coletiva.

Quando adolescentes chegam ao ponto de cometer violência contra um ser indefeso, não estamos diante de um “caso isolado”. Estamos vendo o reflexo de uma educação que falha, de valores que não estão sendo formados e de uma sociedade que muitas vezes prefere ignorar sinais graves.

A crueldade contra animais não surge do nada. Ela é um alerta. Um sinal de desumanização precoce, de empatia enfraquecida e de uma violência que vai sendo normalizada aos poucos. E o que assusta ainda mais é o silêncio, a omissão e as tentativas de minimizar o que aconteceu — isso só fortalece a sensação de impunidade.

Orelha não é “apenas um cão”.

Ele se tornou símbolo de algo maior: um sistema que precisa proteger melhor, educar melhor e responsabilizar dentro da lei.

Pedir justiça por Orelha não é exagero. É defender uma sociedade que valoriza a vida, que não aceita a barbárie como normal e que entende uma coisa simples e séria: quem aprende a ferir um ser indefeso pode, no futuro, banalizar qualquer dor.

#JustiçaPorOrelha



quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

RELEMBRANDO PALMÉRIO FILHO

Título de eleitor de Palmério Filho 


Palmério Filho [1874-1958] descendia das famílias Caldas e Soares de Amorim, do Assu. Vocacionado para o jornalismo fundou em 1897, o.jornal A Semana. Pouco tempos depois o periódico A Cidade, em 1901, que circulou durante pouco mais de vinte anos noticiando a literatura e o cotidiano. Cujos jornais eram impressos na tipografia de sua propriedade. Palmério dava-se também o gosto de versejar que começou ainda na sua adolescência. Brilhante orador. Como poeta escreveu sonetos de boa qualidade. Já foi nome de parque infantil e biblioteca. Lembramos mais de Palmério Filho. faleceu aos 84 anos sem nunca ter saído do Assu, sua terra Natal. Vejamos um dos sonetos de sua autoria: 


Quando sozinho contemplei ardente
Estes teus lábios virginais, risonhos,
Minha alma, às juras de amor, descrente
Viu-se enlevada num pomar de sonhos

Uma esperança, uma ilusão fagueira
Que al homem incute natural ardor
Veio hostilmente pela vez primeira
Dentro em meu peito - semear amor.

E desde então um sentimento sério
Uma paixão descomedida e ardente
Veio alterar o meu viver sidéreo

E hoje ausente de teu seio amado
Meu ser tristonho, pesaroso sente
Quando padece um coração magoado.

Postado por Fernando Caldas

A vida tem muitas perguntas, mas aqui uma única resposta: a vida vivi-se. Caldas, poeta e pensador potiguar