quarta-feira, 4 de março de 2026

SOB A TREVA

Ontem de madrugada encontrara-se as duas,
A minha e a tu'alma.
Deserta rua entre as desertas ruas,
Era a hora mais calma.
Sem ver a min mãos trementes,
ha que sozinha errava
A tua ia de frente.
Súbito a minha súbito parava...
Ali passava gente.
Parado o olhar nas orbitas dormentes,
A minha reparou
Tinhas na tua as alvas mão trementes...
Meu Deus! hoje o que eu sou.
A verdade tão longe do meu sonho,
Eu sonhava e te via
O teu olhar, tão doce, tão risonho,
Eu sonhava e te via
O teu olhar, tão doce, tão risonho,
Para mim que sorria.
E agora és longe, e longe eternamente,
Para mim és perdida.
Baldado o sonho deste amor fremente...
Baldada a minha vida.
Não me valeu por toda a natureza
Por tudo prourar,
Provado o fogo da imortal beleza
Quiz o fogo de amar.
E do mundo tão belo, tão perfeito,
- A terra prometida,
Vi o céu da minha vida.
E por tudo do tudo divisado
Que se foi, que cresceu,
Alguma cousa houve  com meu brado...
Minha fé que morreu.

João Lins Caldas

terça-feira, 3 de março de 2026

Hoje, 3 de março de 2026 se viva fosse, Maria Auxiliadora Macedo Montenegro (1926-2013) ou simplesmente Maria de Edgard como era habitualmente chamada, faria 100 anos de idade. Transcrevo, portanto, uma crônica que seu filho Paulo Montenegro escreveu ainda quando ela, dona Maria, era viva conforme adiante. (Fernando Caldas).


MARIA AUXILIADORA, UMA PRESENÇA


Por Paulo Montenegro
"Na véspera da tentativa de Lampião entrar em Mossoró, na distante década de 20, nascia na cidade de Assu, Maria Auxiliadora Caldas Macedo.Vindo ao mundo de uma gravidez inesperada, já tinha seu destino traçado: O de não ter conhecido seu pai e conviver com o sofrimento da mãe (aleijada) durante toda sua vida. Filha do português João Macedo, que se arremediou em Assu vendendo alfinin e de Tereza Caldas dos Caldas de Sacramento hoje Ipanguaçu, esta, não presenciou a saída do marido acompanhado da mulher do juiz da cidade para nunca mais voltar, deixando para trás uma filha na barriga, várias propriedades (Farol, Mutamba, Cumbe, Recreio), ruas de casa no Assu, uma pequena fortuna, vivendo no Recife até 1936.

Moreno, meu filho tem o nome de nossa raça, nossa latinidade, Mas Maria Tereza minha filha carrega o seu nome, o de sua mãe e o de Maria Angelita de Carvalho (Hinha), que veio de Tapera hoje Triunfo para cuidar das duas, a partir de 1927.

Católica, mas não apostólica, nem romana, sempre achava que a benção fosse uma formalidade, porque o respeito para ela sempre foi uma questão de atitude. Não sei se ela é uma mulher do seu tempo, só sei que ela é simplesmente Maria. Calma por natureza e com os princípios fundamentais da vida nunca a vi cometer nenhum dos pecados convencionais ou capitais. Mulher sem preconceito, honesta, com um amor pela vida tão profundo de fazer inveja a morte. Posso citar, em vários episódios, dezenas de exemplos de sua postura (ética), seja no âmbito familiar, político ou no cotidiano. Em todas as suas interferências lá estava Maria Auxiliadora com sua opinião carregada de dignidade.

Em 1946, casa-se com seu primo filho do Major Montenegro, que veio doutor de Lavras para casar com Maria Auxiliadora e ser político na região do Vale do Assu, Edgard Montenegro. Agora, como coadjuvante, vivendo um outro momento, entre a inteligência dos Caldas e a importância dos Montenegros, continuou pontuando sua vida perseguindo a Paz e a Justiça, binômio que conjugou em toda sua trajetória.

A arte e a natureza, foram suas duas grandes paixões. Uma vez em 1989 fomos ao centro de convenção assistir a um teatro de dança contemporânea. Na volta para casa ela me disse: "A arte é quem vai salvar o mundo". Aí me chegou a comprovação de que na política, faltam muitos ingredientes para que o jogo do poder seja o caminho das transformações sociais.

Hoje, sua cidadania é representada por sua filha Rejane Maria, que nasceu também em Assu em 1956 pelas mãos hábeis do doutor Sales, quando ainda não tinha maternidade.

Há oito anos dirigida pelas mãos dos outros (Delmira, Graça, Telúzia, Maria Selma, Dona Edite, família) ainda assim comanda sua casa. E a cada dia mais debilitada, andando menos, falando menos, nunca vi reclamar de nada, como também nunca vi ninguém se dirigir a ela com sentimento de pena. Quando André, neto de Dona Janoca, vinha a sua casa todas as manhãs ela encontrava motivos para viver, E quando Arlete, filha de Aldenoura, vem todas as tardes em sua casa passando para a padaria seu olhar brilha e emociona quem passa pela Floriano. Toda codificação da linguagem ela perdeu, mas sua consciência lhe deixa em pé. Em pé de igualdade para com a vida.

As borboletas e os canários amarelos do farol seus companheiros de toda infância, não são mais uma prova de sua presença. Mas o flambyant vermelho plantado por Pau de Lenha, o eco da pancada do Machado de Pedro de Melo e os oitizeiros da Floriano Peixoto são testemunhas que por aqui vive uma mulher forte e corajosa.

Ainda espero vê-la sorrir. Talvez na possibilidade de voltar a sua terra e pisar o chão do farol, onde tudo começou. Um sorriso, igual aquele de Telê Santana, quando do gol de Rair, se tornando campeão do mundo na década de 90. E cumprindo um ditado que sempre defendeu, concluo esse simples artigo, nem alegre nem triste, que escrevo com seus óculos (hoje meu), molhando o rascunho desse texto com lágrimas de orgulho.



sábado, 21 de fevereiro de 2026

 Ao Povo do Vale do Açu e do RN:

Sou filho do Assu, terra da indigência, de tradições pioneiras, dos grandes poetas, de importantes políticos desde os tempos do Brasil Império como Francisco Brito Guerra (ele foi o primeiro potiguar a assumir o Senado do Império do Brasil), além de Otaviano Cabral Raposo da câmara, que representou o Rio Grande do Norte na assembleia Geral do Império, atual Câmara Federal e Manoel Montenegro Neto que assumiu por um curto período, a baixa câmara do país entendo que o Assu e região tem potencial eleitoral para eleger pelo menos um deputado federal. Pois, conterrâneos, somos um terra privilegiada, porém sem representatividade no cenário político nacional. Como um telúrico confesso venho desejoso de nas próximas eleições candidatar-me a deputado federal, pois, o fato de ter sido vereador e presidente da Câmara dos Vereadores do Assu, por sinal uma das primeiras casas legislativas do Brasil (1786) e já disputado oito sucessivas eleições para vereador do Assu, do Natal e deputado estadual e de ter ocupado relevantes cargos na assembleia legislativa e no governo do estado, além dos meus serviços prestados a minha terra natal e ao meu estado, é o bastante para credenciar-me disputar mais uma vez, um cargo público eletivo, desta vez, para deputado  federal.

Possuo uma reminiscência de amizade para ir a luta, calcada nos critérios de uma juventude inteligente e salutar. Sempre utilizei da lealdade, de uma comunicação respeitável com todos os lados, sem radicalismo, pensando no futuro, tratando as pessoas com cordialidade.            

Portanto, quero ser deputado federal com coragem e abnegação, pois,  Considero-me uma história viva do Vale do Açu. Vou seguiu nesta caminhada em busca do alvorecer idealista, para ser um lutador determinado e um grande menestrel das nossas riquezas, insistindo na contribuição democrática, sonhando com realidade, progresso e desenvolvimento. 

Por fim. Vou a luta com espírito público que me é peculiar, demonstrando o meu valor. Afinal, quero ser uma alternativa ao povo do Rio Grande do Norte, na baixa câmara federal da terra brasileira!

Com o abraço do,

Fernando Caldas/Fanfa



quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

A vida tem muitas perguntas, mas aqui uma única resposta: a vida vivi-se.

Caldas, poeta e pensador potiguar 

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

GILKA MACHADO (1893-1980)

NONA REFLEXÃO

Amei o Amor, ansiei o Amor, sonhei-o
uma vez, outra vez (sonhos insanos!)...
e desespero haja maior não creio
que o da esperança dos primeiros anos.

Guardo nas mãos, nos lábios, guardo em meio
do meu silêncio, aquém de olhos profanos,
carícias virgens, para quem não veio
e não virá saber dos meus arcanos.

Desilusão tristíssima, de cada
momento, infausta e imerecida sorte
de ansiar o Amor e nunca ser amada!

Meu beijo intenso e meu abraço forte,
com que pesar penetrareis o Nada,
levando tanta vida para a Morte!...

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Maria de Oliveira Caldas Nobre, chamada carinhosamente de Nany Caldas, nasceu na cidade de Assú em de 1897, quarta filha do casal Neófita Wanderley de Oliveira Caldas e Enéias Silva Caldas. E entre 10 e 12 anos já escrevia poesias e também aprendeu francês com sua mãe. Sua preferência na poesia era a estilo quadrinhas que dominava com maestria. No ano de 1929 casou--se com Francisco da Fonseca Nobre (contador) também Assuense. Tiveram 2 filhos: Francisco Elion Caldas Nobre (auditor fiscal e compositor) e Maria Elionete Caldas Nobre (empresário do ramo de buffet). Mudou-se para Natal com a família durante a primeira guerra mundial e na capital potiguar ficou residência. Sempre voltada para arte e cultura sua casa em Natal era uma extensão do Assu, acolhendo familiares como seu irmão, o poeta Renato Caldas e amigos da sua cidade Natal. Gostava de fazer reunião para um chá aos domingos para uma boa conversa e declamar suas quadrinhas. Amigas que participavam destas reuniões: o folclorista Câmara Cascudo, o teatrólogo Genar Wanderley, o cantor Ronaldo Calheiros e outros intelectuais como Newton Navarro e Nelson Patriota, Nany Caldas, a porta das quadrinhas como gostava de ser chamada, morreu em Natal, em 25 de agosto de 1988 e seus restos mortais repousam no jazigo da família no Cemitério do Alecrim.





domingo, 1 de fevereiro de 2026

Encaminhei requerimento imediato à CPI do CR1M3 Organizado pedidos para que o ministro Alexandre de Moraes e sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, prestem esclarecimentos à Comissão. Também solicitei a quebra do sigilo bancário de Viviane para apurar contratos firmados na defesa do Banco Master. Há notícias de conversas do ministro com o presidente do Banco Central no mesmo período da vigência desses contratos. Os fatos ultrapassam a esfera privada e levantam dúvidas sobre possíveis conflitos entre interesses públicos e privados. A CPI tem o dever constitucional de investigar e a oitiva é necessária para preservar a confiança nas instituições. Em outro requerimento pedi também a convocação e quebras de sigilos de Toffoli e seus irmãos que eram donos de resort que teve ligação com fundo desse “Master escândalo” . Ou seria “supremo escândalo”?! Que a Verdade, a Justiça e o bom senso prevaleçam em nossa Nação. Jesus no comando. Sempre! Paz & Bem.
Pode ser uma imagem de texto que diz "٨ MMASTER BANCO MASTER METRÓPOLES Contrato da mulher de Moraes com Banco Master era de 129 mllh0es PROPUS CONVOCAR MORAES E SUA ESPOSA À CPIDOCR1M3ORGANIZADO DO 13 ORGANIZADO NOVO INILA Tu dkial SENADOR EDUARDO GIRAO"
Todas as reações:
Paraíba, B

SOB A TREVA Ontem de madrugada encontrara-se as duas, A minha e a tu'alma. Deserta rua entre as desertas ruas, Era a hora mais calma. Se...