POUCAS E BOAS Valério Mesquita Mesquita.valerio@gmail.com 01) Zé Traíra, agricultor na várzea do Assu, nas horas vagas era o médico e o enfermeiro da região. Suas garrafadas, “meizinhas” e “cachetes” resolviam quase tudo. Certa vez, um moço de mais ou menos 40, anos foi procurá-lo. “Compadre Zé, eu tô até com vergonha de contar. Quero que o senhor me dê um remédio. Não quero nem saber quanto custa. Olhe, compadre, eu tô me sentindo fraco pro lado de mulher. Não tenho mais tesão. Me ajude, compadre Zé, por caridade”, finalizou. O “doutor” Zé Traíra cofiou a barba e doutrinou: “Eu tenho uma garrafada pronta. É tiro e queda nesses casos de “amolecências do corpo”. “Resolve mesmo seu Zé?”, resumiu com ansiedade o paciente. “Olhe”, encurtou a conversa Zé Traíra: “Se esse não levantar, pode virar as costas e sair de ré por aí...”. 03) O prefeito Djalma Maranhão tornou-se popular e querido pelos natalenses até de forma estranha. Djalma não andava a pé pelas ruas, até porque era um tanto...