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Mostrando postagens de agosto, 2009

LEMBRANDO CAROLINA WANDERLEY

A poetisa e professora Maria Carolina Wanderley (1891-1975) era natural do Assu (RN). Nasceu numa casa onde funcionou o Teatro São José (hoje de propriedade da viuva Sandoval Martins e filhos, esquina da travessa Pedro Amorim com a Manoel Mantenegro). Carolina ainda no início da sua juventude partiu para morar em Natal "com os olhos marejados de lágrimas", como depõe o antologista Ezequiel Fonseca Filho. Estudou na Escola Normal de Natal e, após se diplomar retornou ao Assu para ensinar no Grupo Escolar Ten. Cel. José Correia em 1911 quando ainda aquele educandário funcionava na rua São Paulo, atua Minervino Wanderley, sendo uma das suas primeiras professoras. Pouco tempo depois Carolina voltou a residir em Natal para ensinar no Colégio Frei Miguelinho. Naquela capital ela fez teatro, chegando a ensenar no Teatro Carlos Gomes, atual Alberto Maranhão. Publicou o livro de poesia intitulado "Alma em Versos", onde consta o soneto sob o título "Tuas Cartas", co...

RELÍQUIA DA POLÍTICA POTIGUAR

Clique na imagem. (Do blog: usinaimagens.blogspot.com) fernando.caldas@bol.com.br

ASSU, CIDADE FESTEIRA

QUANDO A POLÍTICA VALE A PENA

1 - Manoel Montenegro Neto (Manuca), disputou em 1976 sem sucesso, a prefeitura do Assu contra Sebastião Alves que se elegeu folgadamente. Manuca foi depois deputado estadual e federal. Por sinal foi o segundo político assunse a assumir a câmara federal. Manuca pertencia aos quadros do MDB (atual PMDB) e, na assembléia fazia discursos inflamados. Afinal, era um deputado atuante. Cumprindo o seu papel de oposição ao governo militar, combatia a inflação galopante e outros bichos: "Meus amigos, quem é que pode comer uma galinha por três cruzeiros (moeda da época)? Indaga Manuca pateticamente da tribuna daquele parlamento estadual. Um atento observador daquele discurso do parlamentar assuense, respondeu da galeria da assembléia: "O Galo, Manuca!" 2 - Tipo popularíssimo, Zé Carlota foi barraqueiro na feira livre de Assu. Em 1982 candidatou-se a vereador pelo PDS, pelo grupo político do saudoso Zezinho André que foi vice-prefeito do Assu entre 1973 a 1976. Naquele tempo (1982)...

ANDORINHAS NOS CÉUS DO ASSU

Do blog: paginarsitesblogs.blogspot.com fernando.caldas@bol.com.br

ESTÓRIAS DA POLÍTICA

1 - Em razão de certo acordo político que Aluízio Alves fizera numa certa eleição no Rio Grande do Norte, o senador Agenor Maria foi contrário. Indagado sobre aquele entendimento, bem como o seu caminho a seguir na política potiguar, respondeu: "Eu segue da gota serena se eu subir no palanque com Aluízio". Um observador politiqueiro, saiu-se com essa: "É melhor que ele (Agenor) compre logo uma bengala". Se esqueceu o sábio senador que "em política feio é perder", no dizer de  Aluízio  Alves.  2 - A política sempre esteve nos versos dos poetas e cantadores de viola do Nordeste. O poeta popular e também político do PT, chamado Crispiniano Neto, escreveu um dia: Se você é sapateiro Corta sola, lixa e senta, Faz a peça e apalaza, Prega tacão, polimenta; Transforma o voto em sapatos Prá descalçar os mandatos Destes que calçam quarenta.

DO VIOLEIRO CHICO TRAIRA

Certo dia, Chico Traira fazendo parte das comemorações que a UFRN organizou para homenagear o folclorista "escritor potiguar mais conhecido no mundo" Luiz da Câmara Cascudo (Cascudinho) como era chamado pelos seus mais íntimos, se saiu com esse repente: Eis o doutor Cascudinho Que prestimoso tesouro Lá no sertão também tem Cascudo, aranha e besouro, Os de lá, não valem nada, Mas este aqui vale ouro. fernando.caldas@bol.com.br

PADRE IBIAPINA

José Antônio de Maria Ibiapina era natural de Sobral, Ceará. Nnasceu no dia 5 de agosto de 1806, estudou em Olinda, formou-se em 1832 pela Facudade de Direito de Pernambuco. Foi Juiz de direito, deputado geral pelo Ceará. "Decepcionado abandonou a vida civil para seguir o catolicismo. Aos 47 anos iniciou uma obra missionária visitando várias regiões do Nordeste". Gilberto Freyre depõe que Ibiapina era "a maior figura na igreja católica no Brasil". Ibiapina foi chamado para pregar na cidade de Assú onde fez grande colheitas com proveitos maravilhosos (...). Achando o lugar próprio e conveniente, instituiu uma casa de caridade, que deixou em boa posição e bem dirigida". Aquela casa denominada "Casa de Caridade", fora instalada no lugar onde hoje está assentado o Instituto Padre Ibiapina!, na cidade de Assu (RN). Ibiapina morrer no dia19 de fevereiro de 1884 na cidade de Araras, Paraíba, onde está enterrado. blogdofernandocaldas.blogspot.com

IMPRENSA NO ASSU I

O jornal "Brado Conservador", foi fundado pelo coronel Antônio Soares de Macêdo & Filhos que comprou o prelo ao jornal "Mossoroense" (atual O Mossoroense) em 1876, que teria fechado por problemas financeiros. Aquele periódico (folha política, moral e noticiosa) que começou a circular em 28 de setembro daquele ano, passou com a Proclamação da República, a chamar-se "Brado Federal" (segundo informações da Biblioteca Nacional). Naquela biblioteca estão as microfilmagens das edições de Abril, julho-setembro de 1878, janeiro-junho de 1879, junho-dezembro de 1880, janeiro de 1881-janeiro de 1882. Aquele jornal semanário, familiar, era impresso à Rua de Ortas, 24 (no primeiro andar do sobrado conhecido como Sobrado do Seminário), atual Moisés Soares "e se destinava a advogar a causa do Partido Conservador, fazendo oposição a Elias Souto (fundador da imprensa diária no Rio Grande do Norte) do Partido Liberal, proprietário do jornal "Correio do Assu...

GERALDO DANTAS

Geraldo Dantas foi um dos primeiros funcionários do Banco do Brasil, de Assu, ainda no tempo em que aquela casa bancária funcionava onde hoje é o escritório da Secretário Estadual de Tributação, esquina com a praça Getúlio Vargas. Geraldo chegou no Assu ainda jovem, procedente de Nízia Floresta, sua terra Natal. Em Natal, salvo engano, ele foi companheiro de quarto de Jessé Freire que foi senador da República e com quem ele tinha o prazer de ter sido amigo íntimo. No Assu chegando, casou-se, constitui família (nove filhos), fez muitos amigos e, em razão da convivência com os poetas daquela terra assuense começou a fazer versos. Era festeiro, carnavalesco (foi Rei Momo), gostava de discursar e declamar nas festas sociais realizadas nos clubes, nos bares e nas casas de amigos daquela cidade. Afinal, feliz daquele que chegou a conhecê-lo e com ele ter convivido. O poeta Geraldo numa feliz inspiração, em homenagem a terra que lhe acolheu, escreveu o soneto intitulado "Assu" (num...

"É O NÊGO"

Arcelino Costa Leitão era natural de São Sebastião do Umbuzeiro, alto sertão da Paraíba. Chegou na cidade de Assu como gerente da antiga Lojas Paulista, que depois passou a ser denominada Casas Pernambucanas (Grupo Ludgren). Tempos depois foi secretário de João Câmara, dirigindo a firma algodoeira João Câmara & Irmãos (estabelecida a rua hoje denominada Senador João Câmara, onde atualmente está assentado alguns prédios comerciais do senhor Sebastião "Tião" Diogenes, entre as ruas professor Alfrêdo Simonette e Sinhazinha Wanderley, com fundos para o campus avançado), que depois funcionou a SANBRA - Sociedade Algodoeira do Nordeste Brasileiro e posteriormente a Kuk, firma também algodoeira. Costa era vaidoso ao extremo, cheio do dinheiro, influente, com todos os requesitos para ter sucesso na vida pública, foi convidado pelo deputado Edgard Montenegro para ser o seu vice-prefeito na chapa que encabeçava nas eleições de 1958. Pois bem, dr. Pedro Amorim que já teria sido inte...

OTHONIEL MENEZES

Othoniel Menezes de Melo (1895-1969), considerado como "Príncipe dos Poetas do Rio Grande do Norte", nasceu em Natal e faleceu no Rio de Janeiro. Ele é autor da famosa canção considerada o Hino da cidade do Natal intitulada "Serenata do Pescador", conhecida popularmente como "Praieira", além dos livros de poesia sob o título "Germen", 1918, "Jardim Tropical", 1923, "Sertão de Espinho e Flor", 1952, e "A canção da Montanha", 1955, além de ter dado a sua colaboração na imprensa de Natal como em A República, Diario de Natal, entre outros jornais daquela capital. Othoniel era membro da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras, cadeira número 23, que tem como patrono o escritor Antônio Glicério, sucedendo o escritor Bezerra Junior. Conta-se que aquela academia nunca chegou a frequentar, pois teria aceitado a imortalidade por insistência de amigos. Como assuense faço registrar que Othoniel teve convivência com os poetas do A...

ENCHENTE DO RIO PIRANHAS, 1974

Clique na imagem para melhor visualizar. As maiores cheias do Rio Piranhas/Assu, ocorreram nos anos de 1924 e 64. Em 24 as águas daquele Rio chegaram até a calçada, fundos da igreja matriz de São João Batista, de Assu. Na fotografia, data de 1974 podemos ver o deputado Edgard Montenegro (de óculos) e o governador Cortez Pereira (em pé na canoa). Edgard naquela época era auxiliar do governo Cortez, na qualidade de presidente da COFAN - Companhia de Fomento Agrícola Norte-Rio-Grandense. blogdofernandocaldas.blogspot.com

JOÃO LINS CALDAS NA EXPOTEC 2007

"Apresentação do pôster, sobre o poeta assuense João Lins Caldas, na EXPOTEC 2007 realizado na unidade sede do CEFET-RN." Conheça a vida e obra deste bardo potiguar nos endereço adiante: JOÃOLINSCALDASPOETA.BLOGSPOT.COM

MOSSORÓ

Mossoró - Abolição A cidade coração Onde mora a liberdade A "24 de junho" Deu o nobre testemunho De amor a humanidade Renato Caldas blogdofernandocaldas.blogspot.com

PAU DE SEBO

Nos meus verdes anos foi o Pau de Sebo um dos melhore divertimentos. Não era constante. Realizava-se essa diversão de tempos em tempos. Quase sempre era escolhido um domingo à tarde. Não faltava expectadores. O comparecimento maior era da garotada. Não precisa ir muito longe. Tratava-se de uma haste com cinco metros de altura, devidamente ensebada, tendo no seu topo uma cédula (...). O disputante ao prêmio tinha que fazer força para alcançar o ponto onde a cédula estava colocada. Daí a diversão. Cada tentativa era um fracasso recebido pela assintência com uma vaia entontencedora. Várias vezes era repetida a operação. Não sei se era por desgaste do sebo em virtude de constantes subidas da garotada ou se era por maior agilidade de algum deles, o certo é que um dos participantes do folguedo terminava conseguindo alcançar a cédula e retirá-la sob gritos festivos e aplausos dos presentes. Esse brinquedo, ao que parece, não está muito em voga atualmente. Francisco Amorim (Do seu livro "...

PRIMEIRO AUTOMÓVEL A CHEGAR EM ASSU

Há informções que fora este automóvel (foto acima), de propriedade do comerciante mossoroense Francisco Borges, o primeiro a chegar no Assu. Há também informações que o primeiro proprietário de automóvel de luxo (com cortinas de seda) daquela terra assuense, teria sido Gonçalo Lins Wanderley que em 1865 era presidente da Câmara Municipal, quando aquela instituição implicava (no regime monárquico) em cargo de administração do município. Aquela fotografia fora tirada pelo fotógrafo José Severo de Oliveira, proprietário do "Atelier Severo", em data de 2 de setembro de 1919. O escritor Francisco Amorim Amorim no seu livro intitulado "Assu da Minha Meninice" , 1982, depõe que aquele automóvel "ao penetrar na cidade, agonizava uma pessoas conhecida por Mascarenhas. Os circunstantes ao ouvirem o ruído do motor abandonaram o velório deixando o pobre morrer sem vela acesa." Informa também o escritor Amorim que naquele mesma data "ao escurecer, outro veículo en...

NATAL

Praia de Areia Preta Natal, morena encantada Que passa a vida deitada Na Areia Preta, a cantar Sonhando com seus amores, Os valentes pescadores Que partiram para o mar Renato Caldas

SEBASTIÃO ALVES

Sebastião Alves (Tião) em plena campanha política, em 1976. Esquerda para direita: Alexandre Martins de Carvalho (Xanduzinho, que era bispo da Igreja Católica Brasileira), Walter de Sá Leitão, dentista Osman Alves e Sebastião Alves Martins. A fotografia acima registra o momento em que o prefeito Walter de Sá Leitão transmitia em 31 de janeiro de 1977 a prefeitura do Assu para Sebastião Alves. Sebastião se elegeu prefeito do Assu nas eleições de 1976 pelo PDS - Partido Democrático Nacional (com o apoio do deputado Edgard Montenegro e do prefeito Walter), ganhando para o jovem candidato pelo MDB Manoel Montenegro Neto ( Manuca), filho do deputado Olavo Montenegro. Antes, nas eleições de 1972, Sebastia, com o apoio de Olavo teria disputado aquela prefeitura com Elias Moreira - Lico, como seu vice, pelo partido da ARENA (verde) contra Walter e José André de Souza - Zezinho, da ARENA (vermelha), único partido naquela época existente no Brasil. Sebastião também foi dvereador do Assu por vár...

UM BOÊMIO AUTÊNTICO

PADARIA SANTA CRUZ

Imagens do blog Página R. A Padaria Santa Cruz era de propriedade dos irmãos Solon e Afonso Wanderley. Nos anos quarenta, cinquenta sessenta e até o começo de setenta, produzia o melhor pão e bolacha da cidade de Assu. Hoje aquela panificadora é de propriedade de João Gregório Junior? A bolacha e biscoito denominado Flor do Açu (em formato de uma flor,) é uma delícia, ainda hoje produzida por outra padaria de propriedade de Toinho Albano. Naquelas décadas era o ponto de encontro amistoso para uma  uma boa prosa, dos barões da cera de carnaúba,  influentes políticos da região, intelectuais, poetas da cidade. Eram seus assíduos frequentadores  frequentadores as figuras como Zequinha Pinheiro, João Turco, Minervino Wanderley, Major Montenegro, Fernando Tavares (Vem-Vem), Luizinho Caldas, além dos irmãos Edgard e Nelson Montenegro, Walter Leitão, Edmílson Caldas, Renato Caldas, Francisco Amorim, dentre outros. Antes  dos irmãos Solon e Afonso, aquela padaria p...

POESIA

Pago todos os dias com os meus olhos O belo espetáculo que o céu me dá. Pago todos os dias e nunca me canço de Olhar as estrelas. João Lins Caldas blogdofernandocaldas.blogspot.com

JOÃO LINS CALDAS E AS INDAGAÇÕES DO ABSURDO

Que estória é essa de se dizer que o modernismo começou em 1922 com Mário de Andrade? Que estória é essa de se dizer que Jorge Fernandes foi o primeiro no Rio Grande do Norte a cantar no verso livre, sem rima, sem métrica, desrespeitando as fórmulas tradicionais de se fazer poesia? Quando a "Paulicéia desvairada" deu à luz? Quando? Quando Mário de Andrade esteve em Natal não foi em 1927? E "Macunaíma" chegou Quando? Antes, bem antes de todos eles, João Lins Caldas , em 1917, escrevia anonimamente: ... e ao comprido da rede que se balouça esticada Uma cabeça, uma cabeleira preta, Pés que se estiram, mãos alongadas... Vamos irmãos, eu que estou reparando, de retrato, esse quadro que se alonga ao longo da parede. José Luiz Silva (Jornal O Poti, de Natal, 1988)

OLAVO MONTENEGRO, UM DEPUTADO COMBATIVO

Olavo Lacerda Montenegro (1921-1999), herdou o espólio político de seu pai Manoel Montenegro (Manezinho) que na década de trinta e quarenta, foi prefeito do Assu durante 13 anos consecutivos, nomeado por Getúlio Vargas. Em 1958, Olavo se elegeu deputado estadual, conseguindo se reeleger nas eleições de 1962, 66 e 70. Tipo baixo, nem gordo, nem magro, amigo intransigente, decidido, tribuno combativo. Olavo não era de recuar, não levava desaforo para casa e não se calava com afronto de ninguém. Reagia na hora as acusações contra a sua pessoa, de se seus correligionários, partidários e amigos, especialmente Aluízio Alves a quem seguiu durante toda a sua vida pública. Em 1962, Olavo foi ofendido na sua honra, com insinuações feitas pelo seu colega de assembleia e de partido (PSD), deputado Ângelo Varela (filho do ex-governador José Varela), no instante em que fazia um pronunciamento no plenário daquele parlamento estadual. Pois bem, como consequência das ofensas de Ângelo, O...

ALUIZIO ALVES

Se vivo fosse, "o menino de Angicos", aluizio Alves (1921-2006) estaria completando 88 anos de idade. Aluizio que começou a fazer vida pública ainda menino, aos 11 anos de idade, fundou jornais, aos 18 anos publicou o seu livro de história do seu município intitulado "Angicos". Deputado constituinte (1946), governandor do Rio Grande do Norte (eleito em 1960, fazendo um governo inovador), cassado pelo regime militar, deputado federal (na década de 1990), Ministro da Administração (governo Sarney) e da Integração (Governo Itamar Franco). Aluizio em 1960, candidato ao governo da terra potiguar pelo PSD, contra Djalma Marinho da UDN, derrotou fortes lideranças políticas como Dinarte Mariz, que tornou seu ferrenho inimigo político. Eu era menino de calças curtas e ainda me lembro da marchinha (hino da sua campanha), que diz assim: Aluizio Alves veio do sertão lá do Cabugi Pra sanar o sofrimento do seu povo Sua plataforma eis aqui: Assistência e cuidado ao agricultor, Mel...

PORTFÓLIO

"No século XXI, o povo que não contar sua história, nem colher sua memória, corre o risco de desaparecer." Jean Claude Carriere, escritor francês . (Do Blog de Tony Martins).

ELIAS SOUTO, UM ASSUENSE ILUSTRE

Elias Souto é mais um filho do Assu que engrandece as letras e a história da imprensa do Rio Grande do Norte. Em Assu ele fundou o jornal de oposição intitulado O Sertanejo, que circulou de 1873 a 1876. Depois veio a fundar o Jornal do Assu, que depois passou a denominar-se O Assuense. Souto já estando em Natal, fundou em 1894 a imprensa diária no estado potiguar, fazendo circular o jornal também de oposição intulado Diário do Natal. O professor e poeta Elias Souto chegou até a escerver o Hino da Imprensa Potiguar, publicado no jornal "Diário do Natal", onde em versos brilhantes acentuou a vanguarda das idéias novas trasidas pelo jornalismo (" "Rompendo o caos tenebroso/que as gerações envolvia./O teu verbo fulminante/ No mundo inteiro irradia.") Ezequiel Fonseca Filho no seu livro sob o título Poetas e Boêmios do Açu, 1984, depõe que Elias Souto "não fulgiu ao desejo de também fazer versos." E um dia escreveu: Lá, no centro do mar, na imensidão Pelo ...

HISTÓRIA DOS CASARÕES DO ASSU I

O Sobrado da Baronesa como ainda é chamado pelos assuenses, foi mandado construir por Manuel Lins Wanderley (Coronel Wanderley). Sua construção é anterior a 1825, data em que ele, Coronel Wanderley, casou-se com uma moça membro da antiga família Casa Grande. Sua filha Belisária Lins Wanderley de Carvalho e Silva, ali residiu quando casada com Felipe Neri de Carvalho e Silva (Barão de Serra Branca). Ela era assuense (faleceu em Natal em 1933 e está sepultada no Cemitério Público São João Batista, na cidade de Assu), Baronesa por ser casado com Felipe Nere, natural de Santana do Matos (RN). O decreto dando a Felipe o título de Barão, foi assinado em 19.8.1888, quando a Princesa Isabel governava o Brasil. Dr. Luis Carlos Lins Wanderley (1831-1990), outro filho do Coronel Wanderley também residiu naquele casarão secular. Luiz Carlos foi o primeiro norte-riograndense a se formar em medicina e o primeiro romancista potiguar, publicando o romance intitulado "Mistério de Um Homem...

POESIA

SOB A NOITE Se eu desprezar a terra, abandonando O teu desdém-essa desgraça nova, Os que na rua forem te encontrando Hão de ver o teu riso palpitando E terão flores para a minha cova. Mas, se tudo acabares, te acabando Antes que finde a dor que em mim renova, Por todos lados onde eu for errando, Há de se ver os meus olhos lacrimando E eu terei flores para a tua cova. João Lins Caldas - poeta potiguar do Assu.

RIO PIRANHAS/ASSU

Rio Piranhas/Açu, no município de macau. O rio Piranhas/Açu nasce na Serra do Bongá, município de Bonito de Santa Fé, estado da Paraíba, com a junção das águas do Rio do Peixe e Piancó, daquele estado paraibano. Seus afluente principais são: rio Espinhara, Picui e Seridó. É considerado como um dos maiores rios do Nordeste, "responsável pela maior bacia hidrográfica do Rio Grande do Norte, ocupando uma superfície de 17.500 Km2, correspondendo a 32,8% do território estadual, onde são encontrados 1.112 açudes. Desemboca no município de Macau, litoral do Rio Grande do Norte (conforme fotografia, o rio se encontrado com o mar). São seus afluente os rios Espinhara, Picui e Seridó. Entra no estado potiguar pelo município de Caicó, no Seridó, "desce em direção sul norte, para começar a banhar o município de Assu no lugar Saquinho, e marginando e confinando o território a leste, passa pelos seguintes lugares: Poço do Cavalo, Bonito, Mutamba, Caiçarinha, Floresta, Várzea da Luíza, B...

LEMBRANDO NAVARRO

Newton Navarro foi um dos grandes nomes das artes plásticas da terra potiguar, além de poeta e cronista dos melhores. Navarro na sua boemia, conviveu com outro igualmente poeta boêmio chamado Renato Caldas, desde os tempos da Confeitaria Delícia (ponto de encontro nos anos cinquenta, sessenta e começo de setenta, dos boêmios, políticos e intelectuais norte-riograndenses)e nas suas idas ao velho Assu. É tanto que Renato numa feliz inspiração, num poemeto intitulado "Cromo", o definiu assim: Adão foi feito de barro... Mas, você Newton Navarro, foi feito da inspiração, do Céu, dos ninhos, das flores, de todos os esplendores do luar do meu sertão. blogdofernandocaldas.blogspot.com fernando.caldas@bol.com.br

POESIA MATUTA

HOME Home qui larga a muié, Pra vivê c´uma sugeita; Ou esse cabra num presta, Ou antonse é coisa feita. Home qui vévi sirrindo, E diz qui nunca chorô; Ou esse cão tá mintindo, Ou pur outra nunca amô. Home, qui deixa a muié, In casa, e vai passiá... O fim dele tem qui sê: No sumitéro, ou hospitá. Home qui anda inlordado, Sem tê uma ocupação. No mundo so pode sê: Ou jogadô, ou ladrão. O freguez da fala fina, Qui num gosta de muié! Vamo atraz qui essa péste! Tem um defeito quarqué. Renato Caldas

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NOTA

Fotografia do blog de aluízio Lacerda. "Meu José Virou Poesia", é mais um livro que enriquece as letras assuenses. A autora daquele volume é a poetisa Ester Morais (a sua direita), que pousa na fotografia ao lado da sua irmã Secretária de Estado Fátima Morais. Conheci e convivi com o personagem deste livro chamado José Martins de Morais. Ele foi enfermeiro no Assu, proprietária de farmácia em Carnaubais. Zé enfermeiro como era mais conhecido foi candidato a verador de Assu, salvo engano, nas eleições de 1976 ou 1982. Era frequentador na década de oitenta do chamdao 'Senado' (batentes da prefeitura do Assu), quando era bem frequentado pelos formadores de opiniões da política assuense, que se reuniam todas as noites naquele local para uma boa prosa, cada um defedendo o seu chefe político que eram muitas vezes satirizados por cada um dos dos seus adversáros. Afinal, fica o registro e os parabéns deste blog (que tem o sentido de divulgar o passado e o presente da história...

POESIA

PARA VOCÊ Eu venho de uma montanha, Tânia. De uma montanha de fogo e de sombras, De fogo como o sol e de sombras como a noite. Venho de um vale, Tânia. Um vale com mil flores brilhantes, E todas estas flores eram tuas. Venho de uma floresta, Tânia. Uma floresta com apenas um pássaro. Um pássaro azul como as águas do rio. Venho de um lago também azul, Tânia. Um lago tranquilo e sem rumores, Com cisnes brancos, cisnes selvagens, Selvagens como meu amor. Eu venho do mar, Tânia. Um mar sem praias e sem gaivotas, Com uma ilha de carne, E com o sangue de uma estrela. Venho do deserto quente, Tânia. Um deserto com ventos de areia, E com monumentos que são sepulcros, Onde enterro a minha solidão. Walflan de Queiroz - 1930-1995 (poeta potiguar). blogdofernandocaldas.blogspot.com fernando.caldas@bol.com.br

GILBERTO AVELINO

Gilberto Avelino (1928 - ) era natural de Assu. Mas a sua terra amada era Macau, importante cidade do litoral potiguar, onde chegou ainda menino novo, em companhia de seus pais. Herdara do seu genitor Edinor Avelino, o dom da poesia. Gilberto era brilhante orador e advogado, poeta lírico, prosador. Sobre a terra macauense, onde ele radicou-se, escreveu numa feliz inspiração: "Esta é a terra que amo. De rio em preamar, sereno, onde entre ferrugens e sombras, descansam âncoras, e navegam fantasmas de barcos cinzentos." Ele era membro do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte e da Academia Norte-riograndense de Letras, cadeira número 35 (que tem como patrono o poeta Juvenal Antunes), substituindo seu pai. O poeta Avelino (por que não catalogá-lo também como bardo assuense?) estreou nas letras potiguares na década de setenta, publicando o livro sob o título "Moinho e O Vento", 1977. Ele é da geração dos poetas Berilo Wanderley, Zila Mamede, Celso da Si...

RAPAZES ASSUENSES DA ANTIGA

Clique na fotografia. A fotografia acima fora tirada no início da década de sessenta. Esquerda para direita vejamos José Caldas Soares Filgueira - Dedé Caldas (ele era uma pessoa tipo folclorista, conhecedor da vida social e cultural do Assu), José Nazareno Tavares - Barão (foi agropecuarista, corredor de vaqueijadas em todo Nordeste, foi também superintendente da CERVAL, sendo um dos seus fundadores, faleceu em 1979), Andiere "Majó" Abreu (que também era um excelente vaqueiro, derrubador de gado, além de poeta glosador), DetônioFonseca (atualmente é aposentado do Banco do Brasil) e o saudoso Chico Germano um dos maiores derrubadores de gado do Estado potiguar. Chico Germano faleceu num desastre, salvo engano, no final da década de sessenta, ao dirigir um Jeep, nas proximidades da Lagoa da Acauã e a ponte sobre o Rio Piranhas/Assu. blogdofernandocaldas.blogspot.com