Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de abril, 2026
 A NOBREZA BRASILEIRA A nobreza brasileira compreendia a família imperial brasileira, os detentores dos títulos nobiliárquicos agraciados durante o Império do Brasil (1822-1889), ou de títulos de nobreza agraciados durante o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves (1815-1822) e que foram confirmados pelo imperador do Brasil após a independência brasileira (1822), bem como os membros não-titulados de famílias nobres brasileiras. Tendo parte da nobreza brasileira ascendência na fidalguia e nobreza portuguesa. Também, somente nobres podiam ser veadores e damas de companhia da Casa Imperial, oficiais-mores (camareiro-mor, mordomo-mor, capitão-mor), condecorados com as imperiais ordens honoríficas, oficiais da Guarda Nacional, fidalgos, membros da Imperial Guarda de Honra dos Mosqueteiros de Dom Pedro I (chamados Dragões da Independência) e oficiais generais do exército brasileiro e da marinha do Brasil. Os filhos da nobreza também tinham o direito de entrar na marinha do Brasil dire...
Tempos atrás enterrar uma pessoa morta numa rede era muito comum no interior do Nordeste brasileiro. Pois bem, o poeta João Lins Caldas estando num bar da cidade de Assu, interior do Rio Grande do Norte, presenciou um cortejo fúnebre passar. Perguntou Caldas a alguém: "quem morreu!"- O interlocutor, respondeu: "Isabel". Foi o bastante para o poeta que no mesmo lugar que se encontrava escreveu o poema de versificaçao complexa, considerado por grandes conhecedores e críticos de arte no Brasil, como um dos mais belos da língua portuguesa. Ha informaçoes, portanto, que o poema abaixo transcrito teria sido lido através da rádio britânicica BBC, na dévcada de quaresta. Vejamos adiante o referenciado poema sob o título Isabel: Uma Isabel morreu no mundo.  Tinha pai e mãe, irmãos e sobrinhos, aquele mundo de primos nomundo.  Avós enterrados, bisavós trepidantes nos cernes duros de árvores agigantadas.  Ascendentes outros na nervura de asas e barbatanas de peixes.  Isabel ho...
Conciliação  Se essa angústia de amar te crucifica, Não és da Dor um simples fugitivo:  Ela marcou-te com o sinete vivo  Da sua estranha majestade rica.  És sempre o Assinalado ideal que fica  Sorrindo e contemplando o céu altivo;  Dos Compassivos és o Compassivo,  Na Transfiguração que glorifica.  Nunca mais de tremer terás direito...  Da Natureza todo o Amor perfeito  Adorarás, venerarás contrito.  Ah! Basta encher, eternamente basta  Encher, encher toda esta Esfera vasta  Da convulsão do teu soluço aflito! (Cruz e Souza)
JOÃO LINS CALDAS, O CASSIO MURTINHO DO ROMANCISTA JOSÉ GERALDO VIEIRA Da esquerda para direita: João Lins Caldas e José Geraldo Vieira, Rio de Janeiro, 1924 importante depoimento do romancista José Geraldo Vieira afirmando que o poeta Norte-Rio-Grandense do Assu chamado João Lins Caldas é o seu Cássio Murtinho, personagem na segunda fase do romance urbano de ficção ess encialmente carioca, intitulado Território Huma no, 1936. Aquele escritor já foi considerado por Érico Veríssimo como "o grande mestre do romance brasileiro. Geraldo Vieira, falecido em 1967 era amigo íntimo de Caldas que se conheceram nas portas das livrarias José Olímpio e Garnier, da Rua do Ouvidor, Centro da capital carioca, nos tempos em que ele viveu o  Rio de Janeiro entre 1912/1927 e fins de 1933.  Vamos conferir o depoimento de Vieira proferido na Biblioteca Biblioteca Mário de Andrade da Academia Paulista de Letras no dia 19 de outubro de 1971 na ocasião do "Ciclo de Conferência realizado naquela ...