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Mostrando postagens de maio, 2024
PANELA DE BARRO Walter de Sá Leitão era uma figura humana espirituosa, chistosa. Por sinal, além de meu tio afim, era meu padrinho de batismo. Pois bem. Aos sessenta e poucos anos de idade, doente, é surpreendido por um amigo em sua casa. “Olá, Walter como vai de saúde?” Interrogou o amigo. Walter, sem nem pestanejar, saiu-se com essa: “Olá, amigo. Estou aqui me acabando pelo ‘fundo’, feito panela de barro!” (Fernando Caldas)
De:  Assu Antigo MANÉ RAPOSA, A ESTRELA DO MUNICIPAL Manoel Balbino dos Santos, 60 anos, casado com Raimunda Maria de Souza, pai de três filhos, nasceu em Timbaúba, Ipanguaçu, veio para o Assu com quatro anos morar com os avós. Estudou até o ginásio no Ginásio Pedro Amorim, concluindo em 1972. O primeiro emprego foi como padeiro de Jaime de Antônio Carneiro, depois com Tarcísio da Sorveteria, em seguida (1967), ingressou como vocalista na Banda de Seu Cristóvão, “Os Professores”. Aí vieram: Sambrasa (Caicó), Fórmula 5 (Macau), The Love (Lages), Alta Tensão (Sapé-PB), Perdidos e Achados (Mossoró), Brasa Samba Show (Assú). Sempre vocalista. Atualmente Manuel não exercita mais essa atividade, se limitando a ficar em casa com a esposa, que é aposentada, ele não, e a enviar “bilhetes” para amigos quando tem alguma dificuldade. Mora na casa numero 1738, na rua 24 de junho vizinho a AABB. Você desistiu de ser interprete. O que deu errado? “Um arrependimento. Foi só uma oportunidade que eu...
  Assu Antig o UM POUCO SOBRE LULUDA Maria de Lourdes Moura era o nome de batismo de Luluda. Lembro-me dela desde os tempos que trabalhava no Segundo Cartório de Registro, até o ano de 1967, cujo tabelião era João Germano que funcionava ao lado da praça da Matriz onde hoje mora Zélia Tavares. Luluda era uma figura humana muito querida na cidade. Pena que se encantou ainda no início da sua maturidade. Convivi com ela desde os tempos da minha adolescência, durante quase quarenta anos, trabalhando com meu pai Edmilson Caldas na importante Cooperativa Agropecuária do Vale do Açu, desde os tempos que aquela instituição funcionava como Banco Rural do Açu, ali na rua São João, ao lado do Sobrado conhecido com Sobrado de Sebastião Cabral. A sua simplicidade lhe fez esconder a sua arte de poetar, revelando-se poetisa já na sua maturidade. Por sinal, alguns dos seus sonetos clássicos e amorosos, de versificação fácil, viraram canções, musicados e interpretados por seu sobrinho Judson, além d...
 De:  Fernando Caldas, Poemas & Canções   Ilusionismo romântico A pior coisa de um fim de um relacionamento é dizer um para o outro: "seremos amigos" Que amigo? Se quando tudo termina é o fim. Fim das carícias, dos olhares apaixonados, do beijo quente , dos cheiros excitantes, do sexo vibrante, do ligar repetidas vezes e da vontade de nunca mais desprender-se dessa paixão incontrolável. Que amigo, que nada! Desconheço qualquer relacionamento íntimo que se torne amizade. Amigo é uma coisa, parceiro das noites intermináveis é outra. Dos dias infinitos e dss promessas eternas que ficam nas lembranças de tudo quando chega ao fim. Não quero ser seu amigo. Que amigo é esse? Que quer ainda o seu corpo, que deseja você ao lembrar das noites e dias em que o tempo os consumia entre beijos e abraços. Amigo é outra coisa. Ainda resta sempre no fim das paixões um quê de não sei o quê pra quem acha que perdeu seu grande amor ou apenas aquele que diz ser seu amigo. O bom seria que q...
DEVOLVA MEU CORAÇÃO   Renato Caldas, poeta do Assu, Rio Grande do Norte, namorava uma jovem chamada Maria da Conceição, que, certo dia resolveu viajar à São Paulo para passear e rever familiares e amigos que tinha naquela capital Paulistana. Isso, provavelmente na década de trinta. Pois bem. Conceição comprometeu-se com Renato retornar em pouco tempo. Na hora da despedida Renato entrega a sua amada, um bilhete rimado conforme adiante:   Maria da Conceição Faça uma boa viagem E leve meu coração  Dentro da sua bagagem.  Passaram-se dias, meses, anos, e nada de notícia de Conceição. Ao tomar conhecimento que ela, sua namorada, teria se casado, bem como do seu endereço, Renato vingou-se num telegrama endereçado a Conceição, dizendo assim: Maria da Conceição Você fez boa viagem? Devolva meu coração Que foi na sua bagagem.   (Fernando Caldas)
  Marcos Calaça 24/05: DIA DO MILHO Viva o nosso agricultor Homem feliz do rincão, É bonita a invernada Nas quebradas do sertão, Apanha grande colheita Safra de milho e feijão. O milho colhido verde No roçado ou no quintal, Vira canjica ou pamonha Paladar bem natural, Também cozido ou assado Sabor de zona rural. Gostoso milho novinho Bem batido no pilão, Bolinho no forno à lenha No meu querido torrão, Tem a gostosa polenta O cuscuz e quarentão. Na mesa do nordestino Tem xerém e canjicão, Gostoso com cafezinho Feito no velho fogão, Milho não pode faltar Nas noites de São João. O milho é muito importante Para o povo nordestino, Lembro as bonecas de milho Desde o tempo de menino, E viva as nossas raízes Da nossa Pedavelino. Marcos Calaça é poeta e cordelista.
Amor é fogo que arde sem se ver Amor é fogo que arde sem se ver; É ferida que dói e não se sente; É um contentamento descontente; É dor que desatina sem doer; É um não querer mais que bem querer; É solitário andar por entre a gente; É nunca contentar-se de contente; É cuidar que se ganha em se perder; É querer estar preso por vontade; É servir a quem vence, o vencedor; É ter com quem nos mata lealdade. Mas como causar pode seu favor Nos corações humanos amizade, Se tão contrário a si é o mesmo Amor? (Luís de Camões, no livro “Sonetos”).
As sem razões do amor Eu te amo porque te amo. Não precisas ser amante, e nem sempre sabes sê-lo. Eu te amo porque te amo. Amor é estado de graça e com amor não se paga. Amor é dado de graça, é semeado no vento, na cachoeira, no eclipse. Amor foge a dicionários e a regulamentos vários. Eu te amo porque não amo bastante ou de mais a mim. Porque amor não se troca, não se conjuga nem se ama. Porque amor é amor a nada, feliz e forte em si mesmo. Amor é primo da morte, e da morte vencedor, por mais que o matem (e matam) a cada instante de amor. (Carlos Drummond de Andrade, no livro “O corpo”. 1984)
UM POUCO DE TUDO Admiro Drummond de Andrade O grande Vinícius de Morais. Hoje vivem na eternidade, O poeta, não morre jamais. Não uso ninguém como espelho, Tenho minha própria poesia. Não sigo nem o Paulo Coelho, Sigo a minha própria fantasia. Quero ser um pouco de tudo, de todos, Me sinto um pouco do mundo, Um pouco dos sábios e dos tolos, Escrevendo um pouco de tudo... O que pode haver em comum, Entre eu e um outro poeta? Na comparação não há mistério algum, Cada um tem a sua meta... Do tudo sou apenas um pouco, De todos os poetas nenhum renego. Como todos, sou um pouco de médico, Sou também um pouco de louco. Minha poesia é fragmentada, Como fragmentados são os poetas, Sou um pouco na minha longa estrada, Esse é o desafio que me resta... Sou um pouco de Carlos, de Paulo, de João, Da união de muitos, nasce minha poesia, Fala de coisa simples, das coisas desse chão, Do sentimento e do sonho de cada dia. Autor: Wiliam Caldas.

Empresa comunica fim dos dromedários de Genipabu

por  Jessyanne Bezerra  -  16 de maio de 2024 -  https://tribunadonorte.com.br/ Turistas na Praia de Genipabu. Fotos: Frankie Marcone O cenário paradisíaco das dunas de Genipabu não contará mais com os dromedários. Após 26 anos, a empresa Dromedunas encerrou as atividades em Extremoz. O comunicado foi emitido nesta quarta-feira (15) e justifica que o fim das atividades é por causa baixa demanda nos últimos três anos. Os dromedários, trazidos do Marrocos, se adaptaram ao clima quente e seco do Rio Grande do Norte. Introduzidos como uma atração turística, os passeios de dromedários nas dunas se tornou uma das atividades mais procuradas por turistas. A presença dos dromedários também tem um impacto significativo na economia local. Atraindo turistas de diversas partes do Brasil e do mundo, essa atividade ajuda a impulsionar o setor de turismo em Natal. Em nota, a empresa comunicou que recebeu um convite para uma parceria fora da região Nordeste. Segundo o comunicado, os ...