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Mostrando postagens de janeiro, 2019
Minha vida não foi um romance... Nunca tive até hoje um segredo. Se me amas, não digas, que morro De surpresa, de encanto. de medo... Minha vida não foi um romance... Minha vida passou por passar. Se não amas, não finjas, que vivo Esperando um amor para amar. Minha vida não foi um romance... Pobre vida... passou sem enredo... Glória a ti que me enches a vida De surpresa, de encanto, de medo! Minha vida não foi um romance... Ai de mim... Já se ia acabar! Pobre vida que toda depende De um sorriso, de um gesto, um olhar... [Mario Quintana, Canção para uma Valsa Lenta] Wanderlust
Francisco Inácio Ferreira (84) é poeta da velha guarda assuense de versos populares, de versificação fácil que a gente encontra facilmente pelas ruas do interior do Nordeste brasileiro. Na última sexta-feira, numa solenidade realizado no cinema na Assu encontro-me com ele que, na sua melancolia, escreveu esses versos que declamou para mim com lágrimas nos olhos (a glosa|décima é a sua predileção para versejar), conforme transcrito adiante: A velhice me fez pagar com juro Um  empréstimo que fiz na mocidade Armo a rede e me deito no escuro Me lembrando das coisas do passado Estou velho, tristonho e abandonado Sendo assim vou pagar tudo que fiz Hoje em dia me sinto um infeliz Sem um lar, sem amor, sem alegria Me lembrando das coisas que eu fazia Um empréstimo que eu fiz na mocidade.
Uma noite solene no Assu, "onde a poesia eterna, mora." Posse de Assis Medeiros (poeta) na qualidade de presidente da Academia Assuense de Letras). Na fotografia podemos conferir uma obra de arte (pintura) de um dos nossos artistas plásticos chamado Gilvan Lopes. Foto tirada no salão vip do Cine Teatro Pedro Amorim (totalmente reformado com recursos da PETROBRAS e da prefeitura daquele importante município da terra potiguar. É a nossa maior casa cinematográfica e de espetáculo, desde 1924. Fica o registro.
A tragédia em Brumadinho Abala o país inteiro, Uma estatal leiloada Ao capital estrangeiro Aí você me responda Se vale a vida ou o dinheiro... Manoel Cavalcante
TEU OLHAR Teu olhar transmite   a felicidade de uma nova vida. Teu olhar, faz sentir as energias de inesquecível   recordação. Teu olhar, cria um novo mundo, um mundo de imagens encantadoras. Teu olhar, representa uma suave e amena brisa, desprendendo amor. Teu olhar, é como um néctar puríssimo   que resurgindo   do cosmos, qual mensagem Divina. Teu olhar, irradia o mais puro amor. Cria panoramas belíssimos, onde repousa um saudoso coração. Teu olhar, sereno inunda de perfume os campos e os prados. Acalentando o sofrimento e as lágrimas de um grande amor. Fabrício Neto

“Eu esperava uma boa nota, mas não mil”, diz Ipanguaçuense nota 1000 no ENEM

A ipanguaçuense Rylla Melo está na relação dos 55 estudantes do Brasil que obtiveram nota mil na redação do ENEM 2018. O resultado do Exame Nacional do Ensino Médio foi divulgado na última sexta-feira, dia 18 de janeiro. Rylla falou sobre o sonho que tem de cursar medicina que agora está mais perto e demonstrou surpresa ao saber que alcançou a pontuação máxima na redação. Ela afirma que “ esperava uma boa nota”,  mas não tinha ideia que essa nota fosse a maior. No Rio Grande do Norte além de Rylla Melo, a estudante mossoroense Carolina Mendes Pereira também alcançou nota máxima na redação. https://assutododia.blogspot.com
Fantástica essa analogia! No ventre de uma mãe havia dois bebês. Um perguntou ao outro: - "Vc acredita em vida após o parto?" O outro respondeu: - "É claro. Tem que haver algo após o parto. Talvez nós estejamos aqui para nos preparar para o que virá mais tarde." - "Bobagem", disse o primeiro. - "Que tipo de vida seria esta?" O segundo disse: - "Eu não sei, mas haverá mais luz do que aqui. Talvez nós poderemos andar com as nossas próprias pernas e comer com nossas bocas. Talvez teremos outros sentidos que não podemos entender agora." O primeiro retrucou: - "Isto é um absurdo. O cordão umbilical nos fornece nutrição e tudo o mais de que precisamos. O cordão umbilical é muito curto. A vida após o parto está fora de cogitação." O segundo insistiu: - "Bem, eu acho que há alguma coisa e talvez seja diferente do que é aqui. Talvez a gente não vá mais precisar deste tubo físico". O primeiro contestou: - "Bobagem, e ...
Este meu riso, triste e macilente. Perdido sobre o peito dolorido, Bem demonstra o pesar e o sofrimento De um desgraçado e de um desiludido. Este meu riso, sem contentamento Este meu vago olhar amortecido São os sinais amargos do tormento Da vida indesejável de um perdido Vivo sempre a beber, de bar em bar, Afogando num cálice de aguardente A dor que faz meu peito pensar? Chorando ou rindo, vou passando a esmo. E no vício morrendo lentamente Fazendo assim o enterro de mim mesmo. Júlio Soares, poeta assuense

ANTIGA PAUTA DA FESTA DO PADROEIRO DO ASSU, SÃO JOÃO BATISTA. 1956

REGISTRANDO - Hoje, 20/4, perdi na morte um velho amigo querido desde os tempos de menino no Assu, chamado José Regis de Sousa. Na terra assuense vivemos a infância e começo da juventude, bem como em Natal, parte da vida adulta. Fomos colegas na Assembléia Llegislativa. Ele, servindo ao gabinete do deputado Paulo Montenegro, eu, na qualidade de Sub-Coordenador de Administração Financeira e Orçamentária daquele parlamento estadual (cargo que Regis a ntes teria ocupado. Isso, na década de noventa. Foram, portanto, quase sessenta e quatro anos de amizade verdadeira, sincera, leal, correta. Regis, apresentava um programa político através da importante Rádio Princesa do Vale, do Assu com muita audiência, denominado Registrando. Figuras influentes da política potiguar foram por ele sabatinados através daquela emissora e da sua rádio web Nova 98. Ele foi apresentador de um programa esportivo da Rádio Cabugi de Natal, no início da década de setenta. Figura da melhor têmpera, de ótima quali...
Roubo o orvalho da noite para disfarçar com suas pérolas as lágrimas depositadas na almofada. Levas-me a madrugada quando despes a noite deixando-a nua de abraços e o meu peito órfão do teu. Soletrando a memória da sede em que me bebes deixas pela casa a ternura abandonada dum abraço. O sabor fossilizado dos beijos aroma interrompido do amor nas palavras gretadas sem resposta. E lentamente passeio os dedos pela memória onde tudo é imortal. Onde as linhas do destino já foram percorridas e a chuva soluça pelos vidros abafando ofegos transpirados enquanto o vento sopra o teu nome para longe da sombra das memórias. Perco-me no rabiscado das sombras e numa dança irreal meu espírito eleva-se onde surgem pétalas de doçura pingadas de fantasias e loucuras e a ti rendo-me. (Cristina Costa)
PELO 'FUNDO' Pacó (apelido) era uma figura boêmia da cidade de Assu, onde exerceu a profissão de garçom nos clubes sociais da terra assuense. Ele trabalhou também como servente, num convênio que a prefeitura daquele município tinha com a Fundação SESP,  fazendo privadas pré-moldadas de cimento, para serem doadas as pessoas carentes do Assu. Pois bem, João Fonseca era o Secretário de Administração daquela prefeitura no governo de Walter de Sá Leitão (1972-75). Pacó, ao sair do trabalho, sujo e imundo, foi direto a sala daquele secretário para que ele, Fonseca, autorizasse a tesouraria fazer o pagamento pelos seus serviços prestados, que seria pago pela verba do FPM - Fundo de Participação dos Municípios. João Fonseca versejou de improviso, essa quadrinha: Eu não lhe posso pagar Pois você está imundo Vá primeiro se banhar Pra receber pelo 'fundo'. Postado por Fernando Caldas

Capitão Manoel Varella Barca, lá do Assú (I)

João Felipe da Trindade ( jfhipotenusa@gmail.com ) Professor da UFRN, membro do IHGRN e do INRG Nas minhas pesquisas genealógicas, uma personagem sempre presente, na vida de Assú, foi sem dúvida o capitão Manoel Varella Barca. Entretanto, não encontrei, até agora, maiores referências sobre sua vida por parte de nossos escritores. Está esquecido pelos seus e pelos outros. Faleceu aos dez de setembro de 1850. Pelos assentamentos de praça, vemos que passou a tenente em 3 de março de 1791 e a capitão em 18 de agosto do mesmo ano. Quando da invasão da Ilha de Manoel Gonçalves, por corsários ingleses, em 1818, foi o capitão Manoel Varella Barca quem recebeu a primeira informação do Comandante do Degredo da Ilha, Alexandre José Pereira. Foi procurador e administrador das várias fazendas de Cristovão da Rocha Pitta, morador na Bahia, e da viúva Costa, da praça de Pernambuco. No seu testamento, escreveu que era natural da Vila do Cabo, da Província de Pernambuco, filho de Jos...
-Pare de me investigar, Seu Fux, faço esse apelo... Que eu tô vendo a hora o povo Descobrir o desmantelo E aquele negócio aqui Tá que não passa um cabelo... Manoel Cavalcante
O soneto intitulado Carnaval transcrito abaixo, intitulado Carnaval, de autoria  do poeta Norte-riograndense do Assu chamado João Lins Caldas vamos encontrar publicado em O Correio da Manhã, importante Jornal do Rio de Janeiro, edição de 1924. Vejamos: Gritos se agitam  fora... E' a mascarada - Uma sombra, outra sombra se insinua Momo de guiso e os arlequins na rua... E tudo rola pela desfilada... Dizer tudo é nã dizer de nada... E' a verdade mais negra, esta mão crua E' tudo ver por uma só calçada, Tudo nos raios de uma mesma lua... ouço fora e lá dentro... Que se olha Há, gigantesco, no perfil que avulta Um portentoso vulto que encandeia... Traço por traço, o coração retalha... ... E enquanto o gênio como um sol trabalha A multidão lá fora cambaleia...
VAIS Vais... vais partir e, aqui, amargurado Não cessarei de ti chorar um dia. Em tudo, cruel, a dor se me anuncia, E, todos, ressurgem os sonhos do passado. Longas noites no sofrer gelado Eu sei que vou passar... a nostalgia Encherá os peitos dessa letargia Onde soluça o Amor que foi sonhado... Tudo que em mim de ti falando vê-se Segreda-me com ânsia de queixume: "Sei que, quem parte bem cedo se esquece..." "Vais... meu amor! Minha doce ilusão!" E´ loucura de mim teres ciúme Aqui fica meu corpo e segue o coração... (João Lins Caldas)
Roberto Meira RAIOS Centro de Assú-RN Raios por todos os lados 16.01.2019
Você mora no meu coração  

O passar do tempo na Manoel Montenegro

Por Pedro Otávio Oliveira Em uma época onde as mídias sociais ainda nem tinha os seus primeiros suspiros e a internet não passava de um termo nunca ouvido e estranho, a comunicação era por meio das cartas, telegramas ou pela Companhia TELERN que tinha seus postos na cidade, com Lolete Lacerda, Neide Oliveira, Dalva Cabral, Raimunda, Ilná e Eurli como funcionárias. Sem a interferência de qualquer aparato como esse, a amizade imperava, o calor humano da convivência era o que unia os amigos e vizinhos. A vida modorrenta da pequena cidade interiorana não tinha muito atrativo, senão as festas e matinês no Clube Municipal ou AABB e filmes no Cine Teatro Pedro Amorim, como Jesuíno Brilhante, Dio Come Ti Amo, Candelabro Italiano. A efervescência política, cultural e os acontecimentos sociais tinham maior destaque no centro da cidade que resumia-se nas poucas artérias, no quadro da Igreja, na Praça do Rosário e na rua mais habitada: a Manoel Montenegro. Em um tempo que não havia pla...
Assu Antigo Ontem às 22:57  ·  Roberto Meira PANORÂMICA - Serie Rua Pref. Manoel Montenegro, — em Assu.