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Mostrando postagens de setembro, 2023
  CHICO E CHICA Por Renato Caldas   Sinha môça, eu conto um fato De chico ôio de gato E chica Passarinheira: Ele, vendia missanga, Pó de arroz e burundanga; Era mascate de feira. Chiquinha, uma roceira Disposta e trabaiadeira... Pegava os pásso e vendia. Porém, tinha um priquito Muito mansinho e bonito Qui ela, vendê num queria. Chico, toda menhanzinha, Ia a casa de Chiquinha Já cum mardósa intenção... Na cunversa qui travaram, Os óios, se encontraram:... Tibungo, no coração. Chico môço da cidade Cunversa de verdade, Dotô em tufularia, Foi devagá se chegando, Passando a mão alisando E o priquitinho cedía O bicho se arrupiava... Ela, calada deixava, Gostava daquele trato. Nisso o amô pôz a canga! Pôi-se a brincar cum a missanga De Chico Oio de Gato. Um brincando, outro alizando E a missanga amariando Nisso, um gritinho se ôviu. Num é qui o priquito-rico, Teve fome e abriu o bico... Bufo - a missanga engoliu. Chico mudô de caminho! O verde priquitinho Bateu asas e avuô... E Chic...
 
  Lenda dos beijos Dizem que os beijos na mão Falam de amor e respeito Nos olhos dizem paixão Se dados com certo jeito Nos cabelos incerteza Ciúmes queixa e dor Na testa dizem pureza Se dados com certo ardor Nos braços é liberdade E no queixo é fingimento Em vez se dados de má vontade Em vez de gozo é tormento Na boca volúpia imensa São beijos cheios de dor São beijos de muita crença São beijos de muito amor. NL
Ars Poetica "...queixava-se de sentir 'uma dor vaga no cérebro', uma dor física, dizia ele, sempre que se encontrava entre pessoas que conversavam apenas sobre banalidades." (PIOTR KROPOTKIN - In: "Em Torno de Uma Vida) Arte / Vincent van Gogh Todas as reaçõe
A CARNAUBEIRA Neste sertão de hércules habitantes, Nesta nesga de terra hospitaleira, Ergue as tremulas palmas verdejantes A rica e majestosa carnaubeira. Mesmo os ricos do sol mais causticantes Ela, virente, mostra-se altaneira, Secular como sempre e como dantes, Dando a aparência esbelta de palmeira. Seus frutos dão um pó igual ao de ouro: Seus frutos são de um gosto adocicado, E tudo é bom do vegetal tesouro. O homem conserve essa árvore tão nobre, Que, morta, vive ainda no sobrado E na choupana rústica do pobre.  (Nota do blog: Temos dúvida se o soneto acima é de autoria de João Nathanael de Macedo ou de Francisco Amorim).
O Grito Se ao menos esta dor servisse se ela batesse nas paredes abrisse portas falasse se ela cantasse e despenteasse os cabelos se ao menos esta dor se visse se ela saltasse fora da garganta como um grito caísse da janela fizesse barulho morresse se a dor fosse um pedaço de pão duro que a gente pudesse engolir com força depois cuspir a saliva fora sujar a rua os carros o espaço o outro esse outro escuro que passa indiferente e que não sofre tem o direito de não sofrer se a dor fosse só a carne do dedo que se esfrega na parede de pedra para doer doer doer visível doer penalizante doer com lágrimas se ao menos esta dor sangrasse Renata Pallottini (1931, São Paulo, 2021 ) ,  Dramaturga/Ensaísta/Poeta e tradutora brasileira,   in 'A Faca e a Pedra' Renata                                 Imagem da Web
SÚPLICA Por Francisco Amorim Vai alta noite já. Entro em meu quarto à procura de um bem que não existe. Passo as horas cismando, cheio, farto, Desta saudade que em meu ser persiste. Tenho opressão como se fosse enfarto, Se processando na minha alma triste. E se ânsias cruéis., sozinho parto, Volto a te desejar. ninguém resiste. É a falta de ti que me aborrece. E a insipidez a ausência me parece, O longo isolamento de degredo. Vem, já não suporto este martírio. Aos meus olhos eu vejo a luz do círio, Fica perto de mim. Não tenhas medo.
  Mundo Incrível Jean Agélou foi um fotógrafo francês das décadas de 1910 e 1920, mais conhecido por suas fotografias eróticas e nus feitos no início do século XX. Agélou nasceu em Alexandria, Egito, em outubro de 1878. Ele morreu em 2 de agosto de 1921 em Gien, França.

JOSÉ ANTÔNIO DE SOUZA CALDAS - COMO ERA NATAL EM 1872

 https://tokdehistoria.com.br/, Por Rostand Medeiros. 26/11/2017 TOK DE HISTÓRIA Deixe um comentário Por esses dias encontrei um interessante texto bem interessante, que mostra vários aspectos da minha velha cidade Natal em 1872. Foi um trabalho publicado no jornal “ A República ”, edição de 14 de maio de 1972, intitulado “Natal há 100 anos atrás” e de autoria do escrito pelo advogado, juiz, professor e jornalista Veríssimo de Melo. O autor resgatou um texto escrito originalmente por  João Lindolpho Câmara  e publicado em 1938, como um dos capítulos do seu livro  Memórias e devaneios . Mas quem foi  João Lindolpho Câmara ? Não encontrei nenhuma foto que mostre seu semblante, mas sabemos que nasceu em Natal no dia 14 de maio de 1863. Estudou no Ateneu e ingressou no Tesouro Provincial em 1881. Em Natal atuou politicamente em prol da campanha abolicionista e foi um dos que assinaram a Ata da Proclamação da República no Rio Grande do Norte. Formado em Direito no Re...