quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

PURUECA, UM BOÊMIO AUTÊNTICO

José Tarcísio Tavares e sua irmã Evangelina Tavares de Sá Leitão.



José Tarcísio Tavares ou simplesmente Purueca como era mais conhecido na sua cidade de Assu, era tipo magro, baixa estatura, bom de copo, boêmio inveterado. Teve a infelicidade de ter perdido na morte, seus pais Fernando Tavares e Maria Celeste Tavares num desastre aviatório do Rio do Sal, em 12 de julho de 1951, fato este que deixou a sua família atordoada. Estudou no Colégio Diocesano de Caicó e no 7 de Setembro, de Natal na década de cinquenta. No Assu frequentou todos os bares e botequins daquela cidade de tantos boêmios como ele próprio.

Purueca foi proprietário em parceria com Tarcísio Tavares da famosa Sorveteria denominada Ponto Chic, estabelecida na esquina com o antigo Banco do Brasil, em frente a praça Getúlio Vargas. Era o ponto de encontro da juventude assuense nos anos sessenta. 

Dele, em razão do seu temperamento explosivo, ignorante, qualquer coisa que lhe desagradasse dizia um nome de baixo calão, conta-se que certo amigo lhe fizera uma proposta numa mesa de bar, madrugada a dentro: "Purueca, eu pago a despesa se você passar cinco minutos sem dizer um nome imoral!" Tá fechado, pode marcar no seu relógio!" - Quando foram já se aproximando do cinco minutos, não suportando mais esperar", explodiu: "Os ponteiro da porra deste relógio não roda, não?" - E Purueca foi obrigado a pagar toda a despesa.

Em tempo: Ele, Purueca, era meu tio pelo lado materno.

Fernando Caldas



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