segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

MEMÓRIAS:

AVIADORA ASSUENSE
As informações foram baseadas na pesquisa de Fernando Hippólyto da Costa com o título: “No Ar - A História das Aviadoras do Rio Grande do Norte” – publicada no jornal O Poti de domingo dia 24 de julho de 1988. 
Maria Enilda de Sá Leitão de Brito nasceu em Assu, no dia 22 de julho. Pertenceu ao Serviço Público Federal, exercendo cargo destacado na Escola Técnica Federal do Rio Grande do Norte. Casada com o Professor Severino do Ramo de Brito.
        Entrou para a Escola de Pilotagem do Aeroclube, em Capim Macio, no ano de 1955, tendo realizado o seu primeiro voo de instrução num avião CAP-4 Paulistinha em setembro do mesmo ano. O seu primeiro instrutor foi José Limeira da Silva.
        Chegando a voar cerca de 42 horas, “solou” em setembro de 1956. Entre seus colegas de turma, recorda-se perfeitamente de Negreiros, Diavani Fernandes, Newton Pereira Rodrigues, Saraiva, Hugo e Daniel Alves de Oliveira.
      Seu “checador” para o voo solo foi próprio instrutor Limeira, e desse dia inesquecível ela falou que “foi a sensação mais audaciosa, quase irreal, de que voando conquistaria a grandeza do infinito e daí, alegria e emoções incontidas”.
        Além do conhecido Paulistinha, “solou” também o Pipper J3. Chegou a tomar parte em duas revoadas, voando com o instrutor uma com destino a cidade de Currais Novos, para a “Festa do Algodão” e outra, para Recife, participando das festividades programadas pelo Aeroclube de Pernambuco.
        A nossa pergunta, se recordava de algum fato pitoresco, respondeu-nos: “com relação a voos, não. Mas no nosso dia-a-dia de instrução, dado o idealismo do grupo, até as grandes dificuldades que a Escola de Pilotagem do Aeroclube enfrentava para manutenção do curso, eram superadas por nós e se transformavam em fatos pitorescos”.
        Perguntamos ainda se gostaria de voltar a pilotar aeronaves e se o marido não colocaria objeções para tal, respondeu-nos de maneira objetiva: “Já não penso em voltar a voar; meu marido tem pavor de avião, não gostando nem que eu fale naquela fase da minha vida...”.

        Esclareceu-nos também ter tido sempre o “fator sorte ao seu lado, pois nunca chegou a sofrer qualquer pane em voo, nem pousou em emergência”. 
        Maria Enilda de Sá Leitão de Brito - Irmã de dona Zuleide, Paulo, Zé Leitão e outros.
Foto ilustrativa.

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