segunda-feira, 20 de maio de 2013


Rasgo o silencio
com as palavras que escrevo.
Pedaços de vida qual tapeçaria
que não consegue tecer a si mesma.
Como um pedaço de tecido
com forma de remendo.
E mesmo assim meros fragmentos
simples retalhos de uma vida. 

Cristina Costa

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Rasgo o silencio 
com as palavras que escrevo.
Pedaços de vida qual tapeçaria 
que não consegue tecer a si mesma.
Como um pedaço de tecido 
com forma de remendo.
E mesmo assim meros fragmentos
simples retalhos de uma vida. 

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domingo, 19 de maio de 2013


Aluízio Lacerda (esquerda), falando no Encontro do PSB, realizado em Carnaubais, sábado, 18, com a presença da ex-governadora Wilma de Faria e lideranças locais.
Ex-alunos do Colégio Nossa Senhora Das Vitórias, início da década de setenta.

Nos velhos tempos da Codeva



Direta para esquerda: Astério Tinôco (presidente do Sindicato Rural de Açu), Joaquim de Carvalho (representando a CERVAL), Edmilson Lins Calas (gerente da Cooperativa Agropecuária do Vale do Açu Ltda - Coapeval) e o ministro da Agricultura Cyrne Lima (sentado). 

A CODEVA - Comissão de Desenvolvimento do Vale do Açu (constituída no início dos anos sessenta) era um órgão de caráter consultivo e executivo, criada por Osvaldo Amorim, Dom Eliseu Simões Mendes (os gigantes do vale), dentre outros. Era presidido por Edgard Montenegro então deputado estadual e secretariada por Osvaldo. Aquele órgão tinha o objetivo de retomar o desenvolvimento do Vale do Açu (sem politicagem ou politicalha nenhuma), até porque o combativo deputado assuense Olavo Montenegro, dentre outras pessoas do seu grupo político local de oposição ao deputado udenista Edgard Montenegro, faziam parte daquela instituição. Pois bem, corria o ano de 1969, os agricultores e pecuaristas daquela importante terra varzeana foram surpreendidos por um decreto do presidente Garrastazu Médici, no sentido de que 22 mil hectares de terras de aluvião daquela região, fossem desapropriados. Fato este que ocasionou durante alguns anos, grandes dificuldades para  os proprietários e agricultares, que ficaram impedidos de fazer empréstimos agrícolas no Banco do Brasil  (única casa bancária então existente no Assu. Foi então que Osvaldo Amorim na qualidade de secretário da CODEVA, figura habilidosa, começou a se articular. Tomou conhecimento  da vinda do Ministro Cyrne Lima ao Estado de Pernambuco (para incentivar já naquele tempo, a caprinocultura no Nordeste), entrou em contato com os auxiliares daquele simpático ministro e, consequentemente, a sua ida ao Vale do Açu, para tomar conhecimento da realidade.

O que ocorreu: aquele ministro atendendo aquele dramáticaapelo, através de Osvaldo, se comprometeu ir até a cidade de Ipanguaçu onde foi realizada uma concentração pública, e aquela situação fora resolvida ali mesmo, na praça pública da terra ipanguaçuense. Era prefeito de Ipanguaçu Nelson Montenegro.

Terminado aquele ato público, Cyrne Lima fora recebido com muita festa pelo Major Montenegro que ofereceu um jantar ao ministro Lima e sua comitiva, bem aqueles que faziam parte da Codeva, na casa da sua Fazenda Picada/Itu, onde também foi lido pelo poeta matuto Renato Caldas, uma carta rimada reivindicatória  intitulada de "Carta Aberta ao Ministro Cyrne Lima", que muito agradou aquele simpático ministro e aos demais circunstantes, que diz mais ou menos assim:

Senhor Ministro Cyrne Lima
Se é tão grande a nossa estima
Maior é a admiração.
O senhor veio decretado
Conhecer o nosso Estado
Vendo e sentindo o sertão.
Chegou na hora aprazada
De ver a terra molhada
E a triste situação.
Senhor Ministro, a hora é triste
O dinheiro não existe
E o banco não quer soltar.
Como pode a criatura
Trabalhar na agricultura
Sem semente pra plantar?
O sertanejo é um forte
Vive jogando com a sorte
Dando uma em cheia e outra em vão!
(...)
Leve na sua bagagem,
A lealdade e a coragem
Dos filhos deste sertão.

Fernando Caldas

Assim é Minha Vida

Meus deveres
caminham com meu canto.
Sou e não sou:
é esse meu destino.
Não sou,
se não acompanho as dores
dos que sofrem:
são dores minhas.
Porque não posso ser
sem ser de todos,
de todos os calados
e oprimidos.
Venho do povo
e canto para o povo.
Minha poesia
é cântico e castigo.
Me dizem:
"Pertences à sombra".
Talvez, talvez,
porém na luz caminho.
Sou o homem
do pão e do peixe,
e não me encontrarão
entre os livros,
mas com as mulheres
e os homens:
eles me ensinaram o infinito

Pablo Neruda
Assim é Minha Vida

Meus deveres
caminham com meu canto.
Sou e não sou:
é esse meu destino.
Não sou,
se não acompanho as dores
dos que sofrem:
são dores minhas.
Porque não posso ser
sem ser de todos,
de todos os calados
e oprimidos.
Venho do povo
e canto para o povo.
Minha poesia
é cântico e castigo.
Me dizem:
"Pertences à sombra".
Talvez, talvez,
porém na luz caminho.
Sou o homem
do pão e do peixe,
e não me encontrarão
entre os livros,
mas com as mulheres
e os homens:
eles me ensinaram o infinito

Pablo Neruda
Carteiras antigas do IPI 
Rosimar - Página R
http://www.paginarsiteseblogs.blogspot.com.br/


Zelito Coringa no Papo de Calçada


Ginásio Pedro Amorim


O Ginásio Pedro Amorim pertencia a CNEG - Campanha Nacional de Educandários Gratuitos, que depois veio a ser CNEC. Na cidade de Assu fora instalado ainda no início de sessenta. Padre Hélio, salvo engano, foi seu primeiro diretor. Aquele educancário funcionou no Instituto Padre Ibiapina, no colégio Jk e onde hoje está assentado o Campus Avançado do Assu, da UERN. A carteira de estudante acima é uma relíquia (peça de museu), data de 1971. Era seu diretor naquele tempo (1971), dr. Noé Rogério da Costa e o presidente do Grêmio era o Sr. Francisco de Medeiros Dias (Chico Dias). Além de padre Hélio e Noé Rogério foram seus diretores, João Marcolino de Vasconcelos, Adonias Bezerra de Araújo, dentre outros que não me vem na memória. Fica, portanto, mais um registro que estava no esquecimento.

blogdofernandocaldas.blogspot.com



sábado, 18 de maio de 2013



SÁBADO, 18 DE MAIO DE 2013

AGEZANDRO - O MUSICO




AGEZANDRO AGENOR DE ALCANIZ - conhecido como "Agesano", é Filho de Evilásio Augusto de Alcaniz e de Dona Fausta Ezequiel da Silva. Agezandro com 65 anos de idade desde quando nasceu no sítio Pau-do Jucá no município de Ipanguaçu. Casou-se com a boemia, por esta razão permanece solteiro. Descobriu e começou o gosto pela música ainda criança. Aos 13 anos já tocava cavaquinho na Rádio Rural de Natal onde morou algum tempo para depois retornar a Ipanguaçu.

Em Assu, foi em 1968 que recebeu seus maiores impulsos, já morando por lá, passou a fazer parte, como guitarrista, do grupo musical ‘The Teacher’ – também conhecido como ‘Os Professores’ comandado por Cristovão Dantas – “Seu Cristovão”.

Agezandro não tem emprego fixo (nunca teve) por esta razão também ainda não se aposentou. Porém, devido ao seu talento, “os chamados” constantes para tocar em barzinhos, farras de tudo que é jeito, sempre se manteve. O ganho é quase invisível. A bebida e o tira-gosto são testemunhas.

As cordas que são trocadas por ele relatam a reciprocidade de tão perfeito acompanhamento linear e de harmonia denunciada pelos sons. Roda de Samba, Banda Terço, Brilho do Som, Pinguins (de Caraubas) são algumas das famílias musicais em seu imenso campo de plantação de sons.

Agezandro permanece em Assu – terra que adotou como berço pátrio. Como companheiro de algumas dezenas de farras, posso afirmar que poucos profissionais no Estado possuem as habilidades deste violonista. Toca porque sabe - como sempre gosta de dizer as pessoas que o observam. Quase não canta. Apesar de possui um bom timbre de voz. Já me confidenciou que acompanha tudo, mas só costuma cantar as músicas que gosta... Por isso se limita a tocar. E, aproveitando a deixa sempre peço para ele dar uma “palhinha”... Uma delícia!

Agezandro e como a carnaubeira: insígnia desse povo pacato e acolhedor. Dificilmente encontramos um assuense que não conheça Agezandro e sua fama de bom tocador de violão. Agezandro é sinônimo de bar, de farra, de bordel, de boa música... De Assu. 

Sempre que me encontro com Agezandro ele lembra uma farra desmantelada que fizemos (eu, Sá, Wilton, Flávio e Agesandro) de Assu para Macau parando em tudo que era placa de Coca-Cola. Eu dirigia numa velocidade de aproximadamente 90 quilômetros quando, à altura da ponte entre o Alto do Rodrigues e Pendências, um pneu traseiro da Brasília (parece que o veículo era de Sá José) saltou... Só vi o vulto da roda passando pelo carro numa velocidade infernal. Depois de muita peleja consegui parar sem virar nem descer o barranco. Resultado: nunca encontramos o dito pneu. Tempos malucos.

Ao meu amigo Agezandro envio, deste espaço, o meu reconhecimento, a minha gratidão pelas vezes que precisei tomar emprestado seu talento para abrilhantar alguns momentos. Que Deus o proteja. Que lhe dê muita saúde para continuar                 no seio do Assu por muitos anos. Um forte abraço!

Fonte: Jornal O Rebuliço - 2007
Talvez não tenha vivido em mim mesmo, talvez tenha vivido a vida dos outros.

PABLO NERUDA
Talvez não tenha vivido em mim mesmo, talvez tenha vivido a vida dos outros.

De: Pablo Neruda Poemas da Alma

Quem não vê nos olhos não lê nas almas.

João Lins Caldas, pensador potiguar

PARABÉNS


Deste espaço parabenizamos aos assuenses José Bezerra da Silva - Zé Bezerra e José Wanderley de Sá Leitão - Zé Leitão - mestres da contabilidade no município do Assu, homenageados em Sessão solene na sexta feira na Assembleia Legislatura numa propositura do deputado George Soares.

Na solenidade Zé Leitão (com 93 anos de idade) foi representado pelo seu filho Caio de Sá Leitão. No seu pronunciamento o deputado George assim se expressou: "Como sou do meio contábil, fico feliz em registrar essa homenagem a esses dois ilustres conterrâneos. São pessoas íntegras de grande capacidade e que nesta sessão tiveram seu trabalho reconhecido"

Parabéns. Sucesso e que Deus ilumine a todos!  Estendemos os beneplácitos aos seus familiares.

Absurdos do Assu I



Luís Carlos Lins Wanderley
Já vou me aproximando dos sessenta anos de idade. Como bom assuense, vou começar a contar além das coisas boas do meu querido município do Assu e região (com minha forma simples de escrever, com gramática ou sem gramática), os fatos que me deixa indignado que vem ocorrendo ao longo do tempo naquela terra assunese. Veja bem meu caro leitor especialmente você meu conterrâneo do Assu, conforme adiante: O plenário da Câmara dos Vereadores do Assu, antes levava o nome do ilustre assuense chamado Luiz Carlos Lins Wanderley (1831-1890), que foi médico, político brasileiro, poeta, presidente da província do Rio Grande do Norte, em 1886, patrono da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras, duplamente pioneiro, primeiro médico potiguar a se forme em medicina, pela Faculdade de Medicina da Bahia e primeiro romancista norte-riograndense, autor do romance intitulado de Mistério de um Homem, em dois volumes.
Agora eu pergunto: É justo que o nome de Luiz Carlos Lins Wanderley, tenha sido arrancado injustamente por aquela câmara de vereadores, isso há uns 15 anos atrás, não sei por quem, para denominar aquele plenário de João Marcolino de Vasconcelos – Doutor Lou, como está estampado em letras vivas naquela casa legislativa da terra assuense? Acho que não! Sem tirar os méritos de João Marcolino – Lou ou Seu Lô, como era mais conhecido? Eu acho um absurdo! A História do Assu precisa ser reparada! Assim entendo.
Fernando Caldas



CARTA DE ABRAHAM LINCOLN PARA O PROFESSOR DE SEU FILHO

“Caro professor, ele terá de aprender que nem todos os homens são justos, nem todos são verdadeiros, mas por favor diga-lhe que, para cada vilão há um herói, para cada egoísta, há um líder dedicado.
Ensine-o, por favor, que para cada inimigo haverá também um amigo, ensine-o que mais vale uma moeda ganha que uma moeda encontrada.
Ensine-o a perder, mas também a saber gozar da vitória, afaste-o da inveja e dê-lhe a conhecer a alegria profunda do sorriso silencioso.
Faça-o maravilhar-se com os livros, mas deixe-o também perder-se com os pássaros no céu, as flores no campo, os montes e os vales.
Nas brincadeiras com os amigos, explique-lhe que a derrota honrosa vale mais que a vitória vergonhosa, ensine-o a acreditar em si, mesmo se sozinho contra todos.
Ensine-o a ser gentil com os gentis e duro com os duros, ensine-o a nunca entrar no comboio simplesmente porque os outros também entraram.
Ensine-o a ouvir todos, mas, na hora da verdade, a decidir sozinho. Ensine-o a rir quando estiver triste e explique-lhe que por vezes os homens também choram.
Ensine-o a ignorar as multidões que reclamam sangue e a lutar só contra todos, se ele achar que tem razão.
Trate-o bem, mas não o mime, pois só o teste do fogo faz o verdadeiro aço. Deixe-o ter a coragem de ser impaciente e a paciência de ser corajoso.
Transmita-lhe uma fé sublime no Criador e fé também em si, pois só assim poderá ter fé nos homens.
Eu sei que estou a pedir muito, mas veja o que pode fazer, caro professor.“

*Já li essa carta trilhões de vezes e ainda vou ler mais umas centenas de milhares de vezes.

Enviado por PS.

Quem não entende um olhar... tão pouco entenderá uma longa explicação!!

Mário Quintana
Quem não entende um olhar... tão pouco entenderá uma longa explicação!!

Mário Quintana


Foto de CC.

sexta-feira, 17 de maio de 2013


1937 – NOTÍCIAS DO CANGAÇO

Eu sou pessoa que sempre acreditei na democratização da informação histórica. A ideia de uma sociedade mais justa, no meu entendimento, passa por esta questão. Pode ser bobagem, mas acredito nisso!
Neste sentido, quero presentear os leitores deste nosso simples blog com algumas matérias sobre o tema cangaço, publicadas no periódico DIÁRIO DE PERNAMBUCO”, de 1937.
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Quero publicar, pois acho que existe muitas gente interessada no tema e muito picareta se arvorando de pesquisador e “rastejador da história”.
O problema é que o tema cangaço abre espaço para isso, pois muito do que se tem é pura tradição oral.
Mas vamos para as notícias.
As primeiras tratam da libertação do ex-cangaceiro Antônio Silvino. Já velho e fatigado, Silvino deixava a Casa de detenção de Recife para uma vida onde iria gozar a liberdade.
O mesmo Silvino que nas suas andanças pelo sertão, um dia esteve na fazenda Ramada, onde veio pedir dinheiro para meu bisavô, Joaquim paulino de Medeiros, o conhecido coronel Quincó. Este lhe deu alguns “cobres” para que seguisse adiante e deixasse sua propriedade em paz. Uma vez contei isso a um pesquisador do tema, mas ele não acreditou. Me pediu uma “comprovação escrita” do fato!
Mas voltando a Silvino, este veio a falecer em Campina Grande, em 1944. Minha avó, Benícia Jacob de Medeiros, o viu nesta progressista cidade paraibana. Dizia que era “alto”!
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Bem, a segunda parte deste material mostra o cangaceiro maior do Brasil, Lampião. Este material é o mesmo que o libanês Benjamim Abrahão conseguiu indo no meio do mato atrás do “Rei do Cangaço”, sua Maria Bonita e toda trupe. A ideia do gringo era filmar e fotografia estes Guerreiros do Sol e ganhar uma grana junto com um empresário cearense.
Tanto ele, quanto Lampião, sua Maria e outros cangaceiros pagariam com a vida por esta ideia. Muito disso tem haver com a publicação deste material no periódico recifense. Conto mais desta história em http://tokdehistoria.wordpress.com/2011/08/03/quando-a-estrela-foi-lampiao/
Não tenho certeza, mas acho que a última notícia é pouco conhecida…
Boa visualização!
Rostand Medeiros
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FESTIVAL CULTURAL

ESTÃO ABERTAS AS INSCRIÇÕES PARA O CONCURSO DE QUADRILHAS JUNINAS EM ASSÚ

QUADRILHA
Estão abertas as inscrições para o Concurso de Quadrilhas Juninas 2013 pela Prefeitura do Assú. O concurso, que tem como finalidade divulgar a cultura popular e promover a integração entre as agremiações de quadrilhas juninas do Vale do Açu, distribuirá 6.000 reais em prêmios para as melhores apresentações.
Este ano, o concurso segue a mesma temática da Festa de São João, que é o resgate da cultura e das tradições, por isso, só poderão participar quadrilhas juninas da categoria tradicional e das cidades do Vale do Açu.
As inscrições, com vagas limitadas, estão abertas até o dia 29 de maio na Secretaria de Juventude, Esportes, Eventos, Turismo e Cultura. Maiores informações podem ser obtidas  pelos telefones: 3331-6300 ou 3331-6325.
O concurso de quadrilhas juninas promovido pela Prefeitura do Assú conta com o apoio cultural do Banco do Nordeste do Brasil – BNB.
O regulamento completo pode ser baixado no site da prefeitura:http://assu.rn.gov.br/

SEACOM – PMA
 FOTO: Jean Lopes
Postado por REGIStrando 

DIA ESTADUAL DO VAQUEIRO SERÁ COMEMORADO EM PERNAMBUCO NA DATA DE FALECIMENTO DO REI DO BAIÃO

NE - vaqueiro

Aprovado na tarde de quarta-feira (15), pela Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), o Projeto de Lei 1179/12, de autoria do deputado Rodrigo Novaes (PSD), que institui o Dia do Vaqueiro no estado.
A iniciativa, segundo o deputado, pretende valorizar as tradições do homem do campo.“O vaqueiro é a figura-símbolo do sertão pernambucano, representando o forte e sofrido povo desta região tão prejudicada pelas adversidades naturais”, explicou.
O Dia Estadual do Vaqueiro e o circuito de pega-de-boi, iniciativa também do deputado, deverão facilitar a elaboração de políticas públicas específicas para o segmento.
O PL foi encaminhado ao Palácio do Campo das Princesas para aprovação do governador Eduardo Campos (PSB) e será comemorado no dia 2 de agosto (data de falecimento do Rei do Baião Luiz Gonzaga, no ano de 1989).
De: Nação Nordestina
WWW.tibunadoceará.com.br

Assu


Velhos casarões da minha querida cidade de Assu-RN. Por sinal, naquele sobrado que podemos conferir na fotografia, duplamente centenário, nasceu um bravo chamado Ulisses Olegário Lins Caldas (que empresta o seu nome a uma importante rua do Centro da capital potiguar - Rua Ulisses Caldas), morto em combate na Guerra do Paraguai (1864 - 1870), em defesa da terra brasileira. Além de tantas figuras importantes nas letras, no jornalismo e na política da terra norte-riograndense. Portanto, é o segundo acervo de casarões antigos do Rio Grande do Norte. É o Assu, um dos municípios brasileiros da maior importância, de tanta estória e beleza, de moças bonitas e gente generosa. Quem visitar aquela cidade e beber da sua água, logo se faz poeta, arranja um namoro, se casa, constitui família e ali fica radicado, enraizado. Ainda, a título de informação, Assu é a segunda cidade criada no interior do Rio Grande do Norte que, de Vila Nova da Princesa, criada por Ordem Régia em 22 de julho de 1766, ganhou foros de cidade de Assu, através da Lei provincial n. 124, de 16 de Outubro de 1845. Afinal, o topônimo Assu ou Açu, que para Câmara Cascudo é o mesmo que guaçu, quer dizer grande, na língua Tupy-Guarany.

Fotografia do blog Assu na ponta da língua, de Ivan Pinheiro.


Velhos casarões da minha querida cidade de Assu-RN. Por sinal, naquele sobrado que podemos conferir na fotografia, duplamente centenário, nasceu um bravo chamado Ulisses Olegário Lins Caldas (que empresta o seu nome a uma importante rua do Centro da capital potiguar - Rua Ulisses Caldas), morto em combate na Guerra do Paraguai (1864 - 1870), em defesa da terra brasileira. Além de tantas figuras importantes nas letras, no jornalismo e na política da terra norte-riograndense. Portanto, é o segundo acervo de casarões antigos do Rio Grande do Norte. É o Assu, um dos municípios brasileiros da maior importância, de tanta estória e beleza, de moças bonitas e gente generosa. Quem visitar aquela cidade e beber da sua água, logo se faz poeta, arranja um namoro, se casa, constitui família e ali fica radicado, enraizado. Ainda, a título de informação, Assu é a segunda cidade criada no interior do Rio Grande do Norte que, de Vila Nova da Princesa, criada por Ordem Régia em 22 de julho de 1766,  ganhou foros de cidade de Assu, através da Lei provincial n. 124, de 16 de Outubro de 1845. Afinal, o topônimo Assu ou Açu, que para Câmara Cascudo é o mesmo que guaçu, quer dizer grande, na língua Tupy-Guarany.
















Fernando Caldas