quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Portugal é escolhido o melhor destino turístico do mundo. Aos detalhes!

Vista das ruas de Lisboa, capital de Portugal: o país acaba de ganhar como o Melhor Destino Turístico do Mundo no World Travel Awards || Créditos: Divulgação

Depois de ter ganhado o prêmio de melhor destino europeu em setembro, Portugal passou a integrar a lista de 17 candidatos que concorriam ao prêmio de melhor destino turístico do mundo segundo o World Travel Awards. Entre os concorrentes estavam Brasil, Grécia, Maldivas, Estados Unidos da América, Marrocos, Vietnã, Espanha, entre outros.
“Estamos perante um momento único para o turismo em Portugal. Este é o reconhecimento do trabalho que tem sido desenvolvido ao longo dos anos por todos que estão, de alguma forma, ligados ao turismo, mas é igualmente o reconhecimento pelo país autêntico, inovador, que soube se reinventar, que reúne uma grande variedade de experiências e paisagens. Um país que une modernidade, história, tradição, sol, natureza e gastronomia”, diz Ana Mendes Godinho, Secretária de Estado do Turismo de Portugal.
Além do prêmio de melhor destino turístico do mundo, Portugal também recebeu outras condecorações, como Melhor Órgão Mundial Oficial de Turismo e de Melhor Site Oficial de Turismo(visitportugal.com). “É com orgulho que vemos nossa estratégia reconhecida, o que nos dá motivação na busca dos nossos objetivos até 2027, para firmar Portugal com destino turístico de excelência”, comemora o Presidente do Turismo de Portugal, Luís Araújo. Parabéns!

O ÚLTIMO CINEMA DE CURRAIS NOVOS

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 https://tokdehistoria.com.br
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“Cine Teatro Des. Tomaz Salustino”, um dos setes cinemas de Currais Novos.
Currais Novos teve 7 (sete!) cinemas. Em 1920, “Nas garras do leão” foi a primeira película a ser exibida no “Cinema de Zuzu”, para espanto e encantamento dos espectadores. Funcionava num prédio na esquina por trás do Tungstênio Hotel, onde hoje encontramos a farmácia Frei Damião. A abertura do primeiro cinema em nossa cidade foi iniciativa de Bevenuto Pereira Filho, Seu Zuzu.
Mais tarde, em 1928, na Praça Cristo Rei (onde até pouco tempo funcionou o CREDSERIDÓ) foi fundado o CINE UNIÃO, tendo, ao longo dos anos, mudado de nome para CINE LUX, CINE SÃO JOSÉ e ROYAL CINEMA. Na época, eram usadas máquinas de projeção de 35mm e 16mm.
Em 1955, voltando ao espaço onde foram projetadas as primeiras películas no “Cinema de Zuzu”, o Desembargador Tomaz Salustino abriu o CINE TEATRO TOMAZ SALUSTINO, o qual realizou sessões semanais durante 18 anos, encerrando suas atividades em 1973.
O CINESPACIAL, último cinema de Currais Novos – e único que alcancei (nasci em 1981), foi inaugurado em 07 de setembro de 1978. Uma das primeiras exibições na imensa tela foi feita em 15 de dezembro de 1978 com o lançamento mundial de “Super-homem”, tendo o galã Christopher Reeve no papel principal. Apesar de ter começado a frequentar esse cinema em 1984/1985, ainda me lembro do cartaz de lançamento do Super-homem fixado no hall de entrada. Esse filme eu só conheci vendo as ‘Sessões da Tarde’ da vida.
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Praça Cristo Rei , Currais Novos, década de 1940.
Em 1986 eu tinha apenas seis anos quando fui com meu irmão mais velho, Wagner, assistir King Kong Lives (King Kong 2), lançado mundialmente em 19 de dezembro de 1986. Foi engraçado (ou trágico?) porque o filme era legendado e eu ainda não sabia ler. Então fiquei apenas curtindo as cenas sem entender bem o que estava acontecendo.
A alegria da criançada da década de 80 em Currais era ir ao CINESPACIAL, comprar pipoca, sentar numa das 800 confortáveis cadeiras alcochoadas (seiscentas na parte de baixo e duzentas no “primeiro andar” – balcão nobre) e assistir às matinês com os filmes d’Os Trabalhões… Os Trapalhões no Reino da Fantasia, Os Trapalhões no Rabo do Cometa, Os Fantasmas Trapalhões, Os Trapalhões na Terra dos Monstros…
Terminava a sessão e a gente saía na calçada ainda se acostumando com a luz da tardezinha, ainda voltando à realidade, depois de experiências tão ricas no mundo da imaginação…
Infelizmente, o último cinema de Currais Novos fechou as portas no dia 01 de janeiro de 1990.
AUTOR – Wescley J. Gama
"Os homens de poucas palavras são os melhores."

Shaskepeare

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

O “CAVIAR DE CAJU” É UMA INVENÇÃO DE CAICÓ (RN) QUE VOCÊ PRECISA PROVAR

Este é Sandro Medeiros junto com sua mulher Rosineide Medeiros:

Sandro e Rosilene. Foto: Thyago Macedo / Revista Deguste
Eles são cozinheiros na cidade Caicó (“região do Seridó”, parte sul do RN) e gostam muito de fazer experiências na cozinha para tentar criar pratos inovadores. O melhor de tudo é que fazem isto usando elementos da própria culinária regional.
Um dia eles estavam em uma destas experiências usando o caju, fruta símbolo do Rio Grande do Norte. Ao picarem e misturarem a popa da fruta com outros ingredientes perceberam uma textura e um sabor diferenciado, nascia assim o “Caviar de Caju”!
Basicamente o prato é feito com manteiga da terra, cebola, alho, pimentão, alcaparras e azeitonas, tudo picado em minúsculos cubinhos (corte em “axe”), ou seja, de uma forma que fiquem parecidos com o caviar tradicional. A mistura leva ainda molho shoyo e vinagre, e deve ser mexida lentamente por vários minutos. O resultado é este:

Olá, sou um caviar de caju! Foto: Thyago Macedo / Revista Deguste
O caviar é servido no restaurante do casal – que coincidência ou não se chama Restaurante Brilhante – de uma forma também bastante criativa e muito regional: em cima de uma espécie de biscoito da macaxeira, que é feito de macaxeira cozida e passada no ralador, depois amassada e misturada com queijo coalho, farinha de trigo, fermento, e assada no forno.
Sandro e sua esposa ainda inventaram outro prato usando caju, o “Caju Metido a Besta” (que também está ali na foto), que nada mais é que um empanado de rodelas de caju, sal e pimenta, outro sucesso em seu restaurante.

Quer tentar fazer em casa? Os autores liberaram a receita e ainda explicam tudo aqui nesse vídeo:

Se você quer conhecer de perto esse prato o restaurante do casal Medeiros fica na Rua Joel Damasceno, 833, no centro de Caicó.
Fonte: https://curiozzzo.com

domingo, 10 de dezembro de 2017

Renato Caldas

TESOUROS SUBMERSOS – AS PROFUNDEZAS DOS OCEANOS GUARDAM SEGREDOS INCRÍVEIS



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Fonte – http://wjhl.com/2015/07/28/more-than-1-million-in-gold-found-off-treasure-coast/
AUTOR – Franklin Albagli
A história dos barcos e navios, assim como das navegações estão intimamente ligadas às aventuras da humanidade, sejam elas expedições de guerra, busca incessante pelo desconhecido ou mesmo, operações comerciais.
Seria impossível, totalmente infrutífero e sobretudo enfadonho, que aqui tivéssemos a pretensão de discorrer sobre a evolução das embarcações e das incursões cada vez mais audazes do bicho homem, arrostando a imensidão e fúria dos oceanos.
Todos nós já vimos nos livros de história, as façanhas das frotas mercantes e guerreiras da Grécia antiga, Roma e Cartago, remando e mais tarde velejando, cada centímetro do Mar Mediterrâneo, apropriadamente denominado pelos romanos de Mare nostrumtal a familiaridade que tinham com o mesmo.

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Fonte – http://www.sfora.pl/polska/Polak-odkryl-warty-miliony-skarb-na-dnie-Baltyku-Zobacz-jak-tego-dokonal-g45763-48148
A história tem registros que por volta de 340 A.C, o navegador grego Píteas de Massália, aventurou-se pelo desconhecido, saindo do mar egeu, penetrando no mediterrâneo, passando pelas “Colunas de Hércules”, adentrou no Atlântico, chegando até a Europa ocidental e à Inglaterra.
Quem não foi tomado por grande admiração ao saber das longas viagens empreendidas pelos vikings através do tempestuoso atlântico norte, comprovando-se hoje a descoberta da Groenlândia por Erik o Vermelho e pouco mais tarde, a descoberta da América, mais precisamente da Ilha de Baffin pelo descobridor acidental Berjani Herjölfsson que buscava desesperadamente os seus pais que faziam parte da expedição de Erik, o Vermelho.
Na península do Labrador, Ilha de Newfoundland, foi erigida na primeira colônia da América, pasmem, cinco séculos antes de Cristóvão Colombo pisar em terras americanas, supostamente nas areias da Ilha de Guanahaninas Bahamas!

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Fonte – http://www.dailymail.co.uk/news/article-2090125/HMS-Victory-recovered-sea-bed-300-years-sank-carrying-treasure-worth-500m.html
A título de ilustração, cabe registrar que os historiadores, até hoje não conseguiram decifrar qual a razão que levou os vikings a abandonarem aquela colônia rica em madeiras e caça, apenas decorridos cinquenta anos da sua implantação.
Depois vieram os suecos, holandeses, ingleses, espanhóis e portugueses, todos eles hábeis navegadores, ávidos pelo comércio e sobretudo pelas pilhagens em novas terras assim como nos saques dos navios inimigos, não raro, carregados de riquezas.
É impossível avaliar os tesouros perdidos no fundo dos oceanos, resultado de naufrágios das embarcações que os transportavam, seja em razão da fúria da natureza, seja por atos de guerra de inimigos.

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Fonte – https://www.haaretz.com/archaeology/1.777473
Impossível porque quase sempre não existem registros a respeito. Aqui e ali, pesquisadores de documentos antigos encontram pistas, seguem-nas com persistência e são recompensados com valiosíssimos achados.
Riquezas incalculáveis foram pilhadas pelos espanhóis quando subjugaram os povos das civilizações pré-colombianas. Claro, tudo isso era reunido, embarcado em galeões e enviado para a corte espanhola numa longa e perigosa viagem, sujeita a todo tipo de perigos.
Alguns restos de naufrágios de navios espanhóis daquela época, já foram descobertos na região da Flórida, enriquecendo empresas, pessoas e também provocando intermináveis batalhas judiciais.

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Dobrões de ouro espanhóis – Fonte – http://picclick.ca/Gold-Doublon-Coin-Pirates-Treasure-Spanish-Armada-Coin-291468851789.html
Um dos mais famosos naufrágios que se tem notícia é o do navio Nuestra Señora de Atocha, que transportava para a Europa, tesouros resultantes das pilhagens espanholas. Naufragou no dia 6 de setembro de 1622, quando cruzou com um furacão na altura do arquipélago Flórida Keys. Em 1985, o americano Mel Fischer conseguiu encontrar parte do carregamento, permanecendo ainda embaixo d’água, encobertos pelos sedimentos, dezessete toneladas de prata, vinte e sete quilos de esmeraldas, 128 mil moedas de ouro e trinta e cinco caixas contendo lingotes de ouro.
Recentemente, o governo colombiano anunciou a descoberta dos destroços do galeão espanhol San José que naufragou em 1708, no litoral de Cartagena, sendo integrante da frota do rei Felipe V que lutou contra a Inglaterra na Guerra da Sucessão Espanhola enquanto tentava escapar de uma batalha naval travada com navios britânicos, certamente interessados na pilhagem de tesouros existentes.
Os registros descobertos, indicam que o San José transportava seiscentos tripulantes, certamente soldados, dos quais só onze sobreviveram e seiscentas toneladas de ouro, prata e esmeraldas que estavam sendo levada da Nicarágua para a Espanha, fortuna essa avaliada em US$ 17 bilhões.

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Ricas porcelanas recuperadas em naufrágio – Fonte – http://www2.uol.com.br
Comprovadamente, os destroços são mesmo do San José, confirmação esta efetuada pela gravação existente nos canhões. Antes, porém das providencias para resgate do tesouro, há a necessidade de definir a quem pertence toda a riqueza.
A Colômbia alega que o achado está em suas águas, exatamente no Parque natural de Corales de San Bernardo, sítio incluído pela UNESCO na Seaflower MarineA Espanha por seu turno, reivindica o tesouro, alegando que a nau era do estado espanhol e, por conseguinte, a sua carga.
Em sentido contrário, a empresa Sea Search Armada (SSA), cujos acionistas são poderosos empresários e políticos americanos”, segundo a revista colombiana Semana, reivindica parte do tesouro com o argumento de ter localizado o navio antes e ter fornecido as coordenadas ao Serviço Arqueológico da Colômbia.

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Fonte – http://www.dailymail.co.uk/sciencetech/article-3251868/Return-Antikythera-Shipwreck-divers-unearth-50-new-treasures-board-game-pieces-THRONE.html
Claro está que muita briga ainda rolará e inúmeros tribunais estarão envolvidos.
Dentro dessa mesma linha, não há como omitir a disputa existente entre a Odissey Marine Explorer dos Estados Unidos com o governo espanhol, sobre os achados no galeão Nuestra Señora de La Mercedes.
O naufrágio foi localizado na costa de Algarves em Portugal e resgatados em 2007 cerca de € 500 milhões em ouro e prata, fortuna essa que a Odissey Marine Explorer, levou de Gibraltar para os Estados Unidos através de avião fretado.
Felizmente para os proprietários, nem sempre os tesouros transportados por via marítima se perdem.

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Fonte – http://www.dailymail.co.uk/sciencetech/article-3251868/Return-Antikythera-Shipwreck-divers-unearth-50-new-treasures-board-game-pieces-THRONE.html
Em junho de 1940, no auge da blitzkrieg alemã, quando a derrocada da França ameaçava a Grã-Bretanha com iminente invasão, Winston Churchill, recentemente empossado como premierreuniu o seu gabinete em sessão secreta e decidiu numa cartada desesperada, transportar mais de £1.800.000.000 em ouro e títulos para o Canadá.
Os embarques deveriam atravessar o atlântico norte infestado de submarinos alemães e uma vez a salvo no Canadá, seriam utilizados para pagar mercadorias de guerra e víveres tão necessários na Inglaterra e que eram pagos numa base à vista pois nessa época ainda não vigorava a Lend lease.
Todo esse tesouro atravessou o oceano em viagens sucessivas, entre junho e setembro de 1940, sujeito aos azares da guerra, não se perdendo uma moeda de ouro sequer, sendo importante salientar, que somente no mês de junho de 1940, quando os transportes tiveram início, foram postos a pique no atlântico norte 57 navios totalizando 350.000 toneladas!

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Fonte – http://www.dailymail.co.uk/sciencetech/article-3251868/Return-Antikythera-Shipwreck-divers-unearth-50-new-treasures-board-game-pieces-THRONE.html
Essa fortuna representava todo o ativo líquido da Grã-Bretanha, equivalendo em valores brutos a todo o ouro e prata saqueados por Cortez e Pizarro no México e no Peru e mais todo o ouro extraído nas corridas da Califórnia e Klondike no Alasca.
Outros transportes, porém, não foram tão afortunados. A partir do outono de 1941, a Rússia se batia contra os exércitos alemães e recebia ajuda dos aliados anglo-americanos, através de comboios que partiam de portos ingleses até o porto de Murmansk.
No percurso de ida, os comboios tinham a denominação PQ seguida de numeração. Levavam tanques, aviões, caminhões motores, canhões munições, tudo o que exigia o esforço de guerra, tão necessários aos exércitos de Josef Stalin, regressando com a nomenclatura QPgeralmente, apenas com lastro e, eventualmente, transportando valores correspondendo aos pagamentos das mercadorias entregues, normalmente mediante lingotes de ouro bolchevique.

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HMS Edinburgh – Fonte – http://www.naval-history.net/xGM-Chrono-06CL-Edinburgh.htm
No dia 30 de abril de 1942, o cruzador ligeiro H.M.S. Edinburgh, fazia parte da escolta do comboio QP- 11, levando nos seus compartimentos £ 45 milhões em ouro, um dos pagamentos efetuados pelos russos.
Recebeu dois torpedos do submarino alemão U-452, ficando danificado, sendo mais tarde atacado por destróieres alemães, foi a pique com a perda de sessenta homens da tripulação e todo o ouro.
Em 1981, um antigo mergulhador nas plataformas petrolíferas do Mar do Norte, Keith Jessop, constituiu pequena empresa de salvamento denominada Gessop Recovery Marine Ltd.formou um consórcio com três outras empresas de resgate, a Wharton Williams Ltd, que lidou com as operações de mergulho; a Offshore Supply Association, que forneceu o navio de salvamento e tripulação; e a Racal Decca Survey Ltd, que forneceu o equipamento hidrográfico.

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Local do afundamento do HMS Edinburgh
Naturalmente, a operação foi dificílima, consistindo no resgate mais profundo já realizado, numa região de muitos complicadores pois o Mar de Barents é uma das porções de oceano mais pavorosas que existem, geralmente tempestuoso e sujeito a baixíssimas temperaturas.
A operação foi financiada por uma série de investidores privados que colocaram cerca de £ 2 milhões na operação.  A Jessop Marine não forneceu os nomes dos investidores pois os mesmos colocaram o dinheiro na condição estrita do anonimato, seja porque eles não queriam se associar a “a imagem da caça ao tesouro”, ou eles estavam preocupados em estarem envolvidos na “profanação de túmulos de guerra”.
O resgate foi um sucesso retumbante, encorajando a Jessop Marine a outras incursões.
As possibilidades de resgates milionários são enormes não só nas antigas rotas dos galeões espanhóis, mas também nos mares no entorno da Grã-Bretanha. No entanto, as opções podem ser reduzidas pois o forte de Jessop é o trabalho em profundidades anteriormente consideradas inatingíveis.

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O Almirante Nakhimov em 1893 – Fonte – https://laststandonzombieisland.com/tag/admiral-nakhimov/
Mais ao gosto da Jessop Marine, são os soberanos de ouro e os lingotes de platina existentes no cruzador tzarista Almirante Nahkhimov afundado pelos japoneses nas frias águas do estreito de Tsushima durante a guerra russo-japonesa em 1905. As estimativas são de que este tesouro esteja na faixa de £16 milhões. Mas qualquer tentativa de salvamento nessa vertente, entretanto,  envolveria Jessop em um cabo de guerra entre o Japão e a Rússia, ambos reivindicando o tesouro.
Existem também várias toneladas de ouro no naufrágio de um navio de carga alemão torpedeado pelos britânicos durante a Primeira Guerra Mundial em 1917, e cerca de £ 20 milhões a bordo da fragata Lutine que afundou, também na costa holandesa, em 1799.
Contudo, a operação mais provável da empresa de Jessop talvez seja a exploração dos destroços do famoso transatlântico Lusitânia, afundado por um submarino alemão em 1915 em Old Head of Kinsale, na Irlanda. Os rumores dão conta de que nos seus porões pode existir tesouro no valor de £12 milhões. A localização do naufrágio é conhecida com exatidão e a profundidade onde eles repousam, atualmente não representa problemas para a tecnologia disponível.

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Foto do navio SS Porta, navio irmão do SS Minden – Fonte – http://icelandmonitor.mbl.is/news/news/2017/04/11/german_shipwreck_minden_s_cargo_partly_owned_by_bri/
Minden, navio alemão afundado em setembro de 1939, teria sido identificado no primeiro semestre do ano em curso, quase 80 anos após seu afundamento, a cerca de 190 km de distância do litoral islandês, graças às atividades da empresa britânica especializada em recuperação de navios afundados Advanced Marine Services.
Ele estaria carregado com cerca de quatro toneladas de ouro, equivalendo a cerca de £ 110 milhões de euros (cerca de R$ 407 milhões). Pouco antes de eclodir a Segunda Guerra Mundial, o ouro tinha sido retirado do Banco Germânico, uma filial brasileira do banco alemão Dresden.
Quando estava se aproximando da Europa, o Minden foi identificado e abordado por cruzadores da marinha britânica HMS Calypso e HMS Dunedin. Adolf Hitler em pessoa ordenou ao capitão que afundasse o navio para não permitir que os britânicos obtivessem a carga. A tripulação do Minden foi resgatada pelo HMS Dunedin e levada para a base naval de Scapa Flow, nas Ilhas Órcades, um arquipélago no norte da Escócia.
Nem todos os historiadores concordam se o ouro ainda está a bordo do navio, mas as elevadas despesas já realizadas pela Advanced Marine Services para recuperar os restos do Minden seriam indícios da presença de algo muito valioso a bordo.

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O navio SS Gairsoppa – Fonte – http://www.dailymail.co.uk/news/article-2176025/SS-Gairsoppa-US-company-recovers-48-tons-silver-British-wartime-shipwreck.html
Um naufrágio milionário, sobre o qual não podemos deixar de falar refere-se ao do navio SS Gairsoppa.
Gairsoppa, fazia parte do comboio SL-64 na rota  Calcutta – Freetown  – Galway – Londres. Transportava  2600 toneladas de ferro gusa, 1765 toneladas de chá, 2369 toneladas de carga geral e 240 toneladas de lingotes e moedas de prata , valendo aproximadamente £ 150 milhões. Por volta da meia noite do dia 17 de fevereiro de 1941, o navio estava escoteiro , isto é, sozinho,desgarrado do comboio por conta da sua baixa velocidade e do tempo tempestuoso, quando foi torpedeado e afundado pelo submarino U-101. Dos 86 homens da tripulação, apenas um sobreviveu. O navio foi localizado a cerca de 480 km da costa irlandesa, a uma profundidade de 4900 metros, o que vale dizer, região abissal mais profunda que aquela  onde repousa o RMS Titanic.

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Local do naufrágio do SS Gairsoppa.
Após a confirmação da descoberta, o Reino Unido , através de certame específico, selecionou empresa para ficar incumbida do resgate, esse especial, levando-se em conta a profundidade e somente exequível com utilização de submersíveis não tripulados. Sagrou-se vencedora do certame a americana Odyssey Marine Explorationaquela mesma que resgatou o tesouro do galeão Nuestra Señora de las Mercedes, na costa de Algarves em Portugal e trava intensa batalha jurídica com o Governo espanhol. Nesse salvamento, entretanto, todas as cláusulas foram acertadas com o Governo britânico, ficando a Odissey Marine com substancial parcela de 80% do tesouro e os restante 20% para o erário público inglês.
Não poderíamos deixar de fazer referência também ao navio tipo Liberty Ship e batizado como John Barry torpedeado pelo submarino U-858 no litoral da Arábia Saudita em 28 de agosto de 1944. Fazia a rota Philadelphia – Áden e transportava, além de 8200 toneladas de carga geral, 2000 toneladas de prata em lingotes e moedas, equivalendo a US$ 26 milhões. Da tripulação de 68 homens, dois pereceram e 66 foram salvos e levados para Koramshar no Irã.

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O navio SS John Barry – Fonte – https://uboat.net/allies/merchants/ships/3340.html
Um grupo comprou os direitos de salvatagem e a partir de uma complicada tecnologia, conseguiu recuperar boa parte das moedas de prata que foram cunhadas na Filadélfia e enviadas à Arábia Saudita desde 1943, como meio circulante para aquele jovem país
Naquele tempo, estava ativa a ARMCO – Arabian American Oil Companyum poço promissor fora descoberto em Dahrein, o SSJohn Barry, levava, além da carga de moedas e presumíveis lingotes, muitos veículos, equipamentos Caterpillar, tubulações etc. destinados que seriam à construção de uma nova refinaria.
Pois bem, conforme dissemos mais atrás, a operação de resgate foi bem sucedida no tocante ao resgate das moedas de prata, mas nenhum lingote foi encontrado, permanecendo o mistério pois informações oficiais, evidentemente secretas, davam conta do transporte de lingotes de prata.

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Local do afundamento do John Barry
De inúmeras partidas de moedas da Filadélfia até a Arábia Saudita, somente o carregamento do SS John Barry, perdeu-se, sendo recuperado meio século depois.
Fontes da pesquisa:
Super interessante
Imagens – Internet

De: https://tokdehistoria.com.br