Me ufano em dizer que o Assu é uma terra de muita importância, de tantos filhos ilustres que participaram até de grandes decisões da nação brasileira ainda no tempo da monarquia como, por exemplo, com Francisco de Brito Guerra - Padre Guerra (1877-1845) nascido no povoado de Campo Grande no tempo que aquele lugar pertencia a então Vila do Assu (município do Assu). Padre Guerra foi "o primeiro e único potiguar a exercer tão alto cargo na câmara alta (1837-1845)", o que representa hoje o cargo de senador da república, durante todo o período monarquico, além de João Carlos Wanderley que exerceu no Rio de Janeiro o cargo de deputado geral, o que equivale ao cargo de deputado federal ainda no tempo do império, em 1852. Por sinal.Padre Guerra e João Carlos foram também deputados provincias do Rio Grande do Norte. João além de putado geral e provincial chegou a ser presidente daquela província. Guerra foi também deputado geral e, quando "criadas as Assembléias Provinciais pela Lei de 12 de agosto de 1834, veio o Pe. Guerra da Corte, onde exercia o mandato de deputado geral para instalar e pôr em funcionamento nossa Assembléia Legislativa, da qual também foi seu primeiro presidente". Fica o registro.
sábado, 19 de dezembro de 2009
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
AMÉRICA DE NATAL - FUTEBOL DE SALÃO
Fotografia do time do América que participou e ganhou o primeiro campeonato de futebol de Salão (Taça Brasil de Fuitebol de Salão. Dois filhos do Assu fizeram parte daquela agremiação futebolística. Mais uma prova como diz o jornalista assuense Auideri Dantas: "O Assu é +". São eles Francica de Souza Junior (Juninho de Chico de Ernesto) agachado, o segundo da direita para esquerda e Edval Germano Martins (goleiro) o segundo da direita para esquerda. Juninhoátualmente é advogado e Edval atualmente é presidente em exercício da COPHAB. Aquele campeonato foi realizado em 1968, em Santa Catarina.
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fernando.caldas@bol.com.br
domingo, 13 de dezembro de 2009
POESIA
VOLÚPIA
Eu fui pertubar teu sono. Despertar a carne da tua mocidade.
Desgrenhar teu cabelo, dar febre ao teu sangue.
Perdoa, pela minha mocidade.`Pela tua mocidade.
O lençol revolvido,
O travesseiro molhado...
Se houve a tua a tremer, a minha cama na noite não soube também o que era ter sono.
João Lins Caldas
(Do livro Poeira do Céu, EDFURN, org. Cássia Matos, 2009).
fernando.caldas@bol.com.br
Eu fui pertubar teu sono. Despertar a carne da tua mocidade.
Desgrenhar teu cabelo, dar febre ao teu sangue.
Perdoa, pela minha mocidade.`Pela tua mocidade.
O lençol revolvido,
O travesseiro molhado...
Se houve a tua a tremer, a minha cama na noite não soube também o que era ter sono.
João Lins Caldas
(Do livro Poeira do Céu, EDFURN, org. Cássia Matos, 2009).
fernando.caldas@bol.com.br
sábado, 12 de dezembro de 2009
VIAGEM COM O WANDERLEY
O fundador da família Wanderley no Rio Grande do Norte não usava o nome Wanderley e sim Pimentel.
Chamava-se JOÃO DE SOUZA PIMENTEL, e viera de Pernambuco, já casado com dona Josefa Lins de Mendonça.
Já casado ou solteiro, casando na Vila Nova da Princesa? Não há, até aqui, certeza.
Na NOBILIARQUIA PERNAMBUCANA, de Borges da Fonseca, verifica-se que os Wanderley estavam muito misturados e aliados aos SOUZA PIMENTEIS, LINS, e mais gente fina, de brazão e prosápia, senhores de engenhos e participando da governança das vilas da capitania.
Esse João de Souza Pimentel é o pai de João Pio Lins Pimentel, já usando o LINS materno, e Gonçalo Lins Wanderley, há usando o WANDERLEY.
João Pio Lins Pimentel foi tenente-coronel da Guarda Nacional, fazendeiro, lavrador abastado e primeiro Presidente da Câmara Municipal de Santana do Matos, de 1837 a 1840.
Em 13 de setembro de 1838, ingressando na Loja maçônica SIGILO NATALENSE, dizia-se MAIOR DE 40 ANOS, casado, proprietário e residente na VILA DO ASSU e não VILA DA PRINCESA, em honra da Princesa Carlota Joaquina. Nascera antes de 1790 e devia ser o primogênito poque se chamava pelo mesmo nome do pai.
Nada mais sei sobre o Ten-Cel. João Pio Lins Pimentel, com quem casou-se e se deixou descendência.
GONÇALO LINS WANDERLEY, seu mano, casou com dona Francisca Xavier de Macedo, filha de Francisco Xavier de Macedo e dona Teresa de Jesus, filha, esta, de Carlos de Azevedo Leite e d. Rosa Maria da Conceição. Gonçalo Lins Wanderley era altivo e sabia manejar na palavra. Pesidente da Câmara Municipal da Vila da Princesa em fevereiro de 1822, deu uma resposta bravia ao GOVERNO TEMPORÁRIO que se instalara em Natal pela foraça das carabinas da Companhia de Linha. Gonçalo declarou não reconhecer a competência do Governo, dizendo-o ILÍGÍTIMO, CRIMNINOSO E REBELDE... Esse mesmo Gonçalo Lins Wanderley tinha fama de excelente cavaleiro e jogador não de carta mas de espada. Ignoro o nome de todos os seus dignos filhinhos.
Dois, deixaram fama e renome, Manuel e João Carlos.
Manuel Lins Wanderley, 1804-1877, casou com d. Maria Francisca da Trindade e não sei quem teve a honra de ser sogro dele. Sei que abençôou dezessete filhos. Um deles é o doutor LUÍS CARLOS LINS WANDERLEY, 1831-1890, primeiro norte-rio-grandense doutor em medicina, deputado provincial e presidindo a administração da sua Província, poeta, professor, jornalista, teatrólogo, orador, político, clínico profissional. Faleceu em sua casa que se erguia onde está o prédio da Prefeitura Municipal.
João Carlos Wanderley, 1811-1899, casou com d. Claudina Leite do Pinho, filha do Ten-Cel. Antonio José Leite do Pinho e d. Bernarda Antonio Rodrigues. Teve também dezessete filhos
Uma das suas filhas, Francisca Carolina, casou no Assu, a 25 de julho de 1858, com seu primo o dr. Luís Carlos Lins Wanderley. Luís Carlos, enviuvando, casou com uma cunhada, d. Maria Amélia Wanderley, em 1877.
Luís Carlos e sua mulher, d. Maria Amélia, morreram no mesmo diua, 10 de fevereiro de 1890, em Natal.
Os filhos do dr. Luís Carlos deram muita vida e glória às letras da Província e do Estado e a hereança cultural continua harmoniosa no espírito dos netos e bisnetos.
Nas festas comemorativas do MILÊNIO DA CIDADE DO NATAL, em 25 de dezembro do ano de 1899, um Wanderley publicara um poema n'A República", que circulara, impavida e solene, e outro Wanderley fará um discurso, contando a história da terra que é quase a história da gente ilustre dos Wanderley.
26.11.1959
Câmara Cascudo
(Do livro "O Livro das Velhas Figuras, Edição do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, 1978)
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
POESIA
Pago todos os dias com os meus olhos
O belo espetáculo que o céu me dá.
Pago todos os dias e nunca me canso de
Olhar as estrelas.
João Lins Caldas
fernando.caldas@bol.com.br
NOTA CONVITE
Poeira do Céu é o livro de poemas do bardo assuense João Lins Caldas editado pela UFRN, NCCEN e EDFURN, que será lançado amanha, 11 de dezembro, às 10h30, no Museu Câmara Cascudo/UFRN, Av. Hermes da Fonsêca, 1398, Tirol. Aquela coletânea tem organização da professora Cássia Matos dos Santos. Convido o povo potiguar, especialmente os assuenses paa comparecer aquele evento para prestiguiar o organizador daquele trabalho, especialmente a memória do grande poeta que engrandece as letras brasileira chamado João Lins Caldas.
fernando.caldas@bol.com.br
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