quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DO RIO GRANDE DO NORTE – IHGRN CALENDÁRIO CULTURAL DO INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DO RIO GRANDE DO NORTE -2018.1

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CALENDÁRIO CULTURAL – 2018.1 

EVENTOS
25/01          17h00          Abertura dos trabalhos de 2018 – Lançamento do sítio do IHGRN        
22/02          17h00          Lançamento “Catálogo do IHGRN”  
28/03          19h00          Sessão Solene de aniversário – Lançamento da Revista do IHGRN 
ihgrn (2)PALESTRAS – QUINTA CULTURAL
22/02          17h00          Coronelismo e Cangaço no Rio Grande do Norte. Ministrada pelo escritor Honório Medeiros.
08/03          17h00          O Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte. Ministrada pelo professor e pesquisador Cláudio Galvão.
05/04          17h00          Câmara Cascudo e o Símbolo Jurídico do Pelourinho. Ministrada pelo jornalista Vicente Serejo.
19/04          17h00          O Atol das Rocas. Ministrada pela professora Zélia Sena.
17/05          17h00          História do Rio Grande do Norte. Ministrada pelo historiador Luiz Eduardo B Suassuna (Coquinho).
14/06          17h00          O Arquipélago de São Pedro e São Paulo. Ministrada pelo professor José Lins.
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EXPOSIÇÕES
15/02          17h00          Nordeste de São Sebastião – Telas do acervo particular do médico, escritor e artista plástico Iaperi Araújo.
15/03          17h00          Minérios do Rio Grande do Norte – Mostra da coleção particular de Pedro Simões Neto Segundo, com explicação e distribuição de catálogo sobre o assunto.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Sessão Solene nesta sexta-feira, 23, marca terceiro ano da Academia Assuense de Letras




Uma Sessão Solene na Câmara Municipal do Assú proposta pelo mandato da vereadora Delkiza Cavalcante, homenageará o terceiro ano de fundação da Academia Assuense de Letras, na próxima sexta-feira, 23, às 19h30.

Fundada em 23/01/2015, a Academia Assuense de Letras tem por finalidade o cultivo, a preservação e a divulgação do vernáculo, da literatura, da história e da atividade cultural em seus múltiplos aspectos e, vem desenvolvendo nesse período um trabalho em torno de ações e projetos que resgata e valoriza a identidade cultural do Assú.

Para a vereadora Delkiza, a proposta vem reconhecer o trabalho profícuo de uma instituição que demonstra em tão pouco tempo de vida uma grandiosidade na difusão e no desenvolvimento cultural do município.

Durante a cerimônia serão condecorados os 14 membros que atualmente forma o quadro da Academia. Os acadêmicos são: Antonio Alderi Dantas (jornalista e escritor – Cadeira 1); Auricéia Antunes de Lima (jornalista e escritora – Cadeira 2); Francisco de Assis Medeiros (advogado e poeta – Cadeira 3); Francisco José Costa dos Santos (professor e escritor – Cadeira 4); Ivan Pinheiro Bezerra (historiador e escritor – Cadeira 5); Fernando Antonio Caldas (pesquisador – Cadeira 6); Fernando Antonio de Sá Leitão Morais (engenheiro e poeta – Cadeira 7); Paulo de Macedo Caldas Neto (professor e escritor – Cadeira 8); Francisco das Chagas Pinheiro (odontólogo e cronista – Cadeira 9); Alan Eugênio Dantas Freire (professor, músico e poeta – Cadeira 10); Francisco Jobielson da Silva (professor e ator – Cadeira 11); Francisco Wagner de Oliveira (artista plástico – Cadeira 12); Paulo Sérgio de Sá Leitão (professor e poeta – Cadeira 13); e Joacir Rufino de Aquino (professor e escritor – Cadeira 14).

Segundo Francisco José Costa dos Santos, acadêmico e presidente da instituição, o momento fortalece a Academia Assuense de Letras. A proposta dá mais força na concretização dos objetivos da instituição e, por fim, compreende o momento como histórico e sente-se honrado em nome da Academia com a distinta proposição apresenta pela edil no plenário da Câmara Municipal do Assú.

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AD Comunicação Integrada
Alderi Dantas – jornalista
84 99919 4360

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Treva a dentro

Vivo esta angústia desoladora...
De ver a vida como um mal sonho...
Outro que eu fora
Si mais risonho

O mundo enjeita, quem não abraça,
Os torturados pela desdita...
Também nem fita
Meu grande sonho pela desgraça...

Hei de mostrar-lhe, ferida aberta,
Meu grande talho, posto no rosto...
Mas que desgosto
Si ele desperta...

Não, não me veja, quero distante
Seu grande riso, pela piedade...
Quero-me longe, quero-me adiante...
E além, comigo, na tempestade,
Eu sou distante...

João Lins Caldas

(Poema do livro intitulado "Chão de Enterro" do poeta Caldas que não veio a ser publicado).

Resultado de imagem para imagem de casal namorando em segredo

Certa coisa que já fiz
Com um jovem em segredo,
Revelar até faz medo
Eu não digo, ela não diz
- E que eu quis e ela quis
Só podia acontecer,
Mas, o bom é não dizer
Com quem isso aconteceu...
Ela não diz e nem eu,
Quem é que pode saber?

Luiz Lucas Lins Caldas (Luizinho Caldas), poeta assuense


domingo, 18 de fevereiro de 2018

LOCUTOR DISTRAÍDO

João Machado (João Cláudio de Vasconcelos Machado era o seu nome de nascimento) - 1914-1976. Locutor, comentarista esportivo da rádio Cabugi de Natal, programa diário denominado de "O Corruchiado de Machado" que ia ao ar ao meio dia. Ele emprestou seu nome ao Estádio "Machadão" e a praça esportiva "Machadinho", que foram demolidos, para dá lugar a Arena das Dunas. Dirigiu durante muito tempo a Confederação Norte Riograndense de Futebol - FNF. Amigo de João Havelange, entre outros influentes do futebol brasileiro. Machado era casado com Dinar Soares Filgueira de aristocrática família assuense. Pois bem, o irreverente Machado  num dos seus programas, soutou a seguinte frase: "Eu tenho um olho escondido." - O poeta Renato Caldas que não perdia as oportunidades para versejar, tomar conhecimento daquela frase de Machado, escreveu:

João Machado distraído
Para ilustrar comentários
Disse entre assuntos vários:
"Eu tenho um olho escondido."
Fez bem não  ter exibido,
Machado, sabe por que?
Isto pertence a você,
Tenha cuidado com ele
que o bicho que gosta dele
É cego e também não vê.


quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018


Deste livrinho (imagem acima), data de 1996 é feito de estórias pitorescas, jocosas, espirituosas do povo da minha terra - o Assu, celeiro de figuras espirituosas. Transcrevo três estórias conforme adiante: 

João Marcolino de Vasconcelos, habitualmente chamado de Lou era advogado rábula. Pois bem. Certo dia, fora procurado em seu escritório por certa senhora viúva, proprietária de um sítio no Vale do Açu. Reclamava que seu vizinho por apelido "Zé Sebo" estava colocando todo o gado que possuía, na propriedade dela, para pastar. Antes de mover uma ação judicial queria um entendimento amigável. Lou então enviou uma carta convidando Zé Sebo comparecer em seu escritório. Comparecendo, perguntou aquele advogado: - "Seu" José... é verdade que o senhor está colocando seu gado no sítio de dona Maria, sua vizinha?" - "É verdade doutor..." - "O senhor acha que isto está certo?" - Fez nova pergunta aquele advogado. - Zé sebo foi curto e grosso: - "acho certo e vou fazer novamente e pronto.Ora, doutor Lou. Terra de moça velha e viúva rica, não tem dono!" - Dias depois, o advogado fora procurado pela sua cliente ansiosa, querendo saber o resultado do entendimento. Lou foi logo lhe dizendo: - "Minha senhora. A solução é você se casar com Zé Sebo."

José Caldas Soares Filgueira, ou Dedé Caldas como era carinhosamente chamado, era uma figura observadora e conhecedora das coisas do Assu. erta vez, ao se encontrar com certa amiga, foi logo perguntando: "Como vai sua filha, dona Maria?" - "Dédé. Minha filha casou-se com um rapaz muito bom, de posses, mas não vai bem. Não tem conforto." -  Lamentou aquela senhora. - "Mas, dona Maria. Na casa dela falta alguma coisa?" - Interrogou, Dedé. - Maria respondeu: "Olhe, Dedé. Na casa dela tem sala de jantar, fogão, geladeira, freezer, dormitório completo, tem até ar-condicionado... um luxo, né?" - Dedé ficou mais curioso ainda: - "Dona Maria. O que a  senhora entende por conforto?" - Aquela senhora direcionou a Dedé o seu braço endurecido e com a mão fechada, esbravejou com seu linguajar na forma mais direta: "Dedé. "Conforto" é talento de homem.!"

O Bar de Ximenes (Francisco Ximenes) na década de quarenta, cinquenta e início de sessenta, era o ponto de encontra das pessoas influentes da cidade de Assu. Além de bar, funcionava como casa de jogo de cartas (baralho), entre tantos frequentadores, o senhor Lauro Leite (Lauro era mossoroense, chegou no Assu, para trabalhar com Zequinha Pinheiro e foi um dos combatentes ao Bando de Lampião na invasão a Mossoró). Pois bem. Numa conversa amistosa no referenciado bar, alguém teria dito assim: - "Deus é muito bom", ao que contestou: - "É bom nada, amigo. Tira a tesão, mas não tira a lembrança." - Recriminou Lauro se autodiagnosticando.

Fernando Caldas

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Bandeira Branca - Marchinhas de Carnaval

De: Assu Antigo· 
Baile de carnaval, 1967. Clube Municipal. Da esquerda para a direita: ?, Socorro Torquato, Lilita. Ao fundo da oto, em pé , de chapeu podemos conferir Edinor Machado. Fotografia da Linha do Tempo/Facebook de Pedro Otávio.
Doris,Socorro Cabral ,Felicidade Rosanalia a mais alta é prima de JB.filha de D. Iara. (Foto da Linha do Tempo-Facebook de Doris Carvalho).
De: Assu Antigo 
Carnaval, 1959. ?, "Seu" Cristóvão Dantas, Pereira?, ?.
De: Assu Antigo
Bloco Vassourinhas? Sei que era também conhecido como "Bloco de Djalma". Foto de Mirinha Barros.
Baile de carnaval, 1982. Clube AABB. Da esquerda: Fernando Caldas (Fanfa), Carlos Augusto Sá Leitão (Dudu), Paulo Montenegro (Catita), Rogério Oliveira (De Pedro da Farmácia) José Tarcísio Tavares (Purueca) e Francisco Dias (Chico Dias). Foto enviada por Pedro Otávio.

sábado, 10 de fevereiro de 2018

“Dizem que antes de um rio entrar no mar, ele treme de medo. Olha para trás, para toda a jornada que percorreu, para os cumes, as montanhas, para o longo caminho sinuoso que trilhou através de florestas e povoados, e vê à sua frente um oceano tão vasto, que entrar nele nada mais é do que desaparecer para sempre. Mas não há outra maneira. O rio não pode voltar. Ninguém pode voltar. Voltar é impossível na existência. O rio precisa de se arriscar e entrar no oceano.

E somente quando ele entrar no oceano é que o medo desaparece, porque apenas então o rio saberá que não se trata de desaparecer no oceano, mas de tornar-se oceano."
(Osho)

Rio Piranhas/Açu desembocado no atlântico, em Macau/RN. Foto disponível na web.