terça-feira, 16 de abril de 2019

Sei dos teus novos amores 
Tudo timtim por timtim; 
Dizes, que tal... e que não; 
Eu sei, que tal... e que sim. 
Sei que déste aos teus amores 
Hum raminho de Jasmim; 
E que apertando-lhe a mão, 
Tu lhe disseste, que sim. 
Este sim, que tu lhe déste, 
Deve ser para algum fim: 
Julga-lo eu máo!... Isso não: 
Que elle he bem bom!!... Isso sim.

Lucas José d’Alvarenga




O único sujeito que dialoga consigo mesmo somos nós, por conta da consciência e do encontro dela com a natureza.
(Chico Lucas)
Chico nasceu na comunidade denominada Piató, distrito de Assu/RN. Considerado o filósofo da natureza. Diz que nunca frequentou a escola porque não teve oportunidade). Tá dito.

ABELHAS ACABAM DE SER DECLARADAS O SER VIVO MAIS IMPORTANTE DO PLANETA.

O Earth Wathch Institute acaba de declarar as abelhas como as espécies mais valiosas do mundo no último debate da Royal Geographical Society of London. 




Os benefícios diretos que os produtos produzidos pelas abelhas representam para a vida e para a saúde humana são secretos para qualquer pessoa. 

Mas a realidade é que não devemos parar de pensar nos benefícios que traz à nossa saúde, mas de valorizar sua função mais extensa na cadeia natural que é a polinização, sem a qual a vida no planeta seria definitivamente impossível. 

A abelha é o único inseto que fornece alimento para os seres humanos. Abelhas e biodiversidade 

A biodiversidade é o processo de interação entre os seres vivos e o planeta, a relação entre eles e, é claro, a resposta biológica do ambiente às espécies.

Nesse processo a abelha tem uma função vital, pois a agricultura mundial depende de 70% desses insetos, mais claramente 70 de cada 100 produtos que usamos para alimentar dependem exclusivamente das abelhas. 

O equilíbrio é auto-explicativo: Sem plantas de polinização não poderiam se reproduzir e sem plantas a fauna também desapareceria e consequentemente, os humanos. 

Teorias que explicam seu desaparecimento

Uma das hipóteses que explica o desaparecimento maciço das abelhas é a telefonia móvel. Esta conclusão definitiva foi afirmada pelo Instituto Federal de Tecnologia da Suíça após provar que as ondas emitidas durante uma conversa são capazes de desorientá-las até a morte, perdendo seu senso de direção e, assim, sua dinâmica de vida.

Por mais de 83 experiências, o investigador e biólogo Daniel Favre mostraram inequivocamente que a presença de um abelhas de comunicação celular produzir um ruído de dez vezes mais elevados do que o normal e deste comportamento é o utilizado para avisar o grupo incitou a abandonar a colmeia causando o Fenômeno CCD ou "problema colapso das colônias". 

O outro, claro, é o uso de pesticidas na pulverização de culturas. Esses produtos contêm substâncias químicas que agem como as neutoxinas e aderem aos insetos, coletando as flores.

Posteriormente transportado colméias onde eles contaminam o resto dos produtos processados ​​em comum como a cera, própolis e vários méis com consequências fatais que afetam outras favo de mel, incluindo colmeia de abelhas rainha sem o qual desaparece infalivelmente.

Além disso, quando essas migrações massivas ocorrem, os jovens ou as larvas são abandonados e, logicamente, eles também desaparecem. 

Soluções 

É muito difícil para a comunidade científica propor soluções que possam ser executadas. infra-estrutura tecnológica e a mentalidade atual tornaria muito difícil para as pessoas a renunciar a viver sem o uso de telecomunicações ou rádio torres e abandonar o uso de sprays, mesmo internamente, assim que uma reação tardia é temido.

A organização internacional Greenpeace propõe as seguintes medidas urgentes a priori: 
-Pesquisa e monitoramento da saúde das abelhas. Proibir imediatamente o uso de pesticidas tóxicos. 

-Promover alternativas agrícolas naturais. 

-Crie um sistema de áreas protegidas livres de telecomunicações.

O Dr. David Susuki tem razão ao declarar: "As notícias diárias documentam a menor queda ou aumento no mercado de ações ou no setor de leilões, mas ignoramos deliberadamente o equilíbrio dos serviços prestados pela natureza, como a absorção de dióxido. 

liberação de carbono e oxigênio, proteção contra erosão e polinização de frutos e sementes e sem polinização, todos os sistemas econômicos entrariam em colapso.
Um mundo sem abelhas seria um mundo sem pessoas ".

segunda-feira, 15 de abril de 2019

Natal Nostálgica.
Baldo em 1947

Adeus mamografia: vêm aí os testes ao sangue para detetar o cancro da mama.

14:15:00





Adeus mamografia: vêm aí os testes ao sangue para detetar o cancro da mama.

Nos últimos tempos, vários centros de investigação estão na corrida para criar testes ao sangue para detetar marcadores de cancro da mama antes de este ser visível na mamografia. A Universidade de Heidelberg anuncia ter um teste pronto para entrar no mercado ainda em 2019.

"Esta técnica é muito menos penosa para as mulheres. Não dói nem implica exposição à radiação."

Sarah Schott and Christof Sohn, do Hospital Universitário de Heidelberg, antes da conferência de imprensa na qual anunciaram o novo teste ao sangue© REUTERS/Thilo Schmuelgen.

Sarah Schott, do Hospital Universitário de Heidelberg, na Alemanha, está convicta de que o teste que a sua equipa desenvolveu estará disponível no mercado ainda este ano e poderá com grande vantagem substituir a mamografia na detecção do cancro da mama, pelo menos nas mulheres com menos de 50 anos.

Descrito pelos investigadores como "uma biopsia líquida" e "não invasiva", o teste, intitulado HeiScreen, já detetou 15 tipos diferentes de células de cancro da mama e tem ainda a vantagem de identificar o cancro antes de este ser visível através das técnicas de raios X ou ecografia. É também mais econômico, requerendo apenas alguns mililitros de sangue e podendo ser feito em qualquer laboratório.

Para desenvolver o teste, que também deteta novas metástases de cancros em recidiva, mais de 900 mulheres foram testadas ao longo de um ano, 500 das quais com cancro da mama.

Ainda de acordo com o Hospital Universitário de Heidelberg, o teste é particularmente adequado a mulheres abaixo dos 50 e para aquelas que têm um historial familiar de cancro da mama. O nível de fiabilidade do HeiScreen para mulheres abaixo dos 50 é de 86%, bastante mais elevado que o de outro teste similar ao sangue já existente, o CancerSEEK, que apresenta apenas 70% de sucesso na detecção do cancro. Em mulheres acima dos 50, a fiabilidade do HeiScreen desce para 60%.

Para desenvolver o teste, que também deteta novas metástases de cancros em recidiva, mais de 900 mulheres foram testadas ao longo de um ano, 500 das quais com cancro da mama.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, o cancro é a segunda causa de morte mais frequente na Europa, com mais de 3,7 milhões de novos casos e 1,9 milhões de mortes anualmente. O cancro da mama mata mais mulheres que qualquer outro tipo de cancro; em 2018, cerca de 627,000 morreram de cancro da mama em todo o mundo. 

A detecção precoce do cancro cria mais hipóteses de sobrevivência, por encaminhar logo as pacientes para tratamento. Se for descoberto precocemente, como no estágio 2, a hipótese de sobrevivência para este tipo de cancro é de 93 a 100%; a percentagem cai para 72% quando a doença é descoberta no estágio 3 e para 22% no estágio 4..

Em Portugal, há em média seis mil novos casos de cancro da mama anualmente, mas o país está no pelotão da frente no que respeita à taxa de sobrevivência, ao lado da Suécia e da Noruega, de acordo com um estudo recente da Lancet. "Estamos a falar de uma taxa de sobrevivência global de 85% aos cinco anos. 

São notícias muito boas, que devem servir para encorajar as pessoas a continuarem alerta, a terem consciência de que é uma doença que se pode tratar", disse à TSF, a propósito do dito estudo, o oncologista Joaquim Abreu de Sousa. 

Na base desta taxa de sucesso no tratamento estarão, de acordo com Carlos Oliveira, presidente do Núcleo Regional do Centro da Liga Portuguesa Contra o Cancro, em declarações à Lusa, os rastreios iniciados nos anos 1990. Mas, ainda assim, este investigador prevê que em Portugal, até 2030, o cancro da mama cresça 17%.

Em Portugal, há em média seis mil novos casos de cancro da mama anualmente, mas o país está no pelotão da frente no que respeita à taxa de sobrevivência.


O último relatório da OCDE sobre saúde, publicado em novembro, prevê que Portugal terá uma das mais baixas taxas de incidência dos 36 países da organização, mas mesmo assim com 50 mil novos casos em 2018, ou seja, cerca de 492 por 100 mil habitantes. Esta previsão está alinhada com as estimativas divulgadas em setembro pela Agência Internacional para a Investigação do Cancro, que apontava para um número de novos casos de cancro em Portugal acima dos 58 mil, com as mortes resultantes estimadas em cerca de 29 mil. Em termos europeus, a OCDE prevê novos 400 mil casos de cancro da mama.


Um estudo realizado em 2017 no Reino Unido, envolvendo 13.000 mulheres, descobriu que o rastreio através de mamografia "perde" mais de dois mil casos de cancro de mama por ano.

UM DIA NO CASARÃO DA RUA DAS HORTAS SÉRGIO SIMONETTI CAPÍTULO LXIII

Por Sérgio Simonetti


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Joaquim entra na cozinha, acompanhado de Sinharica. Ele é um homem alto, magro, rosto comprido de testa larga e barba cerrada. Educado e elegante, tem um olhar sereno, mas firme.

– Bom dia, pessoal! Acabamos de chegar da missa, e eu quero aproveitar a presença de todos e conversar sobre um assunto que Sinharica me falou hoje.
Sinharica chama a novata.
– Galdina, venha cá!
Nenê de Maria Flor tenta interromper.
– Mas, Dona Sinharica...
– Nenê, você fique calado. – Diz Sinharica.
Sinharica vira-se para Galdina.
– Galdina, Seu Chico Matias fez ótimas referências suas e você me apronta uma dessas? Uma moça tão nova, tão cheia de vida.
Nenê de Maria Flor interrompe novamente, tentando colocar água fria na fervura.
– Dona Sinharica, a senhora me perdoe, mas não é melhor esperar Adolfinho voltar pra poder resolver esse assunto com calma?
– Não, senhor, vamos resolver isso agora. – Interfere Joaquim. – É que desapareceu um envelope com dinheiro da caixinha da gaveta da escrivaninha da sala de jantar e vocês sabem que isso nunca tinha acontecido antes aqui no Casarão.
– Ufa!, então é isso?! – Nenê suspira aliviado.

domingo, 14 de abril de 2019

Sertão. Em pleno inverno. Os rios descem,
As margens alagadas. Os marmeleiros
Ressequidos, agora reverdecem...
Ouve-se, ao longe, a voz dos boiadeiros.
O gado muge nas campinas. Crescem
Os ramos e o capim nos tabuleiros.
As messes de oiro fulvo amarelecem,
Partem para o labor os vis roceiros.
O Peixe, nas lagoas, em cardume,
Pontilha à face d´água. Um vaga-lume
De quando em vez, no espaço relampeja...
E, enquanto a noite desce, misteriosa,
A chuva cai em bátegas, copiosa,
Ressuscitando a terra sertaneja!
João Celso Filho
Da Linha do Tempo/Facebook de Pedro Otávio.
Queres embriagar-te
E abastecer de amor
Queres ser bem amada
E esquecer o dissabor!
Cai aqui em meus braços
Ao sentir o meu abraço
Tu jamais sentiras dor!
Porque da dor do amor
Vais ficar adormecida
O veneno do meu beijo
Vai curar tua ferida
De prazer vou saciar-te
Para sempre vou amar-te
E terás prazer na vida.
(Rita de Cassia Quereira)

Imagem de Cristina Costa.
Farol de Mãe Luíza. Natal

IPANGUAÇU?RN
Aluísio de França
Ipanguaçu uma cidade com lugares lindos para Se visitar.
Barragem de Lagoa de Pedra uma das sete maravilhas de Ipanguaçu
"Onde tem o amor, tem beleza".
Fotografia de anteontem. Encontro de alguns membros da Academia Assuense de Letras, no Café São Braz (Shaping Myduey, Natal), discutindo o lançamento do livro sobre um pouco da história da terra assuense, bem como os patronos daquela instituição cultural. É preciso dizer que o livro será editado as custas de verba pública, indicação do deputado estadual George Soares. Na fotografia, da esquerda: Perpetuo Wanderley de Castro, Fernando Caldas, Francisco Costa, Ivan Pinheiro, Chagas h e Auricéia Lima. O livro sera lançado no dia 22 de junho de 19 durante a festa do padroeira do Assu, São João Batista. Vale a pena registrar. Bom sábado!
A FEIRA
Feira de louças de barro - anos 70, no Assu

Feira Livre no Assu - foto Jean Lopes
Feira Livre no Assu - foto Jean Lopes
 
A FEIRA

É sábado, amanhece o dia
Chegam primeiro os feirantes
Loroteiros, arrogantes
Arrumam as mercadorias.
Mais tarde vem os feireiros
Sempre em grupos separados
Ainda desconfiados
Com as sacolas vazias. 
 
Grita logo um barraqueiro:
“- Olha aqui feijão novinho
Tem enxofre e mulatinho
Tem o preto e o macaça
Esse amarelinho é bom
O pintado é um azeite
Se quer levar aproveite
Que hoje é quase de graça”. 
 
Muitos trazem pra vender
Couro de bode, algodão,
Batata, milho verde e feijão,
Porco, carneiro e peru,
Depois que terminam as vendas
Se reúnem, vão beber,
As mulheres vão comer
Pé-de-moleque e angu. 
 
Entra um rebanho no bar,
Lá já tem outra patota,
Ali começa a lorota
Pois o prazer é profundo.
Tomam a primeira dosagem
Logo após, outra bicada,
Com a terceira rodada,
Haja mentira no mundo.
 
Diz um, nunca me faltou
Dinheiro pra brincar
Quando eu quero vadiar
Boto a sela no jumento.
Responde outro, melado
Eu juro no evangelho
Que no meu cavalo velho
Derrubo até pensamento. 
 
Grita um mais exaltado
Comigo não tem ladeira
Eu topo toda zonzeira
Toda brincadeira é festa.
Grita outro, eu também sou
Osso duro de roer
Quem quiser venha saber
Um velho pra quanto presta.
 
A coisa está esquentando
Vai acabar o zum-zum
Chega a mulher de um
Do outro chega a esposa
Com pouco o filho do outro
Chega pra dar o recado
“- Mamãe está no mercado
Vamos comprar qualquer coisa"
 
O vendedor de galinha
Fala alto, “aqui freguês
Essa galinha pedrês
É pesada de gordura,
Esse pescoço pelado
É boa pra criar,
Eu garanto ela botar
Cem ovos numa postura.
 
Um galo velho surú
Pra cantar não tem mais som
O vendedor diz “É bom!
Pode levar que é novinho.
Esse galo, meu amigo,
Ainda tem outra coisa
Tem dado surra em raposa
Que ela perde o caminho. 
 
“- Olha a ovelhinha gorda!”
Gritam lá na criação
Grita o do porco “O leitão
É novinho, cavalheiro”!
O velho que está melado
Não presta muita atenção,
No porco compra barrão;
No bode, pai de chiqueiro. 
 
Na carne de gado mostram
Uma manta do pescoço
“- Aqui é carne sem osso,
Compra boa, quem conhece!”
A carne velha encardida
Como que foi de murrinha
Na panela não cozinha
Na brasa não amolece. 
 
Aquele que se entreteu
Na birita o dia inteiro
Acabou todo o dinheiro
Passou o tempo e não viu
Ficou sem nenhum tostão
No bolso da velha calça
O que sobrou da cachaça
O pife-pafe engoliu.
 
Arranja uma confusão
Quase ao morrer do dia
Vai para a delegacia
Para um repouso forçado
Coitado, caiu à crista.
De manhã faz a faxina
Inda vai dar entrevista
Com o doutor delegado. 

Chico Traíra
Do poeta Francisco Agripino de Alcaniz, o popular Chico Traíra – grande violeiro, assuense de coração, nascido no sítio Pau de Jucá – Ipanguaçu/RN. Em Assu existe uma rua, no Bairro Frutilândia, que tem Chico Traíra como patrono. Também é patrono da Academia Assuense de Letras.

Sei dos teus novos amores  Tudo timtim por timtim;  Dizes, que tal... e que não;  Eu sei, que tal... e que sim.  Sei que déste aos teus...