sexta-feira, 16 de novembro de 2018

sonhar a realidade
Para conhecermos os amigos é necessário passar pelo sucesso e pela desgraça. No sucesso, verificamos a quantidade e, na desgraça, a qualidade.
Confúcio
Arte - Jose Echeverria

UMA POTIGUAR EXCLUÍDA DA HISTÓRIA: ROCAS-QUINTAS O TRISTE FIM DE JÚLIA AUGUSTA DE MEDEIROS


Por Itaércio Porpino

Natal, década de 60, em algum lugar entre os bairros das Rocas e Quintas. Garotos se divertem provocando uma senhora trôpega, suja e maltrapilha. Os meninos fazem coro: "Rocas-Quintas"! E ela, com o dedo em riste, revida: "Me respeitem, que eu tive vida importante"! A zombaria continua, e a mulher, que se tornou folclórica por fazer todo santo-dia, a pé, o mesmo itinerário da linha de ônibus Rocas-Quintas (daí o apelido), retoma as passadas ligeiras e nervosas, parando sempre para catar lixo e restos de coisas podres.

Caicó, final da década de 50. Júlia Augusta de Medeiros, uma das mulheres pioneiras no jornalismo e na educação no Rio Grande do Norte nos anos 20, feminista, mulher de idéias avançadas, com participação destacada na vida pública e política do RN, tendo sido uma das primeiras mulheres a votar no Estado e exercido dois mandatos como vereadora, começa a apresentar lapsos de memória e a perder a sanidade mental. O estado de saúde vai se agravando e ela, que desafiara a sociedade assumindo uma postura ousada, termina seus últimos anos deprimida em Natal, no mais completo ostracismo, perambulando pelas ruas feito mendiga.

Júlia Medeiros, educadora e jornalista que um dia teve lugar cativo nas rodas de intelectuais, gozando da amizade e apreço de gente como Câmara Cascudo e Palmira Wanderley, é a mesma Rocas-Quintas. Em um minucioso trabalho investigativo, o jornalista natalense Manoel Pereira da Rocha Neto, conseguiu unir os dois capítulos extremos dessa história e contá-la na íntegra pela primeira vez. "Júlia teve um passado obscuro, que ficou perdido, pois enquanto Rocas-Quintas ela falava quem tinha sido e ninguém acreditava. As pessoas a insultavam e a depreciavam", diz Manoel.

O objetivo de sua tese de doutorado no Departamento de Educação da UFRN, dentro da base de pesquisa Gênero e Práticas Culturais, era (e foi) falar das práticas pedagógicas de Júlia enquanto educadora, mas o jornalista acabou também mergulhando fundo na vida da personagem à medida que descobriu história tão rica e dramática. 
 
Centro de Caicó/RN, década de 20 do século XX. Foto: Manoel Ezelino

O autor, além de conseguir conceito máximo com a tese, acabou quitando uma dívida com a memória de Júlia Medeiros. "Em cinco anos de pesquisa, não encontrei quase nada em livro, a não ser algumas poucas citações, e também uma monografia do curso de História, em Caicó, sobre Júlia, mas muito superficial. A casa em que ela morou em Caicó foi demolida e no lugar existe atualmente uma boutique. Já a casa em que ela viveu em Natal, na rua da Misericórdia, Cidade Alta, foi demolida para a construção de uma praça. Até o túmulo e seus restos mortais, no Cemitério Parque, em Caicó, foram violados e extraviados. Ela não tem direito sequer a ser lembrada como cidadã no Dia de Finados. Em sua cidade natal, deu nome a uma rua e a uma escola. Foi só", fala. 

Imagem antiga do Mercado Público de Caicó - inaugurado em 23/02/1918

A história de Júlia Medeiros, do nascimento à morte (1896 a 1972), foi totalmente reconstituída pelo jornalista Manoel Pereira da Rocha Neto e contada com riqueza de detalhes em seu trabalho. A maior parte das informações ele coletou com pessoas que foram vizinhas de Júlia, em Caicó e em Natal, e com os ex-alunos dela. "Foi uma pesquisa difícil. A família dela ofereceu muita resistência. Somente uma sobrinha sua, Julieta Dantas, que vive em Caicó, ajudou, cedendo inclusive um farto material fotográfico", conta Manoel, que chegou a pagar para conseguir uma cópia do atestado de óbito de Júlia Medeiros/Rocas-Quintas.

"A família não quis ceder, então fui até o 4º Ofício de Notas e paguei por uma cópia", conta Manoel. O laudo deixa em dúvida se Júlia cometeu suicídio, mas o jornalista acredita que ela tenha mesmo se matado. "Acho que o ostracismo e a depressão contribuíram para isso. Há um detalhe importante: Júlia morreu na madrugada do dia seguinte ao seu aniversário. Acho que em sua loucura ela pode ter tido um momento de lucidez e lembrado a data".

 "O vestir-se bem - desejo de distinção social na Caicó de 1939"

E esse não teria sido o único momento de lucidez em sua fase de loucura e mendicância. Certa vez, conta Manoel, ela ficou parada observando por bastante tempo a vitrine de uma loja de roupas. Quase foi presa ao tentar entrar. Isso só não aconteceu porque na hora passou uma pessoa de Caicó que a conhecia e contornou a situação. "Penso que ela estava recordando sua época de moça. As moças da alta sociedade caicoense só vestiam as roupas feitas por Maria do Vale Monteiro, costureira mais famosa da cidade. Mas antes Júlia tinha que vestir e aprovar. Por causa do corpo bem feito, ela era uma espécie de manequim no município".

O jornalista conta que, antes disso, Júlia havia adquirido uma máquina Singer pensando em fazer os próprios vestidos, como forma de relembrar a época áurea. Ela comprou em dez vezes sem juros, na Loja Natal, o que já era um sinal também de sua fragilidade financeira.

"Júlia veio para Natal já doente e, aposentada e deprimida, começou a perambular pelas ruas, levando sempre junto ao corpo um monte de penduricalhos. A cada dia seu estado mental ia se agravando. Ela já não cuidava da higiene, catava lixo e andava com roupas em trapos. Ninguém acreditava quando dizia ter sido uma pessoa importante", diz Manoel.

A aposentada Lúcia Bruno Damasceno mora na rua da Misericórdia, onde Rocas-Quintas viveu de 1960 até 1972, e confirma a informação do jornalista: "Ela vivia na rua catando coisas e entulhava tudo num porão em casa. Costumava dizer que foi uma mulher de destaque em Caicó, mas ninguém acreditava".

Participação ativa na vida pública - Julia Medeiros votando em Caicó/RN

EXCLUIDA DA SOCIEDADE E DA HISTÓRIA

Exceção entre as meninas de seu tempo, Júlia Medeiros teve a sorte de pertencer a uma família abastada e de visão pedagógica diferente da maioria das famílias do início do século 20. O pai, Antônio Cesino Medeiros, detentor de grandes propriedades de terra em Caicó, sendo a maior e mais próspera delas a fazenda Umari, onde Júlia nasce no dia 28 de agosto de 1896, cuida desde cedo para que a filha tenha acesso à educação. A menina aprende as primeiras letras em casa com um mestre-escola e depois é mandada para estudar em Natal.

Júlia deixa Caicó no ano de 1910. Com 13 anos, enfrenta uma jornada de oito dias em lombo de burro. Era uma comitiva em que estavam outras duas moças, Olívia Pereira e Maria Leonor Cavalcanti. A futura feminista hospeda-se em uma casa na Ribeira - a do professor de português João Vicente - e passa a estudar no Colégio Imaculada Conceição, onde conclui o ginásio. Em 1920, faz a seleção para a Escola Normal de Natal.
Antiga praça Jose Augusto e o colegio Senador Guerra - Caicó/RN

Forma-se em 1925 e, um ano depois, volta a morar em Caicó, passando a lecionar no Grupo Escolar Senador Guerra, a mais conceituada instituição de ensino do município. A essa época já escrevia para o "Jornal das Moças", periódico que logo passa a redigir sozinha com a saída da fundadora, Georgina Pires. A publicação, um marco no jornalismo feminino no Rio Grande do Norte, dura de 1926 a 1932.
Júlia Medeiros também já participava ativamente da vida pública de Caicó, envolvida com a elite intelectual e política da cidade. Ela foi amiga, entre outros, de Juvenal Lamartine, senador e governador em meados da década de 20, e de José Augusto Bezerra de Medeiros, governador que dominou a política no RN até 1930. 
Antiga Prefeitura de Caicó/RN  
Considerada exímia oradora, Júlia notabiliza-se por questionar, em seus discursos de improviso, a condição da mulher da década de 20 - cuja vida resumia-se aos afazeres domésticos. Em suas falas em público, exigia, principalmente, o direito à educação e à cidadania. Sua amizade com a feminista Berta Lutz e suas idas ao Rio de Janeiro - onde tomava conhecimento da modernidade - fortaleciam ainda mais seus ideais. Júlia choca a sociedade caicoense com seu comportamento avançado. Ela passa a usar roupa preta - cor condenável a não ser em ocasião de luto - calça jeans e costas nuas. Ao aparecer nas ruas dirigindo um automóvel - um ford 29 (baratinha) que compra no Rio de Janeiro com dinheiro do próprio trabalho - promove um escândalo. Choca mais uma vez a sociedade ao recusar um pedido de casamento e ao ir morar sozinha, na casa de número 157 da rua Seridó.
O preço da "ousadia" acaba sendo alto. Júlia passa a ser excluída e alvo de preconceito. Na rua, é perseguida pelas crianças, que entoam uma cantoria assim: "Júlia Medeiros no seu carro ford, virou a princesa do caritó".
Antes de aposentar-se como professora, em 1958, se candidata a vereadora, sendo eleita para dois mandatos, de 1951 a 1954 e de 1954 a 1957. É nesse período que começa a apresentar lapsos de memória e a ficar perturbada mentalmente. Em 1960, a família a leva para Natal, entendendo ser essa a melhor opção. Júlia passa a morar sozinha, por vontade própria, em uma casa de frente para o rio Potengi, na rua da Misericórdia. Seu quadro de saúde vai se agravando e, na madrugada do dia 29 de agosto de 1972, aos 76 anos, morre como a mendiga Rocas-Quintas. Louca, pobre, esquecida e insultada; excluída da sociedade e da história.
potiguarte.blogspot.com.br



(..)

Praieira do meu pecado,
Morena flor, não te escondas,
Quero, ao sussurro das ondas
Do Potengi amado,
Dormir sempre ao teu lado...
Depois de haver dominado
O mar profundo e bravio,
À margem verde do rio
Serei teu pescador,
Ó pérola do amor!

Otoniel Meneses, o príncipe dos poetas potiguares

(Imagem da velha ponte de ferro de Igapó, sobre o rio Potengi - Natal/RN).


A imagem pode conter: céu, ponte, atividades ao ar livre, água e natureza

O largo coração do Atheneu

BLOG DO ALEX MEDEIROs

16/11/2018



Dona Sílvia tinha uma legião de filhos, bem além dos seus quatro herdeiros biológicos Késia, Karla, Keila e Odeman Jr. Tratava a enorme clientela com aqueles cuidados das mães, com atenção permanente e distribuindo sorrisos e gentilezas, fazendo da Confeitaria Atheneu um lar doce bar de nós todos.

Várias gerações e um porrilhão de gente de estilos e gostos distintos se uniformizavam num só ambiente de descontração quando buscavam as mesas do bar do casal Odeman e Dona Sílvia. As tardes-noites e os carnavais em Petrópolis ganharam outra dimensão quando eles se instalaram no Largo.

Comecei a frequentar o lugar no final dos anos 70, quando a confeitaria ainda era na casa da esquina, onde hoje está a Chopperia Petrópolis. Vi ali os mais destacados intelectuais e personalidades potiguares; todos eles referências da minha geração que frequentava o local como que para um rito de passagem.

Sob o olhar generoso do bom casal conquistei amigos em suas mesas, vi nascerem e morrerem amores, acompanhei debates políticos acalorados, escrevi poemas em guardanapos, participei de animadas confraternizações e até fiz horas extras produzindo trabalhos publicitários regados a muita cerveja.

Presenciei a naturalidade com que as tradições boêmias são transferidas de pais para filhos. Assim como é natural a mistura de gerações compartilhando noitadas, gente de todas as idades naquela calçada onde o tempo parece não parar, como se os ausentes estejam sempre sentando ao lado dos presentes.

Dona Sílvia era uma proprietária de bar que não sentia falta do cliente, sentia saudade mesmo. Sua primeira abordagem era sempre querendo saber o porquê dos breves desaparecimentos, para só depois perguntar o que iríamos beber ou comer. O carinho no diminutivo cervejinha, queijinho, paçoquinha.

No atavismo da minha boemia, ela passou a perguntar por mim quando minha filha passou a ser mais assídua no local. Quer uma moelinha, minha linda? Seu pai não tem aparecido, ele está bem? Sempre foi como uma avó da menina, que pisou ali pela primeira vez no dia do próprio aniversário de três anos.

Quando estava com quatro anos, voltou comigo à Confeitaria e ficou quietinha lendo revistinhas da Mônica, enquanto eu me dividia entre a cerveja e segurar o irmãozinho de menos de um ano, ainda com fraldas. Dona Sílvia tinha o mesmo estereótipo da minha mãe; corpo raquítico e um coração gigantesco.

O poema que fiz pra ela na sexta-feira, logo que me chegou a triste notícia da sua partida, foi regado a lágrimas e brotou num chão de saudade. Das dezenas de amigos que conversei, todos sem exceção demonstravam tristeza, uma desolação como aquelas que sentimos na perda de algum familiar querido.

Poucas pessoas foram tão queridas em Natal como Dona Sílvia, na mesma proporção da consideração que era depositada em seu marido Odeman, o parceiro de uma vida inteira, o grande amor que em algum lugar já marcou encontro com ela, para juntos de novo construir a eternidade de um legado.

De: http://www.ogaloinforma.com.br/
arte Seth Globepainter.
A imagem pode conter: uma ou mais pessoas e atividades ao ar livre

terça-feira, 13 de novembro de 2018

Aluna da Escola Renato Caldas ganha prêmio da UNDIME



A estudante Irislayne Varela da Silva Santos, da Escola Estadual Poeta Renato Caldas, foi anunciada como vencedora de um dos prêmios ofertados pela UNDIME.

O evento consistiu em um concurso de contos do qual a estudante deu o título de "Stefane de vida nova". A comissão julgadora avaliou a estrutura do gênero, a adequação à norma culta, os  aspectos linguísticos textuais e premiou a aluna assuense.

A estudante recebeu orientação e apoio da professora Nalva Paula Monteiro. Ambas foram premiadas pela União dos Dirigentes Municiais de Educação.

De: https://11diredassu.blogspot.com

ASSUENSE TALLISON FERREIRA LANÇA LIVRO SOBRE MARIA LÚCIA DA FÉ, MÃE DE IRMÃ LINDALVA




 
Data: 14 de novembro de 2018
Horário: 19 horas 
Local: Educandário Nossa Senhora das Vitórias

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

JOÃO TEREZA foi prefeito do Auto do Rodrigues, importante município localizado na microrregião do Vale do Açu, distante 180 km de Natal. Isso, salvo engano, no inicio da década de setenta. Tereza tinha ojeriza discursar em público. Numa certa concentração pública, certo amigo presente no palanque insistiu para que ele falasse ao povo da sua terra. No que aceitou, abriu o verbo: “Boa noite trabalhadores do campo e trabalhadores rural.” (sic). E papo encerrado. José Luiz Silva (Padre Zé Luiz) presente no palanque indagou daquele politico irreverente: “Ou João Tereza que estória é essa de “trabalhadores do campo e trabalhadores rural?” João Tereza não se fez de rogado: “Ora, Padre Zé Luiz, trabalhadores do campo é quem trabalha no roçado, e trabalhador rural é quem trabalha na rua.”

Fernando Caldas

Secretaria de Previdência alerta para golpe contra servidores

Cartas enviadas pelo correio induzem vítimas a pagar taxa para receber falsa restituição

Estelionatários estão utilizando o nome da Secretaria de Previdência do Ministério da Fazenda para aplicar um golpe contra servidores públicos. Por carta, eles informam que o servidor teria direito à restituição de contribuições previdenciárias indevidas. Depois, por telefone, induzem a vítima a pagar uma taxa, cuja finalidade seria acelerar a liberação da suposta restituição. Na verdade, tudo não passa de uma fraude.
O esquema foi denunciado à Secretaria de Previdência por servidores que receberam a carta, expedida em nome de instituições fictícias, como a “União Nacional dos Servidores Público (sic) Federal (sic)” e a “Federação Nacional de Previdência Privada”. Em tese, o público-alvo do golpe seriam servidores públicos federais, estaduais e municipais.
Na carta, é dito que a falsa restituição seria decorrente de intervenção da Secretaria de Previdência, o que teria levado à extinção dos referidos planos de previdência, dando origem à alegada restituição. No cabeçalho da correspondência, há números de telefone da cidade de São Paulo. Quem liga para esses números é orientado a fazer um depósito bancário, supostamente para acelerar a liberação da restituição. A pessoa que atende o telefone faz parte do esquema criminoso.
A Secretaria de Previdência esclarece que todos os serviços e valores a receber, quando realmente existentes, constituem um direito dos servidores públicos, o que significa que são disponibilizados de forma gratuita. Nesses casos, portanto, o servidor não precisa pagar taxas nem realizar depósitos para ter direito a restituições ou reembolsos. Em nenhuma hipótese, a Secretaria de Previdência entra em contato com servidores por meio de cartas ou faz qualquer tipo de cobrança para prestar atendimentos e serviços.
A recomendação aos cidadãos que receberem esse tipo de correspondência é que procurem a Polícia Civil para o registro de boletim de ocorrência. A Secretaria também orienta a população a não fornecer seus dados pessoais a terceiros, já que essas informações podem ser utilizadas para fins ilícitos.
https://www.servidor.gov.br

domingo, 11 de novembro de 2018

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VIAGEM COM O WANDERLEY

O fundador da família Wanderley no Rio Grande do Norte não usava o nome Wanderley e sim Pimentel.

Chamava-se JOÃO DE SOUZA PIMENTEL, e viera de Pernambuco, já casado com dona Josefa Lins de Mendonça.

Já casado ou solteiro, casando na Vila Nova da Princesa? Não há, até aqui, certeza.

Na NOBILIARQUIA PERNAMBUCANA, de Borges da Fonseca, verifica-se que os Wanderley estavam muito misturados e aliados aos SOUZA PIMENTEIS, LINS, e mais gente fina, de brasão e prosápia, senhores de engenhos e participando da governança das vilas da capitania.

Esse João de Souza Pimentel é o pai de João Pio Lins Pimentel, já usando o LINS materno, e Gonçalo Lins Wanderley, há usando o WANDERLEY.

João Pio Lins Pimentel foi tenente-coronel da Guarda Nacional, fazendeiro, lavrador abastado e primeiro Presidente da Câmara Municipal de Santana do Matos, de 1837 a 1840.

Em 13 de setembro de 1838, ingressando na Loja maçônica SIGILO NATALENSE, dizia-se MAIOR DE 40 ANOS, casado, proprietário e residente na VILA DO ASSU e não VILA DA PRINCESA, em honra da Princesa Carlota Joaquina. Nascera antes de 1790 e devia ser o primogênito poque se chamava pelo mesmo nome do pai.

Nada mais sei sobre o Ten-Cel. João Pio Lins Pimentel, com quem casou-se e se deixou descendência.

GONÇALO LINS WANDERLEY, seu mano, casou com dona Francisca Xavier de Macedo, filha de Francisco Xavier de Macedo e dona Teresa de Jesus, filha, esta, de Carlos de Azevedo Leite e d. Rosa Maria da Conceição. Gonçalo Lins Wanderley era altivo e sabia manejar na palavra. Residente da Câmara Municipal da Vila da Princesa em fevereiro de 1822, deu uma resposta bravia ao GOVERNO TEMPORÁRIO que se instalara em Natal pela força das carabinas da Companhia de Linha. Gonçalo declarou não reconhecer a competência do Governo, dizendo-o ILEGÍTIMO, CRIMINOSO E REBELDE... Esse mesmo Gonçalo Lins Wanderley tinha fama de excelente cavaleiro e jogador não de carta mas de espada. Ignoro o nome de todos os seus dignos filhinhos.
Dois, deixaram fama e renome, Manuel e João Carlos.

Manuel Lins Wanderley, 1804-1877, casou com d. Maria Francisca da Trindade e não sei quem teve a honra de ser sogro dele. Sei que abençoou dezessete filhos. Um deles é o doutor LUÍS CARLOS LINS WANDERLEY, 1831-1890, primeiro norte-rio-grandense doutor em medicina, deputado provincial e presidindo a administração da sua Província, poeta, professor, jornalista, teatrólogo, orador, político, clínico profissional. Faleceu em sua casa que se erguia onde está o prédio da Prefeitura Municipal.

João Carlos Wanderley, 1811-1899, casou com d. Claudina Leite do Pinho, filha do Ten-Cel. Antonio José Leite do Pinho e d. Bernarda Antonio Rodrigues. Teve também dezessete filhos.Uma das suas filhas, Francisca Carolina, casou no Assu, a 25 de julho de 1858, com seu primo o dr. Luís Carlos Lins Wanderley. Luís Carlos, enviuvando, casou com uma cunhada, d. Maria Amélia Wanderley, em 1877.

Luís Carlos e sua mulher, d. Maria Amélia, morreram no mesmo dia, 10 de fevereiro de 1890, em Natal.

Os filhos do dr. Luís Carlos deram muita vida e glória às letras da Província e do Estado e a herança cultural continua harmoniosa no espírito dos netos e bisnetos.
Nas festas comemorativas do MILÊNIO DA CIDADE DO NATAL, em 25 de dezembro do ano de 1899, um Wanderley publicara um poema n'A República", que circulara, impávida e solene, e outro Wanderley fará um discurso, contando a história da terra que é quase a história da gente ilustre dos Wanderley.
26.11.1959

Câmara Cascudo

(Em, O Livro das Velhas Figuras, Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, 1978)

Um soneto intitulado Roma, do poeta potiguar João Lins Caldas, publicado na antiga e extinta "Revista Brasil", da Bahia.

sanguinidade, as canônica denunciações sem impedimento, confissão e exame de Doutrina Cristã, em minha presença e das testemunhas João Batista da Costa, casado, e José Bezerra Xavier da Costa, solteiro, moradores desta Freguesia, uniram-se em matrimônio por palavras de presente e logo receberam as bençâos nupciais os nubentes Francisco Monteiro de Sousa e Maria da Silva Bezerra, naturais e moradores desta mesma Freguesia, filhos legítimos: ele de Antônio de Sousa Monteiro e de sua mulher Maria Severina, e ela de Agostinho Bezerra da Silva e de sua falecida mulher Sabina Martins dos Santos; do que para constar fiz este assento, pelo que mandei fazer este termo em que assino. O Vigário Félix Alves de Sousa. Na margem do registro consta que os nubentes eram brancos. Do registro se depreende que os nubentes eram parentes. É possível na ascendência mais distante que haja um elemento índio, mas pela árvore feita por Jacob Avelino, tio de Afonso, não encontrei ninguém que fosse de algum tribo.

GILVAN LOPES - O POETA DO MURALISMO

CULTURA:


O artista plástico Gilvan Lopes de Souza concluiu mais um trabalho artístico em mural. O painel foi pintado no muro interno da Princesa FM. Parabenizo ao amigo Gilvan por mais uma obra de relevância para alentar a cultura dos assuenses.


sexta-feira, 9 de novembro de 2018


Destinos turísticos do RN são apresentados na II Mostra de Turismo Regional

MTR faz parte da 30ª edição da Feira Industrial e Comercial da Região Oeste (FICRO). –, que segue até sábado, 10, na Estação das Artes, em Mossoró



José Aldenir / Agora RN

Praia do Amor, em Pipa, distrito de Tibau do Sul


Fomentando a atividade turística e a promover a interiorização dos atrativos regionais, o Governo do Estado por meio do Governo Cidadão, via acordo de empréstimo com o Banco Mundial está divulgando as belezas do RN na II Mostra de Turismo Regional (MTR). A MTR faz parte da 30ª edição da Feira Industrial e Comercial da Região Oeste (FICRO). –, que segue até sábado, 10, na Estação das Artes, em Mossoró.
“Focamos no desenvolvimento das regiões para promover a sustentabilidade. A partir do momento em que são feitos investimentos em eventos como feiras de turismo, exposições e rodadas de negócios, estamos viabilizando atividades importantíssimas de promoção turística, com consequente abertura de mercados para os nossos artesãos e agricultores familiares”, destacou Vagner Araújo, secretário de Gestão Metas e Projetos do Governo e coordenador do Governo Cidadão.
A MTR, que este ano traz 20 estandes, mostra de artesanato, intervenções culturais, com a expectativa de receber 30 mil pessoas, tem por objetivo fortalecer o turismo como mais uma atividade econômica no viés do desenvolvimento de Mossoró e região, divulgando as potencialidades ímpares existentes, através do processo de interiorização turística no RN.
“Esse trabalho maciço de divulgação visa, além de trabalhar o turismo, possibilitar melhores resultados financeiros para a cadeia produtiva, consolidando toda esta região como um dos novos e diferenciados destinos turísticos do Nordeste brasileiro, abrindo mercado para a economia solidária e agricultura familiar”, comentou Manuel Gaspar, secretário de Turismo do RN.
Pensamento compartilhado por Diego Rebouças, técnico de engenharia, que diz ser preciso ter cada vez mais iniciativas como essa. “É interessante ter eventos como este em nossa cidade porque além de reunir toda essa turma que trabalha o turismo, traz – em uma mesma oportunidade – diversas potencialidades de nossa região, como o artesanato, gastronomia, cultura e capacitação”, finalizou Diego, que trouxe toda a família para a feira.
De: http://agorarn.com.br