terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Rui Falcão assume defesa de Lula: 'Nunca um ex-presidente foi tão caluniado'

 
A partir da iniciativa do presidente nacional do PT, Rui Falcão, o partido deve iniciar uma série de ações no sentido de fazer a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
 
No sábado (07), em nota publicada no site do PT, Falcão afirma que nunca no Brasil um ex-presidente foi 'tão caluniado, difamado, injuriado e atacado como o companheiro Lula'. Para ele, há uma uma tentativa de linchamento moral e político de Lula, baseada em 'denúncias sem provas', 'como virou moda' nos últimos meses.
 
As críticas, segundo Falcão, são feitas por inconformados com a aprovação inédita que Lula tinha ao deixar o governo e partem de um 'consórcio entre a oposição reacionária, a mídia monopolizada e setores do aparelho de Estado capturados pela direita', que quer converter Lula em vilão.
 
'O legado de realizações a favor dos mais pobres, a elevação do Brasil no cenário mundial, os sucessos na educação, na saúde, nos programas sociais, na área da infraestrutura, em seus oito anos na Presidência, precisa ser destruído para que Lula não possa retornar em 2018. Ainda que ele nunca tenha dito que pretende voltar', diz o presidente do PT.
 
Na nota, afirma ainda que por mais que as explicações 'desmintam a farsa', a 'mídia conservadora prossegue com o massacre de mentiras': 'O dever da prova não é mais de quem acusa, mas de quem é acusado, delatado, caluniado. Como diz o professor Luiz Gonzaga Belluzzo, 'primeiro aponta-se o criminoso, depois vasculha-se o crime'. Falcão convocou a militância do PT e 'quem tem compromissos com a democracia' a combater o que chama de 'cerco criminoso' ao ex-presidente Lula.
 
Um fato que deve ser observado é que a defesa aguerrida que Rui Falcão faz em relação a Lula e os argumentos que ele utiliza, não valem para todos, inclusive para outros petistas. Caso do senador Delcídio do Amaral, que Falcão, mesmo sem conhecer as acusações, sumariamente o condenou.
 
Da Redação
 
 http://www.jornaldacidadeonline.com.br

CARNAVAL ASSU

último dia de carnaval o bloco camaleão animará o carnaval em assú

BLOCO DO POVÃO
O bloco Camaleão sairá pelo quinto ano seguido nesta terça-feira de carnaval, animando as ruas do Assú. Os organizadores, através do empresário João Walace, confirmaram a concentração do bloco na terça-feira (09), no Posto Constantino, a partir das 17h, percorrendo as ruas Dr Luiz Carlos, Luiz Correia de Sá Leitão, Avenida João Celso Filho (parte), Rua João Pessoa, Rua Augusto Severo e finalizando na Av. Senador João Câmara, no Centro da cidade.
A folia de rua vai ficar por conta do mini trio puxado pelo ritmo de Almir Elétrico e banda! A festa é aberta ao público, o requisito é trazer muita alegria para pular no Bloco Camaleão no Carnaval do Assú. Simbora para o bloco do povão!!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Política: O que é ser esquerda, direita, liberal e conservador?



Andréia Martins
a Novelo Comunicação
 
Nas eleições presidenciais e estaduais de 2014, o Brasil assistiu a uma onda de discursos agressivos, especialmente nas redes sociais, que se dividiam em dois lados: os de esquerda e os de direita, associadas pela maioria aos partidos PT e PSDB, respectivamente.
Definir um posicionamento político apenas pelo viés partidário pode ser uma armadilha repleta de estereótipos, já que essa divisão binária não reflete a complexidade e contradições da sociedade. O fato é que não existe um consenso quanto a uma definição comum e única de esquerda e direita. Existem “várias esquerdas e direitas”. Isso porque esses conceitos são associados a uma ampla gama de pensamentos políticos.

Origem dos termos

As ideologias “esquerda” e “direita” foram criadas durante as assembleias francesas do século 18. Nessa época, a burguesia procurava, com o apoio da população mais pobre, diminuir os poderes da nobreza e do clero. Era a primeira fase da Revolução Francesa (1789-1799).
Com a Assembleia Nacional Constituinte montada para criar a nova Constituição, as camadas mais ricas não gostaram da participação das mais pobres, e preferiram não se misturar, sentando separadas, do lado direito. Por isso, o lado esquerdo foi associado à luta pelos direitos dos trabalhadores, e o direito ao conservadorismo e à elite.
Dentro dessa visão, ser de esquerda presumiria lutar pelos direitos dos trabalhadores e da população mais pobre, a promoção do bem estar coletivo e da participação popular dos movimentos sociais e minorias. Já a direita representaria uma visão mais conservadora, ligada a um comportamento tradicional, que busca manter o poder da elite e promover o bem estar individual.
Com o tempo, as duas expressões passaram a ser usadas em outros contextos. Hoje, por exemplo, os partidários que se colocam contra as ações do regime vigente (oposição) seriam entendidos como “de esquerda” e os defensores do governo em vigência (situação) seriam a ala “de direita”.
Para o filósofo político Noberto Bobbio , embora os dois lados realizem reformas, uma diferença seria que a esquerda busca promover a justiça social enquanto a direita trabalha pela liberdade individual.
Após a queda do Muro de Berlim (1989), que pôs fim à polarização EUA x URSS, um novo cenário político se abriu. Por isso, hoje, as palavras ‘esquerda’ e ‘direita’ parecem não dar conta da diversidade política do século 21. Isso não quer dizer que a divisão não faça sentido, apenas que ‘esquerda’ e ‘direita’ não são palavras que designam conteúdos fixados de uma vez para sempre. Podem designar diversos conteúdos conforme os tempos e situações.
"Esquerda e direita indicam programas contrapostos com relação a diversos problemas cuja solução pertence habitualmente à ação política, contrastes não só de ideias, mas também de interesses e de valorações a respeito da direção a ser seguida pela sociedade, contrastes que existem em toda a sociedade e que não vejo como possam simplesmente desaparecer. Pode-se naturalmente replicar que os contrastes existem, mas não são mais do tempo em que nasceu a distinção", escreve Bobbio no livro "Direita e Esquerda - Razões e Significados de uma Distinção Política".
No Brasil, essa divisão se fortaleceu no período da Ditadura Militar, onde quem apoiou o golpe dos militares era considerado da direita, e quem defendia o regime socialista, de esquerda.
Com o tempo, outras divisões apareceram dentro de cada uma dessas ideologias. Hoje, os partidos de direita abrangem conservadores, democratas-cristãos, liberais e nacionalistas, e ainda o nazismo e fascismo na chamada extrema direita.
Na esquerda, temos os social-democratas, progressistas, socialistas democráticos e ambientalistas. Na extrema-esquerda temos movimentos simultaneamente igualitários e autoritários.
Há ainda posição de "centro". Esse pensamento consegue defender o capitalismo sem deixar de se preocupar com o lado social. Em teoria, a política de centro prega mais tolerância e equilíbrio na sociedade. No entanto, ela pode estar mais alinhada com a política de esquerda ou de direita. A origem desse termo vem da Roma Antiga, que o descreve na frase: "In mediun itos" (a virtude está no meio).
A política de centro também pode ser chamada de "terceira via", que idealmente se apresenta não como uma forma de compromisso entre esquerda e direita, mas como uma superação simultânea de uma e de outra.
Essas classificações estariam divididas no que podemos chamar de uma “régua” ideológica:
EXTREMA-ESQUERDA | ESQUERDA | CENTRO-ESQUERDA | CENTRO | CENTRO-DIREITA | DIREITA | EXTREMA-DIREITA
Para os brasileiros a diferença entre as ideologias não parece tão clara. Em 2014, durante as eleições, a agência Hello Research fez um levantamento em 70 cidades das cinco regiões do Brasil perguntando como os brasileiros se identificavam ideologicamente. Dos 1000 entrevistados, 41% não souberam dizer se eram ideologicamente de direita, esquerda ou centro.
A porcentagem dos que se declaram de direita e esquerda foi a mesma: 9%. Em seguida vem centro-direita (4%), centro-esquerda e extrema-esquerda, ambas com 3%, e extrema-direita (2%). Quando a pergunta foi sobre a tendência ideológica de sete partidos (DEM, PT, PSDB, PSB, PMDB, PV, PDT, Psol, PSTU), mais de 50% não souberam responder.
Em determinados momentos da história, ambas as ideologias assumiram posturas radicais e, nessa posição, tiveram efeitos e atitudes muito parecidas, como a interferência direta do Estado na vida da população, uso de violência e censura para contra opositores e a manutenção de um mesmo governo ou liderança no poder.
Ao longo do século 20, parte do pensamento de esquerda foi associada a bases ideológicas como marxismo, socialismo, anarquismo, desenvolvimentismo e nacionalismo anti-imperialista (que se opõe ao imperialismo).
O mesmo período viu florescer Estados de ideologias totalitárias como o nazismo (1933-1945), fascismo (1922-1943), franquismo (1939-1975) e salazarismo (1926-1974), que muitas vezes se apropriaram de discursos da esquerda e da direita.
Outro tema fundamental para as duas correntes é a visão sobre a economia. Os de esquerda pregam uma economia mais justa e solidária, com maior distribuição de renda. Os de direita seriam associados ao liberalismo, doutrina que na economia pode indicar os que procuram manter a livre iniciativa de mercado e os direitos à propriedade particular. Algumas interpretações defendem a total não intervenção do governo na economia, a redução de impostos sobre empresas, a extinção da regulamentação governamental, entre outros.
Mas isso não significa que um governo de direita não possa ter uma influência forte no Estado, como aconteceu na Ditadura. Em regimes não-democráticos, a direita é associada a um controle total do Estado.
O termo neoliberalismo surgiu a partir dos anos 1980, associados aos governos de Ronald Reagan e Margareth Thatcher, que devido à crise econômica do petróleo, privatizaram muitas empresas públicas e cortaram gastos sociais para atingir um equilíbrio fiscal. Era o fim do chamado Estado de Bem-Estar Social e o começo do Estado Mínimo, com gastos enxutos.
Para a esquerda, o neoliberalismo é associado à direita e teria como consequências a privatização de bens comuns e espaços públicos, a flexibilização de direitos conquistados e a desregulação e liberalização em nome do livre mercado, o que poderia gerar mais desigualdades sociais.
O liberalismo não significa necessariamente conservadorismo moral. Na raiz, o adjetivo liberal é associado à pessoa que tem ideias e uma atitude aberta ou tolerante, que pode incluir a defensa de liberdades civis e direitos humanos. Já o conservador seria aquele com um pensamento tradicional. Na política, o conservadorismo busca manter o sistema político existente, que seria oposto ao progressismo.
Direita e esquerda também têm a ver com questões morais. Avanços na legislação em direitos civis e temas como aborto, casamento gay e legalização das drogas são vistas como bandeiras da esquerda, com a direita assumindo a defesa da família tradicional. Nos Estados Unidos, muitos eleitores se identificam com a chamada direita cristã, que defendem a interferência da religião no Estado.
No entanto, vale destacar que hoje muitos membros de partidos tidos como centro-direita defendem tais bandeiras da esquerda, exceto nos partidos de extrema-direita (como podemos observar na Europa), que são associados ao patriotismo, com discurso forte contra a imigração (xenofobia).
Andréia Martins


Política: O que é ser esquerda, direita, liberal e conservador?

Andréia Martins
a Novelo Comunicação
 
Nas eleições presidenciais e estaduais de 2014, o Brasil assistiu a uma onda de discursos agressivos, especialmente nas redes sociais, que se dividiam em dois lados: os de esquerda e os de direita, associadas pela maioria aos partidos PT e PSDB, respectivamente.

Definir um posicionamento político apenas pelo viés partidário pode ser uma armadilha repleta de estereótipos, já que essa divisão binária não reflete a complexidade e contradições da sociedade. O fato é que não existe um consenso quanto a uma definição comum e única de esquerda e direita. Existem “várias esquerdas e direitas”. Isso porque esses conceitos são associados a uma ampla gama de pensamentos políticos.

Origem dos termos

As ideologias “esquerda” e “direita” foram criadas durante as assembleias francesas do século 18. Nessa época, a burguesia procurava, com o apoio da população mais pobre, diminuir os poderes da nobreza e do clero. Era a primeira fase da Revolução Francesa (1789-1799).
Com a Assembleia Nacional Constituinte montada para criar a nova Constituição, as camadas mais ricas não gostaram da participação das mais pobres, e preferiram não se misturar, sentando separadas, do lado direito. Por isso, o lado esquerdo foi associado à luta pelos direitos dos trabalhadores, e o direito ao conservadorismo e à elite.

Dentro dessa visão, ser de esquerda presumiria lutar pelos direitos dos trabalhadores e da população mais pobre, a promoção do bem estar coletivo e da participação popular dos movimentos sociais e minorias. Já a direita representaria uma visão mais conservadora, ligada a um comportamento tradicional, que busca manter o poder da elite e promover o bem estar individual.

Com o tempo, as duas expressões passaram a ser usadas em outros contextos. Hoje, por exemplo, os
partidários que se colocam contra as ações do regime vigente (oposição) seriam entendidos como “de esquerda” e os defensores do governo em vigência (situação) seriam a ala “de direita”.

Para o filósofo político Noberto Bobbio , embora os dois lados realizem reformas, uma diferença seria que a esquerda busca promover a justiça social enquanto a direita trabalha pela liberdade individual.

Após a queda do Muro de Berlim (1989), que pôs fim à polarização EUA x URSS, um novo cenário político se abriu. Por isso, hoje, as palavras ‘esquerda’ e ‘direita’ parecem não dar conta da diversidade política do século 21. Isso não quer dizer que a divisão não faça sentido, apenas que ‘esquerda’ e ‘direita’ não são palavras que designam conteúdos fixados de uma vez para sempre. Podem designar diversos conteúdos conforme os tempos e situações.

"Esquerda e direita indicam programas contrapostos com relação a diversos problemas cuja solução pertence habitualmente à ação política, contrastes não só de ideias, mas também de interesses e de valorações a respeito da direção a ser seguida pela sociedade, contrastes que existem em toda a sociedade e que não vejo como possam simplesmente desaparecer. Pode-se naturalmente replicar que os contrastes existem, mas não são mais do tempo em que nasceu a distinção", escreve Bobbio no livro "Direita e Esquerda - Razões e Significados de uma Distinção Política".

No Brasil, essa divisão se fortaleceu no período da Ditadura Militar, onde quem apoiou o golpe dos militares era considerado da direita, e quem defendia o regime socialista, de esquerda.
Com o tempo, outras divisões apareceram dentro de cada uma dessas ideologias. Hoje, os partidos de direita abrangem conservadores, democratas-cristãos, liberais e nacionalistas, e ainda o nazismo e fascismo na chamada extrema direita.

Na esquerda, temos os social-democratas, progressistas, socialistas democráticos e ambientalistas. Na extrema-esquerda temos movimentos simultaneamente igualitários e autoritários.

Há ainda posição de "centro". Esse pensamento consegue defender o capitalismo sem deixar de se preocupar com o lado social. Em teoria, a política de centro prega mais tolerância e equilíbrio na sociedade. No entanto, ela pode estar mais alinhada com a política de esquerda ou de direita. A origem desse termo vem da Roma Antiga, que o descreve na frase: "In mediun itos" (a virtude está no meio).

A política de centro também pode ser chamada de "terceira via", que idealmente se apresenta não como uma forma de compromisso entre esquerda e direita, mas como uma superação simultânea de uma e de outra.

Essas classificações estariam divididas no que podemos chamar de uma “régua” ideológica:
EXTREMA-ESQUERDA | ESQUERDA | CENTRO-ESQUERDA | CENTRO | CENTRO-DIREITA | DIREITA | EXTREMA-DIREITA

Para os brasileiros a diferença entre as ideologias não parece tão clara. Em 2014, durante as eleições, a agência Hello Research fez um levantamento em 70 cidades das cinco regiões do Brasil perguntando como os brasileiros se identificavam ideologicamente. Dos 1000 entrevistados, 41% não souberam dizer se eram ideologicamente de direita, esquerda ou centro.

A porcentagem dos que se declaram de direita e esquerda foi a mesma: 9%. Em seguida vem centro-direita (4%), centro-esquerda e extrema-esquerda, ambas com 3%, e extrema-direita (2%). Quando a pergunta foi sobre a tendência ideológica de sete partidos (DEM, PT, PSDB, PSB, PMDB, PV, PDT, Psol, PSTU), mais de 50% não souberam responder.

Em determinados momentos da história, ambas as ideologias assumiram posturas radicais e, nessa posição, tiveram efeitos e atitudes muito parecidas, como a interferência direta do Estado na vida da população, uso de violência e censura para contra opositores e a manutenção de um mesmo governo ou liderança no poder.

Ao longo do século 20, parte do pensamento de esquerda foi associada a bases ideológicas como marxismo, socialismo, anarquismo, desenvolvimentismo e nacionalismo anti-imperialista (que se opõe ao imperialismo).

O mesmo período viu florescer Estados de ideologias totalitárias como o nazismo (1933-1945), fascismo (1922-1943), franquismo (1939-1975) e salazarismo (1926-1974), que muitas vezes se apropriaram de discursos da esquerda e da direita.

Outro tema fundamental para as duas correntes é a visão sobre a economia. Os de esquerda pregam uma economia mais justa e solidária, com maior distribuição de renda. Os de direita seriam associados ao liberalismo, doutrina que na economia pode indicar os que procuram manter a livre iniciativa de mercado e os direitos à propriedade particular. Algumas interpretações defendem a total não intervenção do governo na economia, a redução de impostos sobre empresas, a extinção da regulamentação governamental, entre outros.

Mas isso não significa que um governo de direita não possa ter uma influência forte no Estado, como aconteceu na Ditadura. Em regimes não-democráticos, a direita é associada a um controle total do Estado.
O termo neoliberalismo surgiu a partir dos anos 1980, associados aos governos de Ronald Reagan e Margareth Thatcher, que devido à crise econômica do petróleo, privatizaram muitas empresas públicas e cortaram gastos sociais para atingir um equilíbrio fiscal. Era o fim do chamado Estado de Bem-Estar Social e o começo do Estado Mínimo, com gastos enxutos.

Para a esquerda, o neoliberalismo é associado à direita e teria como consequências a privatização de bens comuns e espaços públicos, a flexibilização de direitos conquistados e a desregulação e liberalização em nome do livre mercado, o que poderia gerar mais desigualdades sociais.

O liberalismo não significa necessariamente conservadorismo moral. Na raiz, o adjetivo liberal é associado à pessoa que tem ideias e uma atitude aberta ou tolerante, que pode incluir a defensa de liberdades civis e direitos humanos. Já o conservador seria aquele com um pensamento tradicional. Na política, o conservadorismo busca manter o sistema político existente, que seria oposto ao progressismo.
Direita e esquerda também têm a ver com questões morais. Avanços na legislação em direitos civis e temas como aborto, casamento gay e legalização das drogas são vistas como bandeiras da esquerda, com a direita assumindo a defesa da família tradicional. Nos Estados Unidos, muitos eleitores se identificam com a chamada direita cristã, que defendem a interferência da religião no Estado.

No entanto, vale destacar que hoje muitos membros de partidos tidos como centro-direita defendem tais bandeiras da esquerda, exceto nos partidos de extrema-direita (como podemos observar na Europa), que são associados ao patriotismo, com discurso forte contra a imigração (xenofobia).
Andréia Martins

SINHAZINHA WANDERLEY, POETA E EDUCADORA

Título fotografia do blog.


 

Por Ezequiel Fonseca Filho*

Conheci Sinhazinha Wanderley sempre a mesma. A idade e a doença que a levou ao túmulo, não mudaram a sua fisionomia.

Alegre e jovial jamais a vi triste, apesar dela dizer o contrário em seus versos.
Baixinha, tipo brevelíneo, constituição robusta, andar sacudido e expressão mediata, sempre tinha uma história a me contar quando nos avistávamos. Cabelos brancos, herança de família, cortava-os à la garçone e repartia-os ao meio como os rapazes da época. Tez morena clara, sem pregas e manchas, tinha os olhos pequeninos.

Melhor do que nós, porém, Sinhazinha Wanderley fez o seu retrato em versos e diz:

Eu sou um ser pequeno, amorenado
De óculos ao nariz e pisar manso
O cabelo cortado e todo branco
Sou mesma um tipo amarrotado.

Trajo um vestido azul já desbotado
Nunca rio, meu riso não é franco
Evito tropeçar nalgum barranco
Por ter um pé já quase deslocado.

Uso tênes, um par em cada mês
Eu só os compro a Xandú, por cada vez
Que os outros estão esburacados

Passeio nas calçadas, pau na mão,
Procurando fazer a digestão
Quando engulo à tardinha algum bocado.

Essa mania de retratar em versos parece um mal de família: Seu pai, Dr. Luioz Carlos, abre seu livro "Lira do Amor" com um perfil em versos e sua sobrinha, Carolina Wanderley, faz o mesmo em seu livro "Alma de Versos".

Sinhazibnha Wanderley quando saía à rua, a sua maior preocupação era com os cachorros aos quais tinha horror e medo. Se por acaso encontrava um desses animais pela via pública, não vacilava, entrava pela casa que se lhe deparava.

Já no último quartel de suas existência, usava uma bengala talvez uma reminiscência dos antigos tempos de seu pai. Dizia então que aquele bastão servia-lhe de amparo e defesa quanto aos cachorros. Nunca se viu, no entanto, uma reação de sua parte diante dos mais feroz representante da família canina.

Filha de Dr. Luiz Carlos Wanderley e sua esposa Francisca Carolina Lins Wanderley, foi, entretanto, adotada pelos seus tios Francisco Justiniano Lins Caldas e sua mulher Umbelina Wanderley Caldas, na companhia de quem fez moça.

Nessa idade, escreve:

Palpita o coração, de manso, medo,
Dentro de um sonho virginal, formoso...
Há sorrisos em festa e um dulçuroso
Poema santo de um gentil segredo.

A brisa beija as franças do arvoredo
Trinam aves um hino langoroso...
E de ilusões o sonho vaporoso
Esplende meigo, doce, grato, ledo.

E quando, enfim, do coração se evola
A pureza da crença que consola
O desalento, a mágoa, o pranto, a dor

Vê-se que d´alma se arredia agora
A luz tão bela quanto a luz da aurora,
O sol, sem nuvens, do primeiro amor.

Seu nome em cartório é Maria Carolina Wanderley Caldas, porém em seus versos sempre subscrevia o da intimidade, Sinhazinha Wanderley, e dizia com um sorriso malicioso, "é para não confundir os meus versos com os de Mariquinhja", sua sobrinha - Carolina Wanderley.

Nasceu para as artes. Adorava a música. Era fã do verso. Enamorada de tudo que era belo na natureza.
Da revista açuense "ATUALIDADE!, edição N. 31, de 3 de setembro de 1950, extraímos da secção - Arte, Música e Poesia - o soneto abaixo de sua autoria:

Deus fez a luz, e a virgem Natureza
Trajou sorrindo as vestes cor de prata
Mensageira do Bem, ela desata
O argênteo véu por toda redondeza

Deus fez do céu, um manto de turqueza
O sol, astro que os astros arrebata,
O sol, o salso mar, a verde mata
Fez a lua ideal, nívea princesa

Deus fez o homem, deu-lhe inteligência,
O homem pediu mais força, ciência
Riqueza, amor, enfim, graças a flux!...

Sendo, porém, mortal insaciável
Fitando um dia, o espaço imensurável
Teve inveja do sol, pediu mais luz.

A Conceição Amorim, Sinhazinha dedicou este soneto intitulado "Ao Luar".

Do firmamento azul na tela transparente
Desponta docemente a lua desmaiada
E garbosa desprende a coma desgrenhada
Orvalhando de luz as fímbrias do oriente

Lhe envia um terno afago a brisa perfumosa
Que beija brandamente a noiva peregrina
A namorar do lago a face cristalina,
Que a medo lhe retrata a face esplendorosa

Sinhazinha Wanderley
Constelações gentis de estrelas de esmeraldas
Lhe tecem com prazer belíssimas grinaldas
Num sublime transporte de mágico fulgor

E a lua vaga errante na esfera do infinito
Levando o lenitivo ao peito do proscrito
Vertendo a inspiração na mente do cantor.

Sinhazinha Wanderley não tem livros publicados como seus irmãos Segundo, Celestino e Ezequiel e as suas sobrinhas Palmira e Carolina. Deixou inéditos - Musa Sertaneja -, Torvas Infantis e Lira das Selvas.

Seus versos estão dispersos pelos jornais e revistas da terra que lhe viu nascer. Outro soneto dela:

Peço um retalho verde à natureza
Para enfeitar meus versos, quando escrevo
Tudo que penso e sinto, não descrevo
Nem posso expressar com bem clareza

Ouço as aves trinarem na deveza
Porém, a decantá-las não me atrevo
Das flores d´alma nem sequer um Trevo
Brota gentil! Porque tanta tristeza?!

Mas, eu não sei, porque, mesmo sorrindo
Os espinhos da dor vão me ferindo
O coração deserto e a alma triste.

A morte de Otávio Amorim, no dia 22 de julho de 1943, na capital do Estado, em consequência de um atropelamento de automóvel, em frente ao atual Colégio Salesiano, causou grande consternação na terra de seu berço. O saudoso desaparecido deixou na orfandade, dois filhos em tenra idade - Perceval e Margarida -. Sinhazinha Wanderley fez então estes versos, a Margarida:

Ontem foi branco, hoje é preto,
Que fatal contradição!...
Ontem, foi riso, alegria,
Hoje tudo e nostalgia,
Trevas junto ao clarão.

Ontem, natal radioso,
Aurora e resplandecer,
Hoje, o luto, a orfandade,
O triste pranto, a saudade,
O desalento, o sofrer!...

Ontem, cantos, esperanças,
Poemas de santo amor,
Beijos, carícias paternais,
Hoje, só bençãos maternas
Aliviam tua dor.

Mas, Deus criou a esperança
Criou o céu de porvir
Confia, crê, Margarida,
Na trajetória da vida
Hás-de ser feliz, fruir.

A virgem Mãe da bonança
Te envolve em cerúleo véu...
Manda-te o riso ao gemido
E o teu papai tão querido
Manda-te bênçãos do céu.

Foi professora do Grupo Escolar Te. Cel. José Correia, desde p ano de sua fundação. Mais de uma geração recebeu seus ensinamentos. Amava profundamente seus alunos. Depois de aposentada, frequentava diariamente as aulas, conversando e brincando com a garotada de quem dizia não poder se ausentar.

Antes de professora do Grupo exerceu o cargo de professora particular, administrando conhecimentos a uma plêiade de jovens, hoje com profissão definida no meio social e cultural de sua terra.

A poesia, entretanto, era os eu fraco. Seus versos, ora tristes, ora jocosos. Escrevia versos para si e para os outros. Não havia um batizado, festas de aniversário, bodas de casamento ou outro acontecimento social em que não estivessem presentes as quadrinhas de Sinhazinha Wanderley.

Já velha, alquebrada pelos anos e pela insuficiência cardíaca que a vitimou, pobre, morando em companhia de duas outras velhas escrevia aos seus ex-alunos e amigos em versos.

Depois de seu pai, talvez tenha sido Sinhazinha Wanderley quem mais compôs benditos e ladainhas para serem cantados na igreja de São João Batista do Açu... Vejamos uma Salve Rainha.

Salve rainha
Vida e doçura
Risonha e pura
Virgem de amor
Virgem que trazes
O alívio santo
Ao nosso pranto
A nossa dor.

Ninguém existe
Que não te adore
E orando, implore
A graça e a luz.
Luz da esperança
Serena e doce
Que vida trouxe
O teu Jesus.

Tu és a autora
Que acende os trilhos
Nalma dos filhos
No amor dos pais
E que transformas
Em riso e flores
As nossas dores
Os nossos ais.

Salve Rainha
Doce esperança
Luz de Aliança
Da terra e céus
Mãe dos que sofrem
Desamparados,
Dos desgraçados
E Mãe de Deus.

Durante muitos anos, Sinhazinha Wanderley regeu o côro da igreja de São João Batista. Vejamos outra composição mística. Agora é uma Ave Maria para ser cantada na Missa:

Vindo povo, colher flores
Cantar hinos de harmonia,
Entoando mil louvores
A sempre Virgem Maria,
Ave Maria

Quando nos campos amenos
Vai fugindo a luz do dia,
Nesta hora de saudade
Quando é doce essa harmonia
Ave Maria

Quando o nauta nas vagas
Já não tem rumo nem guia
Invoca a Estrela dos Mares
Saúda a Virgem Maria
Ave Maria

Quando o pecador, do crime
Sofre dura tirania
Sente ainda uma esperança
Invocando a Virgem Maria
Ave Maria

Quando o pobre aflito geme
Pelo pão de cada dia
Com o filhinhos de joelho
Recorre a Virgem Maria
Ave Maria

Em qualquer perigo ou dor
Na tristeza ou na alegria
Sempre na vida ou na morte
Invocamos a Virgem Maria
Ave Maria

Sinhazinha Wanderley era uma grande devota de Nossa Senhora. O mês de maio para ela, era o mês das inspirações. Em tudo que lhe oferecia a natureza, de grandioso, de belo, era motivo para exaltar a Virgem Maria. A 19 de maio de 1927, ela escrevia e musicava mais um hino:

Os louvores que entoamos
Aceitai Virgem Sagrada
Mãe celeste, abençoada
Do contrito pecador

Aqui vimos Mãe querida
Consagrar-te o nosso amor.

Vossas filhas devotadas
Vêm suplicar-vos Senhora
Sejais nossa protetora
Quer no prazer quer na dor.

Aqui vimos Mãe querida
Consagrar-te o nosso amor.

(...)

*Ezequiel Fonseca Filho foi quem escreveu aos 84 anos de idade, a primeira antologia dos poetas assuenses. Foi ele também prefeito do Assu, na década de trinta, tendo recebido em sua casa, onde hoje está assentado a Casa de Cultura, o presidente da república Getúlio Vargas. Ezequiel foi também deputado estadual, presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, cargo que equivalia ao de vice-governador do estado.

(Texto do livro intitulado de "Poetas e Boêmios do Açu", 1984, de Ezequiel Fonseca Filho).

Assú mais seguro


Primeira câmera de videomonitoramento é instalada no centro de Assú

A Fácil Net por intermédio do empresário Marcos Cabral disponibilizou toda a sua estrutura operacional e técnica com tal finalidade

A
O projeto ‘Assú mais seguro’ idealizado pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) como forma de tentar por meio de um sistema de videomonitoramento inibir comportamentos inadequados e atos delituosos começa a ganhar status de realidade. Nesta sexta-feira, dia 05 de fevereiro foi instalada, na Avenida Senador João Câmara área central da cidade a primeira câmera que funcionará 24 horas por dia transmitindo imagens ao vivo através da rede mundial de computadores. De acordo com Edmilson Albino presidente da CDL, a instalação da primeira câmera simboliza a possibilidade de tornar o projeto real saindo do papel e partindo para a prática. O dirigente empresarial informou ainda, que há uma empresa na cidade que se uniu a Câmara de Dirigentes Lojistas oferecendo toda a logística necessária para garantir o funcionamento do equipamento. A Fácil Net por intermédio do empresário Marcos Cabral disponibilizou toda a sua estrutura operacional e técnica com tal finalidade. Sobre a divulgação das imagens na internet Edmilson frisou que numa fase seguinte com mais câmeras e monitores de TV o sistema se restringirá as autoridades de segurança pública locais, reafirmando que a divulgação na grande rede serve para a comunidade visualizar que o projeto é uma ideia que dar certo e será maior a partir do envolvimento de todos. Por sua vez Marcos Cabral afirmou que nos próximos dias as imagens estarão disponíveis no site da CDL no endereço eletrônico www.cdlassu.com.br

Ele também se mostra confiante no sucesso do empreendimento acreditando que quem tem pretensão de praticar um delito tende a pensar duas vezes ao saber que poderá ser visto e identificado, e ser apanhado pela polícia. Mais informações a respeito do projeto ‘Assú mais seguro’ podem ser obtidas através do telefone (84) 3331-1014.

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Ministro do STJ é suspeito de venda de sentença

POR LAURO JARDIM

José Cruz
Além de Benedito Gonçalves, outro ministro do STJ passou a ser formalmente investigado no STF a partir de indícios que apareceram na Lava-Jato.
O inquérito, que está em segredo de Justiça, apura a suspeita de venda de sentenças.
Embora tenha aparecido em meio à Lava-Jato, não se trata de Petrobras.

http://blogs.oglobo.globo.com/
251375
https://limaverde1.wordpress.com

De quem passou nas tuas mãos um dia,
Do bugari mimoso que me deste
Se evola um mundo de sua ambrosia
Que a minha musa de ilusões se veste.

Ao verem-me com ele: - "Hoje se veste
O perfume do amor..." tudo anuncia
Julgando alentá-la esse olhar celeste
E não o pranto que dele se escondia...

Ah! Nele o bugari cheiroso e lindo,
Brilha o sonho desse gozo infindo
Que nos transporta ao céu da fantasia.

E, como se novo ele ainda fosse...
Conserva a essência jubilosa e doce
De quem passou nas tuas mãos um dia...

João Lins Caldas

sábado, 6 de fevereiro de 2016


Nubia Cabral e outras 2 pessoas compartilharam o vídeo de TV Jornal.
-0:25
596.353 visualizações
TV Jornal
Olha só que coisa mais linda. A TV Jornal ficou de plantão na Ponte Duarte Coelho, no Centro do Recife, e acompanhou o passo a passo da montagem do Galo da Madrugada. Do comecinho, lá na quarta-feira (3)- às 22h- até hoje, às 18h, com ele já reinando e "saudando o Carnaval". Eu, sendo tu, compartilharia este vídeo para mostrar ao mundo a maior escultura carnavalesca da terra. ‪#‎omelhorcarnaval‬‪#‎tvjornal‬ ‪#‎galodamadrugada‬ ‪#‎recife‬ ‪#‎pernambuco‬