sexta-feira, 5 de agosto de 2011


FLOR ALADA


A lua irrompe a convite da noite
Resta ainda uma rosa acordada
O vento sopra e a estremece inteira
Transfigurando-a em flor alada

Ao som de sussuros bailam ao luar
Não há testemunhas, dorme o jardim
Aurora anuncia a necessária despedida
Beijam-se ao acorde de um bandolim

O sol inflige o podar das asas
A flor silente respira solidão
Na lembrança o aroma da cumplicidade
Nenhuma dança de amor é em vão...


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