segunda-feira, 9 de janeiro de 2012


Mulher
Contida na fala
Suave no toque
Coração em chama
Mas só quando o ama.

Mulher
Inocentemente impura
Despudoradamente santa
Mulher como nenhuma
Mulher como tantas.

Mulher
Um simples olhar
Um contido desejo
E o corpo solto
Num único beijo.

Mulher
E o seu amado
Metade pureza
Metade pecado!
 

De: Cristina Costa

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 Um soneto do poeta potiguar João Lins Caldas no jornal Arealense, do Rio de Janeiro, 1923. Dê um zoom na imagem.