sábado, 6 de julho de 2024

UM DECASSÍLABO SERTANEJO

Sou da terra abençoada
Que a tramela é fechadura
Que o meu doce é rapadura
Que a medição é braçada
Que o meu jantar é coalhada
Que cedinho vou pra feira
Comprar bode de primeira
Sou o som de Gonzagão
Sou matuto do torrão
Sou cultura verdadeira.
Marcos Calaça é poeta potiguar, natural de Pedavelino, e confrade da Academia Norte-rio-grandense de Literatura de Cordel.
Foto g: Tramela na porta de uma antiga casa do sertão.



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