domingo, 18 de maio de 2025

 trágicos, saudade...

E vista em tudo a mesma negra aurora,

Tudo é um profundo caos - morto descora...

Olho em torno de mim a imensidade.

 

Para nascer, gemendo, fui gemido...

Meu verbo nunca foi na terra ouvido,

Minha voz nunca foi na Voz se vendo...

 

E, solitario, como a morte em tudo,

Fui cada vez mais frágil, mais mudo

E mais mudo, mais trágico, nascendo...


João Lins Caldas

 

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