sexta-feira, 14 de novembro de 2025

 OUTONO


Teu olhar

De verde mar

E' um cristal humido e triste,

Lago perene onde existe

O meu sonho a se mirar...


Os teus seios

vivem cheios

Desse vinho embriagador

Dá-me o nectar dos teus seios:

Dessas amphoras de amor!


Dá-me os tepidos rosaes

desse rizoho pais,

Os perfumes virginais

Onde sempre a morte eu quis!


Que eu durma calmo, escutando,

As mortas falhas do outono

Caindo sobre o meu sono

Os teus beijos esfriando.


Américo Anthony, poeta carioca

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