OUTONO
Teu olhar
De verde mar
E' um cristal humido e triste,
Lago perene onde existe
O meu sonho a se mirar...
Os teus seios
vivem cheios
Desse vinho embriagador
Dá-me o nectar dos teus seios:
Dessas amphoras de amor!
Dá-me os tepidos rosaes
desse rizoho pais,
Os perfumes virginais
Onde sempre a morte eu quis!
Que eu durma calmo, escutando,
As mortas falhas do outono
Caindo sobre o meu sono
Os teus beijos esfriando.
Américo Anthony, poeta carioca
Nenhum comentário:
Postar um comentário