Maria de Oliveira Caldas Nobre, chamada carinhosamente de Nany Caldas, nasceu na cidade de Assú em de 1897, quarta filha do casal Neófita Wanderley de Oliveira Caldas e Enéias Silva Caldas. E entre 10 e 12 anos já escrevia poesias e também aprendeu francês com sua mãe. Sua preferência na poesia era a estilo quadrinhas que dominava com maestria. No ano de 1929 casou--se com Francisco da Fonseca Nobre (contador) também Assuense. Tiveram 2 filhos: Francisco Elion Caldas Nobre (auditor fiscal e compositor) e Maria Elionete Caldas Nobre (empresário do ramo de buffet). Mudou-se para Natal com a família durante a primeira guerra mundial e na capital potiguar ficou residência. Sempre voltada para arte e cultura sua casa em Natal era uma extensão do Assu, acolhendo familiares como seu irmão, o poeta Renato Caldas e amigos da sua cidade Natal. Gostava de fazer reunião para um chá aos domingos para uma boa conversa e declamar suas quadrinhas. Amigas que participavam destas reuniões: o folclorista Câmara Cascudo, o teatrólogo Genar Wanderley, o cantor Ronaldo Calheiros e outros intelectuais como Newton Navarro e Nelson Patriota, Nany Caldas, a porta das quadrinhas como gostava de ser chamada, morreu em Natal, em 25 de agosto de 1988 e seus restos mortais repousam no jazigo da família no Cemitério do Alecrim.
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