sábado, 7 de março de 2026

Se cada um cultivar afeto, beleza e lealdade em seu ambiente, por pequeno que seja, isso há de espalhar claridade no mundo

Lya Luft





quarta-feira, 4 de março de 2026

SOB A TREVA

Ontem de madrugada encontrara-se as duas,
A minha e a tu'alma.
Deserta rua entre as desertas ruas,
Era a hora mais calma.
Sem ver a min mãos trementes,
ha que sozinha errava
A tua ia de frente.
Súbito a minha súbito parava...
Ali passava gente.
Parado o olhar nas orbitas dormentes,
A minha reparou
Tinhas na tua as alvas mão trementes...
Meu Deus! hoje o que eu sou.
A verdade tão longe do meu sonho,
Eu sonhava e te via
O teu olhar, tão doce, tão risonho,
Eu sonhava e te via
O teu olhar, tão doce, tão risonho,
Para mim que sorria.
E agora és longe, e longe eternamente,
Para mim és perdida.
Baldado o sonho deste amor fremente...
Baldada a minha vida.
Não me valeu por toda a natureza
Por tudo prourar,
Provado o fogo da imortal beleza
Quiz o fogo de amar.
E do mundo tão belo, tão perfeito,
- A terra prometida,
Vi o céu da minha vida.
E por tudo do tudo divisado
Que se foi, que cresceu,
Alguma cousa houve  com meu brado...
Minha fé que morreu.

João Lins Caldas

terça-feira, 3 de março de 2026

Hoje, 3 de março de 2026 se viva fosse, Maria Auxiliadora Macedo Montenegro (1926-2013) ou simplesmente Maria de Edgard como era habitualmente chamada, faria 100 anos de idade. Transcrevo, portanto, uma crônica que seu filho Paulo Montenegro escreveu ainda quando ela, dona Maria, era viva conforme adiante. (Fernando Caldas).


MARIA AUXILIADORA, UMA PRESENÇA


Por Paulo Montenegro
"Na véspera da tentativa de Lampião entrar em Mossoró, na distante década de 20, nascia na cidade de Assu, Maria Auxiliadora Caldas Macedo.Vindo ao mundo de uma gravidez inesperada, já tinha seu destino traçado: O de não ter conhecido seu pai e conviver com o sofrimento da mãe (aleijada) durante toda sua vida. Filha do português João Macedo, que se arremediou em Assu vendendo alfinin e de Tereza Caldas dos Caldas de Sacramento hoje Ipanguaçu, esta, não presenciou a saída do marido acompanhado da mulher do juiz da cidade para nunca mais voltar, deixando para trás uma filha na barriga, várias propriedades (Farol, Mutamba, Cumbe, Recreio), ruas de casa no Assu, uma pequena fortuna, vivendo no Recife até 1936.

Moreno, meu filho tem o nome de nossa raça, nossa latinidade, Mas Maria Tereza minha filha carrega o seu nome, o de sua mãe e o de Maria Angelita de Carvalho (Hinha), que veio de Tapera hoje Triunfo para cuidar das duas, a partir de 1927.

Católica, mas não apostólica, nem romana, sempre achava que a benção fosse uma formalidade, porque o respeito para ela sempre foi uma questão de atitude. Não sei se ela é uma mulher do seu tempo, só sei que ela é simplesmente Maria. Calma por natureza e com os princípios fundamentais da vida nunca a vi cometer nenhum dos pecados convencionais ou capitais. Mulher sem preconceito, honesta, com um amor pela vida tão profundo de fazer inveja a morte. Posso citar, em vários episódios, dezenas de exemplos de sua postura (ética), seja no âmbito familiar, político ou no cotidiano. Em todas as suas interferências lá estava Maria Auxiliadora com sua opinião carregada de dignidade.

Em 1946, casa-se com seu primo filho do Major Montenegro, que veio doutor de Lavras para casar com Maria Auxiliadora e ser político na região do Vale do Assu, Edgard Montenegro. Agora, como coadjuvante, vivendo um outro momento, entre a inteligência dos Caldas e a importância dos Montenegros, continuou pontuando sua vida perseguindo a Paz e a Justiça, binômio que conjugou em toda sua trajetória.

A arte e a natureza, foram suas duas grandes paixões. Uma vez em 1989 fomos ao centro de convenção assistir a um teatro de dança contemporânea. Na volta para casa ela me disse: "A arte é quem vai salvar o mundo". Aí me chegou a comprovação de que na política, faltam muitos ingredientes para que o jogo do poder seja o caminho das transformações sociais.

Hoje, sua cidadania é representada por sua filha Rejane Maria, que nasceu também em Assu em 1956 pelas mãos hábeis do doutor Sales, quando ainda não tinha maternidade.

Há oito anos dirigida pelas mãos dos outros (Delmira, Graça, Telúzia, Maria Selma, Dona Edite, família) ainda assim comanda sua casa. E a cada dia mais debilitada, andando menos, falando menos, nunca vi reclamar de nada, como também nunca vi ninguém se dirigir a ela com sentimento de pena. Quando André, neto de Dona Janoca, vinha a sua casa todas as manhãs ela encontrava motivos para viver, E quando Arlete, filha de Aldenoura, vem todas as tardes em sua casa passando para a padaria seu olhar brilha e emociona quem passa pela Floriano. Toda codificação da linguagem ela perdeu, mas sua consciência lhe deixa em pé. Em pé de igualdade para com a vida.

As borboletas e os canários amarelos do farol seus companheiros de toda infância, não são mais uma prova de sua presença. Mas o flambyant vermelho plantado por Pau de Lenha, o eco da pancada do Machado de Pedro de Melo e os oitizeiros da Floriano Peixoto são testemunhas que por aqui vive uma mulher forte e corajosa.

Ainda espero vê-la sorrir. Talvez na possibilidade de voltar a sua terra e pisar o chão do farol, onde tudo começou. Um sorriso, igual aquele de Telê Santana, quando do gol de Rair, se tornando campeão do mundo na década de 90. E cumprindo um ditado que sempre defendeu, concluo esse simples artigo, nem alegre nem triste, que escrevo com seus óculos (hoje meu), molhando o rascunho desse texto com lágrimas de orgulho.



sábado, 21 de fevereiro de 2026

 Ao Povo do Vale do Açu e do RN:

Sou filho do Assu, terra da indigência, de tradições pioneiras, dos grandes poetas, de importantes políticos desde os tempos do Brasil Império como Francisco Brito Guerra (ele foi o primeiro potiguar a assumir o Senado do Império do Brasil), além de Otaviano Cabral Raposo da câmara, que representou o Rio Grande do Norte na assembleia Geral do Império, atual Câmara Federal e Manoel Montenegro Neto que assumiu por um curto período, a baixa câmara do país entendo que o Assu e região tem potencial eleitoral para eleger pelo menos um deputado federal. Pois, conterrâneos, somos um terra privilegiada, porém sem representatividade no cenário político nacional. Como um telúrico confesso venho desejoso de nas próximas eleições candidatar-me a deputado federal, pois, o fato de ter sido vereador e presidente da Câmara dos Vereadores do Assu, por sinal uma das primeiras casas legislativas do Brasil (1786) e já disputado oito sucessivas eleições para vereador do Assu, do Natal e deputado estadual e de ter ocupado relevantes cargos na assembleia legislativa e no governo do estado, além dos meus serviços prestados a minha terra natal e ao meu estado, é o bastante para credenciar-me disputar mais uma vez, um cargo público eletivo, desta vez, para deputado  federal.

Possuo uma reminiscência de amizade para ir a luta, calcada nos critérios de uma juventude inteligente e salutar. Sempre utilizei da lealdade, de uma comunicação respeitável com todos os lados, sem radicalismo, pensando no futuro, tratando as pessoas com cordialidade.            

Portanto, quero ser deputado federal com coragem e abnegação, pois,  Considero-me uma história viva do Vale do Açu. Vou seguiu nesta caminhada em busca do alvorecer idealista, para ser um lutador determinado e um grande menestrel das nossas riquezas, insistindo na contribuição democrática, sonhando com realidade, progresso e desenvolvimento. 

Por fim. Vou a luta com espírito público que me é peculiar, demonstrando o meu valor. Afinal, quero ser uma alternativa ao povo do Rio Grande do Norte, na baixa câmara federal da terra brasileira!

Com o abraço do,

Fernando Caldas/Fanfa



quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

A vida tem muitas perguntas, mas aqui uma única resposta: a vida vivi-se.

Caldas, poeta e pensador potiguar 

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

GILKA MACHADO (1893-1980)

NONA REFLEXÃO

Amei o Amor, ansiei o Amor, sonhei-o
uma vez, outra vez (sonhos insanos!)...
e desespero haja maior não creio
que o da esperança dos primeiros anos.

Guardo nas mãos, nos lábios, guardo em meio
do meu silêncio, aquém de olhos profanos,
carícias virgens, para quem não veio
e não virá saber dos meus arcanos.

Desilusão tristíssima, de cada
momento, infausta e imerecida sorte
de ansiar o Amor e nunca ser amada!

Meu beijo intenso e meu abraço forte,
com que pesar penetrareis o Nada,
levando tanta vida para a Morte!...

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Maria de Oliveira Caldas Nobre, chamada carinhosamente de Nany Caldas, nasceu na cidade de Assú em de 1897, quarta filha do casal Neófita Wanderley de Oliveira Caldas e Enéias Silva Caldas. E entre 10 e 12 anos já escrevia poesias e também aprendeu francês com sua mãe. Sua preferência na poesia era a estilo quadrinhas que dominava com maestria. No ano de 1929 casou--se com Francisco da Fonseca Nobre (contador) também Assuense. Tiveram 2 filhos: Francisco Elion Caldas Nobre (auditor fiscal e compositor) e Maria Elionete Caldas Nobre (empresário do ramo de buffet). Mudou-se para Natal com a família durante a primeira guerra mundial e na capital potiguar ficou residência. Sempre voltada para arte e cultura sua casa em Natal era uma extensão do Assu, acolhendo familiares como seu irmão, o poeta Renato Caldas e amigos da sua cidade Natal. Gostava de fazer reunião para um chá aos domingos para uma boa conversa e declamar suas quadrinhas. Amigas que participavam destas reuniões: o folclorista Câmara Cascudo, o teatrólogo Genar Wanderley, o cantor Ronaldo Calheiros e outros intelectuais como Newton Navarro e Nelson Patriota, Nany Caldas, a porta das quadrinhas como gostava de ser chamada, morreu em Natal, em 25 de agosto de 1988 e seus restos mortais repousam no jazigo da família no Cemitério do Alecrim.





domingo, 1 de fevereiro de 2026

Encaminhei requerimento imediato à CPI do CR1M3 Organizado pedidos para que o ministro Alexandre de Moraes e sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, prestem esclarecimentos à Comissão. Também solicitei a quebra do sigilo bancário de Viviane para apurar contratos firmados na defesa do Banco Master. Há notícias de conversas do ministro com o presidente do Banco Central no mesmo período da vigência desses contratos. Os fatos ultrapassam a esfera privada e levantam dúvidas sobre possíveis conflitos entre interesses públicos e privados. A CPI tem o dever constitucional de investigar e a oitiva é necessária para preservar a confiança nas instituições. Em outro requerimento pedi também a convocação e quebras de sigilos de Toffoli e seus irmãos que eram donos de resort que teve ligação com fundo desse “Master escândalo” . Ou seria “supremo escândalo”?! Que a Verdade, a Justiça e o bom senso prevaleçam em nossa Nação. Jesus no comando. Sempre! Paz & Bem.
Pode ser uma imagem de texto que diz "٨ MMASTER BANCO MASTER METRÓPOLES Contrato da mulher de Moraes com Banco Master era de 129 mllh0es PROPUS CONVOCAR MORAES E SUA ESPOSA À CPIDOCR1M3ORGANIZADO DO 13 ORGANIZADO NOVO INILA Tu dkial SENADOR EDUARDO GIRAO"
Todas as reações:
Paraíba, B

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

"JUSTIÇA POR ORELHA"

 Aᴍᴏʀ Cᴀɴɪɴᴏ

A imagem do cãozinho Orelha, envolto em um pano e cercado por mãos humanas em despedida, não mostra apenas luto. Ela escancara uma verdade dura sobre a nossa sociedade.

Não é só sobre um cachorro. É sobre falha coletiva.

Quando adolescentes chegam ao ponto de cometer violência contra um ser indefeso, não estamos diante de um “caso isolado”. Estamos vendo o reflexo de uma educação que falha, de valores que não estão sendo formados e de uma sociedade que muitas vezes prefere ignorar sinais graves.

A crueldade contra animais não surge do nada. Ela é um alerta. Um sinal de desumanização precoce, de empatia enfraquecida e de uma violência que vai sendo normalizada aos poucos. E o que assusta ainda mais é o silêncio, a omissão e as tentativas de minimizar o que aconteceu — isso só fortalece a sensação de impunidade.

Orelha não é “apenas um cão”.

Ele se tornou símbolo de algo maior: um sistema que precisa proteger melhor, educar melhor e responsabilizar dentro da lei.

Pedir justiça por Orelha não é exagero. É defender uma sociedade que valoriza a vida, que não aceita a barbárie como normal e que entende uma coisa simples e séria: quem aprende a ferir um ser indefeso pode, no futuro, banalizar qualquer dor.

#JustiçaPorOrelha



quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

RELEMBRANDO PALMÉRIO FILHO

Título de eleitor de Palmério Filho 


Palmério Filho [1874-1958] descendia das famílias Caldas e Soares de Amorim, do Assu. Vocacionado para o jornalismo fundou em 1897, o.jornal A Semana. Pouco tempos depois o periódico A Cidade, em 1901, que circulou durante pouco mais de vinte anos noticiando a literatura e o cotidiano. Cujos jornais eram impressos na tipografia de sua propriedade. Palmério dava-se também o gosto de versejar que começou ainda na sua adolescência. Brilhante orador. Como poeta escreveu sonetos de boa qualidade. Já foi nome de parque infantil e biblioteca. Lembramos mais de Palmério Filho. faleceu aos 84 anos sem nunca ter saído do Assu, sua terra Natal. Vejamos um dos sonetos de sua autoria: 


Quando sozinho contemplei ardente
Estes teus lábios virginais, risonhos,
Minha alma, às juras de amor, descrente
Viu-se enlevada num pomar de sonhos

Uma esperança, uma ilusão fagueira
Que al homem incute natural ardor
Veio hostilmente pela vez primeira
Dentro em meu peito - semear amor.

E desde então um sentimento sério
Uma paixão descomedida e ardente
Veio alterar o meu viver sidéreo

E hoje ausente de teu seio amado
Meu ser tristonho, pesaroso sente
Quando padece um coração magoado.

Postado por Fernando Caldas

terça-feira, 23 de dezembro de 2025

 5 chás para quem tem níveis elevados de açúcar no sangue

História de Adriana Douglas • 2 d • 

Essas bebidas naturais podem ajudar no controle da glicemia, especialmente se estiverem associados a um estilo de vida saudável e equilibrado

A rotina corrida, o estresse constante, pouca atividade física e escolhas alimentares nem sempre saudáveis podem bagunçar o controle do açúcar no sangue sem dar muitos sinais. O problema é que esse desequilíbrio no organismo pode favorecer o surgimento de complicações a médio e longo prazo, como sensação de cansaço frequente, diabetes, doenças cardíacas, disfunções intestinais e muitas outras.

A boa notícia é que pequenas mudanças no dia a dia ajudam a evitar esse cenário e o chá pode ser um ótimo aliado da nossa saúde. Algumas infusões são conhecidas por colaborar com a regulação da glicose quando fazem parte de um estilo de vida mais saudável. Elas não substituem o acompanhamento médico, nem o tratamento indicado por profissionais de saúde, mas podem ser ótimos complementos de uma vida mais equilibrada.

A seguir, vamos ver quais são os melhores chás para quem precisa controlar os níveis de açúcar no sangue diariamente:

Chás que ajudam a controlar a glicose no sangue

Chá verde

Muito popular, o chá verde costuma ser associado a vários benefícios para a saúde, inclusive ao controle do açúcar no sangue. Estudos indicam que ele pode contribuir para a redução da glicemia em jejum e melhorar a sensibilidade à insulina. Um dos motivos está na presença dos polifenóis, compostos naturais que ajudam a equilibrar a microbiota intestinal. Um intestino em melhor funcionamento tende a responder melhor à insulina, favorecendo o controle da glicose ao longo do tempo.

Vídeo relacionado: 6 Alimentos Que Ajudam A Controlar A Glicose No Sangue (unbranded - Lifestyle (Brazilian Portuguese))

Chá preto

Apesar do sabor mais intenso, o chá preto vem da mesma planta do chá verde: a Camellia sinensis. Por isso, compartilha algumas vantagens importantes. Pesquisas apontam que o chá preto pode auxiliar o metabolismo da glicose e melhorar a ação da insulina no organismo. Seus compostos antioxidantes ajudam a desacelerar a digestão e a absorção dos açúcares dos alimentos, o que pode evitar picos glicêmicos. De quebra, ainda dá aquela animada no meio da tarde.

Chá de gengibre

Conhecido por aliviar enjoos e desconfortos digestivos, o chá de gengibre também pode colaborar com o equilíbrio do açúcar no sangue. Ele é rico em antioxidantes e compostos com ação anti-inflamatória, o que é algo importante, já que inflamações frequentes costumam andar junto com a glicemia elevada. Além disso, o gengibre pode ajudar a reduzir a absorção de carboidratos, contribuir para o metabolismo da glicose e proteger as células do pâncreas responsáveis pela produção de insulina.

Chá de canela

A canela vai muito além de dar sabor a doces e bebidas. Estudos sugerem que ela pode melhorar a função da insulina e manter níveis mais estáveis de açúcar no sangue. Naturalmente aromático e levemente adocicado, o chá de canela é uma boa opção para quem quer controlar a glicemia. Assim como o gengibre, a especiaria é rica em antioxidantes e pode ajudar a combater inflamações crônicas, que dificultam o controle glicêmico.

Chá de cúrcuma (açafrão-da-terra)

A cúrcuma é mais um alimento famoso por seus benefícios à saúde e o controle da glicose é um deles. O destaque fica por conta da curcumina, seu principal composto ativo, conhecido pela potente ação antioxidante e anti-inflamatória. Como inflamação e açúcar alto no sangue costumam estar ligados, o chá de cúrcuma pode ser um bom complemento para quem busca mais equilíbrio, além de também auxiliar no controle do peso.

Dicas importantes para aproveitar melhor os chás

É muito importante ter em mente que esses chás podem ajudar no controle da glicemia, mas não fazem milagres. Eles funcionam melhor quando fazem parte de uma rotina com alimentação equilibrada, atividade física e acompanhamento profissional. Além disso, aqui vão outros cuidados que você deve ter ao consumir essas bebidas para aproveitar seus benefícios ao máximo:

Evite adicionar açúcar ou adoçantes: prefira o sabor natural ou use especiarias para saborizá-los, como canela, gengibre ou baunilha.

Atenção à cafeína: chás como o verde e o preto contêm altas doses de cafeína e podem não ser adequados para todos.

Escolha chás de ervas com cuidado: nem todos são indicados para quem tem diabetes ou alterações glicêmicas, então, antes de consumir qualquer um, consulte um médico.

Veja mais:

Seu fígado e rins agradecerão! Especialistas recomendam 3 bebidas matinais para "desintoxicar" o organismo: saborosas, não amargas e refrescantes.




segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

Redação Tribuna do Norte

21 de maio de 2022 às 00h00 

O movimento modernista também inovou no campo da palavra, e sua influência se faz sentir até hoje na literatura brasileira. O professor, músico e escritor Alexandre Alves resgata a versão potiguar dessa história com o livro “Poesia moderna no RN: primeiro tempo 1925-1930” (Ed. Queima-Bucha), que será lançado neste sábado (21), a partir das 11h, no Seburubu, Cidade Alta. Nos 100 anos do Modernismo no Brasil, a obra aborda os únicos seis nomes até agora descobertos e ligados à poesia moderna no RN na década de 1920, período inicial do Modernismo nacional.

O professor, músico e escritor Alexandre Alves resgata a versão potiguar do Modernismo com o livro Poesia moderna no RN: primeiro tempo 1925-1930

“A liberdade de expressão na literatura brasileira de hoje nasceu com os modernos, e isso inclui os potiguares. Mas poucos potiguares ousaram escrever poesia moderna na década de 1920. Acho que a capital ainda não estava preparada para tanta audácia poética”, afirma Alexandre à TRIBUNA DO NORTE. A obra é uma continuação do doutorado da UFRN realizado por ele entre 2010 e 2013. O escritor também é professor do curso de Letras da UERN, campus Mossoró. 

A pesquisa de Alexandre trouxe à tona os poucos potiguares que ousaram aderir à estética modernista no começo do século XX, entre personagens conhecidas e (até então) anônimas. Há nomes já importantes, como as figuras dos natalenses Jorge Fernandes e Palmyra Wanderley entre os pioneiros do Modernismo nas terras potiguares. Também estão presentes os nomes de Câmara Cascudo e Othoniel Menezes entre os pioneiros do Modernismo potiguar.

Obra aborda os únicos seis nomes ligados à poesia moderna no RN

Segundo o autor, o achado do livro é a poesia moderna do assuense Francisco Amorim. “Ele escreveu e leu em um sarau em 1929 e só foi lançar em livro numa hoje edição rara de 1984”, conta Alexandre. Também vem de Assu outro nome pouco conhecido, o poeta João Lins Caldas. Agora eles já estão devidamente registrados como nomes referenciais da lírica moderna pioneira no estado. 

A “audácia poética” do modernismo, Alexandre ressalta, só veio se estabelecer com força no RN quase 30 anos depois de ter nascido. “Tanto é que, em quantidade, a poesia moderna só vem a ganhar espaço maior por aqui na década de 1950, com a geração de Zila Mamede, Luiz Rabelo, Sanderson Negreiros e Newton Navarro, entre outros”, diz. 

Os poucos adeptos iniciais, no entanto, tornam ainda mais precioso seu pioneirismo no estado. Alexandre ressalta que nos anos 20 houve até mais poetas modernistas no RN do que na Paraíba, por exemplo. O único nome paraibano que se destacou no período foi o poeta negro Peryllo D’Oliveira. “A poesia moderna, seja ela potiguar ou não, é pai e mãe da poesia contemporânea”, enfatiza. 

Alexandre Alves já publicou 15 livros na área de literatura. “Há trechos dos meus livros já publicados em ‘Poesia submersa poetas e poemas no RN’, e outros trechos inéditos”, diz. O “Poesia moderna no RN” estará à venda por R$ 50, e aqueles que adquirirem a obra no dia do lançamento, levarão de brinde um cartão postal com fotos dos seis autores do primeiro tempo da poesia moderna norte-rio-grandense.

Serviço:

Livro “Poesia moderna no RN: primeiro tempo 1925-1930” (Ed. Queima-Bucha), de Alexandre Alves. Lançamento sábado (21), às 11h, no Seburubu, Avenida Deodoro da 

Obra aborda os únicos seis nomes ligados à poesia moderna no RN

"Você já ficou parado diante de uma pilha de melancias, batucando a casca e tentando adivinhar qual delas está realmente doce por dentro? Para acabar com essa dúvida comum, o site All Recipes foi direto à fonte e conversou com quem realmente entende do assunto: três especialistas que cultivam ou inspecionam melancias diariamente. O fazendeiro regenerativo Lee Jones, a inspetora de campo Dana Peters e o agricultor Jerrold Watson, compartilharam seus segredos e, surpreendentemente, todos concordaram sobre o que realmente importa na hora de escolher a melancia perfeita. Venha conferir!

O jeito mais fácil de escolher a melancia mais doce

 

Os entrevistados responderam que o ponto de maior atenção na hora da escolha da melancia é estar atento para as manchas na casca. A cor da casca é um dos melhores indicativos de uma melancia madura e doce. Prefira as melancias com um tom verde fosco e uniforme, evitando aquelas muito brilhantes, que geralmente ainda estão verdes por dentro.

Outro detalhe importante é a mancha amarelada que a fruta apresenta em um dos lados, conhecida como "mancha de campo". Quanto mais amarela (quase dourada) essa mancha for, maior a chance de a melancia estar madura, pois indica que ela ficou mais tempo amadurecendo no solo. Já manchas esbranquiçadas ou esverdeadas sugerem colheita precoce. A uniformidade da casca, sem cortes ou machucados, também é sinal de uma boa fruta.

Outros pontos importantes na escolha da melancia

Na hora de escolher a melancia certa outros sinais podem ajudar! Primeiro, observe o peso: as melhores melancias costumam parecer pesadas em relação ao seu tamanho. Isso é um bom indício de que estão bem suculentas e com muita água.

Outro truque clássico é dar leves batidinhas na casca: se o som for profundo e oco, é um ótimo sinal. Além disso, o caule também revela segredos: quando está seco e marrom, indica que a melancia amadureceu completamente no pé, o que geralmente resulta em um sabor mais doce."

(Desconheço o autor) 

JOÃO MACHADO, UMA LEMBRANÇA 

João Machado era irmão de minha avó materna Maria Celeste Tavares (solteira usava o sobrenome Machado) casada que fora com Fernando Tavares (Vemvém). Conta-se que Machado esnobava pelas ruas da cidade de Assu, com seu cavalo marchador e bom de vaquejada também, sempre de roupa de linho branco e bota de cano longo. 

Uma foto digna de publicação importante tirada junto a um pé de carnaubeira ainda hoje existente na Praça Francisco Amorim, mais conhecida como Praça da Carnaubinha, na rua 24 de junho. 

João Machado foi pecuarista e gerenciava a famosa Fazenda Tanques, do pecuarista seu cunhado por apelido Vemvèm, localizada nos sertões do Assu. 

A foto colorizada é data de 1950, enviada a esta página por Carlos Machado.

Fernando Caldas


Se cada um cultivar afeto, beleza e lealdade em seu ambiente, por pequeno que seja, isso há de espalhar claridade no mundo Lya Luft