sexta-feira, 20 de novembro de 2009

LATA VELHA

Conta-se que um certo cidadão de Caicó (RN) chamado Chaguinha Peixoto, muito conhecido naquela terra seridoense, era possuidor de uma velha camionete e, se encontrava com dificuldade de vendê-la em razão do seu estado de conservação. Apesar dos vários anúncios que colocara em jornais e em locais daquela cidade, sem sucesso, resolveu colocar um cartaz escrito em letras vivas e garrafais no para brisa trazeiro do referido veículo que dizia assim: "VENDO ESSA BOSTA". Pois bem, como tudo tem seu dono, Chaguinha certo dia desses quente de Caicó, se encontrava abastecendo a sua camioneta e, de repente recebeu a a agradável surpresa: "Diga aí amigo, quanto custo essa bosta?" Perguntou um ceto senhor ricão da cidade. Ele, Chaguinha, em tom de brincadeira, respondeu: "Olhe o respeito". Aquele senhor insistiu: "Vai logo rapaz, quanto custa essa camioneta?" Peixoto disse o valor e, ligeirinho recebeu o cheque como pagamento da sua mercadoria. Chaguinha desceu do carro e tratou logo de entregar o documento de propriedade do veículo e providenciar a retirada do cartaz de propagando quando, novamente recebeu oa surpresa: "Não, meu amigo, pode deixar o cartaz ai mesmo. Eu só comprei porisso". Chaguinha em voz baixa resmungou: "Ah, se eu soubesse". Com certeza o preço da camionete teria sido outro.

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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

REVISTA FON-FON


A Revista Fon-Fon era uma importante revista do país, fundada em 1907 pelo célebre escritor Gonzaga Duque que publicava os costumes e notícias do cotdiano. Circulou até o ano de 1958. Naquele revista o poeta potiguar do Assu João Lins Caldas publicou alguns dos seus escritos no tempo em que morou no Rio de Janeiro onde conviveu com célebre escritores que frequenta a livraria GArnier, na rua do Ouvida daquela capital carioca.

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terça-feira, 17 de novembro de 2009

ARNÓBIO, UM AMIGO FELIZ

AGNELO ALVES
JORNALISTA


Natal/Parnamirim - Talvez eu não tenha sido um dos amigos próximos de Arnóbio Abreu. Mas sempre que nos encontravamos era como se fôssemos amigos, irmãos, camaradas, de velhos tempos, de todas as confidências, de planos comuns, partilhados na exucução e nos resultados. No entanto, não éramos assim. Não por conta dele, Arnóbio. Um tanto por conta do meu temperamento, sei lá não tão afável quanto o dele, parecendo que tinha sempre algo a comemorar todos os dias, a toda hora, com todos os amigos.
Chegamos juntos segunda feira passada em Brasília, procedentes do Rio de Janeiro, passageiros do mesmo avião, Arnóbio, Frederico Rosado, Francisco José e eu. Mas só nos vimos no aeroporto, após o desembarque. Uma festa, os cumprimentos, parecendo até que não nos víamos há muito tempo e estivéssemos nos encontrando em terra estranha, quando havíamos estado juntos dois dias antes no Rio de Janeiro num acontecimento comemorativo a convite de outro bom e querido amigo comum, Múcio Sá.
Do aeroporto ao hotel, onde moro em Brasília, pensei, numa conversa silenciosa comigo mesmo, "um bom amigo esse Arnóbio Abreu. Preciso me aproximar mais dele". Um pensamento, digamos, sem ter muito como me pegar. "Ah, vou convidá-lo, mo Francisco José e o Frederico Rosado para jantarmos hoje". Outro compromisso surgiu. Não tive como me desvencilhar. Mas assumi comigo mesmo o compromisso de no dia seguinte procurar os dois amigos, Arnóbio e Frederico, para almoçarmos, batermos um papo, jogarrmos comversa fora, algo assim sem eira nem beira. Só para conversarmos.
Não foi preciso tornar a iniciativa. Minutos após chegar ao Senado, Arnóbio, Frederico e Francisco chegaram ao meu gabinete no Senado. Puxo pela memória. Parece que estou vendo, ouvindo, falando. Passamos como que uma "revista" nas coisas, nos fatos, nos atos e nas pessoas. Conversa descontraída, solta. Num relance, percebi que Arnóbio estava com a cor algo diferente, sei lá, meio cinzenta. Perguntei sobre. "Nada", não me dou bem com o clima de Brasília. Fico cansado sem ter nem pra quê", respondeu.
A vida é assim. A gente pensa como que procurando uma explicação para a morte. Graças a Deus, Ele guardou para si esse segredo, nos poupando a todos, seus fiéis, de sabermos o dia e a hora de dizermos adeus ou mesmo até logo. Estou escrevendo algo machucado. Dolorido. Com uma sensação de perda. Um amigo que nunca foi tão próximo que surgrisse uma intimidade. Também não tão distante que nos impedisse de festejarmos todas às vezes que nos encontrávamos. Ele mais expansivo. Eu mais retraído. Ele, Arnóbio, um festeiro permanente, tempo integral, sem perda da seriedade.
Um bom amigo, Arnóbio Abreu, que a gente só descobre depois que ele partiu de vez, embora todas as vezes que nos despedimos, ficava sempre a sensação em mim, da alegria que fazia inundar em todos os instantes. Partiu sem nenhuma palavra de adeus. Talvez para que guardássemos dele a lembrança alegre de todos os reencontros.

(Transcrito do jornal Tribuna do Norte, de Natal, edição de 27.2.00).

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segunda-feira, 16 de novembro de 2009

MATRIZ DE ASSU NA DÉCADA DE SETENTA



A igreja Matriz de São João Batista, de Assu vista de dentro da Casa Paroquial, ainda no tempo da antiga praça Getúlio Vargas, quando existia ainda uma quadrinha de futeboal de salão.A foto é da década de setenta.

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DEZ CONCEITOS DE JOÃO LINS CALDAS



No corpo humano existe uma sentelha: é a alma. Na alma há um espelho: - é a consciência. Na consciência ha uma espada: - é a justiça.

Vencer o coração é a maior das forças; domar a razão, a maior das loucuras.

O remorso é o mais ferino dos punhais. Tortura mil vezes para matar uma vez.

A ilusão se alimenta de vôos.

Há um monstro sem cabeça: - é a ingratidão.

A amizade é a cartilha do sentimento.

O amor tem duas faces: uma é louca  e outra é cega.

No homem há um farol: é o perdão.

A primeira ilusão é branca; as outras tem muitas cores.


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NOTA DE AGRADECIEMNTO


Desejo agradecer as centenas de pessoas que se manifestaram incentivando apoio a minha pré-candidatura a deputado federal pelo Rio Grande do Norte (pelo PPS - Partido Popular Socialista), através de comentários neste blog (organizado pela minha pessoa) e de tantos outros da terra norte-rio-grandense, além dos sites de relacionamento como Orkut, Facebook, Sonico, bem como nos encontros nas ruas com amigos e conterrâneos do Vale do Assu, minha região querida. Vamos em marcha na retomada do seu desenvolvimento.

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domingo, 15 de novembro de 2009

HOSPITAL DO AÇU


O Hospital do Açu foi uma luta incansável do médico Ezequiel Fonseca Filho e Dom Eliseu Simôes Mendes (que foi bispo na década de cinquenta e começo de setenta) da Diocese de Mossoró. A edificação daquela casa hospitalar contou também com a generosa participação do assuense professor Luiz Antônio que foi um dos fundadores da Liga Contra o Câncer, em Natal.

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sábado, 14 de novembro de 2009

CHARGE


Charge: Blog de Mary

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UM POEMA SATÍRICO

O poeta assuense Sandoval Wanderley escrevia versos satirizando a classe política. Escrevia no jornal político, oposicionista, intitulado "A Opinião", de Natal. Nas suas produções publicadas naquele jornal ele escrevia usando o pseudônimo "Zezé da Roça". Pois bem, quando Ferreira Chaves terminava o mandato de governador do Rio Grande do Norte, em 1920, Sandoval satirizou assim:

Poucas horas me restam de Poder!
Meu ostracismo vem se aproximando...
Ai que saudades eu começo a ter
Dos seis anos que vinha governando.

Adeus, "Vila" adorada.
Minha doce morada
Onde a existência me sorriu fagueira!
Adeus, Compadre Horácio,
Adeus, Palácio,
Que nas horas do meu expediente
Enchia-se de gente
A pegar-me no bico da chaleira...

O sol de minha glória já descamba...
Os que me cercam são da corda bamba,
Oh quanto isso me dói!
Longe, vão ser meus dias bem cruéis...
Adeus, Henrique, Luis Júlio, Elói,
Adeus, Moisés!...

Adeus, bonde, automóvel, carruagem,
Minha querida Estrada de Rodagem,
Deixar-te, quanto sinto!
Adeus Ivo, Petró, Bruno Pereira,
Manoel Dantas, Gonzaga, Dr. Meira.
Adeus, Zé Pinto...

Adeus, caro Anfilóquio, Kerginaldo,
Tesouro que me deste tanto saldo,
Para mim sempre bom.
Adeus José Augusto, Juvenal,
Hemetério, Tetró, Chico Sobral,
Adeus, Pedro Odilon...

Vou a caminho de um eterno exílio
Carpirr a lei fatal do meu destino...
Adeus, Maurício Freire, adeus Virgílio
Eu parto, eu gemo, eu morro, ou fico mudo,
Adeus Cascudo!
Adeus Galdino!

Adeus Asilo de Mendicidade
Detenção, Hospital de Caridade,
Melhoramentos meus"
Uma tristeza em meu peito atroz se expande,
Já não governo mais o Rio Grande,
Adeus, Natal, Adeus!

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 Um soneto de João Lins Caldas na imprensa carioca.