domingo, 6 de junho de 2010

BILL CLINTON EM NATAL

O ex-presidente americano Bill Clinton em Natal fotografando com autoridades potiguares, na ocasião da sua palestra na Universidade Potiguar, de Natal.

AMENIZE A DOR E O SOFRIMENTO DOANDO PALAVRAS



O projeto MOMENTO DO LIVRO vai começar agora em junho, duas vezes por mês, contação de histórias e shows culturais para as crianças, adolescentes e adultos que vivem como pacientes ou acompanhantes, no Hospital Infantil Varela Santiago.
Para o primeiro encontro, Francisco Martins, gestor do projeto, já dispõe de livros para o evento. Todavia, se alguém desejar doar livros infantis, podendo ser gibis, necessariamente não precisam ser novos, podem ser usados, desde que estejam em bom estado de conservação, é só entrar em contato com o escritor através dos telefones (84) 9956 4014 e 8719 4534, que ele dará um jeito de apanhar as doações no âmbito da Grande Natal. Lembrando que a Biblioteca Padre Monte, na Academia Norte Rio-Grandense de Letras, na Rua Mipibu 443, Cidade Alta, Natal-RN, também é posto de coleta para esta campanha. Colabore, amenize a dor e o sofrimento doando palavras.

Postado por Francisco Martins

BETINHO ROSADO




Me permita o mossoroense Calos Alberto de Souza Rosado - Betinho Rosado (deputado federal pelo Rio Grande do Norte) publicar esta sua fotografia.. A referida foto encontrei entre os guardados de minha mãe Gelza Tavares Caldas, 83, residente em Assu, filha de Fernando Tavares - Vem-Vem, que era amigo íntimo de Dix-sept Rosado, pai dele, Betinho. A fotografia fora oferecida pela sua mãe, a minha mãe chamada Gelza Tavares Caldas,quando de suas idas a cidade de Mossoró acompanhando seu pai, nos idos de quarenta. Dix-Sepet e Vem-Vem sucumbiram no desastre aviatório do rio do Sal, em Aracaju, no dia 12 de julho de 1951, quando dix-Sept ainda exercia o governo da terra potiguar.


Fernando Caldas 

GARIBALDI FILHO PARTICIPA DE INAUGURAÇÃO EM PORTO DO MANGUE

O senador Garibaldi Filho participou nesta sexta-feira, 04, da inauguração do Centro da Juventude Renan Maxwell Florêncio, na cidade de Porto do Mangue. O convite para a inauguração foi feito pelo prefeito Francisco Gomes Batista (mais conhecido como "Titico"), que é do PMDB.
Em seu discurso o senador elogiou o trabalho do prefeito. A ampliação do centro da Juventude servirá à realização de programas sociais como os "Aprendizes do Porto", "Quebrando o Silêncio", PETI e Projovem adolescente.
Os senadores José Agripino e Rosalba Ciarlini também participaram da cerimônia. Os três parlamentares se comprometeram com o prefeito de tentar obter recursos para a conclusão do cais que está sendo construído na cidade. 
Antes de ir à inauguração, Garibaldi Filho visitou uma peemedebista histórica de Porto do Mangue, dona Geraldina, 80 anos; junto com o prefeito Titico e o vice-prefeito, Antônio Tomás.
Após a ida a Porto do Mangue, o senador foi a Mossoró prestigiar a apresentação do "Mossoró Cidade Junina" para a imprensa. O convite foi feito pela prefeita da cidade, Fafá Rosado.  



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sábado, 5 de junho de 2010

CENTRO AÇUENSE EM NATAL - COLÔNIA AÇUENSE

Ano de 1979, realização da 1. assembléia para transmitir o cargo de presidente do Centro Açuense em Natal ao médico Arnóbio Abreu, pelo estudante de direito Francisco de Souza Junior. Aquela instituição tem como sócios fundadores além de Francisco de Souza Juinior, os senhores Expedito Dantas da Silveira, Celso Dantas da Silveira, João Batista Machado, Rudá Soares, Bonifácio Santos da Cunha, Edmilson Antônio da Silva, Ronaldas da Fonseca Soares, Carlos Alberto Tavares de Sá Leitão, Carlos Augusto Tavares de Sá Leitão, Fernando Antonio Caldas, dentre outos açuense. Aquela instituição tem como objetivo a filantropia, a confraternização, além de promover a cultua da terra açuense. Na fotografia, (discursando) transmitindo o cargo de presidente provisório daquela instituição, podemos ver Francisco de Souza Junior (Juninho). Na foto, esquerda para direita: Otomar Lopes Cardoso, deputado estadual Theodorico Bezerra, deputado Edgard Montenegro, Souza Junior, jornalista João Batista Machado e o médico Arnóbio Abreu.. Por sinal, hoje, sábado, os açuenses em Natal estão se confraternizando. Dentro da programação será realizado uma missão na igreja São João Batista, Lagoa Seca, nesta capital, seguido de um café da manhã e, a partir do meio dia, como não podia ser diferente para os açuenses, será realizado uma festa dançante no clube do SESI, em Natal. Fica registrado o convite ao povo em geral.

Fernando Caldas Fanfa

quinta-feira, 3 de junho de 2010

ZELITO CORINGA UM ASTRO QUE CARNAUBAIS APRENDEU ADMIRAR



Faz algum tempo, desde o lançamento do seu primeiro CD " Passo de Hippie" que Zelito Coringa despontou para o cenário musical, um talento aflorado desde tenra infância, lapidando diuturnamente sua qualidade, participando ativamente de vários grupos, fazendo uma verdadeira peregrinação em palcos de diferentes estados brasileiros, em busca da sua performance artistica, visando desabrochar cada vez mais a inspiração poética e musicista da sua fornalha de composições.
FONTE BLOG DO ALUIZIO LACERDA LINK AO LADO
Zelito Coringa, faz uma tornê pelos estados nordestinos: Ceárá, Piauí e Maranhão é uma rota patrocinada pelo Ministério da Cultura.
 Ele compõe uma trupe de talentosos artistas Mossoroenses, indo de Brasil afora, mostrando a arte do Projeto Rodovia de Teatro do Nordeste, através do prêmio Mirian Muniz.
Zelito é sem sombra de dúvidas um conterrâneo bastante apreciado em nosso municipio, orgulhando o nome de nossa gente por onde se apresenta.
 Ele pode até não ser uma unânimidade, o bom mesmo é que não seja, mas tem prestigio suficiente para bem representar nosso torrão, por onde passar.
 já ocupou função de destaque no contexto cultural do nosso municipio, deixando uma elevada contribuição, mas o que mais me chama atenção para o Filho de Zé Bezerra e da saudosa Luzimar Coringa, é a sua disposição de luta, sem acomodação, pôe a viola no saco e vai cantar noutro lugar.
Esteve recentemente numa trilha do sudeste brasileiro com o grupo Tarará, continua por aí fazendo o que gosta e o que bem sabe fazer.


 Escrito por juscelinofranca às 17h43
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terça-feira, 1 de junho de 2010

DOU-LHE UMA... DOU-LHE DUAS... DOU-LHE TRÊS...

Foto/arquivo/divulgação

Uma fonte informou ao blog que a conversa realizada ontem em Natal, envolvendo o prefeito Ivan Júnior, ex-prefeito Ronaldo Soares e a cúpula de apoio a candidatura de Rosalba Ciarlini, não teve caráter conclusivo, sendo agendado outra data para um possivel desfecho.
O encontro serviu para Ronaldo Soares expor a senadora Rosalba e ao marido marqueteiro Carlos Augusto as vantagens oferecidas por João Maia e Iberê, dando-lhe uma vantagem eleitoral em beneficio da candidatura do filho George Soares para deputado estadual.
Como a variação do apoio consiste somente na mudança da chapa de governo e deputado federal (Iberê e João Maia), Ronaldo Soares continuaria apoiando os senadores Zé Agripino e Garibaldi Alves, a conversa não ofereceu maiores resistências, ficando pra se definir mais adiante, conforme colocações do próprio Ronaldo, o leilão está em aberto, aguardando quem oferecer mais em prol do projeto do filho George ser deputado estadual.

(Do blog do Aluízio Lacerda)

Fernando Caldas Fanfa

segunda-feira, 31 de maio de 2010

O "Cavaleiro" da Várzea do Açu

O encontro da professora aposentada da UFRN, Tereza Aranha, 79, com o conterrâneo Manoel Rodrigues de Melo (1907-1996) foi no início de 1940 quando, ainda menina-moça, foi apresentada ao livro escrito por ele ‘Várzea do Açu’, uma espécie de tratado em forma de crônicas sobre a paisagem e os costumes daquela região tida para muitos como o “paraíso perdido” do Rio Grande do Norte. Pouco tempo depois, em 1945, “Badéu” como era carinhosamente chamado pelos amigos, chega à casa dos pais de Tereza Aranha, trazendo consigo o folclorista e escritor, Luis da Câmara Cascudo, na ocasião da festa do Cinqüentenário da Capela de São João Batista, em Pendências. E o que já estava escrito no destino, tomou força na realidade daquela moça: a admiração que permanece até hoje, e sempre, e que levou Tereza Aranha a tornar-se uma incansável pesquisadora da obra de Manoel Rodrigues de Melo. Um homem de raízes camponesas, mas dono de riquezas incomensuráveis como inteligência, persistência e amor à sua terra-natal, levando-o a um dos mais altos cargos da cultura potiguar: a presidência, durante 21 anos da Academia Norte-rio-grandense de Letras.
Curioso é que inversamente proporcional à importância do valor da contribuição social, cultural e intelectual do imortal Manoel Rodrigues de Melo para o Rio Grande do Norte, é o conhecimento atual à sua obra. A reportagem pesquisou num conhecido site da internet o topônimo do autor e encontrou, literalmente, cinco linhas sobre ele. Para a pesquisadora, que chegou à chefia do Departamento de Serviço Social na UFRN, a correção dessa lacuna poderia ser feita com a adoção de livros do autor na rede básica de ensino: “Várzea do Açu (1940), Cavalo de Pau (1953) e Patriarcas e Carreiros (1985), deveriam ser leituras obrigatórias nas escolas porque fazem uma trilogia sobre o sertão potiguar e todo um estudo sobre o Ciclo do Gado”, justifica ela e continua: “Quem cria não morre. Suas duas grandes contribuições são, no campo literário, pelas obras e, materialmente pela construção da sede da ANL”. De acordo com o biógrafo Cláudio Galvão, que escreveu a Biobibliografia de Manoel Rodrigues de Melo (1926- 1995), e contou com o próprio auxiliando-o nessa tarefa, nos 100 anos que se completam em 2007 de seu nascimento, nada se perdeu em termos de valor histórico e cultural, e vai mais além, quando lembra do convívio que teve com ela e das lembranças que guarda: “Manoel Rodrigues de Melo deveria ser o modelo do intelectual no Estado, pela sua capacidade de estudo e pesquisa aprofundada nos temas que abordou, somados à enorme experiência de vida, aí incluídas pessoas, lugares e fatos. A sua grandeza não foi eclipsada pelo seu equilíbrio emocional, o que sempre o levou a atitudes simples e modestas. É, assim, exemplo difícil de ser imitado”.
De acordo com informações da biobibliografia, Manoel Rodrigues de Melo entrou na ANL para ocupar a cadeira de nº. 11, em 13 de abril de 1950 e tinha como patrono monsenhor Augusto Franklin. Antes mesmo daquele feito, Manoel Rodrigues de Melo já era membro do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte (IHGRN), secretário de Folclore da Unesco, dentre outras instituições. Passando por vários cargos na Secretaria da ANL, o biógrafo Cláudio Galvão diz que a indicação para seu nome à presidência foi feita sem que ele soubesse, uma vez que pela “modéstia pessoal”, certamente não o teria permitido. Em 13 de janeiro de 1955, no salão nobre do IHGRN, posto que a Academia não tinha sede própria, o então presidente Paulo de Viveiros, levanta-se, expõe seu desejo de afastar-se do cargo e indica o nome de Manoel Rodrigues de Melo. “Ele teve um susto e quase se levanta da cadeira.
Tentou articular uma reação mas a expressão fisionômica de seus colegas logo lhe fez sentir que todos já sabiam de tudo, apenas ele não. O seu nome havia sido articulado e aceito por todos anteriormente; agora só lhe restavam dois caminhos: declinar da indicação, frustrando as expectativas de todos os companheiros ou aceitar o encargo e dedicar-se ao trabalho”, diz trecho da Biobibliografia.
Manoel Rodrigues de Melo aceitou. E, a partir disso, dava-se início a uma luta cujo reconhecimento emociona profundamente Tereza Aranha que, ao invés de falar, prefere mostrar um trecho da orelha assinada por Hélio Galvão, no único livro de ficção escrito por ele, o Terras de Camundá: “Tijolo a tijolo, dia por dia, ergueu sozinho o edifício da Academia de Letras. O pedreiro pode ter assentado o tijolo e colocado o prumo na parede que ia subindo: mas as mãos que construíram foram as dele. Pedia subvenções, escrevia a deputados e senadores, convocava autoridades. Do nada fez tudo. De quantos ali estão, só ele, ele sem ninguém, levantou o prédio, deu-lhe acabamento e mobiliou as alas. Fez tudo”. A conclusão das obras da sede própria foi em 1970, mas só em 1976, que se realizou a sessão solene de inauguração. E, naquele mesmo dia, 23 de janeiro, o presidente da ANL entregava o ca
“Um homem múltiplo”
Manoel Rodrigues de Melo era contador por ofício e pesquisador e escritor por vocação.
“Um homem múltiplo”, como classifica Tereza Aranha, que valorizava profundamente suas origens. Na plaquete Cartas ao Mestre Encantado (1998), a pesquisadora explica-se: “...o conterrâneo que extrapolava, com o seu saber sobre a terra e o amor à sua gente, nossas fronteiras territoriais, promovendo a divulgação dos tipos, paisagens, costumes e acontecimentos mais representativos da região, já bastante conhecida pelas riquezas naturais que possuía”.
Suas incursões pela escrita começaram na criação do jornal O Porvir, quando ainda morava em Currais Novos. O primeiro livro, já citado, foi Várzea do Açu. E do período de 1926 a 1995, foram escritos nove livros, 97 artigos de revistas, 131 artigos de jornais e 11 prefácios, notas e apresentações de livros, além de duas Poliantéias (antologias referentes a um grande evento), duas separatas e um Memorial de Pendências. De acordo com Tereza Aranha, após a publicação da Biobibliografia, em 1995, ela já conseguiu encontrar mais coisas sobre a obra de Manoel Rodrigues de Melo, e que renderiam uma 2ª Edição deste livro.
Afora a trilogia sobre a vida na Várzea do Açu durante o ciclo do gado, Tereza Aranha também destaca outros títulos pesquisados e escritos por ele, como Dicionário da Imprensa Potiguar e Memória do Livro Potiguar - Apontamentos para uma bibliografia necessária. Este segundo, editado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, em 1994, possui um apanhado de cerca de mil títulos pesquisados por ele, escritos no Rio Grande do Norte e cujo espaço de tempo é de aproximadamente um século. Inicialmente, esse material foi pesquisado para a ANL, em forma de catálogo, apresentado em 1970. “O catálogo tem uma finalidade facilmente compreensível: arrolar a bibliografia norte-rio-grandense dispersa muitas vezes perdida, torná-la conhecida de leigos e especialistas, e fixá-la para sempre num compêndio de fácil manuseio pelos interessados na matéria”, explica o próprio pesquisador no texto original.
Trechos revelam profundo conhecimento do NE
No prefácio do livro Cavalo de Pau, o próprio Manoel Rodrigues de Melo explica a série de estudos sobre a Várzea do Açu, iniciadas no livro homônimo, depois em Patriarcas e Carreiros e que culminam neste último: “O primeiro estuda o vale do Açu sob o ponto de vista sociológico, etnográfico e folclórico, compreendendo usos, costumes e tradições daquela região nordestina. O segundo, mantendo-se fiel aos temas regionais, procura caracterizar de modo objetivo a fisionomia dos patriarcas sertanejos, ligando-os ao ciclo do carro de boi, cuja influência na vida do Brasil e particularmente do Nordeste foi grande e proveitosa. Este não foge à orientação dos dois anteriores. Segue, pelo contrário, o curso natural daquelas duas primeiras tentativas de estudo da sociedade sertaneja, detendo-se na explicação de um tema pouco batido e explorado entre nós, qual seja o cavalo de pau e seu cavaleiro, o menino do nordeste”. E encerra a apresentação explicando que é um “tributo de infante cavaleiro da várzea do Açu, homenageando o cendeiro que tantas alegrias lhe dera, nos recuados tempos de meninice”.
Na página 65 daquele livro, a crônica trata de um costume pitoresco nordestino, muito provavelmente reminiscência de costumes indígenas e trata-se do tema “Catar Piolho”. “Há um velho hábito entre as famílias do nordeste que vem do começo do mundo e não se acabará jamais. É o de catar piolho, puxar ou tirar lêndia, dar cafuné. Hoje, com moda do cabelo cortado, nas mulheres, esse hábito tem por certo diminuído, pelo menos nas grandes cidades, onde a moda da ondulação e da pulverização do cabelo, tem encontrado inúmeros adeptos. Mas, nas cidades pequenas e no campo, creio que aquelas práticas tradicionais estão em pleno vigor. (...) O catar piolho era assim um dos maiores inimigos que o menino tinha. Inimigo porque ao lado deste vinham fatalmente os puxavantes de cabelo, os beliscões, os trompassos, os puxavantes de relha, os cocorotes (...) quando não terminavam em surra de chinela, palmadas e peia”. Na página seguinte de Cavalo de Pau, uma crônica que a pesquisadora guarda ainda mais carinho, tratando do “Cafuné”, cujo início ele escreveu: “O cafuné, não. Este não era entretenimento de menino, mas sim de homens e mulheres. Era uma delícia aquele joeirar de unhas e dedos na cabeça do paciente, estalando em trocadilhos compassados, horas e horas, consumindo tempo, matando coceiras de piolhos, lêndias, caspas, suor. O cafuné, como tudo na vida, tinha sua psicologia. Roger Bastide dedicou-lhe monografia exaustiva e rica de sugestões. Tinha por fim distrair o espírito, matar saudades, rememorar coisas do tempo antigo (...)”.


UM POUCO MAIS SOBRE A VIDA E A OBRA DE MANOEL RODRIGUES DE MELO

◊ Filho de Manoel de Melo Andrade Filho e Maria Rodrigues de Melo, Manoel Rodrigues de Melo nasceu na Ilha de São Francisco, no município de Macau, em 7 de julho de 1907.
◊ Atualmente a terra onde nasceu pertence ao município de Pendências.
◊ Foi comerciário em cidades como Macau, Pendências e Currais Novos.
◊ Iniciou sua vida literária com o jornal O Porvir
◊ Em 1934, concluiu o curso da Escola de Comércio de Natal, foi inspetor de alunos no Colégio Pedro II, professor de português na Escola de Comércio e de história e geografia na Escola Normal.
◊ Colaborou em jornais como A Ordem, Diário de Natal,Tribuna do Norte, além de imprensa alternativa e publicações culturais do Estado e de todo o Brasil.
◊ Ao lado de amigos e intelectuais como Raimundo Nonato, João Alves de Melo, Luiz Patriota, Hélio Galvão e Veríssimo de Melo fundou a revista Bando, mantida por dez anos (1949-1959).
◊ Como integralista, fez política e foi vereador em Natal, pelo Partido de Representação Popular.
◊ Formou-se em Direito em 1961
◊ Foi sócio atuante do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte
◊ Enquanto presidente da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras construiu a atual sede que leva seu nome.
◊ Era casado com Laurita Rodrigues de Melo, com quem teve os filhos Vital, Manoel e Lígia.

JUSTA HOMENAGEM
O reconhecimento à obra de Manoel Rodrigues de Melo já é institucionalizado em Pendências. Em 1997, Tereza Aranha e seus familiares criaram a Fundação Félix Rodrigues. E, em 1998, na época secretária municipal de Educação daquele município, a pesquisadora criou o Espaço Cultural Manoel Rodrigues de Melo, no qual estão abertos para consulta livros de sua autoria, objetos pessoais e história da cidade. Além disso, com o intuito de incentivar os alunos a conhecerem a obra do conterrâneo, também foi criado o Concurso de Redação Manoel Rodrigues de Melo - O Cronista da Várzea do Açu, em Pendências. Afora a obra guardada no Espaço Cultural, Tereza Aranha informa também que a filha do cronista, Lígia Rodrigues, doou ao Solar João Galvão, cinco mil exemplares de obras que pertenciam ao pai.

SHEYLA AZEVEDO

O POTI – 30 de setembro de 2007

Postado por Fernando Caldas

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domingo, 30 de maio de 2010

Fernando Caldas

DO BLOG ANTENA LIGADA

Fernando Caldas

FAMÍLIA CALDAS

Por Djalmira Sá Almeida

O sobrenome Caldas é de família da onomástica das línguas língua castelhana e na língua portuguesa de origem toponímica do Reino das Astúrias. Esta família tem origem em Portugal de D. Garcia Rodrigues de Caldas, que era um rico-homem de pendão e caldeira ( dono de fábrica). Este D. Garcia Rodrigues de Caldas era natural da Reino das Astúrias que verificava os historiadores da Casa dos Senhor de Caldelas. Esteve junto com o rei de Castela D. Pedro I de Castela, "O Cruel", contra D. Henrique, conde de Trastamara, pelo que quando D. Henrique de Trastamara ganhou a contenda e subiu ao trono com o nome de Henrique II de Castela teve de se refugiar para não ser morto, no Reino de Portugal, para onde veio na companhia do seu parente D. Fernando Anes de Lima. Caldas significa caldo ou líquido que forma uma cauda ou rio caudaloso em alusão às plantações à beira do rio.

Em Portugal foi casado com D. Leonor de Magalhães, que era Senhora de vários Senhorios, a Quinta da Solda, Camposa de São Martinho de Vascões, na localidade de Paredes de Coura. A apresentação da igreja de Camposa, na localidade de Vila de Arcos e de São Martinho de Vascões. Também recebeu os senhorios da Quinta de Vila Verde e de Paço de Coura localizados na freguesia de Vascões. Caldas é um sobrenome para o qual se encontram diferentes ramos e também diferentes explicações. Segundo alguns autores haveria relação com a cidade italiana de Caldes, para outros, teria relação com Luís Antônio de Oliveira, o Visconde de Caldas, em referência ao topônimo mineiro. Já os que buscam na Heráldica um brasão, poderão trombar com brasonários diferentes, devido à palavra Caldas nomear diferentes freguesias portuguesas.

Buscando em sites de genealogia galega, encontram-se ainda o sobrenome Caldelas ou Caldellas, que um desses diz ser uma forma diminuta do sobrenome. Entre as regiões, em Portugal, que trazem Caldas em seu nome figuram: a cidade de Caldas da Rainha, no distrito de Leiria; a nascente termal Aldeia de Caldas da Felgueira; a freguesia de Caldelas (Guimarães), antiga Vila de Caldas das Taipas; a freguesia de Caldas de São Jorge, no concelho de Santa Maria da Feira; a freguesia de São Miguel de Caldas de Vizela; e a freguesia de São José de Caldas de Vizela.

Na Galícia, ou Galiza, existe ainda o concelho de Caldas de Reis, na província de Pontevedra. Considerando que sobrenomes podem tanto surgir de um topônimo quanto dar origem a esse, e que diferentes topônimos podem gerar derivações de um mesmo sobrenome ou pode se referir a topônimos diferentes, é possível que alguns dos ramos do sobrenome Caldas tenham suas origens em algumas dessas localidades.

Família Caldelas da Galícia. Essa família procede de uma maneira diminutiva do sobrenome Caldas, e entre suas variações figura o sobrenome Caldellas. Está documentada no século XII, conforme cita site de genealogia galega: Frenandus Sanctii de Caldellas (doc ano 1182 en E. Rivas Quintas - Onomástica persoal do noroeste hispano, 1991, p 535).

A família Caldas no Brasil, especialmente no Ceará descende de Francisco José da Costa Caldas, e sua esposa Dona Maria do Céu da Costa Caldas, que, tal como consta na bibliografia consultada, foram proprietários de terras no sertão do Araripe: (…) vasta extensão de terras agrícolas que começavam no alto da Serra do Araripe e se estendiam até ás planícies do sítio Cabeceiras, irrigadas por várias fontes de água, tendo de permeio o rio Grande. Essas terras, que tomaram de seu primitivo dono o nome de Caldas,(…) e se seguem as subdivisões das mesmas. (A FAMÍLIA CALDAS: Do Município de Barbalha, p. 15).

Embora essa fonte bibliográfica não demonstre certeza da origem étnica de Francisco José da Costa Caldas, pairando dúvida se era português nato. Sabe-se de um irmão sacerdote: Joaquim José da Costa Caldas, vigário da Freguesia de Missão Velha, vizinha às terras Caldas, entre os idos de 1820 e 1830, segundo João Brígido na obra “O Ceará, Homens e Fatos” e o mesmo tendo sido também registrado nos artigos do historiador. No estado da Bahia, do Piauí, do Ceará, da Paraíba, do Rio Grande do Norte e em Pernambuco encontram-se Caldas. Em Pernambuco, a presença da família Caldas tem destaque desde muito tempo, pois o comércio de gado, de terras e de derivados do petroléo está associado ao imaginário do povo como atividades peculiares dessa família que a destacam em diversas cidades do interior, tanto em Parnamirim como em Cabrobó.

Postado por Fernando Caldas

 Um soneto de João Lins Caldas na imprensa carioca.