quinta-feira, 28 de outubro de 2010

AINDA SOBRE AS "DELÍCIAS DO ASSU E DO VALE"

Natal recebe loja com delícias do Assu e do Vale

Natal já pode saborear os mais gostosos e tradicionais produtos do Assu e do Vale. A loja Delícias do Assu e do Vale, instalada na rua Potengi, 521 – Flat Potengi – loja 14,  nas proximidades da Pça. Cívica, em Petropólis, abriu na manhã do último sábado (23), recheada com filé de peixe de Tucunaré, Tilápia e Traíra, feijão verde, queijo de coalho, camarão, castanha de caju, banana passas, biscoito Flor do Assu – com venda acima da expectativa e estoque esgotado logo na manhã do sábado –, bolachas Casquinha, Praeira e Sete Capas, alfinin, artesanato e muito mais. Na ocasião, o historiador Ivan Pinheiro autografou o livro Assu - dos Janduís ao Sesquicentenário.
O espaço idealizado pelo odontólogo Francisco das Chagas Pinheiro, mais conhecido como Doutor Chaguinha, foi bastante prestigiado na sua inaguração.
(Do Blog de Alderi Dantas).
Artigo
Um promotor envergonhado
Alexandre Gonçalves Frazão, 3º Promotor de Justiça da comarca de Assu/RN
Hoje (15/07/2010) estou profundamente envergonhado. Costumo assim encerrar minhas quintas-feiras, dia das audiências dos processos da Meta 2 perante a Vara Criminal de Assu/Rn.
A Meta 2, para quem não sabe, foi instituída pelo Conselho Nacional de Justiça – CNJ para que os órgãos jurisdicionais de todo o país julgassem em 2009 todas as ações ajuizadas até 2005 e que aguardavam prestação jurisdicional.
Pois bem. Sou titular da 3ª Promotoria de Justiça de Assu, e, enquanto promotor com atribuições criminais naquela comarca, realizo audiências todas as quintas-feiras com o objetivo de tentar, juntamente com a Juíza daquela comarca, encerrrar os processos criminais ajuizados até 2005.
A rotina desses dias da Meta 2 revela cruelmente a ineficiência da Vara Criminal de Assu no processamento dos crimes ocorridos naquela cidade de 2005 para trás. Revela também muito da precariedade das investigações (quando há alguma coisa similar a investigação) da Polícia Civil em relação aos crimes que são objetos desses processos, não se podendo esquecer a pouca vigilância que o Ministério Público devotou a muitos desses casos, por não haver, na maioria dos autos, qualquer reclamação de sua parte em relação à demora para a instrução e julgamento dos mesmos.
Tudo isso me deixa, ao final do dia, muito cansado, perplexo e desanimado, pela avalanche de impunidade que presencio, juntamente com a competente Juíza com quem trabalho (Drª Suzana Paula), sem nada podermos fazer para mudar o destino (inutilidade) da mioria dos feitos, restando os culpados impunes pela prescrição das penas ou pela absolvição pela falta de provas colhidas.
Mas hoje foi dose, como si diz. É que, pela primeira vez após doze anos do oferecimento da denúncia, foi ouvida a vítima de um caso que seria simples, facílimo de resolver. Ela foi esfaqueada por um filho de um então companheiro seu, atingida no olho, no tórax e no braço com uma faca de cozinha, além de levar inúmeras pauladas na cabeça. Não morreu, mas chegou perto. O agressor restou induvidosamente conhecido, pois era filho  do companheiro da vítima e foi por ela logo identificado como o responsável pelo ato.
E então estava lá aquela velhinha, sem um olho, visivelmente ressentida por ter carregado no peito aquela situação até hoje impune. Seu choro contido, choro de quem olha para cima antes de desabar, choro represado por uma força interior enormente realizada por ela para manter a dignidade, comoveu-me. O agressor estava ali na sua frente e, segundo ela, nunca pedira desculpa pelo que fizera, inobstante o conhecimento entre ambos.
E pior, o provável futuro do processo é a prescrição de eventual condenação. Passaram já 12 anos do processo, sem que a vítima sequer fosse ouvida. A Polícia, além disso, não juntou um único boletim médico ou exame de corpo delito que materializasse as lesões, o que protelou ainda mais o feito. Tudo errado, tudo falho.
 Para mim, apenas escrever tira um pouco do peso desse dia, em que fiquei mais triste do que de costume após as audiências da Meta 2, tudo porr causa da Maria das Dores (vejam que nome!). Ressentido. Fiz essa singela poesia:
Maria das Dores,
Nunca me esquecerei de você.
Com um olho só, você chorou,
Ressentida quando se lembrou
De que não trazia em si o perdão...
Perguntei-lhe, estupidamente, se havia esquecido tamanha dor.
Notei, então, o quanto de negação
Tudo ali para você representava.
Sua afetada visão,
Vítima de facadas,
Presenciava a desilusão da situação inacabada.
Após 12 anos de solidão,
Você era ouvida pela primeira vez,
Magoada, desprezada, maltratada,
Sem direito à menor e última das esperanças
De quem anseia por Justiça:
Sem direito a uma decisão,
Sem direito a uma condenação,
Totalmente esquecida.
* * *
Do Blog de Alderi Dantas: Há circuntâncias em que a indignação não é apenas um direito. É um dever do cidadão ante fatos deploráveis, que denigrem e estiolam a alma de uma nação. Ao promotor de Justiça Alexandre Gonçalves Frazão, suscitamos nossos aplausos por não “lavar as mãos” no exercício de sua missão .
A rigor, é importante explicar que o artigo foi publicado originalmente no Jornal de Hoje (Natal/RN), edição de 17/07/2010.
Agradecemos ainda a amiga, de quem o blog recebeu a cópia do artigo.


Escrito por Alderi Dantas às 16h04

DOUTOR CHAGUINHA RECEBE TÍTULO DE SÓCIO BENEMÉRITO DA ABO/RN


 Doutor Chaguina é homenageado pelos relevantes serviços prestados a odontologia do RN
A Associação Brasileira de Odontologia do RN está com uma série de eventos para comemorar seus 80 anos de atividades, apresentando nos dias 29 e 30 próximos, a 4ª Jornada de odontologia Estética.
O dia 29 também vai ser histórico para a ABO/RN, pois vai marcar a inauguração às 20h da nova sede científica e cultural da entidade, sendo o acontecimento muito esperado pela categoria, pela estrutura do prédio e o avanço que vai significar para toda a classe odontológica potiguar. Na ocasião, o odontológo assuense Francisco das Chagas Pinheiro, “Doutor Chaguinha”, recebe o título de sócio benemérito da Associação Brasileira de Odontologia – seção do Rio Grande do Norte, como reconhecimento pelos relevantes serviços prestados a Odontologia do RN.
(Do Blog de Alderi Dantas).



Por Francisco Martins, encarnado no personagem "Mané Beradeiro".


Cheguei ao Tribunal do Cristão esperei ansioso o meu nome escutar.
Um anjo de alpercatas e gibão diz em nordestinês: "-Se aprochegue Manezim, venha prá cá meu bichim. Seus fatos eu vou narrar".

A alegria foi tamanha, não tem comparação. Nem os oceanos juntos, nem as redes do sertão, nem os arreios de ouro, nem misses, nem nobel, nada pode superar. O que João disse foi pouco, vocês podem acreditar.

Ergui os olhos e vi a coisa mais linda do mundo, o Filho de Deus encarnado, ressureto e Rei do Universo. Suas mãos têm as chagas que o homem mal escreveu, com tinta de todos os pecados que a humanidade cometeu.

Eu disse ispiando Jesus: "-Senhor, eu posso falar?" O mestre tocou-me a face e disse: "-Quero escutar". "-Senhor, tu sabes tudo não carece eu explicar. Mas me deixe derramar estas poucas palavras que quero externar".

Os anjos fizeram silêncio, não se ouvia um batido de asas. No trono do firmamento, a Trindade me escutava. A minh'alma exultava. Estava no céu agora, não por merecimento, nem tão pouco por vã glória.

"-Meu pai eu quero agradecer, este céu que o Senhor me deu. Nem eu sei por que tanto amor para comigo, um miserável pecador". Foi neste momento então, que um anjo pretim, escurim da cor de breu, chegou perto de mim. Senti cheiro de incenso, rapadura e alfinim.

Jesus, Rei dos reis, que comanda a situação, vestindo uma roupa alva, feita do melhor algodão, autorizou o anjo preto abrir logo o matolão. Lá dentro tinha uma cruz, uma coroa de espinhos, uma vara de açoitar, uma lança prá perfurar, três pregos grandes, eu vi, por isso posso atestar. Além dos dois malvados chicotes que o fizeram sangrar.

Olhando aquele inventário de dor e grande aflição, o anjo do matolão, subiu três metros do chão, abriu suas oitos asas, mais belas que o pavão e começou a locução: "-Mané, preste atenção ao que vou lhe dizer. Foi com este sacrifício que Cristo salvou você!".

Fiquei todo arrepiado, sem saber o que falar. Botei as mãos no bolso procurando com quê pagar. O anjo continuava: "-Brocoió, não seja tolo. Sua dívida era impagável. Seu destino era o inferno. Foi por graça, não por obras - esqueça toda manobra".

Voltei os olhos a Jesus, meu semblante estava quente. Naquele instante passou um filme na minha mente. Eu vi tudo que fiz de bom e também de indecente. O anjo voltou ao chão. Ouvi sinos, louvação, e num imenso salão, havia no Livro da Vida, escrito em letras de sangue, meu registro e salvação.

Tudo isto aconteceu porque eu reconheci que precisava de meu Deus. O seu nome eu invoquei. Meus pecados confessei, do Satanás escapei. Se você também quiser ao Tribunal de Cristo ir, não perca tempo amigo, convide-o logo a entrar. Não almeje o Trono Branco, pois lá é pra se lascar.

FIM

Mané Beradeiro
Folheto a venda nas principais bancas e livrarias do Rio Grande do Norte - Brasil
Preço R$ 1,00
Pedidos podem ser feitos au autor através do e-mail: maneberadeiro@hotmail.com

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

INAUGURAÇÃO DA COPIADORA CENTRAL, 1974

As fotografias acima foram tiradas no ato de inauguração da Copiadora Central então de propriedade de Edmilson Antônio da Silva (Didio de Antônio de Vitor), no ano de 1974. Naquela época Didio era Secretário de Administração da Prefeitura Municipal do Açu (administração Sebastião Alves). Era um empreendimento muito avançado naquela época. Igual aquela copiadora somente existia, salvo engano, uma em Natal. Foi a primeiro estabelecimento no ramo de prestação de serviços, plastificação, encadernação, etc, instalada na terra açuense. A inauguração foi prestigiada por inúmeras pessoas da sociedade açuense como Padre Canindé, ex-prefeito João Batista e sua esposa "Lurdinha" Montenegro, comerciante Francisco de Medeiros Dias (Chico Dias) que naquela época era o presidente da Associação Comercial do Açu), Vice-prefeito Agnaldo Gurgel, Coletor Chiquito Soares, José Diogenes, Ulisses Caldas (Tio Ulisses), Geraldo Morais, Adonias e Maria Araújo, Pedro Cícero de Oliveira, dentre outros.Fica este registro para a história comercial do Açu.

EXÉRCITO COMUNICA LIBERAÇÃO DE TRECHO DUPLICADO DA BR 101

A Prefeitura de São José do Mipibu recebeu, na manhã desta quarta-feira, 27, ofício assinado pelo comandante do 1º Batalhão de Engenharia e Construção, Tenente-Coronel Paulo Sérgio Ortiz Rosa, comunicando a liberação do trecho duplicado da BR101, na altura do perímetro urbano de São José de Mipibu.

De acordo com o comandante, o tráfego no trecho vai estar liberado a partir das 07h do dia 29, sexta-feira. Ele informa na missiva que foram cumpridas as exigências técnicas estabelecidas pelo DNIT/RN, que viabilizam a liberação do tráfego no trecho supracitado, em caráter provisório, nos aspectos segurança para os usuários da rodovia e moradores da região, com a construção de seis redutores de velocidade (lombadas) e com a respectiva sinalização prevista.

A prefeita Norma Ferreira, ao tomar conhecimento do ofício, afirmou que a notícia da liberação do trecho é preocupante. “Vamos continuar com a cidade dividida ao meio. Eu não acredito que depois das reuniões que tivemos, inclusive com o próprio Ministro dos Transportes, em Brasília, o DNIT vá deixar a cidade partida ao meio, trazendo prejuízos a toda a população, sobretudo os pedestres, que terão um muro pela frente como obstáculo e os motoristas que vão ter que rodar quilômetros para fazer o retorno de um lado para o outro”, reclamou a prefeita.

Mobilizações

A prefeitura tem apoiado todas as mobilizações pedindo a construção de passarelas e retornos no trecho da BR101 e a prefeita deverá ir à Brasília na próxima semana para mais uma rodada de reuniões no Ministério dos Transportes.

Com reportagem de João Maria Freire

AGÊNCIA ECO DE NOTÍCIAS
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CASA BARÃO DE CEARÁ-MIRIM SERÁ TOMBADA PELA FJA

Uma notícia boa. A Fundação José Augusto está em processo de tombamento do casarão do Barão de Ceará Mirim. O processo já passou pelas mãos de Crispiniano Neto, presidente da FJA e agora tramita no Conselho Estadual de Cultura para o parecer daquele colegiado. A casa fica situada na propriedade na Usina São Francisco, onde também se encontram os túmulos do barão e da baronesa do Vale de Ceará Mirim. Estou torcendo para tudo caminhar maravilhosamente bem e que aquele casarão venha a ser restaurado. Já basta a dor que sinto ao vê o Guaporé gritando por socorro àqueles que passam em suas imediações.

(Do blog de Francisco Martins - Mané Beradeiro)

AMÉRICO COSTA / HOMENAGEM AO ESCRITOR DE CASCUDO

O multifacetado intelectual potiguar Américo de Oliveira Costa será homenageado hoje na Aliança Francesa (Rua Potengi, Petrópolis). Palestras, depoimentos, exposição de artes plásticas de Dione Caldas e vídeos gravados integram a programação. O acesso é gratuito. A partir das 19h será servido um coquetel de abertura para o início das homenagens ao centenário de Américo.

O jornalista e cronista ocupante da vaga deixada por Américo na Academia Norte-rio-grandense de Letras, Vicente Serejo, inicia a programação com palestra a respeito da vida e obra do escritor acadêmico autor do livro Viagem ao Universo de Câmara Cascudo. A desembargadora Maria Perpétuo Socorro Wanderley de Castro também ministra palestra. A jurista ocupa a vaga de Américo na Academia Jurídica de Letras.

Em seguida serão mostrados depoimentos gravados de Noilde Ramalho, Paulo Macedo, dos colegas de Aliança Francesa José Valério Cavalcanti e Manoel Bonifácio, entre outros. Além de relatos presentes de amigos, familiares e ex-alunos. "Um deles disse ter viajado várias vezes à França. Quando perguntado a data, a aluna disse: 'Não, viajei durante as aulas do professor Américo", disse a presidente da Aliança, Gileude Peixoto.

Américo de Oliveira Costa foi fundador e presidiu a Aliança Francesa entre os anos de 1966 e 1977. Foi cônsul da França e jurista destacado no Estado. A próxima homenagem da Aliança Francesa (com atividades sempre na última quarta-feira do mês) será aos 80 anos do artista plástico, poeta e ensaísta Dorian Gray Caldas.

(Muito - Diário de Natal)

terça-feira, 26 de outubro de 2010

TATUTON SPORT

OLAVO LACERDA MONTENEGRO

Olavo Lacerda Montenegro (1921-1999), nasceu na cidade de Açu (RN). Seu pai Manoel Pessoa Montenegro natural de Macau, litoral potiguar, chamado Manoel Pessoa Montenegro (Manezinho) foi prefeito do Açu durante 13 anos consecutivos nomeado por Getúlio Vargas. Sua mãe Maria Lacerda Montenegro era também açuense, por sinal, nome de uma das principais avenidas de Nova Parnamirim, região metropolitana do Natal (avenida Maria Lacerda). Olavo ainda jovem deixou o Açu para fixar morada na capital natalense onde casou-se com Neide Galliza Montenegro. Exereceu o mandato de deputado estadual em cinco legislaturas consecutivas: 1958, 1962, 1966, 1970 e 1974. Deputado combativo (ele foi um dos responsáveis pela formação da Cruzada da Esperança que levou Aluízio Alves ao Governo do Rio Grande do Norte, em 1960), defendia os interesses especialmente do Vale do Açu, importante região da terra potiguar. Na qualidade de deputado foi o autor da lei que elevou e deu foros de cidade os municípios de  Alto do Rodrigues, Carnaubais e Pureza. Foi também sócio fundador da ANORC - Associação Norte-Riograndense de Criadores chegando a ser presidente daquela instituição, contribuindo consequentemente para a agropecuária do seu estado, bem como um dos sócios fundadores da Rádio Princesa do Vale, de sua terra natal. Deixou, além da sua esposa, cinco filhos, netos e bisnetos.


ASSUENSES DAS ANTIGAS

Esquerda para direita: Edson Cavalcante (Edson de Zé do Bar), Edmilson Antônio da Silva (Didio), (?), Ismar Diogenes Gurgel, (?). Edson e Ismar são empresários do ramo de mármores e granitos, Didio é funcionário aposentado do INSS, Ismar é proprietário da Mármore Ltda, por sinal, se não é a maior, pelo menos, é uma das maiores marmorias do Brasil estabelecida em Natal. Didio como bom açuense já na maturidade descobriu a arte de pintar (arte plástica).

 Um soneto de João Lins Caldas na imprensa carioca.