quarta-feira, 11 de abril de 2012

Você já ouviu falar em José de Castro?
Ele é um escritor que mora em Natal e tem uma verve para escrever frases engraçadas, são deles algumas pérolas como estas:

"Se sua mulher é um bucho, pelo menos dobradinha não vai lhe faltar"

"Quem brinca em serviço tem mais hora de lazer"

"O sutiã é a armadura dos seios"

"Potiguar é aquele cidadão que leva mesmo a sério este negócio de terra natal"

"Era tão magra que não podia desencarnar"

"Lembra-te de que és pó, portanto, cuidado com o espanador"

"Conservador é aquele sujeito que ainda tem hêrnia de disco de vinil"

 
Fonte: Quem Brinca em Serviço, de José de Castro, Sebo Vermelho, Natal 2003.
 
 
(Do Facebook de Francisco Martins)

ARTIGO: "LEMBRANÇAS DE ANGICOS", POR AGNELO ALVES.

Alguém, não me lembro quem, me pergunta sobre meus tempos de Angicos, do que tenho mais saudade. Do trem, quando viajava para Natal e, sobretudo, quando voltava para Angicos. Também, é claro, quando nem indo e nem vindo, esperava o poderoso trem de ferro na estação para ver quem vinha de Natal para Angicos, Assu ou Mossoró e adjacências. Um curioso, eu? Não, o repórter que nascia em mim.

Saudade, então, do trem? É possível, sim. A verdade é que, quando vinha para Natal, eu achava que estava descobrindo um mundo novo e, quando voltava para Angicos, estava usando um dos instrumentos já conquistados - o trem - pelo novo mundo. Mas tempo haveria de vir - a imaginação do filho do compadre Nesinho no dizer de Chico Trindade, um amigo, irmão - em que outros veículos transportadores apareceriam.


Foi um tempo que não volta mais. Várias coisas apareceram depois. Sei lá quantas. Todas merecedoras de um registro na memória. Tempo bom e melhor é o que vivemos hoje. Ontem já é uma lembrança. Amanhã é uma esperança.


Viva a vida. Viva à saudade. Viva à esperança.

terça-feira, 10 de abril de 2012

NA PARAÍBA ACONTECE DE TUDO



Nasce Facebookson na Paraiba.
O casal se conheceu pelo face, se casaram e tiveram um filho. Decidiram colocar o nome da criança de Facebookson em homenagem ao Facebook. O fato ganhou fama internacional. Alem da homenagem ao Facebook, o pai também alega que decidiu colocar o nome de Facebookson por se chamar Anderson. Ainda bem que a criança nasceu menino, porque se fosse menina, se chamaria Facebookete, ja que a mae se chama Janete. Dorme com um barulho desses!!!!


Postado po Fernando Caldas

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Vamos ''docificar'' o mundo!?
É possível...
Uma ternura aqui, outra ali...

E o mundo vai se "docificando".
...
...É possível sim fazer disso aqui
um pedacinho de céu.

 
Do Face de Ana Cecília
 

domingo, 8 de abril de 2012

Porque nem todos morrem…


 

Tinha 12 ou 13 anos de idade e minha família foi morar na calorenta Assu. Nossa casa ficava ali na praça central da cidade, a Getúlio Vargas. A vida social da cidade girava em torno desta praça. O programa noturno tanto de jovens quanto de idosos era passear pela praça. Pois bem, em um sóbrio casarão de paredes azuladas vivia dona Gena – diminutivo carinhoso para um nome pomposo: Maria Eugênia Maceira Montenegro. Era casada com doutor Nelson Borges Montenegro, um agrônomo formado em Lavras, cidade mineira onde iria conhecer Maria Eugênia. Um sujeito igualmente formidável: parcimonioso, ensimesmado, leal e amigo. Não sei se foi no verão de 1971 ou de 1972 que com a mudança de Macau para Assu vim a conhecer “estes Montenegros”. Mas sei, com enorme certeza, que ter conhecido dona Gena, ainda adentrando na adolescência, foi provavelmente a força mais importante a impulsionar meus anos vida afora. É que ela era uma poeta, com diversos livros publicados. Uma intelectual enclausurada na província e mais ainda, em uma diminuta cidade de um dos estados brasileiros mais pobres do país. Era além de poeta, cronista, pintora. Sendo seu marido de tradicional família de líderes políticos da região não haveríamos de nos admirar que dona Gena também respirasse política. E assim foi prefeita da ainda menor cidade de Ipanguassu. Ela gostava de música clássica, de ópera. Seu apreço pela arte dramática era tal que chegou a escrever algumas peças e, como autoridade municipal, criou e depois ampliou um incipiente Teatro Sandoval Wanderley. Certo dia, vendo que já era chegado à literatura, dona Gena me convidou para organizar sua biblioteca particular. O trabalho consistia em catalogar todos os nomes dos livros com seus respectivos autores e depois etiquetá-los. Foram quase três meses de trabalho vespertino: pela manhã estudava no Colégio Nossa Senhora das Vitórias e à tarde me enfurnava com livros na casa da dona Gena. Não era raro que tinha como fundo musical algumas óperas de Verdi, como La Traviatta. Os livros passaram a me ser familiares. Conheci Victor Hugo e Alexandre Dumas, Julio Verne e Leon Tolstoi, Charles Dickens e Mark Twain. Hoje, reparo que não me lembro de quase nenhum autor brasileiro freqüentando a biblioteca da dona Gena. Algumas vezes, naquele momento em que a tarde se vai e a noite principia, ficava muito feliz com dona Gena lendo para mim trechos de um novo livro ou versos de uma poesia ainda inconclusa. Ela criava e depois queria receber algum sinal de aprovação. E caminhava pela casa, uma casa grande, com um viveiro de pássaros, sempre acompanhada de seu cachorro Dayán. Uma dia me disse que o nome Dayán havia sido dado pela semelhança do cachorro com o famoso general israelense Moshe Dayán: o general tinha uma tapa-olho negro e o cachorro tinha um dos olhos circundado de preto, uma espécie de sinal de nascença. Naqueles anos – é possível que ainda hoje seja assim – era muito comum as pessoas colocarem cadeiras na calçada para receber as visitas. Certamente que uma das rodas de conversas mais animadas de Assu era a calçada destes Montenegros. Os temas variavam muito, de política internacional a nacional e desta a estadual e local, depois tínhamos sempre pessoas recitando frases, fragmentos de poesias deste ou daquele autor. As cadeiras, dobráveis, ficavam empilhadas no primeiro ambiente, geralmente a sala de estar. Anoitecia e o programa da noite era ficar jogando conversa fora naquela calçada e observar as pessoas chegando, passeando e saindo a Praça Getúlio Vargas. Dona Gena era bem conhecida por seu temperamento aéreo, desligado vamos dizer. E suas histórias já habitavam o folclore da cidade interiorana. Uma delas dava conta de haver comprado dois pares de sapato idênticos: havia esquecido que já adquirira um par na mesma semana. Outra mostrava sua estranheza por, ao lavar as mãos no lavabo, o sabonete não fazia surgir espuma. É que esfregara, distraidamente, as mãos com… a tampa da pia. Em uma noite maldizia esta ou aquela atriz da telenovela, considerando-a péssima artista e já na noite seguinte não economizava em rasgados elogios pela maestria da mesmíssima atriz. Sua resposta: “As pessoas podem mudar e eu mudei de opinião”. Os muitos quadros a óleo por ela pintados também chamava a atenção do incauto observador. Num deles a figura eloqüente de um anjo negro. Uma espécie de Saci-Pererê alado. Noutro, umas borboletas com uma espécie de pequenos chifres nas asas, obviamente, um erro de cálculo cometido enquanto pintava. Tinha imensa admiração pelo poeta João Lins Caldas, um assuense cinco estrelas. Lembro de um dia ter ouvido comentar, a respeito de Clarice Lispector: “Não gosto dessa escritora, com tantos assuntos para escrever um romance ela resolve colocar um personagem comendo uma barata?! As pessoas falam que esta Clarice é muito culta, mas essa eu não engulo não!” Mas sabia que nos anos à frente iria ter tanta intimidade com o texto de Clarice. Até meu mestrado na Universidade de Brasília seria sobre seu último livro transposto para o cinema, A Hora da Estrela. Conversávamos muito. Se existiu alguém por quem sempre dediquei profunda admiração esta pessoa foi dona Gena. Hoje, com uma dezena e meia de livros publicados, após ter viajado por quatro dezenas e meia de países, de ser membro de diversas instituições culturais, academias etc, vira e mexe me pego pensando nos dias de dona Gena, nas conversas varando a noite em sua acolhedora calçada, nos sons de Verdi pontuando a solidão assuense. Quando do lançamento de meus primeiros livros em Natal, dona Gena veio me abraçar. Era sempre a mesma senhora de rosto sorridente e alma de criança prestes a aprontar alguma. Há alguns anos minha mãe me telefonou para dizer que Gena havia morrido. Já morava em Brasília. Nem que quisesse conseguiria chegar a tempo de me despedir. Como diria Clarice, não fui ao enterro porque nem todos morrem.
Aqui, um pouco de dona Gena:

FLOR DO AMOR
Quero te ofertar a flor
Dos beijos que plantei em tua boca.
Tem o perfume suave do amor
E a ternura de almas se encontrando.
Quando vires a flor entreaberta,
Lembra – te, querido amor,
Das lágrimas que a regaram.
E sentirás, quando beijá-la,
Um amargo sabor de sal
Que as pétalas trêmulas captaram.

sábado, 7 de abril de 2012

QUANDO ESTAMOS AMANDO

Por Jadson de Queiroz, poeta potiguar de Ceará Mirim

Quando estamos amando
Do sofrimento se esquece
Os defeitos vão passando
Se renasce e se rejuvenesce.

Quando estamos amando
O sol brilha com mais fervor
A gente vive sonhando
Nos braços do grande amor.

Quando estamos amando
E a verdade está presente
Seguimos felizes caminhando
Alegre, sorrindo e contente.

Quando estamos amando
Não importa a situação
A gente perde o comando
Do coração e da razão.

Quando estamos amando
Vale a força do perdão
Siga a vida cantarolando
Pra manter essa união.

Quando estamos amando
A distancia não existe
É como as ondas que vivem rolando
Beijando a praia que aínda resiste.

Quando estamos amando
É como fogo ardendo de paixão
Correndo no corpo e queimando
O mais controlado e duro coração.

Quando estamos amando
Não importa raça, cor ou idade
Siga a vida sempre desfrutando
Esse amor com felicidade.

Quando estamos amando
Não recordemos do passado
Não se deve ficar cobrando
O que passou, devemos deixar de lado.

Quando estamos amando
A compreensão é fundamental
Pra não terminar amargando
Uma solidão infernal.

PABLO NERUDA

MATILDE URRUTIA

 DE: PABLO NERUDA POEMAS DA ALMA

Em um concerto ao ar livre realizado no Parque Florestal, Pablo Neruda conhece Matilde Urrutia. É então apenas um encontro rápido, um fato circunstancial, igual na aparência a muitos outros.

Depois de três anos e muitas aventuras Pablo e Matilde voltam a se encontrar no México, em 1949, na época em que o poeta inicia sua permanência no exílio e justamente quando ele esta acamado por causa de uma severa flebite.
 

Desta vez se estabelece entre eles um vinculo afetivo que nenhuma distancia ou dificuldade futura iria ameaçar.
 

Desde o primeiro momento de sua relação Neruda inventa para ela um nome de ficção, um nome secreto entre amantes, que é Rosário.
 

Ela, Matilde, é a Rosário que aparece em Canto Geral.
 

E na futura poesia de Neruda, Matilde ocupará um lugar que nenhuma outra mulher antes ocupou e será motivo e inspiração de uma valiosa parte da obra do poeta (em especial em "Os versos do Capitão" e "Cem Sonetos de Amor")
 

Em outubro de 1967 Neruda legaliza no Chile sua união com Matilde.
 

Nas memorias de Matilde (Minha vida junto a Pablo Neruda) ela fala de quando os dois estiveram em Capri, em 1952, e conta que Neruda, com toda seriedade, falou com a lua para formalizar um matrimonio que no momento não era possível realizar de outra maneira:

"Ali Pablo, muito serio, sem nenhum traço de brincadeira, pediu a lua que nos casasse. Contou a ela que não podíamos casar-nos na terra, porem que ela, a musa de todos os poetas enamorados, nos casaria nesse momento e que esse matrimonio respeitaríamos como o mais sagrado."

Ignora-se se nos anos seguintes houve realmente, em algum país, alguma cerimônia civil que referenda-se este romântico matrimonio astral. O concreto é que muitos anos depois no Chile, precisamente na Isla Negra, Pablo e Matilde demonstraram a lua que haviam se mantido fieis a essa união de quatorze anos atrás.

 Imagem do FB de SB

Se eu pudesse deixar algum presente a você, deixaria aceso o sentimento de amor à vida dos seres humanos. A consciência de aprender tudo o que nos foi ensinado pelo tempo afora.
Lembraria os erros que foram cometidos, como sinais para que não se repetissem, e a capacidade de escolher novo rumos.
Deixaria para você, se pudesse, o respeito aquilo que é indispensável: além do pão, o trabalho, a ação. E quando tudo mais faltasse, para você eu deixaria, se pudesse, um segredo: o de buscar no interior de si mesmo a resposta e a força para encontrar a saída.

Gandhi

sexta-feira, 6 de abril de 2012

A FLOR DO MARACUJÁ



Encontrando-me com um sertanejo   
Perto de um pé de maracujá 
Eu lhe perguntei:  
Diga-me caro sertanejo   
Porque razão nasce roxa  
A flor do maracujá?
Ah, pois então eu lhi conto   
A estória que ouvi contá 
A razão pro que nasci roxa  
A flor do maracujá
Maracujá já foi branco  
Eu posso inté lhe ajurá  
Mais branco qui caridadi  
Mais brando do que o luá
Quando a flor brotava nele   
Lá pros cunfim do sertão 
Maracujá parecia   
Um ninho de argodão
Mais um dia, há muito tempo  
Num meis que inté num mi alembro  
Si foi maio, si foi junho  
Si foi janero ou dezembro 
Nosso sinhô Jesus Cristo  
Foi condenado a morrer 
Numa cruis crucificado  
Longe daqui como o quê
Pregaro cristo a martelo   
E ao vê tamanha crueza  
A natureza inteirinha  
Pois-se a chorá di tristeza 
Chorava us campu   
As foia, as ribera  
Sabiá também chorava  
Nos gaio a laranjera 
E havia junto da cruis   
Um pé de maracujá 
Carregadinho de flor 
Aos pé de nosso sinhô
I o sangue de Jesus Cristo  
Sangui pisado de dô 
Nus pé du maracujá  
Tingia todas as flor
Eis aqui seu moço  
A estoria que eu vi contá  
A razão proque nasce roxa  
A flor do maracujá. 

Catulo da Paixão Cearense
AQUELE

O filho de Deus tinha tudo de todas as plenitudes.
Fazia suavemente os milagres todos da Sua graça.
Viam os cegos, os mortos ressucitavam, curava-se todos os enfermos.
E os passos sobre as águas, à Sua voz o domínio de todas as ondas e de todas as tempestades.
Dobravam-se todos os ventos, sossegadas e mansas todas as águas.
Mas o filho do homem não tinha onde repousar a cabeça.

De: joão Lins Caldas, poeta potiguar de Assu

Mulheres!!!!

Há mulheres amadas
Intensamente
Á qualquer momento
Em qualquer lugar....

Há mulheres que não
Amam-se...
Impossível atrair
Alguém!

Há mulheres tão amadas
Que não são comparadas
Com nada,
Nem com água...

Há mulheres que se despem
Da vida por seu amor
Esta não sabe se compor...

As mulheres que se amam
Estas encontraram
Seu amor
Seja a hora que for!

Há mulheres que amar
Significa se doar
E fazer do outro feliz...
Objetivamente feliz!

Há mulheres marcantes
Que um beijo nunca termina
Um perfume sempre exala
Identifica-a-se para sempre...

Há mulheres que
Atraem seu amor
Tem o dom dos Deuses

Abre seus braços
Acolhe e....
Escreve sua história
Na sua vida
Na vida de seu amor!!!!

(Lilian Palmieri)

 REVISTA SIUZA CRUZ, RIO DE JANEIRO