segunda-feira, 10 de setembro de 2012
No Céu tem um timão In Memorian
Por Aluízio Lacerda, jornalista, blogueiro do Vale do Açu
Recebi e.mail do contemporâneo, atualmente engenheiro civil "Toinho Cosme" residente há décadas em Macau.
Na sua mensagem me resgatou outros nomes de uma geração de atletas de futebol de salão da cidade dos poetas. Eis a grande recordação do leitor assiduo do blog: "LELETO, MÚCIO e GÃO ( goleiro ), o grande Mazinho, irmão de Souza, JUNOT, Anchieta, Gallego de Celeste, Wilson, irmão de Leleto, Lambioi dentre outros craques.
Entre os nomes citados pra nossa alegria e felicidade de todos, os nomes em vermelho estão vivos e fazendo parte destas recordações planetárias.
Aproveitamos o ensejo pra lembrar de outros amigos que foram habitar no andar de cima, foram vestir a camisa do time de Deus. Como recordar é viver, em Macau sentimos imensa saudade de: Perneta e Haroldo, faziam o fino da bola ao lado de Paulo Dedinho, Zeca e Ivanildo, nas Pendências como não lembrar de Marquinhos, Toinho Badaxo etc e tal.
Em Afonso Bezerra tivemos o grande desfalque de uma seleção vitoriosa: Assis e Vicente formavam com o blogueiro, Beto e Bombinha uma equipe épica, mas recentemente tivemos a triste noticia da morte de Cabral, um dos reservas da seleção vice campeã interiorana do estado em 1971, o juiz Níldemes Antunes validou um gol irregular, o título foi entregue ao arqueiro Frazão, capitão do time de Parnamirim.
Pra encerrar, temos a convicção de que no céu tem um verdaeiro timão com orígem em outros municipios: Chico de Goaininha, Os irmãos Costas (Itamar, Itaci e Izulamar) de Ceára-Mirim, sem falar dos craques de Mossoró, Campestre, São José de Mipibu, Areia Branca, Pedro Velho, Nova Cruz, Lajes, Angicos, Ipanguaçu, Itajá, Currais Novos, Caicó, Parelhas e outras cidades por onde passamos.
sábado, 8 de setembro de 2012
Pode me chamar de GAY
By: Thatyany Rodrigues (via Facebook)
Pode me chamar de GAY, não está me ofendendo. Pode me chamar de GAY, é um elogio. Ser GAY me favorece, me amplia, me liberta dos condicionamentos. Não é um julgamento, é uma referência.
Pode me chamar de GAY, não me sinto desaforado, não me sinto incomodado, não me sinto diminuído, não me sinto constrangido. Pode me chamar de GAY, está dizendo que sou inteligente. Está dizendo que converso com ênfase. Está dizendo que sou sensível. Pode me chamar de GAY, está dizendo que me preocupo com os detalhes. Está dizendo que dou água para as samambaias. Está dizendo que me preocupo com a vaidade. Está dizendo que me preocupo com a verdade.
Pode me chamar de GAY. Está dizendo que guardo segredo. Está dizendo que me importo com as palavras que não foram ditas. Está dizendo que tenho senso de humor. Está dizendo que sou carente pelo futuro. Está dizendo que sei escolher as roupas.
Pode me chamar de GAY. Está dizendo que cuido do corpo, afino as cordas dos traços. Está dizendo que falo sobre sexo sem vergonha. Está dizendo que danço levantando os braços.
Pode me chamar de GAY. Está dizendo que choro sem o consolo dos lenços. Está dizendo que meus pesadelos passaram na infância. Está dizendo que dobro toalha de mesa como se fosse um pijama de seda.
Pode me chamar de GAY. Está dizendo que sou aberto e me livrei dos preconceitos. Está dizendo que posso andar de mãos dadas com os anéis. Está dizendo que assisto a um filme para me organizar no escuro.
Pode me chamar de GAY. Está dizendo que reinventei minha sexualidade, reinventei meus princípios, reinventei meu rosto de noite.
Pode me chamar de gay. Está dizendo que não morri no ventre, na cor da íris, no castanho dos cílios.
Pode me chamar de GAY. Está dizendo que sou o melhor amigo da mulher, que aceno ao máximo no aeroporto, que chamo o táxi com grito.
Pode me chamar de GAY. Está dizendo que me importo com o sofrimento do outro, com a rejeição, com o medo do isolamento. Está dizendo que não tolero a omissão, a inveja, o rancor.
Pode me chamar de GAY. Está dizendo que vou esperar sua primeira garfada antes de comer. Está dizendo que não palito os dentes. Está dizendo que desabafo os sentimentos diante de um copo de vinho.
Pode me chamar de GAY. Está dizendo que sou generoso com as perdas, que não economizo elogios, que coleciono sapatos.
Pode me chamar de GAY. Está dizendo que sou educado, que sou espontâneo, que estou vivo para não me reprimir na hora de escrever.
Pode me chamar de GAY. Chame, e que seja bem alto.
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Pode me chamar de GAY, não me sinto desaforado, não me sinto incomodado, não me sinto diminuído, não me sinto constrangido. Pode me chamar de GAY, está dizendo que sou inteligente. Está dizendo que converso com ênfase. Está dizendo que sou sensível. Pode me chamar de GAY, está dizendo que me preocupo com os detalhes. Está dizendo que dou água para as samambaias. Está dizendo que me preocupo com a vaidade. Está dizendo que me preocupo com a verdade.
Pode me chamar de GAY. Está dizendo que guardo segredo. Está dizendo que me importo com as palavras que não foram ditas. Está dizendo que tenho senso de humor. Está dizendo que sou carente pelo futuro. Está dizendo que sei escolher as roupas.
Pode me chamar de GAY. Está dizendo que cuido do corpo, afino as cordas dos traços. Está dizendo que falo sobre sexo sem vergonha. Está dizendo que danço levantando os braços.
Pode me chamar de GAY. Está dizendo que choro sem o consolo dos lenços. Está dizendo que meus pesadelos passaram na infância. Está dizendo que dobro toalha de mesa como se fosse um pijama de seda.
Pode me chamar de GAY. Está dizendo que sou aberto e me livrei dos preconceitos. Está dizendo que posso andar de mãos dadas com os anéis. Está dizendo que assisto a um filme para me organizar no escuro.
Pode me chamar de GAY. Está dizendo que reinventei minha sexualidade, reinventei meus princípios, reinventei meu rosto de noite.
Pode me chamar de gay. Está dizendo que não morri no ventre, na cor da íris, no castanho dos cílios.
Pode me chamar de GAY. Está dizendo que sou o melhor amigo da mulher, que aceno ao máximo no aeroporto, que chamo o táxi com grito.
Pode me chamar de GAY. Está dizendo que me importo com o sofrimento do outro, com a rejeição, com o medo do isolamento. Está dizendo que não tolero a omissão, a inveja, o rancor.
Pode me chamar de GAY. Está dizendo que vou esperar sua primeira garfada antes de comer. Está dizendo que não palito os dentes. Está dizendo que desabafo os sentimentos diante de um copo de vinho.
Pode me chamar de GAY. Está dizendo que sou generoso com as perdas, que não economizo elogios, que coleciono sapatos.
Pode me chamar de GAY. Está dizendo que sou educado, que sou espontâneo, que estou vivo para não me reprimir na hora de escrever.
Pode me chamar de GAY. Chame, e que seja bem alto.
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Um soneto de João Lins Caldas na imprensa carioca.


![Foto: Quis roubar-lhe a alma
Quis roubar-lhe a alma
Mas não foi bem-sucedida
O amor é uma chama não uma vaidade vã.
Um homem nasce, vive e morre enquanto é amado
Uma mulher vive diferente sorte.
Qual dos dois é mais forte?
(Simples-mente)
[Emílio Miranda]](https://fbcdn-sphotos-a-a.akamaihd.net/hphotos-ak-ash3/c0.0.334.334/p403x403/533081_213679722092916_421900455_n.jpg)



