segunda-feira, 29 de outubro de 2012


Temos a chave...é só usar e ai...
Voamos. Flutuamos. Levitamos.
Por onde a vida nos leva e a gente leva ela.
onde o vento sopra e a gente sopra a brisa...
Onde o amor não tem partida!
Chega e fica. Instala-se.
Não se acovarda, não tem medo, não se amesquinha,
Não se acabrunha. Ah o amor!
ele não faz por menos, não é de menos, não é menor.
É largo, enorme, profundo, vivo!
É qualquer coisa de infinito. Eterno (mesmo num segundo) eterno. Rigor. Cor. Luz clara claridade clarão
em brasa, fogo, chama!
É leveza, calmaria, água, terra, ar
puro, solene, vasto...natureza num ciclo,
com cio, sem fim... 

(Amelia Freire)
Temos a chave...é só usar e ai...
Voamos. Flutuamos. Levitamos. 
Por onde a vida nos leva e a gente leva ela. 
onde o vento sopra e a gente sopra a brisa... 
Onde o amor não tem partida! 
Chega e fica. Instala-se. 
Não se acovarda, não tem medo, não se amesquinha,
Não se acabrunha. Ah o amor! 
ele não faz por menos, não é de menos, não é menor. 
É largo, enorme, profundo, vivo! 
É qualquer coisa de infinito. Eterno (mesmo num segundo) eterno. Rigor. Cor. Luz clara claridade clarão
em brasa, fogo, chama!
É leveza, calmaria, água, terra, ar 
puro, solene, vasto...natureza num ciclo,
com cio, sem fim... (Amelia Freire)



AGNELO ALVES UM PAI VENCEDOR

Agnelo Alves
No auge do seu octogenário tempo de vida, o ex-prefeito de Natal e Parnamirim, ex-senador, atualmente deputado estadual Agnelo Alves, amanheceu hoje mais sorridente do que nunca, fato comprovado com a consagradora vitória do filho Carlos Eduardo, eleito para o terceiro mandato executivo de Natal.

Agnelo Alves um balzaqueano politico, jornalista conceituado, recheou suas emoções num primeiro momento, quando vibrou com a reeleição do seu candidato Maurício Marques em 7 de outubro pra governar Parnamirim.

Teve ainda a ligeira insatisfação de não obter a vitória de Carlos Eduardo logo no primeiro turno, vendo ontem a coroação exitosa da luta que o filho travou, enfrentando adversários ásperos, alguns da própria familia, querendo ver Carlos Eduardo fora do pódio.

Todavia, a experiência de Carlos Eduardo, somado ao bom trabalho feito na prefeitura, unindo essas condições ao que realizou sua companheira de chapa Vilma de Faria, adicionando apoios importantes na reta final  e o franco favoritismo popular indicado nas pesquisas, fatores que deram ao veterano Agnelo Alves  a certeza de que sairia da contenda como um pai vencedor.

As palavras tecem-se em filigrana
No teu corpo
Na tua alma são macias as que respiras
E no espaço que separa o que és do que desejas
Transformam-se em poesia.

(Simples-mente)
[Emílio Miranda]
As palavras tecem-se em filigrana
No teu corpo
Na tua alma são macias as que respiras
E no espaço que separa o que és do que desejas
Transformam-se em poesia.

(Simples-mente)
[Emílio Miranda]

“Flor do Caribe”, nova novela da Globo, será gravada em Natal e Extremoz


A coordenadora de produção da Rede Globo de Televisão, Tatine Lauria, esteve na Prefeitura de Extremoz para informar sobre os detalhes da gravação da próxima novela das seis, “Flor do Caribe”, que será gravada em Natal e nas praias de Extremoz.
A equipe chega no dia 11 de novembro e as gravações serão iniciadas no dia 19, com locações iniciais na Base Aérea de Parnamirim. As gravações serão encerradas no dia 21 de dezembro de 2013. Tatine informou que vem recebendo o apoio de todas as entidades ligadas ao turismo, bem como do Governo do Estado e da Prefeitura de Extremoz, por meio do secretário de Turismo, Fernando Bezerril, lembrou, também, que os atores principais serão Henri Castelli e Grazi Massafera.
Basicamente a emissora precisará de estrutura para isolamento de algumas áreas, pára poder aproveitar melhor as belezas naturais das dunas e praias de Extremoz. “Todas as solicitações vêm do Rio de Janeiro, sede da Rede Globo”, explicou Tatine Lauria.
Do blog do BG

Prefeito interino do Assu Alberto Luiz

AL1
Foto do Blog VT


Pois estou convencido de que nem a morte, nem a vida, nem anjos, nem governos, nem coisas presentes, nem coisas por vir, nem poderes, nem altura, nem profundidade, nem qualquer outra criação será capaz de nos separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor. 

' Romanos 8:38-39 '

Há um poema esquecido
Num antigo caderno de receitas:

Pega na tua vida
Junta-lhe um pouco de amor
Sorri, salta e corre
Como quem a polvilha com açúcar ou com mel
E sê feliz tanto quanto puderes…
Repete a dose todos os dias!

(Simples-mente)
[Emílio Miranda]
Há um poema esquecido
Num antigo caderno de receitas:

Pega na tua vida
Junta-lhe um pouco de amor
Sorri, salta e corre
Como quem a polvilha com açúcar ou com mel
E sê feliz tanto quanto puderes…
Repete a dose todos os dias!

(Simples-mente)
[Emílio Miranda]

PIRULITO QUEM VAI QUERER?



A arte de ser avó

Por Raquel de Queiroz
Netos são como heranças: você os ganha sem merecer. Sem ter feito nada para isso, de repente lhe caem do céu. É, como dizem os ingleses,um ato de Deus.
Sem se passarem as penas do amor, sem os compromissos do matrimônio, sem as dores da maternidade. E não se trata de um filho apenas suposto, como o filho adotado: o neto é realmente o sangue do seu sangue, filho de filho, mais filho que o filho mesmo…
Quarenta anos, quarenta e cinco… Você sente, obscuramente, nos seus ossos, que o tempo passou mais depressa do que esperava. Não lhe incomoda envelhecer, é claro. A velhice tem as suas alegrias, as suas compensações – todos dizem isso embora você, pessoalmente, ainda não as tenha descoberto – mas acredita.
Todavia, também obscuramente, também sentida nos seus ossos, às vezes lhe dá aquela nostalgia da mocidade. Não de amores nem de paixões: a doçura da meia-idade não lhe exige essas efervescências. A saudade é de alguma coisa que você tinha e lhe fugiu sutilmente junto com a mocidade.
Bracinhos de criança no seu pescoço. Choro de criança. O tumulto da presença infantil ao seu redor.
Meu Deus, para onde foram as suas crianças?
Naqueles adultos cheios de problemas que hoje são os filhos, que têm sogro e sogra, cônjuge, emprego, apartamento a prestações, você não encontra de modo nenhum as suas crianças perdidas. São homens e mulheres – não são mais aqueles que você recorda.
E então, um belo dia, sem que lhe fosse imposta nenhuma das agonias da gestação ou do parto, o doutor lhe põe nos braços um menino. Completamente grátis – nisso é que está a maravilha.
Sem dores, sem choro, aquela criancinha da sua raça, da qual você morria de saudades, símbolo ou penhor da mocidade perdida. Pois aquela criancinha, longe de ser um estranho, é um menino seu que lhe é “devolvido”.
E o espantoso é que todos lhe reconhecem o seu direito de o amar com extravagância; ao contrário, causaria escândalo e decepção se você não o acolhesse imediatamente com todo aquele amor recalcado que há anos se acumulava, desdenhado, no seu coração.
Sim, tenho certeza de que a vida nos dá os netos para nos compensardes todas as mutilações trazidas pela velhice. São amores novos, profundos e felizes que vêm ocupar aquele lugar vazio, nostálgico, deixado pelos arroubos juvenis. Aliás, desconfio muito de que netos são melhores que namorados, pois que as violências da mocidade produzem mais lágrimas do que enlevos.
Se o Doutor Fausto fosse avó, trocaria calmamente dez Margaridas por um neto…

No entanto – no entanto! – nem tudo são flores no caminho da avó. Há, acima de tudo, o entrave maior, a grande rival: a mãe. Não importa que ela, em si, seja sua filha. Não deixa por isso de ser a mãe do garoto. Não importa que ela, hipocritamente, ensine o menino a lhe dar beijos e a lhe chamar de “vovozinha”, e lhe conte que de noite, às vezes, ele de repente acorda e pergunta por você.
São lisonjas, nada mais.
No fundo ela é rival mesmo. Rigorosamente, nas suas posições respectivas, a mãe e a avó representam, em relação ao neto, papéis muito semelhantes ao da esposa e da amante dos triângulos conjugais.
A mãe tem todas as vantagens da domesticidade e da presença constante. Dorme com ele, dá-lhe de comer, dá-lhe banho, veste-o. Embala-o de noite. Contra si tem a fadiga da rotina, a obrigação de educar e o ônus de castigar.
Já a avó, não tem direitos legais, mas oferece a sedução do romance e do imprevisto. Mora em outra casa. Traz presentes. Faz coisas não programadas. Leva a passear, “não ralha nunca”. Deixa lambuzar de pirulitos. Não tem a menor pretensão pedagógica. É a confidente das horas de ressentimento, o último recurso nos momentos de opressão, a secreta aliada nas crises de rebeldia.
Uma noite passada em sua casa é uma deliciosa fuga à rotina, tem todos os encantos de uma aventura. Lá não há linha divisória entre o proibido e o permitido, antes uma maravilhosa subversão da disciplina. Dormir sem lavar as mãos, recusar a sopa e comer roquetes, tomar café – café! -, mexer no armário da louça, fazer trem com as cadeiras da sala, destruir revistas, derramar a água do gato, acender e apagar a luz elétrica mil vezes se quiser – e até fingir que está discando o telefone.
Riscar a parede com o lápis dizendo que foi sem querer – e ser acreditado! Fazer má-criação aos gritos e, em vez de apanhar, ir para os braços da avó, e de lá escutar os debates sobre os perigos e os erros da educação moderna…
Sabe-se que, no reino dos céus, o cristão defunto desfruta os mais requintados prazeres da alma. Porém, esses prazeres não estarão muito acima da alegria de sair de mãos dadas com o seu neto, numa manhã de sol. E olhe que aqui embaixo você ainda tem o direito de sentir orgulho, que aos bem-aventurados será defeso.
Meu Deus, o olhar das outras avós, com os seus filhotes magricelas ou obesos, a morrerem de inveja do seu maravilhoso neto! E quando você vai embalar o menino e ele, tonto de sono, abre um olho, lhe reconhece, sorri e diz: “Vó!”, seu coração estala de felicidade, como pão ao forno.
E o misterioso entendimento que há entre avó e neto, na hora em que a mãe o castiga, e ele olha para você, sabendo que se você não ousa intervir abertamente, pelo menos lhe dá sua incondicional cumplicidade…
Até as coisas negativas se viram em alegrias quando se intrometem entre avó e neto: o bibelô de estimação que se quebrou porque o menininho – involuntariamente! – bateu com a bola nele.
Está quebrado e remendado, mas enriquecido com preciosas recordações: os cacos na mãozinha, os olhos arregalados, o beiço pronto para o choro; e depois o sorriso malandro e aliviado porque “ninguém” se zangou, o culpado foi a bola mesma, não foi, Vó?
Era um simples boneco que custou caro. Hoje é relíquia: não tem dinheiro que pague…
Raquel de Queiroz – (1910-2003) – Escritora cearense
* Texto extraído do livro “O brasileiro perplexo”, 1964.)

UM CONTO DE JOÃO LNS CALDA NA REVISTA SOUZA CRUZ, DO RIO DE JANEIRO