terça-feira, 11 de dezembro de 2012


Hoje Noel Rosa, o Poeta da Vila, faria 102 anos...♥

Noel Rosa, grande compositor de vida breve e obra imortal.
Noel nasceu no Rio de Janeiro, em 11 de dezembro de 1910 e faleceu aos 26 anos em 4 de maio de 1937. Embora tenha morrido tão cedo, Noel de Medeiros Rosa foi um dos grandes nomes de sua época (talvez o mais lembrado deles, possivelmente por sua morte precoce), ao lado de bambas como Ismael Silva, Nilton Bastos, Principe Pretinho, Zé Pretinho, Wilson Batista, Cartola e muitos outros.

Conversa de Botequim

Seu garçom, faça o favor de me trazer depressa
Uma boa média que não seja requentada
Um pão bem quente com manteiga à beça
Um guardanapo e um copo d'água bem gelada
Feche a porta da direita com muito cuidado
Que não estou disposto a ficar exposto ao sol
Vá perguntar ao seu freguês do lado
Qual foi o resultado do futebol.

Se você ficar limpando a mesa
Não me levanto nem pago a despesa
Vá pedir ao seu patrão
Uma caneta, um tinteiro
Um envelope e um cartão
Não se esqueça de me dar palitos
E um cigarro pra espantar mosquitos
Vá dizer ao charuteiro
Que me empreste umas revistas
Um isqueiro e um cinzeiro.

Telefone ao menos uma vez
Para três quatro, quatro, três, três, três
E ordene ao seu Osório
Que me mande um guarda-chuva
Aqui pro nosso escritório
Seu garçom me empresta algum dinheiro
Que eu deixei o meu com o bicheiro
Vá dizer ao seu gerente
Que pendure esta despesa
No cabide ali em frente.

Seu garçom, faça o favor de me trazer depressa
Uma boa média que não seja requentada
Um pão bem quente com manteiga à beça
Um guardanapo e um copo d'água bem gelada
Feche a porta da direita com muito cuidado
Que não estou disposto a ficar exposto ao sol
Vá perguntar ao seu freguês do lado
Qual foi o resultado do futebol.

Noel Rosa

http://www.youtube.com/watch?v=uM4WP5eGPBw

http://www.youtube.com/watch?v=in9W6vHyI5k

Hoje Noel Rosa, o Poeta da Vila, faria 102 anos...<3

Noel Rosa, grande compositor de vida breve e obra imortal. 
Noel nasceu no Rio de Janeiro, em 11 de dezembro de 1910 e faleceu aos 26 anos em 4 de maio de 1937. Embora tenha morrido tão cedo, Noel de Medeiros Rosa foi um dos grandes nomes de sua época (talvez o mais lembrado deles, possivelmente por sua morte precoce), ao lado de bambas como Ismael Silva, Nilton Bastos, Principe Pretinho, Zé Pretinho, Wilson Batista, Cartola e muitos outros.

Conversa de Botequim

Seu garçom, faça o favor de me trazer depressa
Uma boa média que não seja requentada
Um pão bem quente com manteiga à beça
Um guardanapo e um copo d'água bem gelada
Feche a porta da direita com muito cuidado
Que não estou disposto a ficar exposto ao sol
Vá perguntar ao seu freguês do lado
Qual foi o resultado do futebol.

Se você ficar limpando a mesa
Não me levanto nem pago a despesa
Vá pedir ao seu patrão
Uma caneta, um tinteiro
Um envelope e um cartão
Não se esqueça de me dar palitos
E um cigarro pra espantar mosquitos
Vá dizer ao charuteiro
Que me empreste umas revistas
Um isqueiro e um cinzeiro.

Telefone ao menos uma vez
Para três quatro, quatro, três, três, três
E ordene ao seu Osório
Que me mande um guarda-chuva
Aqui pro nosso escritório
Seu garçom me empresta algum dinheiro
Que eu deixei o meu com o bicheiro
Vá dizer ao seu gerente
Que pendure esta despesa
No cabide ali em frente.

Seu garçom, faça o favor de me trazer depressa
Uma boa média que não seja requentada
Um pão bem quente com manteiga à beça
Um guardanapo e um copo d'água bem gelada
Feche a porta da direita com muito cuidado
Que não estou disposto a ficar exposto ao sol
Vá perguntar ao seu freguês do lado
Qual foi o resultado do futebol.

Noel Rosa

http://www.youtube.com/watch?v=uM4WP5eGPBw

http://www.youtube.com/watch?v=in9W6vHyI5k


ASSUENSES DAS ANTIGAS

Da direita: Letícia Bezerra, Souza Júnior, Núbia Lafayett [música assuense de Carnaubais, que fez sucesso em todo o Brasil. Se não foi a última, foi uma das últimas apresentações daquela cantora na terra potiguar], Naide Bezerra e Lúcia Gurgel. Fotografia tirada no Palácio da Cultura em Natal, antiga sede do Governo do Estado.

VELHOS CARNAVAIS DO ASSU

 Clque na imagem.

Escola de Samba Karkará, de Assu, década de sessenta. Na fotografia: Wilson Bezerra, Humberto Tavares, Souza Júnior [Juninho de Chico de Ernesto], Jurandir Cosme, Edval Martins, Adelson Fonseca, dentre outros. Foto do arquivo de Souza Júnior.

domingo, 9 de dezembro de 2012


Creio na beleza do teu porte
Na doce floração do teu receio.
Creio, feliz, no teu melhor anseio
E creio-me feliz por te ver-te forte.
Creio em teus olhos divisar meu norte
Nos teus olhares julgo ver mais forte.

Creio na fé de ter nos teus afetos
Nos teus sorrisos doces, prediletos,
Na luz que vem seus divisar escolhos...
Na serena visão dos teus castelos...
Na pureza infantil dos teus desvelos
Creio na prece muda dos teus olhos.

Foto: Creio na beleza do teu porte
Na doce floração do teu receio.
Creio, feliz, no teu melhor anseio
E creio-me feliz por te ver-te forte.
Creio em teus olhos divisar meu norte
Nos teus olhares julgo ver mais forte.
Creio na fé de ter nos teus afetos
Nos teus sorrisos doces, prediletos,
Na luz que vem seus divisar escolhos...
Na serena visão dos teus castelos...
Na pureza infantil dos teus desvelos
Creio na prece muda dos teus olhos.

‎.·´✿
Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É um cuidar que se ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade
É servir a quem vence o vencedor,
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade;
Se tão contrário a si é o mesmo amor?.·´✿


Luís de Camões
Liduxa .·´✿
.·´✿
Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É um cuidar que se ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade
É servir a quem vence o vencedor,
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade;
Se tão contrário a si é o mesmo amor?.·´✿


Luís de Camões
Liduxa .·´✿


Um poema de Caldas

O poeta potiguar, assuense de Goianinha chamado João Lins Caldas era autor compulsivo, começou a poetar ainda menino. O soneto sob o título "Sonhos Brancos", se não foi o primeiro que ele produziu, pelo menos, é um dos seus primeiros versos, cujo original datado de 10 de novembro de 1905, escrito em Sacramento, atual Ipanguaçu, importante município do Rio Grande do Norte, terra de seus ancestrais, diz assim:

Sonhos... os brancos sonhos de min'alma!
Trazem no seio - as flores da esperança.
Nos lábios - os sorrisos da criança.
- Da grande glória vão tecer-me a palma!

São só no mundo quem a dor me acalma
E quando o pranto nos meus olhos cansa,
Surge o meigo horizonte da bonança
Sonhos... os brancos sonhos de min'alma?

Guardam por ninho - meus fatais gemidos,
Por esperanças - o futuro infindo...
Por isto, os sonhos no meu seio tecem.

Os brancos sonhos, ternos e doridos,
Que começando a despertar sorrindo
Entre suspiros a sorrir fenecem!

Fernando Caldas

UM CONTO DE JOÃO LNS CALDA NA REVISTA SOUZA CRUZ, DO RIO DE JANEIRO