sexta-feira, 28 de dezembro de 2012


AFONSO BEZERRA - O INTELECTUAL


Afonso de Ligório Bezerra. Nasceu no dia 09 de junho de 1907 na povoação de Carapebas, em Angicos, hoje município de Afonso Bezerra, uma homenagem ao referido escritor.
Afonso Bezerra fez as primeiras letras em Carapeba e o secundário no Colégio Marista e Ateneu, em Natal. Em 1928, entrou para a faculdade de Direito do Recife, destacando-se como excepcional aluno, havendo cursado até o 2º ano, quando retornou para Natal pelo agravamento do seu estado de saúde. Veio a falecer as 7h30m da manhã do dia 08 de março de 1930, um mês antes de completar 23 anos.
De formação eminentemente católica, Afonso Bezerra destacou-se da geração do seu tempo, pela sai inteligência e precocidade intelectual, publicando crônicas, poesias e principalmente contos na imprensa local e até no Rio de Janeiro.
Participou ainda de várias agremiações literárias e movimentos católicos publicando artigos em quase todos periódicos da capital potiguar. Foi brilhante orador e dramaturgo, deixando algumas peças escritas e publicadas.
Apesar da pouca idade, granjeou admiração dos círculos intelectuais do seu tempo que não valorizava os jovens, mas a maturidade intelectual, mas ainda que a erudição. Foi nesta base que se destacou Afonso Bezerra. Sua formação religiosa o fez erudito e se alguém tiver paciência de ler os jornais dos anos 20, vai encontrar muitas colaborações e textos de Afonso Bezerra.
Escreveu para si regras morais entre elas destacamos as cinco principais: 1) Não proceder com indiscrição e hipocrisia; 2) Não se acovardar ante os poderosos nem ser prepotente; 3) Tratar com moderação os mais humildes; 4) combater os preconceitos e, 5) Se impor pelos seus próprios atos.  
Termina suas regras morais elegendo três máximas: O valor nunca se abate. Ser homem é ser forte e viver é lutar.
Escreveu e publicou poucas poesias, mas seus contos, publicados na imprensa potiguar são de inigualáveis qualidades literárias. É considerado o primeiro contista do Rio Grande do Norte. Afonso Bezerra é o patrono da cadeira de nº 40 da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras.
Infelizmente, esse grande homem da cultural potiguar e que dá nome ao município de Afonso Bezerra morreu aos 22 anos de idade. E previu sua morte numa poesia:

SE EU MORRER MOÇO

Se eu vier a morrer em pleno gozo
Das ilusões que embala a mocidade
Eu não quero que chorem meu trespasse
É bastante a saudade.

Como escritor, deixou contos sertanejos, na linhagem de Afonso Arinos, alguns destes considerados peças antológicas. Sua obra foi enfeixada em livro, sob o título “Ensaios, Contos e Crônicas” (Editora Pongetti, Rio, 1967) graças ao escritor Manoel Rodrigues de Melo.

Fonte: fragmentos de texto de Manoel Onofre Júnior
400 Nomes de Natal – Natal, 2000.


quinta-feira, 27 de dezembro de 2012


‎"Já fui tantas entre fases.
Oh lua, única testemunha...
Nova em palavras,
Cheia por atitudes,
Hoje estou crescente,
Por certezas !!!"

G.Fernandes
"Já fui tantas entre fases.
Oh lua, única testemunha...
Nova em palavras,
Cheia por atitudes,
Hoje estou crescente,
Por certezas !!!"

G.Fernandes

Posse do prefeito reeleito do Assu Ivan Jr



Será no dia 1. de janeiro às 17.30h, a posse do prefeito (reeleito) Ivan Lopes Júnior  e do vice-prefeito Eurimar Nóbrega Leite. Solenidade que será realizada no plenário da Câmara Municipal do Assu - Palácio Ulisses Caldas, logo após a posse dos novos vereadores da terra assuense.



quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Prefeitura sem prefeito

Nessa vida atroz e dura
Tudo pode acontecer
Muito breve há de se ver
Prefeito sem prefeitura;
Vejo que alguém me censura
E não fica satisfeito
Porém, eu ando sem jeito,
Sem esperança e sem fé,
Por ver no meu Assaré
Prefeitura sem prefeito.

Por não ter literatura,
Nunca pude discernir
Se poderá existir
Prefeito sem prefeitura.
Porém, mesmo sem leitura,
Sem nenhum curso ter feito,
Eu conheço do direito
E sem lição de ninguém
Descobri onde é que tem
Prefeitura sem prefeito.

Ainda que alguém me diga
Que viu um mudo falando
Um elefante dançando
No lombo de uma formiga,
Não me causará intriga,
Escutarei com respeito,
Não mentiu este sujeito.
Muito mais barbaridade
É haver numa cidade
Prefeitura sem prefeito.

Não vou teimar com quem diz
Que viu ferro dar azeite,
Um avestruz dando leite
E pedra criar raiz,
Ema apanhar de perdiz
Um rio fora do leito,
Um aleijão sem defeito
E um morto declarar guerra,
Porque vejo em minha terra
Prefeitura sem prefeito.

Patativa do Assaré

Do Face de Carlos Cunha

(Do blog: Imagem da Prefeitura Municipal do Natal, Palácio Felipe Camarão, que ainda continua sem prefeito. Esperemos que volte a qualquer momento o vereador Ney Júnior).
Prefeitura sem prefeito

Nessa vida atroz e dura
Tudo pode acontecer
Muito breve há de se ver
Prefeito sem prefeitura;
Vejo que alguém me censura
E não fica satisfeito
Porém, eu ando sem jeito,
Sem esperança e sem fé,
Por ver no meu Assaré
Prefeitura sem prefeito.

Por não ter literatura,
Nunca pude discernir
Se poderá existir
Prefeito sem prefeitura.
Porém, mesmo sem leitura,
Sem nenhum curso ter feito,
Eu conheço do direito
E sem lição de ninguém
Descobri onde é que tem
Prefeitura sem prefeito.

Ainda que alguém me diga
Que viu um mudo falando
Um elefante dançando
No lombo de uma formiga,
Não me causará intriga,
Escutarei com respeito,
Não mentiu este sujeito.
Muito mais barbaridade
É haver numa cidade
Prefeitura sem prefeito.

Não vou teimar com quem diz
Que viu ferro dar azeite,
Um avestruz dando leite
E pedra criar raiz,
Ema apanhar de perdiz
Um rio fora do leito,
Um aleijão sem defeito
E um morto declarar guerra,
Porque vejo em minha terra
Prefeitura sem prefeito.

Patativa do Assaré


Onde te abraço?

Onde te abraço? – pergunto.
Nas noites alvas ou dentro dos sonhos?
Na curva côncava dos silêncios
Ou nas frígidas brisas do levante?
Onde te encontro
Se apenas o silêncio
Me responde com mais silêncio?

(Simples-mente)
[Emílio Miranda]
Onde te abraço?

Onde te abraço? – pergunto.
Nas noites alvas ou dentro dos sonhos?
Na curva côncava dos silêncios
Ou nas frígidas brisas do levante?
Onde te encontro
Se apenas o silêncio
Me responde com mais silêncio?

(Simples-mente)
[Emílio Miranda]

terça-feira, 25 de dezembro de 2012



Uma boa ideia da Design & Art.

ASSU sobe no Ranking da CBF


O Título estadual de 2009 e a...
A CBF divulga todo final de ano o ranking dos clubes Brasileiros; Em 2010 o ASSU estava na posição 350 com apenas 1 ponto, já no novo ranking divulgado este mês pela entidade maior do futebol Brasileiro, o Camaleão do Vale aparece na posição 195 com 150 pontos. O time Assuense ganhou 125 posições, parte deste crescimento foi que a CBF finalmente contabilizou o título do ASSU de Campeão estadual de 2009. Também foi levado em consideração a participação do Camaleão do Vale na Taça São Paulo de futebol Junior em 2012.
...Participação na Copinha ajudaram o ASSU no ranking da CBF

Confira a pontuação das equipes do Rio Grande do Norte no ranking da CBF:
30º - ABC: 4.690 pontos
38º - América-RN: 3.728 pontos
88º - Alecrim: 686
97º - Santa Cruz-RN: 584
118º - Baraúnas: 425
129º - Potiguar de Mossoró: 355
180º - Corintians-RN: 200
195º - ASSU: 150
195º - Potyguar: 150
Por: L. Filho com dados da CBF

Canto à Natal

Canto à Natal

Natal, Noiva do Sol,
Cidade Espacial.
Emoldurada pelo rio,
Lagoas e mar.
Natal tem ar puro
Pra gente respirar,
É generosa, bonita,
Têm dunas pra passear.
Natal é poesia, balada,
Noite agitada,
“Encanto do meu olhar.”
Ponta Negra, Costeira:
Lugar bom pra se amar.


Fernando Caldas

(Parabéns Natal, pelo seus 413 anos. Cidade que escolhi para viver parte da minha mocidade e vida adulta).

Imagem do rio Potengi se encontrando com o mar.
Natal, Noiva do Sol
Cheia de charme. Beleza
Da natureza. 
Emoldurada pelo rio,
Pelo mar.
Natal tem ar puro
Pra gente respirar,
Gente boa e bonita,
Dunas pra passear.
Natal é balada, poesia,
Noite agitada.
Lugar bom pra se amar.

Fernando Caldas
(Parabéns Natal, pelo seus 413 anos. Cidade que escolhi para viver parte da minha mocidade e vida adulta).

Imagem do rio Potengi se encontrando com o mar.


Não podes fazer florir uma árvore, mas podes plantá-la!
Mas quando florir até que ponto não poderás ser considerado responsável?

(Simples-mente)
[Emílio Miranda]
Não podes fazer florir uma árvore, mas podes plantá-la!
Mas quando florir até que ponto não poderás ser considerado responsável?

(Simples-mente)
[Emílio Miranda]

Nem a seca tira a beleza do Sertão



Neste fim de semana resolvi fazer uma viagem pelo interior do RN com o objetivo de fotografar os males causados pela seca. Sai de Natal as 6 horas da manhã do sábado, na companhia do parceiro Jailson Fernandes, paramos em Santa Cruz, São Bento do Trairi, Parelhas e Caicó e só chegamos de volta a Natal no finalzinho do domingo.

Os registros não foram somente de tristeza, o interior do RN é belo e no meio de toda sua fragilidade por causa da terrível seca, a gente encontra não só o belo, mas a demonstração da força e fé do sertanejo, seja na beleza dos templos religiosos, seja no Santuário de Santa Rita de Cássia em Santa Cruz ou mesma  na grande feira livre desta Cidade que movimenta economicamente, além de ser um grande atrativo para toda região e que atraem gente de longínquos lugares nos seus antiquados pau-de-arara. O belo está em todos os lugares, seja no verde da algaroba que não se fragiliza com a seca, seja no cantar dos galos de campina nos galhos secos da árvore que hiberna na esperança que a chuva chegue para novamente expor suas folhagem verde e bela.

Para amenizar o calor, seja andando a pé ou numa carroça só o guarda-chuvas ou a sombrinha colorida que até parece que da mais vida ao lugar num cenário onde casas já viraram ruínas  abandonadas por aqueles que foram em busca de vida melhor, muitas vezes na cidade grande.

A vida e a morte está sempre presente e é muito mais evidente nesta época. A vida demonstrada no nascimento do bezerro e a morte nas cruzes que ficam a beira da estrada ou nos restos dos animais mortos pela falta de alimento. Mas a esperança vem dos céus, tanto por sua beleza como pela fé extrema do homem do campo.

Se tem vidas, resta esperanças. Os galhos estão secos mais as árvores não mortas. Não é a seca ferrenha gerada pela falta de chuvas que vai tirar a esperança do sertanejo. Homem forte e sofredor, valente e de fé que enquanto a chuva não vem ele busca as mais sofridas formas para manter o seu gado vivo. Os que moram ao lado das barragens, que também já esvaziam por causa da estiagem, da evaporação e das comportas abertas, sofrem menos, pois ainda existe um reserva de capim e que a medida que a água dos açudes vai baixando ele vai plantando na margem ainda úmida.

A situação provocada pela seca se agrava a cada dia, mas a fé do sertanejo o mantem de pé e mesmo com os indícios que 2013 seja um ano de pouca chuva, ele continua esperançoso e não concebe a ideia de que o inverno não venha, pois a caos já chegou e mais um ano sem chuvas será não só um grande castigo dos céus, mas também uma catástrofe que trará prejuízos incalculáveis e mortais.

Do blog Fotojornalismo Canindé Soares

     Um soneto de João Lins Caldas na imprensa carioca.