sexta-feira, 16 de agosto de 2013
Gilberto Avelino
Gilberto
Avelino (1928 - ) era natural de Assu. Mas, a sua terra que escolheu para viver era Macau,
importante cidade do litoral potiguar, onde chegou ainda menino novo,
em companhia de seus pais. Herdara do seu genitor Edinor Avelino, o dom
da poesia. Gilberto era brilhante orador e advogado, poeta lírico,
prosador. Sobre a terra macauense onde ele radicou-se, escreveu numa
feliz inspiração: "Esta é a terra que amo. De rio em preamar, sereno,
onde entre ferrugens e sombras, descansam âncoras, e navegam fantasmas
de barcos cinzentos."Ele era membro da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras (cadeira número 35, que tem como patrono o poeta Juvenal Antunes, e da Academia de Letras e Artes do Nordeste Brasileiro, além do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte.
Avelino deu a sua colaboração literária em em jornais como "A Imprensa", "O Democrata" e "A Opinião", de Natal, bem como em periódico como "Folha do Nova", de Macau, "O Mossoroense", de Mossoró e "A Cidade", de Assu.
O poeta Avelino (por que não catalogá-lo também como bardo assuense?) publicou os livros como "Moinho e O Vento", 1977. Ele é da geração dos poetas Berilo Wanderley, Zila Mamede, Celso da Silveira, dentre outros. Publicou também os livros intitulados "O Navegador e o Sextante", 1980, "Os Pontos Cardeais", 1982, "Elegias do Mar Aceso em Lua", 1984, "O Vento Leste", 1986, "Além das Salina", 1990 e "As Marés e a Ilha", 1995. Deu a sua colaboração em diversos jornais de Natal e do Recife, como Diário de Pernambuco. Formou-se em direito pela Faculdade de Direito de Alagoas, em 1955. No seu livro Os Pontos Cardeais, transcrevo abaixo o poema sob o título intitulado "A Ilha e a Lenda", que diz assim para o nosso bem estar:
Aos ventos da foz do rio Açu erguida,
e tendo o nome do seu sesmeiro
Manuel Gonçalves, resistia a ilha -
flor sangrando em meio às marés
altas de sizígia. O mar vinha em espumas
de fogo, e levava, em velozes carrocéis,
pedaço por pedaço do seu chão salgado,
e ante o qual, por amplo tempo, brando
cantara. Luminosas cicatrizes refloresciam
na carne dos seus pacíficos moradores
(pescadores e salineiros). E lhes doía
a última visão - sol em sossego do poente,
que se apagava das casas e pequenas ruas,
onde ressoavam ainda os seus longos
passos. O mar, incandescendo-se de azuis,
a ilha escondeu entre ondas
ardentes e porões abissais que construíra.
Em noites de lua de agosto, quando
o mar reveste-se de brancos algodoais,
os pescadores escutam cantos de sino
que vêm da capelinha insepulta,
e identificam a voz -
tão leve, bela e pura,
da virgem da Conceição falando às águas.
Fernando Caldas
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
ENTREVISTA NA TV METROPOLITANO COM O JORNALISTA GERSON DE CASTRO
Publicado em por Rostand Medeiros
ALI CONVERSAMOS SOBRE NOSSOS TRABALHOS LITERÁRIOS, SOBRE A QUESTÃO DA MEMÓRIA DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL EM NATAL E A NECESSIDADE DA DEMOCRATIZAÇÃO DESTA INFORMAÇÃO HISTÓRICA. VALEU DEMAIS A GERSON PELO PROFISSIONALISMO COMO CONDUZ O SEU TRABALHO.
ASSU
Blocos Carnavalescos do Passado
Nos anos 30 – Destacamos: Os Come Água
era dirigido por Joca Marreiro Pessoa. A fantasia era humilde, mais
significativa: Calça branca e camisa florida. Na cabeça dos componentes
era usada uma fita escrita: “Os Come Água”. No primeiro dia de carnaval,
caiu uma grande chuva e quando Joca Marreiro chegou a casa, sua mulher
comentou: - Viu Joca, eu não disse que esta faixa não dava certo. Vocês
comeram água mesmo. – Joca brincava com muita animação, mas nem bebia e
nem deixava os outros beberem. Apesar da musica que cantavam não
confirmar isto.
Ainda nos anos 30 - Os Bengalinhas
– Eram mais ou menos 20 componentes bem fantasiados, de chapéus
enfeitados e usavam uma bengala. Seus organizadores eram: Solon e Afonso
Wanderley.
Nos anos 40 - Os Piratas
– O bloco era dirigido por Chico Belo. Muito bem organizados saiam em
03 alas e visitavam as casas de famílias onde eram bem recepcionados. Um
ano tirou em primeiro lugar e foi uma festa na casa do Chico Belo.
Neste dia a poetisa Alice Wanderley escreveu uns versos que Boanerges
lembrou tão somente de uma quadra: Piratas de Brincadeira/ Piratas no
carnaval/ De façanha derradeira/ Destes a nota final.
Nos anos 50 - Os Cangaceiros
– O organizador da agremiação carnavalesca era Chico de Laura. Um bloco
de 25 a 30 homens representando o cangaço de Lampião Vestiam uma calça
branca e camisa quadriculada e um chapéu típico. Cantavam a música
Mulher Rendeira. Todos armados com espingardas, revolveres de madeira,
facões, etc.
Ainda nos anos 50 – Os índios
que tinha como Page João Branco. Era um bloco muito bonito e os
componentes trajavam as vestes indígenas com muito zelo. Não havia letra
nas músicas, pois eram gaitas e tambores. E o homem branco aprisionado,
aparentava muito maltrato.
Nos anos 60 - Boanerges Wanderley descreveu dois Blocos: Os Ciganos que tinha Zé Branco como chefe e Os Vassourinhas
este era organizado pelo pernambucano Djalma Barros. Com todo o exagero
o carnaval pernambucano foi transferido para o Assú. Djalma com suas
filhas bailavam ou até mesmo flutuavam dançando nas ruas de nossa
cidade. A música era e não podia deixar de ser: Vassourinhas, ainda hoje tocada em carnavais. As fantasias eram de muito bom gosto e as apresentações encantavam o publico.
Dizem
que sentir saudade é bom; que ela alimenta aquele desejo enorme de
rever quem a gente tanto gosta, de reviver os momentos que tanto nos
fizeram bem. Dizem até que ela faz parte dos melhores sentimentos bons
que podemos sentir.
Mas nós temos de concordar: saudade demais
incomoda, machuca, dói. Porque lá no fundo a gente sabe que é um pedaço
do nosso coração - se não ele todo - gritando por mais, muito mais
daqueles minutinhos de prazer e alegria que nós demos a ele. São
pedacinhos nossos que ficaram marcados pela poeira do tempo, e nela se
prenderam como uma doce recordação do que foi bom.
Saudades, ah... saudade.
Dos tempos em que a mamãe contava boas histórias antes de dormir.
Dos tempos de subir na árvore para fugir da bronca do pai.
Dos tempos de correr pelos gramado molhado na fazenda do avô.
De olhar pela janela enquanto a chuva caía numa tarde solitária de quarta-feira.
Dos tempos de escola, do primeiro amor e da primeira lição de casa incompleta.
Pior que sentir saudade e não poder voltar atrás seja talvez o
sentimento de ser indiferente a tudo que vivemos. Porque ninguém é uma
ilha, ninguém está isolado e ninguém vive sozinho. Fisicamente sim.
Emocionalmente, não.
Do que você sente mais falta? De alguém que passou feito um meteoro na sua vida, ou daquele perfume que você nunca esqueceu?
Conta para a gente aqui na www.aterceiraidade.com Nós temos várias razões e emoções para recordar juntos.
Dizem
que sentir saudade é bom; que ela alimenta aquele desejo enorme de
rever quem a gente tanto gosta, de reviver os momentos que tanto nos
fizeram bem. Dizem até que ela faz parte dos melhores sentimentos bons
que podemos sentir.
Mas nós temos de concordar: saudade demais incomoda, machuca, dói. Porque lá no fundo a gente sabe que é um pedaço do nosso coração - se não ele todo - gritando por mais, muito mais daqueles minutinhos de prazer e alegria que nós demos a ele. São pedacinhos nossos que ficaram marcados pela poeira do tempo, e nela se prenderam como uma doce recordação do que foi bom.
Saudades, ah... saudade.
Dos tempos em que a mamãe contava boas histórias antes de dormir.
Dos tempos de subir na árvore para fugir da bronca do pai.
Dos tempos de correr pelos gramado molhado na fazenda do avô.
De olhar pela janela enquanto a chuva caía numa tarde solitária de quarta-feira.
Dos tempos de escola, do primeiro amor e da primeira lição de casa incompleta.
Pior que sentir saudade e não poder voltar atrás seja talvez o sentimento de ser indiferente a tudo que vivemos. Porque ninguém é uma ilha, ninguém está isolado e ninguém vive sozinho. Fisicamente sim. Emocionalmente, não.
Do que você sente mais falta? De alguém que passou feito um meteoro na sua vida, ou daquele perfume que você nunca esqueceu?
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Mas nós temos de concordar: saudade demais incomoda, machuca, dói. Porque lá no fundo a gente sabe que é um pedaço do nosso coração - se não ele todo - gritando por mais, muito mais daqueles minutinhos de prazer e alegria que nós demos a ele. São pedacinhos nossos que ficaram marcados pela poeira do tempo, e nela se prenderam como uma doce recordação do que foi bom.
Saudades, ah... saudade.
Dos tempos em que a mamãe contava boas histórias antes de dormir.
Dos tempos de subir na árvore para fugir da bronca do pai.
Dos tempos de correr pelos gramado molhado na fazenda do avô.
De olhar pela janela enquanto a chuva caía numa tarde solitária de quarta-feira.
Dos tempos de escola, do primeiro amor e da primeira lição de casa incompleta.
Pior que sentir saudade e não poder voltar atrás seja talvez o sentimento de ser indiferente a tudo que vivemos. Porque ninguém é uma ilha, ninguém está isolado e ninguém vive sozinho. Fisicamente sim. Emocionalmente, não.
Do que você sente mais falta? De alguém que passou feito um meteoro na sua vida, ou daquele perfume que você nunca esqueceu?
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