terça-feira, 26 de novembro de 2013

SEGURANÇA E PAZ PARA ASSU!


Imagem de: Todo Assu.

COMPARTILHE SE VOCÊ É ASSUENSE!

JOÃO BATISTA MACHADO, MAIS UM ASSUENSE IMORTAL

FRUTILÂNDIA

Frutilândia, uma pequena gleba de terra árida que hoje é parte do Orto Florestal - IBAMA de Assu, era o sítio do poeta João Lins Caldas, onde ele criava, plantava fruteiras e idealizava projetos gigantescos de fruticultura no Vale do Açu (ele dizia ser o cultivo do cajueiro a redenção do Nordeste), além de fazer versos e mais versos. Era o descanso do poeta, o canto do seu "silêncio único proclamado", no seu próprio dizer.

Em homenagem  ao seu decantado sitio, Caldas, com amor telúrico produziu o comovente poema, cujos versos ele lembra Arina, uma das suas amadas do seu tempo de Rio de Janeiro, como podemos conferir adiante:

Como essa manhã me acorda com os passarinhos.
Que matinal de árvores de pássaros!...
Pinga o orvalho das folhas como pérolas trêmulas, molhadas,
Cardeiros à distância  perto a cerca fulva do cercado...
No terreiro da casa, as galinhas ciscando...
Um pio de nambu é remoto à distância...
Ouço e vejo lá fora... há como que em mim um anseio louco de embriagado...
Vontade de correr, rondar, ser como um pequeno cabrito a saltar pelo relvado...

O milho verde, a subir, a cana grossa, o espigar das bonecas...
O louro-roxo do cabelo aqui e ali pelos ventos agitado...
Parado... o ar aqui agora um ar parado...
Nem um grilo a trilar, nem um mover de folhas...

Saio... acendo o cigarro... as mãos trêmulas de gozo...
Isso que aqui plantei, que as minhas mãos cavaram...
Cajueiros aos cem, azeitonas, mangueiras...
Ah! Se eu tivesse na vida como aqui sempre plantado.

E vejo, no crescer, pequena, a laranjeira
Tão verde no buraco fundo que lhe foi cavado...
A minha laranjeira! A minha laranjeira!
Os frutos que dará, encantando o cercado...

Meu rancho ali, os poetas na biqueira....
Pobreza assim riqueza só... um dia
Repousarei em mim essa pobre cabeça de cansado...
Lembrarei os meus versos, direi versos para mim e para o céu estrelado...

A noiva que não tive... e recordo sem mágoa
Aquela que passou, culpa de mim somente...
Vão em cortejo ao olhar do meu pensamento sombras vagas...
Arina... um filho pela mão... lá atravessa seu filho...

E os filhos que não tive, as almas, culpa de mim que não vingaram...
Basta... volto-me ao sítio do meu silêncio único proclamado...
É a música de tudo em tudo que de mim, na sua essência...
O sol... o sol dessa manhã é agora todo o meu cuidado...

E o sol... a ânsia talvez de pelo sol perder-me.
E já não ser... ou ser tudo aquele mundo todo nas raízes...
As árvores que quero ver, as pequeninas plantas que quero ver dos seus pequeninos berços elevadas...
E olho-as... as minhas crianças verdes, as minhas pequenas romãzeiras enramadas...

O cigarro se apaga, a fumaça não sobe...
Vamos entrar o rancho, agitar gravetos, fazer o fogo...
E brinquedo, o meu cão, que aqui poe esse andar me tem sempre acompanhado.
Olhos aos olhos do cão... não, Brinquedo que nem sempre me tem mesmo acompanhado...


Luiz Rabelo em homenagem ao poeta de Frutilândia, escreveu o poema em prosa publicado em O Poti, 4.5.1958, bem como na antologia póstuma Caldas, organizada por Celso da Silveira intitulada Poética, Fundação José Augusto, 1965, que veremos para o nosso bem estar:

Vou-me embora pra Frutilândia. Lá sou amigo do Poeta. É melhor ser amigo do poeta do que ser amigo do Rei. Lá é que existe um "emaranhado de verde" e de pétalas macias e florescem, todos os dias, no seu tapete de relvas, rosas puras como a alegria transluminosas de orvalho. As dálias do seu pomar são alvas, do alvor do luar. Frutilândia é uma terra de aurora branca, de névoa sutil, onde a Poesia, eterna, mora. O seu nome lembra um País mais mais belo e mais vasto do que Pasárgada, mais cheio de entardeceres do que o asteroide do "Pequeno Príncipe", de Exupére, mais puro do que o "Cântico da Vinha", de Claudel, e do poema "A Palma", de Valéry. Há, nas suas árvores frutos apetitíveis, e, constantemente, um rodopio de asas de borboletas muito amigas. Lá é o reino encantado das cigarras, sem Lá Fontaine e sem formigas. No centro do roseiral, há uma rosa mais vermelha do que a rosa feita de sangue do rouxinol de ilde. Lá é que está o coração do Poeta. Para se ir ao centro do pomar, todo caminho é de se caminhar. Frutiândia é uma terra de aurora, branca, de névoa sutil, onde a Poesia eterna, mora. Vou-me embora pra Frutilândia.

Em tempo: O populoso bairro da cidade de Assu denominado Frtilândia, é uma homenagem de Ronaldo Soares quando prefeito do Assu (1983-88), ao poeta João Lins Caldas. Fica o registro.

Fernando Caldas


Assembleia de Deus em Assu promove congresso de jovens no próximo final de semana




No período de 29 de novembro a 1º de dezembro a União de Mocidade da Assembleia de Deus em Assu estará realizando o seu congresso. Sob o tema: ‘Lembra-te do teu criador nos dias da tua mocidade’ texto bíblico de Eclesiastes 12.1 o evento evangélico irá reunir centenas de jovens de Assu e municípios vizinhos. A programação se desenvolverá no templo sede da Assembleia de Deus na avenida Senador João Câmara durante o dia e na Praça de Eventos Radialista Jota Keully no bairro Vertentes na parte noturna. Os preletores do congresso serão os pastores Salim, Fabinho e Diego Rafael. A parte musical do evento ficará a cargo de Michele Nascimento, Diante do Trono do Rei, Dênis Silva e Vânia Barreto.

Do blog: http://fiquesabendoassu.com



Uma sextilha de "Bobagem"

Dos filhos de minha mãe
Fui eu o mais infeliz,
Fui casar voltei solteiro
A moça não me quis,
Me acharam muito feio
Mas não fui eu que me fiz!

Manoel Pitomba de Macedo (Manoel de Bobagem)


NOS VELHOS TEMPOS DA CODEVA

Foto de Antônio Pinto. Anos sessenta.

Da direita: Padre Américo?, Francisco Amorim, Dom Eliseu Simões Mendes (uma das últimas visitas do Bispo dos Vales Úmidos, como ele ficou conhecido), a terra varzeana - o Assu-RN, Ezequiel Fonseca Filho. Eliseu Foi Bispo da Diocese de Mossoró na década de cinquenta e, salvo engano, começo de sessenta, conquistou os agricultores da região do Assu e Apodi para as mais bem sucedidas experiências na agricultura daquelas regiões importantes da terra potiguar.

CODEVA - COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO DO VALE DO AÇU.

MUNICÍPIOS - RIO MANGUIM É FONTE DE SOBREVIVÊNCIA EM PORTO DO MANGUE

“OBSERVAMOS QUE O MANGUE AINDA SOBREVIVE NATURALMENTE EM SUAS MARGENS, SENDO MUITO PROPICIO O HABITAT DA ESPÉCIE CONHECIDA COMO CARANGUEJO”. 
Com tanto desrespeito pela vida e pelo planeta, é muito dignificante perceber que ainda existem áreas preservadas onde o homem com sua ambição desmedida não destruiu ainda.
Porto do Mangue é um município localizado na microrregião do Vale do Assu. Possui área territorial de 319km² e no ano de 2010 a sua população era estimada em 5.217 habitantes segundo dados do IBGE ( Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ). 

Conta a história do município que algumas famílias foram atraídas para o lugar devido a movimentação diária ocasionada pelo pequeno porto marítimo que se localizava à beira de um mangue. Essas famílias acompanhavam homens que exerciam atividades marítimas, daí o nome Porto do Mangue.
O município foi prosperando através da pesca e de outras atividades marítimas. Juntamente com a extração vegetal e cultivo de pequenas lavouras. No dia 28 de dezembro de 1995, através da Lei nº 6.851, Porto do Mangue teve suas terras desmembradas do município de Carnaubais, tornando-se município do Rio Grande do Norte. 

O Rio Manguin localizado na área geográfica do Município de Porto do Mangue, continua sendo uma fonte de sobrevivência aos pescadores da região, mas especificamente a população da comunidade de Logradouro que cotidianamente retira do rio o seu sustento doméstico.
É um município historicamente pesqueiro que vem exercendo atividades marítimas ao longo do tempo. Sendo de relevante importância a preservação ambiental dessa área do mangue, para que as gerações futuras possam conhecer na prática a história desse município reconstituída na vida diária.
Postado por: De olho no Assú

CAUSO

Essa é mais antiga e nascida do espirituosíssimo de um dos homens mais irreverentes que conheci. Trata-se de Valmir Targino, ex-deputado estadual e ex-procurador do Estado, de saudosa memória. Estava num grupo de amigos quando alguém, preocupado com o inverno, perguntou se havia chovido em Janduís e Messias Targino, municípios onde Valmir era proprietário de uma fazenda. Um dos componentes da roda, adiantou-se e respondeu:
- Caiu uma boa chuva em ambos os municípios.
Aí Valmir não aguentou:
- Caiu chuva porra nenhuma. Aquilo foi apenas uma mijada de potó!

Causos de Valério Mesquita - Jornal Opinião.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

HISTÓRIA

Da série Padres Filhos do Assu trazemos dois nomes:
ANTONIO GERMANO BARBALHO BEZERRA (Padre Tote) Filho de Antonio Barbalho Bezerra e de dona Inácia Barbalho Bezerra. Foi vigário do Assu de 1879 a 1887. Fundou e foi presidente da Sociedade Libertadora Assuense em 13 de maio de 1885, com o propósito de libertar os escravos existentes no município, o que conseguiu a 24 de junho do mesmo ano.

Existe uma história sobre este sacerdote. Dizem que ele era vaqueiro do seu pai e certa vez saiu à procura de uma rés, embrenhou-se em um cerrado matagal perdendo a direção. Desorientado, sem atinar com o caminho, passou parte do dia e da noite perdido. Lembrou-se, então, de invocar os poderes divinos, fazendo um voto a Nossa Senhora, prometendo, se saísse daquela aflição, iria ser padre. Minutos depois, com surpresa, achava-se no terreiro da casa paterna. Alcançada a graça, comunicou aos pais e, ingressando no Seminário fez-se Sacerdote. Faleceu no Convento de Nossa Senhora do Carmo, em Recife, no dia 27 de novembro de 1897.

ANTONIO FREIRE DE CARVALHO – Nasceu em Assu no dia 12 de junho de 1821. Pelo Bispo Dom João da Purificação foi ungido sacerdote tendo apenas 23 anos de idade. Iniciou o seu magistério sacerdotal na terra do seu nascimento como padre coadjutor nos anos de 1844 a 1845 depois foi para Mossoró, onde permaneceu de 1850 a 1856. Na sua permanência ali, Mossoró foi, pela lei nº 246, de 15 de março de 1852 elevado à categoria de Vila, sendo padre Freire escolhido para seu primeiro administrador, elegendo-se, também, presidente da Câmara Municipal, indo residir nos fins de 1856 em Caruaru – PE, exerceu o exercício de Capelão. Passando Caruaru em 1857 a Vila e Paróquia, foi ele designado para o seu primeiro vigário. Para se ter uma ideia dos valiosos serviços prestados pelo Padre Antonio Freire. Em Caruaru, na Praça Henrique Pinto tem o seu busto com os seguintes dizeres: “No ano Centenário de Caruaru e centenário da morte do insigne benfeitor da cidade, zeloso apóstolo da religião e pai dos pobres, cônego Antonio Freire de Carvalho. O inesquecível vigarinho. Homenagem de gratidão de Caruaru, 28 de fevereiro de 1958” e, mais, na rua onde morou denominada de Rua Vigário Freire, tem uma placa com a seguinte inscrição: “Neste prédio faleceu o Cônego Antonio Freire de Carvalho (Vigarinho), que foi vigário de Caruaru de 1856 a 1908. Homenagem do Governo Municipal no centenário do desaparecimento. Caruaru, 28 de fevereiro de 1958”.

Em Assu existe uma rua no Bairro Frutilândia que leva o nome do Padre Antonio Freire de Carvalho – Ilustre assuense.

Bolacha/biscoito Flor do Açu.

UM CONTO DE JOÃO LNS CALDA NA REVISTA SOUZA CRUZ, DO RIO DE JANEIRO