sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

DURMA NO SOFÁ!

Renato Caldas era frequentador assíduo da casa de Severo Santiago, para uma boa prosa. Severo era dos severos da Lagoa do Piató, que era também fazedor de versos, como sua irmã Martinha Santiago que morava na rua Aureliano Lopo (rua do Córrego), da cidade de Assu. Tive o prazer de ter conhecido aquelas duas figuras, como também Renato. Pois bem. certa noite, na residência de Severo, conversa vai, conversa vem, cadeiras na calçada, Renato é indagado pelo dono da casa: "Ou Renato, me diga aí três coisas boas na vida da gente!" Renato que tinha a resposta na ponta da língua, saiu-se com essa: "Cerveja gelada, boi na invernada e mulher pelada!" "Muito bem poeta, agora diga três coisas ruins!" Renato não se fez de rogado, dizendo rimando: "Cerveja quente, boi doente e mulher dos outros que a gente quer pra gente!" 

A mulher de Severo deu uma boa risada e entrou em casa. Renato dirigiu a palavra a Severo da seguinte forma: "Viu, amigo, o que você provocou! Agora, durma no sofá!".

Fernando Caldas

NATAL - PREFEITURA SUSPENDE QUEIMA DE FOGOS EM PONTA NEGRA

[Ano Novo]

Prefeitura suspende queima de fogos no réveillon de Ponta Negra - http://ow.ly/s6kf8

(Foto: Rodrigo Sena /Arquivo)
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... LIVRO RECOMENDADO [RAÍZES DO BRASIL] ...

O livro Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque de Holanda, é uma das obras fundadoras da historiografia e das ciências sociais modernas no Brasil. A obra aborda aspectos centrais da história da cultura brasileira, como a do homem cordial, incapaz de agir de acordo com a letra da lei, o que explicaria a frouxidão das instituições e da organização social do país.

A obra foi lançada em 1997 (o original foi publicado em 1936) e conta com 220 páginas.

>> ATENÇÃO!!! O livro Raízes do Brasil está à venda na Livraria Saraiva (http://oferta.vc/xxg), por apenas R$ 35,50!

O ler, você vai conferir

* A importância do legado cultural da colonização portuguesa do Brasil e a dinâmica dos arranjos e adaptações que marcaram as transferências culturais de Portugal para a sua colônia americana.
* Uma análise inspirada e profunda do que se poderia chamar a natureza do brasileiro e da sociedade brasileira a partir da herança portuguesa.
* O autor, com sua capacidade de se referir com espantosa grandeza de detalhes às relações que os habitantes de épocas diversas tinham entre si e com o meio, consegue nos mostrar as mudanças no país desde o período colonial.
* A obra traça paralelos entre as colonizações ibéricas na América. Traz luz sobre os modelos de construção e de planejamento das coroas, contrastando o português e o espanhol em seus atos e as influências por trás destes.
* O livro foi publicado originalmente pela Editora José Olympio, tendo sido posteriormente objeto de várias reedições ao longo do século XX. É considerado um dos mais importantes clássicos da historiografia e da sociologia brasileiras.
* A obra foi traduzida e editada também em italiano (1954), espanhol (1955) e japonês (1971, 1976), bem como em alemão e em francês.
* Junto com “Casa-Grande & Senzala”, de Gilberto Freire e “Formação do Brasil Contemporâneo”, de Caio Prado Jr., é considerado obra capital para o compreensão da verdade brasileira e de seus desarranjos, que até hoje nos atingem.


















Yara Darin

*O fantástico da vida é saber fazer de um pequeno instante, um grande momento. (foto s/créditos)

O VALE


O Vale era um jornal editado pelo DNOCS sobre a responsabilidade de Padre Zé Luiz que começou a circular em fins de junho de 1999. Tinha o objetivo conscientizar o povo daquela região, a construção da Barragem Armando Ribeiro Gonçalves ou Barragem do Assu. Na fotografia, um movimento reivindicatório do religioso povo varzeano.

Fernando Caldas

UM LIVRO PARA LER E GUARDAR – CASA GRANDE E SENZALA

Publicado em 25/12/2013

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Este é um daqueles livros que são imprescindíveis para o conhecimento da história deste país. É daqueles para ler e guardar.
O livro Casa Grande e Senzala, de Gilberto Freyre, trata de abordagens inovadoras de vida familiar, dos costumes públicos e privados, das mentalidades e das inter-relações étnicas e revela mum painel envolvente e deliciosamente instigante da formação brasileira no período colonial.
O livro foi relançado em 2003 (o original foi publicado em 1933) e conta com 736 páginas.
Ao ler, você vai conferir
* Da arquitetura real e imaginária da casa-grande e dos fluxos e refluxos do cotidiano da família patriarcal, emergiram traços da convivência feita de intimidade e dominação entre senhores e escravos e entre brancos, pretos e índios que marcaram para sempre a sociedade brasileira.
* Valorizando o papel do negro na história brasileira, exaltando a miscigenação racial, desmistificando preconceitos e reconhecendo a originalidade de nossa cultura, tipicamente tropical, o livro caiu como um meteoro nos meios intelectuais.
* O autor tenta desmistificar a noção de determinação racial na formação de um povo e, com isso, refuta a ideia de que no Brasil se teria uma raça inferior, dada a miscigenação que aqui se estabeleceu.
* A linguagem do autor tinha uma irreverência desconhecida nas letras brasileiras, por vezes um tom de gozação, que chegou a provocar protestos de algumas correntes mais conservadoras.
* Para compor a obra, foram utilizados diários esquecidos, receitas de bolos e doces, análise de práticas cotidianas como o cafuné e a retirada de bichos-do-pé, nas quais se revelavam um exacerbado sensualismo.
* Setenta anos e muitas edições depois, o livro continua repercutindo. Menos por sua consagração como uma das obras fundamentais do pensamento brasileiro e mais porque o livro, como queira o autor, mantém-se vivo e contemporâneo.



















PSC Nacional

Na sua lista de metas para o próximo ano, você incluiu alguma atividade social? Estão com vontade de fazer a diferença no próximo ano e colaborar por um país mais justo? Filie-se ao PSC e traga suas ideias, elas podem sair do papel!
É nas palavras caladas
que te digo o quanto me fazes falta.
E calando minha solidão
grito toda a saudade de ti.
É no silêncio que me deixas
que te beijo suavemente.
Procurei-te na presença
das estrelas ocultas.
E perdi-te na indiferença
de uma lua vazia.
É na solidão do dia
que caminha lentamente
por entres as horas de silêncio
que procuro no tempo que passa
a resposta para a ausência.
Visto-me do silencio
que a alma calou.
Desisto desse amor
que um dia nasceu.
Não é de ti que me afasto
nem do tempo que passou
é deste sentir que em ti, não viveu.
Deste-me asas
nos sonhos inventados.
De emoções e carinhos
tantas vezes sonhados.
Destes-me asas
feitas de sentimentos.
Guarda de novo
as asas da minha emoção
num especial cantinho do teu coração.
Fizeste-me voar
por caminhos desconhecidos.
E a vida transformou-se em sentidos.
Prendi-te para sempre
neste abraço feito de penas
na certeza de querer amar-te apenas.
Envolvi-te no calor do meu bem-querer
abri meu coração
para nunca mais te perder.
E visto a alma de tua ausência
para nunca mais estar só
e grito o teu nome
na voz silenciosa da noite.
Já não vives em mim
sinto falta das emoções que me deste
ou que eu inventei.
A noite volta a ser oca de sonhos.
Já não vives em mim
e sinto tua falta!!
Cristina Costa


UM CONTO DE JOÃO LNS CALDA NA REVISTA SOUZA CRUZ, DO RIO DE JANEIRO