segunda-feira, 24 de março de 2014

A ARTE DE FRANS POST


Quando se fala em pintura holandesa, a associação imediata da memória é a nomes como Rembrandt, Van Dyck e Van Gogh. Quem se aprofundou um pouco mais no assunto, pode ainda se lembrar de Vermeer, Pieter Claesz e Frans Hals. Não é pra menos. Afinal, qualquer lista séria de maiores pintores da história tem necessariamente de incluir pelo menos 3 desses grandes mestres holandeses.
Entretanto, o mais importante pintor holandês de todos os tempos – pelo menos para a história brasileira – é pouco conhecido por estas bandas. Ele se chama Frans Post.

Frans Post
Frans Post

Post era um sujeito meio azarado. Se tivesse nascido um século antes ou um século depois, Post talvez conseguisse marcar seu nome como um dos grandes mestres da pintura universal. Mas Post teve a má fortuna de nascer em pleno século XVII, justo na época em que a pintura flamenca despertava para o mundo como uma das melhores escolas do planeta. Quem saía de seus países para comprar um quadro na região de Flandres, buscava um Rembrandt ou um Vermeer, mas certamente não um Post. Pra piorar, olhando-se ao redor ainda havia gente como Velásquez na Espanha e Rubens na Bélgica. Certamente, não era um cenário promissor para um pintor em início de carreira.

Como Post não tinha como bater todos esses mestres jogando no campo deles, resolveu radicalizar. E a oportunidade surgiu em 1636, quando um jovem membro e ambicioso membro da nobreza flamenca resolveu “fazer a América”. Seu nome era Maurício de Nassau.

Nassau tinha participado com sucesso de algumas campanhas militares durante a Guerra dos 30 anos, entre Espanha e Holanda. Por causa disso, recebeu um convite da Companhia das Índias Ocidentais: ir ao Brasil administrar as possessões neerlandesas no Novo Mundo. Como a grana era boa, Nassau não pensou duas vezes: se mudou de mala e cuia para o Recife.

Aristocrata refinado, Nassau tinha uma cultura diferenciada. Não queria vir à América apenas a passeio. Queria transformar o lugar por onde passaria. E, claro, registrar em gravuras e quadros os feitos que realizaria como governador-geral das possessões holandesas. Foi aí que entrou Post. Como nenhum dos grandes mestres holandeses se dispunha a atravessar o Atlântico para vir a este fim de mundo, Post enxergou uma fantástica janela de oportunidade. Vindo com Nassau, seria o primeiro pintor a desembarcar no Novo Mundo. Ainda que não fosse o mais sublime dos artistas holandeses, Post estaria na privilegiada posição de ser o primeiro – e, até então, único – a registrar as paisagens desta terra inexplorada. Em outras palavras, se Post não podia ser o melhor, pelo menos seria o pioneiro em alguma coisa. Juntou suas coisas e veio ao Brasil.

Com um pincel na mão e várias idéias na cabeça, Post meteu o pé no barro. Andou por todo o litoral e interior sob domínio holandês, fazendo gravuras e pintando quadros do que via. Infelizmente, Post tinha a mania feia de não datar a maioria de seus quadros, o que torna difícil saber com precisão a ordem cronológica de sua obra. Mesmo assim, a maioria dos especialistas crava que Vista de Itamaracá foi a primeira delas. Não só isso. Foi a primeira pintura realizada nas Américas.

Vista de Itamaracá
Vista de Itamaracá

Apesar de ter pintado aproximadamente cento e cinquenta quadros, são poucos – talvez 10 – aqueles que Post pintou durante sua estada no Recife. A imensa maioria foi pintada depois de sua partida. O que conduz à seguinte pergunta: por que a produção de pinturas dos domínios holandeses foi mais profícua com Post já na Europa do que quando ainda estava no Novo Mundo?

A resposta é simples: dinheiro. Pelo contrato firmado, todas as obras que Post pintasse durante sua estada no Recife seriam de propriedade de Nassau. Por conta disso, Nassau não ficou com mais do que 10 quadros de seu pintor oficial. Quando voltou à Holanda, munido da memória e de registros em gravuras, Post desceu o pau a pintar tudo o que vira naquela terra exótica. Como era o único a ter pisado em solo brasileiro, o valor de sua obra cresceu à medida que aumentava o fascínio das altas classes européias por aquela terra distante e exótica. Hoje, há obras dele espalhadas por diversos museus europeus. Além daVista de Itamaracá, localizada na Mauristhuis, em Haia, há no Louvre, por exemplo, há o famoso Carro de Bois:

Carro de Bois
Carro de Bois

Já no Metropolitan de Nova Iorque, há Paisagem Brasileira:
Paisagem brasileira
Paisagem brasileira

Felizmente, para quem quiser conhecer mais a fundo a obra de Post, não é necessário atravessar o Atlântico ou viajar para os Estados Unidos. A maior parte de seu acervo encontra-se aqui mesmo. No Instituto Ricardo Brennand, no Recife, é possível ver dezessete de suas obras, entre elas uma do restrito rol das pintadas aqui no Brasil, Forte Frederick Hendrick:

Forte Frederick Hendrick
Forte Frederick Hendrick

Agora que a alta do dólar tornou proibitivas as viagens ao exterior, não custa nada pesquisar um pouco os lugares no Brasil onde existem obras desse verdadeiro pioneiro da pintura americana. É pintura de primeira, com o bônus de aprender um pouco de história no pacote.

Fonte – logdomaximus.com/2013/08/19/a-arte-de-frans-post/

 

domingo, 23 de março de 2014

Pecuaristas têm sinal verde para milho subsidiado


A comercialização de milho em grãos dos estoques públicos a preços subsidiados pelo Programa de Vendas em Balcão, para os municípios localizados na área de atuação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), está prorrogada até o dia 30 de junho deste ano. É o que determina a Portaria Interministerial Nº 223, publicada na quinta-feira (20), no Diário Oficial da União (DOU).
Emanuel AmaralArmazém da Conab: Sem o subsídio, a companhia só poderia vender o milho a preço de mercadoArmazém da Conab: Sem o subsídio, a companhia só poderia vender o milho a preço de mercado

A medida era esperada com grande expectativa, uma vez que os criadores de animais localizados nessas regiões vêm sofrendo, desde 2012, com as adversidades climáticas, como a estiagem. Eles contam com esta modalidade de comercialização (Vendas em Balcão), operada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), para a complementação da alimentação de seus rebanhos. Com a prorrogação, os criadores de pequeno porte de aves, suínos, bovinos, caprinos e ovinos poderão continuar adquirindo o grão por R$ 18,12 a saca de 60 kg, dentro do limite de 3 toneladas de milho por mês. O enquadramento do beneficiário para participar do Programa tem como base o plantel de cada produtor, registrado no Sistema de Cadastro Técnico do Programa de Vendas em Balcão da Conab. O programa vai contar com até 490 mil toneladas de milho para atender os criadores.

A Operação Especial do Programa de Vendas em Balcão foi autorizada pela Portaria Interministerial nº 601 de 29 de junho de 2012 e valeria até 31 de dezembro daquele ano. O prazo foi prorrogado pelas Portarias Interministeriais nº 1.171, de 26 de dezembro de 2012; 103, de 27 de fevereiro de 2013; 220, de 16 de abril de 2013; 497, de 5 de julho de 2013 e 985, de 9 de outubro.

A portaria interministerial é um ato administrativo contendo ordens e instruções acerca da aplicação de leis. O documento é autorizado pela presidência da República e editado pelos ministérios da Agricultura, Fazenda, Planejamento e MDA. A Portaria é imprescindível para que a Conab possa vender o milho subsidiado, por valor inferior ao valor de compra, por meio do Programa Vendas em Balcão. Sem tal autorização, a Conab só poderia comercializar o milho a preço de mercado, que hoje está entre R$ 40,00 e R$ 60,00.

Fonte: TN
O AMIGO

Na noite eu serei o amigo.
Como o vento, na noite,
Como a estrela, na noite,
Na noite eu serei o amigo.
mas perdoa ao amigo.
Uma noite haverá e daí para mais nunca em nenhuma outra noite
Em que eu já não serei o amigo.

JLCaldas
 
Como é bom morar no mato
Num ano bom de fartura
Dá cangapé no açude
Depois comer rapadura
Ouvindo o som dos chocalhos
Dando pedrada nos galhos
Pra tirar manga madura
 

Hélio Crisanto

sábado, 22 de março de 2014

Um dia desses ou uma noite dessas, você sai pela sua rua, pela sua cidade... ou sei lá, pela sua vida... Quando de repente, por detrás de uma árvore, apareço eu: mescla rara de penúltimo mendigo e primeiro astronauta a por os pés em Vênus. Você ri...
- Você ri porque só agora você me viu! Mas eu flerto com os manequins, o semáforo da esquina me abre três luzes celestes e as rosas da florista estão apaixonadas por mim... Juro! Vem, vamos dançando, assim quase voando... Já sei que já não sou,
passei, passou... Eu venho das calçadas que o tempo não guardou...
E vendo-te tão triste, pergunto:
- O que te falta?
- Talvez chegar ao sol...
- Pois eu te levarei!


Sérgio Simonetti

[TV TRIBUNA] Fim de semana agitado; confira

No Jornal da Band deste sábado, em rede nacional, Natal é destaque como Cidade Sede da Copa 2014

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Jornalista Antônio Pétri faz entrevista com personagens de Natal como Cidade Sede da Copa 2014 para o Jornal da Band

No último dia 25 de janeiro, uma equipe do Jornal da Band comandada pelo jornalista Antônio Pétrin, esteve em Natal para gravar matéria com personagens de Natal como Cidade Sede da Copa do Mundo 2014. Nesta reportagem com duração de aproximadamente 8 minutos e que irá ao ar na edição deste sábado, 22 de março a partir das 19h20, serei um dos entrevistados.

    http://canindesoares.com

    No Jornal da Band deste sábado, em rede nacional, Natal é destaque como Cidade Sede da Copa 2014

    No Jornal da Band deste sábado, em rede nacional, Natal é destaque como Cidade Sede da Copa 2014

    Quando a inocência não cheira
    Pelos vergais da existência
    São flores de laranjeira
    Todos requebros de infância...
    A gente vê-se criança
    Na vida de brincadeira...
    Por tudo respira essência,
    Por toda parte fragrância...
    Ah! Quando a gente é criança
    Na vida de brincadeira!...

    Caldas, poeta do Assu/RN

    1
    *Cada um dentro do seu próprio cotidiano deve buscar a sua justa medida. Uma sintonia sutil entre si mesmo e o mundo. Acolher, expandir e recolher-se a sua própria significância.

    {foto s/ créditos}

     Um soneto de João Lins Caldas na imprensa carioca.