sexta-feira, 26 de setembro de 2014

PATRIMÔNIO POTIGUAR:

RETRATOS DO ABANDONO
O complexo residencial da Fazenda Serra Branca – Município de São Rafael está em ruínas. Os objetos pertencentes ao casal Barão Felipe Neri e Baronesa Belisária Wanderley já foram saqueados. Restam apenas escombros da estrutura física do complexo residencial. Recuperáveis, se o Estado considerar de interesse do patrimônio arquitetônico e histórico da região. Acreditamos que é uma tarefa fácil porque, segundo informações dos habitantes do lugar, a propriedade pertence ao INCRA. 
O vilarejo é simplesmente fantástico, mágico. Um visual digno de cenas de cinema. Infelizmente esta sumindo lentamente. Fiz uma visita com a jornalista e escritora Auricéia Antunes de Lima - membro do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, funcionária da Fundação José Augusto, juntamente com Isaac Lima – do IFRN. Vejam algumas das imagens. Certamente valem por milhares de palavras. 

Casa Grande - Fachada
Casa Grande - lateral
Serra Branca
Serra Branca - cerca de pedra
Complexo residencial
Ivan, Isaac e Auricéia - fachada de uma das casas do complexo
Isaac, Auricéia e Ivan - em frente ao complexo
Escada da Casa do Barão
Fogão a carvão
Bomba para captação d'água
Fuso do tear
Ivan e Auricéia - mesa do Barão
Piso de cimento
Muro deteriorado
Escombros
Escombros
Seca no "pé" da Serra Branca
Vista do sotão da casa
Açude do Barão
Registro de propriedade do INCRA

Felipe Néri de Carvalho e Silva, primeiro e único barão de Serra Branca nasceu em Santana do Matos em 02 de maio de 1829 e faleceu em Caicó no dia 16 de junho de 1893.

Foi deputado provincial nas legislaturas de 1878 e 1880. Libertou todos os seus escravos, sem qualquer condição, em 30 de março de 1880. Era também tenente-coronel da Guarda Nacional.

Agraciado pelo título de Barão em 19 de agosto de 1888.
Faleceu perto da cidade de Caicó, voltando de uma viagem a Juazeiro do Norte, onde visitara o Padre Cícero. Está sepultado no cemitério São João Batista em Assu. 

Baroneza Belizaria Lins Wanderley de Carvalho e Silva nasceu no dia 13 de outubro de 1836. Foi a abolicionista mais famosa do Assu. A Baronesa do Assu foi a esposa do Barão de Serra Branca Felipe Nery de Carvalho e Silva. Faleceu no dia 13 de abril de 1933. Seu sepultamento ocorreu em Assu no mesmo túmulo do Barão - cemitério público São João Batista.
Publicado pelo Assu na Ponta da Língua em 14/11/2012. 

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Votar nulo ou branco é voto de protesto?

Não é protesto votar nulo ou branco porque um candidato será eleito de qualquer forma. Votar dessa maneira é ruim para consolidação da democracia. Vote, exerça a sua cidadania, decida, escolha consciente aquele que você achar melhor. Faça parte do processo político. Os votos nulos ou brancos não são contabilizados e, portanto, não tem o poder de mudar o resultado de uma eleição, pois favorece quem estiver na frente. Se você quer mudar os deputados do seu estado, escolha aquele que apresenta uma boa proposta, que tenha valor, espírito público, que atenda as suas expectativas, os seus anseios.

Fernando Caldas, deputado estadual, 20222, é uma opção! E vamos juntos ajudar a melhorar a terra potiguar! 20222.

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quarta-feira, 24 de setembro de 2014

ERA ASSUENSE O PRIMEIRO SENADOR PELO RIO GRANDE DO NORTE

O município do Assu é um dos mais importantes do Rio Grande do Norte e, porque não dizer do Brasil, na vida política, social, cultural, econômica. Terra de tradição pioneira. Pois bem, o primeiro senador pelo Rio Gande do Norte chamava-se Francisco de Brito Guerra nascido no dia 18 de março de 1777 na localidade denominada Campo Grande, então Vila do Assu ou Vila Nova da Princesa, atual município do Assu. O mandato de Brito Guerra foi exercido entre 1837-45, no Rio de Janeiro, ainda no tempo do Brasil Império quando aquela corte era denominada de Senado Vitalício ou Senado do Império, terceira e sexta legislatura. Antes, Guerra teria sido deputado a primeira Assembleia Legislativa Provincial, 1835-37, que foi instalada à 2 de fevereiro de 1835 chegando a presidir aquele legislativo potiguar, além de suplente de deputado geral chegando a assumir de 1831-33, 1834-37, quando foi escolhido para exercer o mandato de Senador do Império pelo Rio Grande do Norte, sendo empossado no dia 10 de julho de 1833. Foi o primeiro norte-riograndense (assuense) a exercer a alta câmara do país ou seja, o Senado do Império, hoje Senado Federal. O escritor Francisco Amorim depõe que Guerra, ao fazer o seu testamento em data de 2 de novembro e 1844 declarou ser natural da Freguesia do Assu. Já, o presidente da Província do Rio Grande Casimiro José de Morais Sarmento no documento Projeto de Lei número 124, de  16 de outubro de 1845, que elevou a Vila Nova da Princesa a categoria de Cidade escreveu: Assu "Pátria do finado Senador Francisco de Brito Guerra?" Fica o registro.

Fernando Caldas 


"Quem não sonha o azul do voo, perde seu poder de pássaro."
_______ Thiago de Mello

 
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terça-feira, 23 de setembro de 2014

As seis cordas

Federico Garcia Lorca

A guitarra
faz soluçar os sonhos.
O soluço das almas
perdidas
foge por sua boca
redonda.
E, assim como a tarântula,
tece uma grande estrela
para caçar suspiros
que bóiam no seu negro
abismo de madeira.


painting Gerald L.Brockhurst/
Portrait of Margaret/1931

Da linha do tempo/face de Yara Darin

ANÚNCIO DE UM CAVALO PERDIDO EM ASSU NO ANO DE 1878




rostandmedeiros@gmail.com
Ninguém discute o quanto é ruim e complicado o roubo de algum bem, principalmente de algum veículo. Chegar em um estacionamento e não encontrar seu carro e sua moto é complicado, situação que a cada dia se torna mais comum.
No longínquo ano de 1878, quando veículos automotores ainda não circulavam no Rio Grande do Norte, era a perda, ou o roubo, de um cavalo, um burro ou de um jumento, que tirava o sono dos potiguares.
Na notícia que segue, com a indicação do jornal, vemos o desespero do Sr. Luís José Soares de Macêdo, de Assu, em busca do seu cavalo que tinha “de 4 para 5 eras”, ou seja seu animal tinha de 4 a 5 anos de vida. No anúncio, em destaque, aparece a marca ferrada do animal, a única forma de provar que o animal pertencia ao Sr. Luís Macêdo.
Não podemos que em 1878 ocorria uma das mais terríveis secas já presenciadas no nordeste brasileiro. Iniciada em 1877 e encerrada em 1879, esta seca desarranjou totalmente a economia das províncias nordestinas. Provavelmente o Sr. Luís Macêdo pode ter sido vítima de roubo.


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ASSU ANTIGO




ASSU ANTIGO

Praça Getúlio Vargas. Fotografia do acervo de Genilda Soares de Nacedo Varela

UM CONTO DE JOÃO LNS CALDA NA REVISTA SOUZA CRUZ, DO RIO DE JANEIRO