segunda-feira, 4 de maio de 2015
domingo, 3 de maio de 2015
MOISÉS SESIOM, POETA DO ASSU NO FILME", O HOMEM QUE DESAFIOU O DIABO"
"Poeta querido, de vida atribulada, de existência dura, de morte cruel. Vezes, horas e horas ouvi recitar versos de Sesiom, recordando a boemia, vivendo o anedotário, rico de episódios chistosos", depõe Câmara Cascudo.
Sesiom imortalizou-se no filme intitulado "O Homem Que Desafiou o Diabo", 2007, baseado no romance intitulado "As pelejas de Ojuara", do escritor potiguar Ney Leandro de Castro. O referenciado romance narra a história de Zé Araújo (Marcos Palmeira), um cacheiro viajante que foi obrigado a casar com uma filha de um proprietário de uma mercearia/venda e trabalhar com o sogro, por quem foi muito humilhado. Zé ao chegar num certo bar da cidade, conheceu no balcão de certo botequim do lugar, um senhor de nome Sesiom. Aí, Zé fica sabendo por intermédio dele, o referenciado poeta boêmio, que Sesiom é Moisés ao contrário. Logo teve a ideia de inverter o seu nome passando a se chamar Ojuara (Araujo ao contrário).
Neste vídeo acima podemos conferir o personagem Sesiom (o poeta), declamar para Zé Araújo (Ojuara), os versos (em décimas) conforme transcritos adiante:
Vida longa não alcanço
Na orgia ou no prazer,
Mas, enquanto eu não morrer,
Bebo, fumo, jogo e danço!
Brinco, farreio, não canso,
Me censure quem quiser!
Enquanto eu vida tiver,
Cumprindo essa sina venho,
E, além dos vícios que tenho,
Sou perdido por mulher!
Fernando Caldas
Aprovado na Assembleia o projeto de lei que torna Luiz Soares Patrono do escotismo no RN
O projeto de lei de autoria do deputado estadual George Soares (PR) que reconhece o Professor Luiz Correia Soares de Araújo como patrono do escotismo no RN foi aprovado em sessão realizada pela Assembleia Legislativa, esta semana.
O professor Luiz Correia, natural de Assú, foi um dos fundadores do escotismo no RN, presidente da Câmara de Natal e promoveu ações que o fizeram receber a comenda do Tapir de Prata, do General Baden-Powell, criador do Escotismo - a mais alta honraria que um escoteiro pode receber.
Sua vida de educador e inovador dos métodos diferenciados na educação do Estado foi o marco de sua carreira. Atuou nas fundações da Associação dos Escoteiros do Alecrim, da Escola Profissional do Alecrim, do Grupo Escolar Frei Miguelinho e na construção do Instituto Padre Miguelinho, doando o terreno ao governo do Estado. Faleceu em 1967, vítima de ataque cardíaco.
“É uma justa homenagem que fazemos do nosso mandato, a este ilustre assuense que tanto fez pela educação do Rio Grande do Norte e pelos escoteiros do Estado.” Disse o deputado George.
Assessoria de Imprensa do Deputado Estadual George Soares.
Postado por Ivan Pinheiro Bezerra
sábado, 2 de maio de 2015
Abujamra declama "Loucos e santos" de Oscar Wilde
Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou
Solenidade lembra 70 anos do fim da Guerra em Berlim
Cerimônia dos 70 anos da capitulação da capital alemã tem a participação de diplomatas e sobreviventes da Segunda Guerra Mundial. Fim da guerra foi também a libertação da Alemanha, diz ministro do Exterior alemão.
Uma solenidade na Câmara dos Deputados de Berlim lembrou neste sábado (02/05) os 70 anos do fim da Segunda Guerra Mundial na capital alemã.
O evento contou com a presença do ministro do Exterior da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier; do prefeito da cidade, Michael Müller; além de diplomatas e sobreviventes da guerra.
Para Steinmeier, o fim da guerra foi também a libertação do país que estava sob controle do nazismo. E, assim, nunca mais o ódio racial e a minorias deve encontrar lugar na Alemanha.
"Não soltaremos nunca mais a mão que vocês e suas pátrias estenderam para nós alemães", disse o ministro, dirigindo-se aos embaixadores dos EUA, Rússia e Polônia.
O ministro reforçou ainda o dever alemão de garantir a paz mundial. A Alemanha, devido à sua história, precisa fazer "talvez mais do que outros".
Já o prefeito da capital alemã reforçou a importância da capitulação do país para a evolução da cidade. Sem a libertação do nazismo e sem as incontáveis vítimas, Berlim não teria tido a chance de se desenvolver como "metrópole diversa, multicultural, cosmopolita e crescente de hoje", disse Müller.
Capitulação de Berlim
A guerra na capital da Alemanha terminou uma semana antes da capitulação das Forças Armadas de Hitler, a Wehrmacht. No dia 2 de maio de 1945, as últimas unidades do exército alemão dispersas em Berlim se renderam. Dois dias antes, em 30 de abril, o ditador Adolf Hitler cometeu suicídio em seubunker na cidade.
A queda de Berlim foi anunciada por emissoras britânicas de rádio. "Berlim caiu. O marechal Josef Stalin acaba de anunciar a ocupação completa da capital da Alemanha, Berlim, a capital do imperialismo germânico e da agressão", noticiaram ao interromper sua programação.
A ofensiva soviética em direção a Berlim começou em janeiro de 1945. No dia 12 daquele mês, o Exército Vermelho preparou sua ofensiva no Rio Vístula. Uma semana depois, soldados soviéticos pisavam em solo alemão.
CN/dpa/epd
De: http://www.dw.de/
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UM CONTO DE JOÃO LNS CALDA NA REVISTA SOUZA CRUZ, DO RIO DE JANEIRO





