terça-feira, 5 de maio de 2015

Exemplar da primeira edição de 'Cem anos de solidão' é roubado em Bogotá

Colômbia04/05/2015 | 17h39


Livro estava em vitrine trancada da Feira do Livro de Bogotá

Exemplar da primeira edição de 'Cem anos de solidão' é roubado em Bogotá Ivan Garcia/Afp
Feira do Livro de Bogotá, que termina nesta segunda, homenageia o Nobel de literatura Gabriel García MárquezFoto: Ivan Garcia / Afp
Um exemplar da primeira edição de "Cem anos de solidão", obra-prima do escritor colombiano ganhador do Nobel de literatura Gabriel García Márquez, foi roubado na Feira Internacional do Livro de Bogotá (FilBo), informou a polícia nesta segunda-feira.

— A denúncia só foi apresentada ontem (domingo) e sabemos que isto aconteceu no sábado. Estamos revisando as imagens das câmeras, que infelizmente não estavam no estande; [mas] sim na entrada do pavilhão — disse a jornalistas o comandante da polícia de Bogotá, Humberto Guatibonza.

Conheça algumas das principais obras de Gabriel García Marquez

O livro, um dos 8.000 impressos em 1967 pela Editorial Sudamericana de Argentina, estava em uma vitrine trancada a chave no pavilhão dedicado a Macondo, o mítico povoado criado por García Márquez, que este ano é o homenageado da FilBo no primeiro aniversário de sua morte.

Guatibonza disse que oito mil pessoas passaram no sábado pelo espaço de 3.000 metros quadrados que recria a obra do Nobel de Literatura de 1982, no pavilhão de eventos Corferias, oeste de Bogotá.

Os organizadores da FilBo colaboram com a polícia para esclarecer o ocorrido, indicaram em um comunicado.

Autobiografia de Gabriel García Márquez lançada em 2002 recorda trajetória pessoal e profissional do autor

"A Corferias, a Câmara Colombina do Livro e a Polícia Metropolitana de Bogotá prestaram toda colaboração desde o momento em que se reportou o incidente do roubo do livro à Associação de Livreiros, que o tinha sob sua custódia e controle o mencionado livro", destacou o texto.

O livro, de prioridade do reconhecido livreiro Álvaro Castillo, colecionador das primeiras edições de García Márquez, estava autografado pelo falecido escritor colombiano.
A Filbo 2015, que termina na segunda-feira após duas semanas de exibição, presta homenagem este ano a García Márquez, um dos maiores expoentes do boom latino-americano, falecido em abril do ano passado, aos 87 anos, no México, onde vivia desde seu exílio da Colômbia, nos anos 1980.

*AFP

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segunda-feira, 4 de maio de 2015

Os Anos 20




A década de 20 recebeu o apelido de Anos Loucos, foi um período de liberdade entre duas guerras, animado pelo som de uma nova e vibrante música, dotada de swing e sensualidade que provocou impacto na platéia da época, as Jazz Bands.


Antes do Jazz, a dança era formal e, o novo estilo trazia danças coladas de cabarés, as mulheres modernas da época (melindrosas), animavam os salões com o seu charme, traduzindo um comportamento e modo de vestir nas roupas e trejeitos de artistas famosas como Glória Swanson e Mary Pickford , pois a sociedade dos anos 20, além da ópera ou do teatro, também freqüentavam cinematógrafos, que exibiam os filmes de Hollywod.

A mulher ficou livre dos espartilhos.
Com silhueta tubular, os vestidos ficaram mais curtos com braços e costas à mostra, o tecido predominante era a seda, e as meias eram em tons de bege.

A mulher sensual não tinha curvas, com seios e quadris pequenos e a atenção era voltada aos tornozelos. Os olhos eram bem pintados, as sombrancelhas retiradas e delineadas a lápis, os lábios pintados de carmim e, a pele branca para acentuar a maquilagem.

O chapéu passou a ser usado apenas de dia e o modelo popular era o cloche, que só podia ser usado com cabelos curtíssimos (la Garçonne), embora, houvessem outros modelos.

A bolsa dominate na década de 20 foi estilo carteira, tanto para o dia como para noite. Com uma superfície plana permitia aplicações de bordados ou estampas.

Os sapatos desta época caracterizam-se por linhas geométricas, com tiras que se prendiam no peito do pé, recortes, cortes e aberturas, combinando com saltos, médios ou altos, mas nunca finos.

O número de modelos é amplo e variado, desde sapatos cheios de pedrarias até sapatos sóbrios. Pela primeira vez, os sapatos fazem conjunto com os vestidos, os acessórios e até com os penteados, tendo formas originais e materiais sintéticos.

Os sapatos com pulseiras abotoadas nos tornozelos, originalmente foi criado para crianças, mas foi muito usado pelas mulheres da década de 20, um sapato muito popular era feito em dois tons, geralmente preto e branco.

Figurinista da década de 20: Jacques Doucet: em 1927 subiu as saias para mostrar as ligas rendadas. Coco Chanel: criou moda dos cortes retos, capas, blazers, cardigãs, colares compridos, boinas e cabelos curtos. Jean Patou: Teve o foco na criação de roupas esportivas e revolucionou a moda praia com seus maiôs.

Fábrica da Indústria de Seda Nacional, Campinas, SP, 1923

ASSU ANTIGO

Rua Prefeito Manoel Montenegro, então Rua Siqueira Campos que já foi também Rua das Flores e Rua Pedro Amorim. Fotografia disponibilizada na web por Pedro Otávio de Oliveira.

domingo, 3 de maio de 2015

MOISÉS SESIOM, POETA DO ASSU NO FILME", O HOMEM QUE DESAFIOU O DIABO"




Moisés Sesiom (1883-1932) era natural de Caicó/RN, porém se fez poeta na cidade de Assu/RN. Cognominada Terra dos Poetas, onde está enterrado.Seus versos populares estão espalhados país a fora. Ele está colocado em várias antologias dos poetas potiguares e ficou conhecido como "O Bocage Norteriograndense".

"Poeta querido, de vida atribulada, de existência dura, de morte cruel. Vezes, horas e horas ouvi recitar versos de Sesiom, recordando a boemia, vivendo o anedotário, rico de episódios chistosos", depõe Câmara Cascudo.

Sesiom imortalizou-se no filme intitulado "O Homem Que Desafiou o Diabo", 2007, baseado no romance intitulado "As pelejas de Ojuara", do escritor potiguar Ney Leandro de Castro. O referenciado romance narra a história de Zé Araújo (Marcos Palmeira), um cacheiro viajante que foi obrigado a casar com uma filha de um proprietário de uma mercearia/venda e trabalhar com o sogro, por quem foi muito humilhado. Zé ao chegar num certo bar da cidade, conheceu  no balcão de certo botequim  do lugar, um senhor de nome Sesiom. Aí, Zé fica sabendo por intermédio dele, o referenciado poeta boêmio, que Sesiom é Moisés ao contrário. Logo teve a ideia de inverter o seu nome passando a se chamar Ojuara (Araujo ao contrário).

Neste vídeo acima podemos conferir o personagem Sesiom (o poeta), declamar para Zé Araújo (Ojuara), os versos (em décimas) conforme transcritos adiante:

Vida longa não alcanço
Na orgia ou no prazer,
Mas, enquanto eu não morrer,
Bebo, fumo, jogo e danço!
Brinco, farreio, não canso,
Me censure quem quiser!
Enquanto eu vida tiver,
Cumprindo essa sina venho,
E, além dos vícios que tenho,
Sou perdido por mulher!

Fernando Caldas
Quando é namoradeira
Não se senta, jamais cansa
Não merece confiança
Toda moça janeleira
É cega de tal maneira
que perde o tempo e não liga
Eu sei que o destino obriga
Moça que vive em janela
reparem. que toda ela
Tem um vergão na barriga

Moysés Sesyom

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                

Utensílios domésticos de barro. Feira livre de Ipanguaçu/RN. Fotografia de Aluísio de França.

Aprovado na Assembleia o projeto de lei que torna Luiz Soares Patrono do escotismo no RN

Resultado de imagem para eSCOTEIRO - Professor Luiz Soares de Araújo
O projeto de lei de autoria do deputado estadual George Soares (PR) que reconhece o Professor Luiz Correia Soares de Araújo como patrono do escotismo no RN foi aprovado em sessão realizada pela Assembleia Legislativa, esta semana.

O professor Luiz Correia, natural de Assú, foi um dos fundadores do escotismo no RN, presidente da Câmara de Natal e promoveu ações que o fizeram receber a comenda do Tapir de Prata, do General Baden-Powell, criador do Escotismo - a mais alta honraria que um escoteiro pode receber.

Sua vida de educador e inovador dos métodos diferenciados na educação do Estado foi o marco de sua carreira. Atuou nas fundações da Associação dos Escoteiros do Alecrim, da Escola Profissional do Alecrim, do Grupo Escolar Frei Miguelinho e na construção do Instituto Padre Miguelinho, doando o terreno ao governo do Estado. Faleceu em 1967, vítima de ataque cardíaco.

“É uma justa homenagem que fazemos do nosso mandato, a este ilustre assuense que tanto fez pela educação do Rio Grande do Norte e pelos escoteiros do Estado.” Disse o deputado George.
Assessoria de Imprensa do Deputado Estadual George Soares.

Mude, mas comece ... – 18/01/2004

sábado, 2 de maio de 2015

Abujamra declama "Loucos e santos" de Oscar Wilde



Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.

Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.

A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.

Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.

Deles não quero resposta, quero meu avesso.

Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.

Para isso, só sendo louco.

Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.

Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.

Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.

Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.

Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.

Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.

Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.

Não quero amigos adultos nem chatos.

Quero-os metade infância e outra metade velhice!

Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.

Tenho amigos para saber quem eu sou

Solenidade lembra 70 anos do fim da Guerra em Berlim

Cerimônia dos 70 anos da capitulação da capital alemã tem a participação de diplomatas e sobreviventes da Segunda Guerra Mundial. Fim da guerra foi também a libertação da Alemanha, diz ministro do Exterior alemão.
Uma solenidade na Câmara dos Deputados de Berlim lembrou neste sábado (02/05) os 70 anos do fim da Segunda Guerra Mundial na capital alemã.
O evento contou com a presença do ministro do Exterior da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier; do prefeito da cidade, Michael Müller; além de diplomatas e sobreviventes da guerra.
Para Steinmeier, o fim da guerra foi também a libertação do país que estava sob controle do nazismo. E, assim, nunca mais o ódio racial e a minorias deve encontrar lugar na Alemanha.
"Não soltaremos nunca mais a mão que vocês e suas pátrias estenderam para nós alemães", disse o ministro, dirigindo-se aos embaixadores dos EUA, Rússia e Polônia.
O ministro reforçou ainda o dever alemão de garantir a paz mundial. A Alemanha, devido à sua história, precisa fazer "talvez mais do que outros".
Já o prefeito da capital alemã reforçou a importância da capitulação do país para a evolução da cidade. Sem a libertação do nazismo e sem as incontáveis vítimas, Berlim não teria tido a chance de se desenvolver como "metrópole diversa, multicultural, cosmopolita e crescente de hoje", disse Müller.
Berlim estava destruída na primavera europeia de 1945
Capitulação de Berlim
A guerra na capital da Alemanha terminou uma semana antes da capitulação das Forças Armadas de Hitler, a Wehrmacht. No dia 2 de maio de 1945, as últimas unidades do exército alemão dispersas em Berlim se renderam. Dois dias antes, em 30 de abril, o ditador Adolf Hitler cometeu suicídio em seubunker na cidade.
A queda de Berlim foi anunciada por emissoras britânicas de rádio. "Berlim caiu. O marechal Josef Stalin acaba de anunciar a ocupação completa da capital da Alemanha, Berlim, a capital do imperialismo germânico e da agressão", noticiaram ao interromper sua programação.
A ofensiva soviética em direção a Berlim começou em janeiro de 1945. No dia 12 daquele mês, o Exército Vermelho preparou sua ofensiva no Rio Vístula. Uma semana depois, soldados soviéticos pisavam em solo alemão.
CN/dpa/epd

De: http://www.dw.de/

 Um soneto de João Lins Caldas na imprensa carioca.